Quando Aki e Kazu acordaram, já no dia seguinte, havia alguns peixes os esperando, Tia, Grigor e Valla comeram no dia anterior. O capitão foi para o convés e gritou, apenas berrou, sem motivo algum, e sentou ali mesmo. Todos seus companheiros acordaram e correram para lá, Aki se levantou da mesa que estava e abriu a porta para ver o que tinha acontecido, o mestre das correntes estava cheio de ataduras devido aos ferimentos. O próximo destino dos piratas do Punho de Ferro era a Ilha de Aurel, onde ocorreria um tal torneio de piratas, mas apenas Grigor e Kazu sabiam disso.

–O que aconteceu Kazu? -Perguntou Tia, preocupada.

–Estamos na rota errada, precisamos virar um pouco a noroeste, temos que ir para Aurel, levaremos uns 3 dias para chegar. -Kazu disse, sério, olhando sua tripulação.

–Pra que precisamos ir para lá? -Perguntou Aki, confuso.

–Não me diga que vão participar do torneio. -Valla disse, preocupada que a resposta fosse sim. Parece que ela já conhece esse torneio.

–Isso mesmo, encontramos um homem no bar... Na verdade ele nos achou, nos ofereceu um convite para o torneio, por termos derrotado um shichibukai e sermos novos nos mares, nós recusamos e ele, por causa disso, veio nos atacar, não conseguimos vencê-lo. -Grigor disse. Ele engoliu a seco. -Resolvemos aceitar quando ele chamou o Kazu de Kazu D. Aisuke, e disse que tem muito o que falar pra ele. -Nesse momento todos se chocaram, seria Kazu um parente do antigo pirata Monkey D. Luffy?

–Quem era esse cara? -Questionou Tia. -Devemos confiar nele?

–Não sei, ele também disse algo sobre "nossa linhagem", pelo que entendi ele deve ser um D., isso se o que ele diz é verdade. -Kazu sorriu para os companheiros. -Não recusaria uma aventura, ainda mais um torneio! Vou vencer todos e provar que sou o mais forte! -Cerrou os punhos.

–Estou com você. -Disse Aki. -Quem eu seria se não estivesse? -Ele riu. -Vamos descobrir quem é esse cara e qual a verdade.

–Estou dentro. -Disse Grigor.

–Conte comigo. -Tia acrescentou.

–É... Parece que sou uma de vocês agora, nesse momento já devo ter um preço na minha cabeça. -Valla sorriu. -Estou dentro, mas como eu entrei agora... Não devemos nos conhecer melhor?

–Justo, meu nome é Kazu Daisuke... Ou D. Aisuke... -Ele fez uma cara de confuso. -E vou me tornar o rei dos piratas!

–Aki, serei o maior guerreiro de todos, ninguém nunca me vencerá em uma batalha. -Ele riu.

–Vocês vão acabar lutando então? -Grigor perguntou sorrindo.

–Se o destino quiser... -Aki disse, os dois amigos se olharam com bom humor.

–Grigor Aggro, quero ser o símbolo da paz, vou acabar com a criminalidade, seja por piratas ou por marinheiros!

–Tia, irei encontrar minha ex-comandante, fazer ela desistir do plano dela, e então posso ajudar Grigor com o plano dele. -Ela colocou a mão sobre o ombro do amigo. Nesse momento Valla olhou para Tia, estranhando algo. -O que foi Valla? E você?

–Parar sua ex-comandante? -Ela entendeu aquilo. -Sabia que reconheci seu estilo de luta, você é uma espadachim dos Blues! -Ela estava impressionada, não fazia ideia daquilo.

–Sou... Algum problema? -Todos ali, mas principalmente Tia estavam estranhando a situação.

–Midori Hasagaya era sua líder não era? -Valla olhou para baixo. Tia respondeu que sim. -Ela é minha mãe, e ela é meu objetivo. -Todos os olhares fixaram em Valla, surpresos com tudo aquilo. -Quando eu tinha 12 anos ela partiu, dizendo que ia começar uma missão pacificadora no planeta, eu não queria que ela fosse, eu iria estar sozinha... Fiquei com o dono da escola de Muc, minha cidade natal, ele me criou até o ano passado, quando minha mãe voltou a ilha... Ninguém a viu, apenas eu, isso foi estranho... Eu implorei para que ela ficasse dessa vez, mas não ficou... Ela estava diferente de quando havia partido, ela parecia com medo, triste, estava cheia de cicatrizes, e disse que tinha que ir, mesmo que isso significasse nunca mais me ver. -Valla começou a chorar. -Ela me deu esse vivre card. -Ela estende a mão. -Não sei pra onde leva, se é pra ela ou não, mas eu preciso saber, e por isso eu comecei a caçar piratas, tenho uma ótima pontaria e sei lutar... Foi uma maneira que arranjei de ganhar dinheiro e pagar as viagens para diferentes ilhas até achar onde isso me leva...

–Não se preocupe. -Kazu se aproximou e abraçou a sua colega. -Iremos achar a pessoa a quem esse card leva, mas precisamos ir para Aurel antes, preciso saber a verdade... Se o que aquele homem falou for confirmado, achar essa pessoa vai ser muito mais fácil. -Ele sorriu para sua amiga.

–Obrigada.. -Ela gaguejou. Quando desviou o olhar, viu o tribal do braço de Kazu. -Eu tinha um irmão mais velho, vi ele pela última vez com 7 anos, ele tinha quase 20 na época... Ele tinha um tribal igual ao seu, mas era nas costas. -Ela ficou intrigada.

–Não encha sua cabeça de problemas, vamos resolver um por vez. -Disse Tia.

–Você disse que já ouviu falar desse torneio de Aurel? -Grigor pergunta, mais preocupado com isso do que com o emocional de Valla.

–Sim. -Ela engoliu o choro. -Mesmo sendo realizado aqui na Grand Line, as vezes até mesmo piratas do Novo Mundo vêm participar. -Ela parou de chorar e começou a falar sério com seus novos companheiros. -É perigoso, só os fortes participam, temos que tomar cuidado lá, piratas que não estão no torneio podem pegar nossos convites e participar no nosso lugar.

–Quer dizer que se formos roubados... Não poderemos participar? -Aki perguntou. Ele estava apoiado no batente da porta, seus machucados eram graves.

–Isso mesmo. -Isso preocupou a todos, menos Kazu, que ao tirar os convites do bolso, deixou o vento levar, quase caindo no mar.

–Cuidado seu babaca! -Grigor correu e fez uma brisa para trazer os convites de volta. -Eu guardo eles. Vai ser mais seguro.

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Duas horas antes

Um homem vestindo um sobre-tudo marrom andava por uma pequena rua perto de uma biblioteca, no centro de Soraka. Quanto mais andava, mais marinheiros apareciam, como se algo no final dessa rua necessitasse de uma segurança de primeira linha. Depois de alguns minutos andando, ele conseguiu avistar uma torre, esguia, não cabia muita coisa dentro, mas ela era alta, com uma escada no interior que levava direto para o topo. Dezenas de marinheiros guardavam o local, todos os cidadãos precisavam manter uma certa distância daquele local. Proibido entrar.

–Desculpe-me senhor, terá que se retirar daqui, esse lugar é de domínio da marinha. -Um marinheiro com uma espingarda na mão direita encosta a mão esquerda no peito do homem de sobre-tudo, impendindo-o de continuar. -Dê meia volta.

Entangle!–O dedo do homem virou a ponta de uma raiz, ele enfiou o dedo no peito do homem, de lá uma raiz enroscou no coração do guarda, e as substâncias liberadas seguiram pelos vasos sanguíneos até o cérebro. O homem permaneceu parado. -Escolte-me até lá em cima, atire em quem chegar perto de mim. -O homem continuou andando, os marinheiros começaram a se aproximar, pediram para que ele se afastasse e sacaram as armas. O homem não hesitou em continuar. O guarda que estava dominado pelo poder do estranho homem, atirou nos marinheiros que estavam com as armas levantadas. -Bom garoto, continue assim. -Dezenas de guardas vieram para cima dele. -Overgrowth!–Raízes surgiram do chão, imobilizando os guardas.

–É Evan, o Carnívoro! O que ele está fazendo aqui? -Um marinheiro se perguntou. -Você quer a Ion Ion no mi?

–Era mais fácil você ter deixado eu entrar sem nada disso acontecer. -Evan tirou o sobre-tudo.

–Ativem o alarme! -Gritou.

–Não! -Raízes surgiram do chão e prenderam os homens lá dentro da torre, que iam ativar o alarme da marinha.

–A marinha toda vai vir atrás de você!

–Que venham. -Evan continuou andando em direção a torre, mas algo inesperado aconteceu. Uma bomba de energia o acertou, jogando-o no chão. -Mas que merda é essa? -Quando ele olhou, ficou surpreso.

–Não estou aqui para brincadeiras Evan, fique fora do meu caminho. -Era Honey, mas o que ele estava fazendo ali? Tentando roubar a fruta também?

–Está aqui pela fruta? Vai dar pra algum de seus prisioneiros? -Evan se levantou e se preparou para lutar, transformando suas mãos em plantar carnívoras.

Density Beam!–O raio denso saiu da mão de Honey, indo em direção a Evan, que se esquivou e se dirigiu ao shichibukai, fez o movimento do soco, mas nesse momento se fundiu com outras raízes, emendando até chegar na torre, então a planta foi subindo, até chegar o topo. -Não! Bosta! -Honey correu para dentro, não podia deixar Evan pegar a fruta antes dele.

–Consegui! -Evan pega a Ion Ion no mi.

Parasite Bombs!–As esferas de energia grudam em Evan, sugando sua energia e então explodindo, liberando tudo. O carnívoro cai no chão e a akuma no mi cai de sua mão. Honey a pega. -Não, eu consegui. -Ele vira de costas e sai andando, mas Evan se levanta e forma uma parede de cipós na frente de Honey, impedindo-o de passar. A parede era enorme, de pelo menos uns 3 metros de altura.

–Eu vou levar essa fruta daqui... E mais ninguém! -Evan gritou, estava sério e nervoso. Já estava sangrando, os golpes de Honey tinha acertado-o em cheio.

Nesse momento Mokuro recebe a ligação do Almirante de Frota.

Seu plano está funcionando perfeitamente.