One Or... More

17 Bônus : Auuu


Notas iniciais
Oi, demorei, mas apareci, sentiram saudades? Pois eu senti.
MEUS DEDOS DOEM, então... eu mereço reviews? *-*
Vai ter outro bônus. RLX

Balancei as pernas pela centésima vez, cansada, voltei a massagear, elas estão tão inchadas, mal consigo caminhar direito, minha coluna dói tanto, não aguento o peso do meu corpo, recostei a coluna na cadeira macia em uma area aberta da minha casa na praia.

- Quantas horas mais ele pretende demorar? — Suspirei impaciente, voltei a atenção para minhas pernas, e passei o remédio que o médico tinha me receitado para aliviar as dores intensas — Ahrrr... Bem melhor — Levantei, andando lentamente para dentro de casa, e deitei no sofá cansada.

Escutei a porta da frente sendo aberta novamente, e bufei irritada, já pronta para da um sermão.

- Desculpa a demora meu anjo — Finalmente meu verdão chegou, sentou na poltrona ao lado do sofá, e voltei a sentar no sofá, um pouco incomodada e desconfortável — Como você está? Tudo bem?

Sim, eu já estava casada com o meu protetor.

- ... — Suspirei — As dores são intensas, nada que eu não consiga suportar, meus pés estão inchados e minha coluna dói, é muito peso para uma mulher, e você por que se atrasou? — Fiz beicinho, recebendo um selinho, sorri de canto.

- Perdoe o meu atraso, fui buscar uma coisa — Só então percebi uma caixa, com dois furos nas laterais, muito bem arrumada, e cheirosinha.

- O que é ? O que é ? O q-qu... — Quando ia terminar de questionar, ele voltou a me dar um selinho demorado.

- Você quando está empolgada desata a falar, e é muito curiosa, sorte a sua que eu quero ver a sua reação — Colocou a caixa cuidadosamente no chão, cheguei bem perto da caixa, tomando cuidado com a coluna e com a posição do envergamento dela.

- Auu — Escutei algo de dentro da caixa, cheguei mais perto — Auu — Como eu não notei os ruídos antes? Acho que eu esqueço das coisas ao redor quando o vejo.

- Abre de uma vez — Rolou os olhos em divertimento com o meu momento Sherlock Holmes.

- E depois a apressada sou eu — Bufei irritada, mas não menos curiosa, voltei a abrir a caixa, aos poucos, com um cuidado excessivo, e adivinha? — QUE LINDO ! — Berrei de um modo estrondoso, que deve ter provocado um Tsunami no japão, tamanha a potência do berro.

- Imaginei que ia gostar — Falou enquanto pegava o cachorro de dentro da caixa, um filhote bem pequenino, cor de caramelo, aparentando ter somente alguns dias de vida — Antes que pergunte, eu já pretendia adota-lo antes mesmo de nascer, sabe o Doutor Otávio? — Acenei afirmativamente, enquanto arrancava rapidamente e com cuidado o pequenino das mãos dele, e afagava no meu colo — A cadela dele estava para ter filhotes, e achei que a Eva iria gostar quando viesse.

- Tenho certeza que a Eva vai amar — Falei emocionada, afagando a cabeça do pequenino no meu colo — Amor, ele é dengoso que nem você.

- ... — Encarei, e percebi a feição desconcertada dele — Mesmo casados, não consigo deixar de ter vergonha, não sei como eu a conquistei, bom demais para ser verdade. — Comentou olhando as mãos constrangido.

- Eu que o diga, você é me completa, meu amor. — Sussurrei a última frase piscando maliciosamente, voltei a me concentrar no cachorro — Que nome daremos a ele? — Cocei a nuca indecisa.

- Que tal... Einstein? — Gargalhei — O que? É um bom nome — Falou aborrecido, mas ainda sim rindo.

- Clichê — Balancei a cabeça negativamente — Muito clichê... uma vez nerd, sempre nerd — Pisquei denovo rindo, recebendo um " Hump ".

- Como é o nome... — Pensou, colocando a mão no queixo, e coçando a barba rala — O nome do filme é Sempre ao seu Lado, mas eu esqueci o nome do cachorro que é protagonista.

- Hachiko — Falei com os olhos brilhando, é um filme e tanto, pena que eu choro toda vez só na abertura já começa o berreiro.

- Isso — Bateu nas duas mãos em concordancia como um verdadeiro cientista — Que tal Hachiko ? — Falou dirigindo-se para o cachorro, que olhou para ele e rosnou — Puff...

- Hachi? — Chamei o cachorro.

- Auuuu - Latiu, balançando o rabo alegre.

- Golpe de sorte, golpe de sorte — Respondeu, beijando meus lábios e indo até a cozinha.

Hmm, sinto um formigamento, e umas dores mais intensas que antes.

- OMG ! — Gritei quando percebi o liquido escorrer pelas minhas pernas, e uma pontada na barriga grande e roliça — BRUCE, VAI NASCER !

- O-o-oque? — Apareceu um Bruce todo esbaforido, correndo para lá e pra cá, procurando a bolsa com as coisas do bebê, e procurando a chave do carro, levantei calmamente, peguei as chaves do carro em cima da mesinha, andei até a porta e sai, fui até o carro abri e me sentei no banco de passageiros, enquanto encarava um Bruce incredulo no meio da sala.

- Vamos logo, e fecha a porta, a Eva quer nascer, e é pra hoje — Resmunguei quando ele finalmente entrou com a sacola com as coisas necessárias, acelerou o carro e saiu em disparada, sorte que ele é atencioso e me fez colocar o cinto, pela primeira vez eu vi meu marido nerd e metódico, andar como se estivesse em um racha. — Uoooool - Exclamei quando passamos pela quinta vez um sinal vermelho.

Chegamos finalmente no Hospital, apesar dele ter usado a vaga de defientes fisícos, eu não sou deficiente, eu sou grávida, resmungava para ele, enquanto era posta em uma cadeira de rodas

- ... — Fiquei em silêncio metade do caminho — É , talvez eu seja deficiente... mental — Rolei os olhos divertida, vendo todos encarando minha imensa barriga, enquanto eu alisava, tentando contêr em vão a dor cada vez mais cadenciada.

Fui colocada em uma cama hospitalar, e levada para um quarto, um Doutor apareceu, e começou a examinar... aquele local proibido.

- Está bem dilatado, já está na hora, estão prontos? — Concordei com a cabeça, vendo Bruce vestir-se com a roupa hospitalar, suspirei, é agora que eu ponho essa Eva para fora da minha barriga, e como algo sem vomitar.

~

Horas depois.

- Blerrrrgh - Vomitou pela décima vez, um Bruce esverdeado.

- Amor, não vira o Hulk ta? 'cê' tá tão verde que eu estou achando que é ele agora. — Pisquei divertida, fazendo ele rir, finalmente.

- Foi a coisa mais linda, e nojenta que eu já vi , uma benção da natureza — Não sei se era para me sentir ofendida, ou elogiada, de todo modo balancei a cabeça concordando, afinal ela quando leva minha barriga junto, a enfermeira voltou a entrar no quarto, com a Eva, já limpa e bem cuidada, pondo no meu colo.

- Hora de amamentar — Falou docemente a enfermeira com um jeito maternal, sorri e agradeci, vi ela cruzar a sala, e sair .

- Oi Eva, mamãe vai te alimentar agora tá? — Conversei com a menina tão pequena no meu colo, percebi ela finalmente abrir os olhos, e me encarar com os olhos do pai, tão linda. — Aqui meu amor, pepeito — Brinquei divertida, rolando os olhos — Seu pai aprova — Brinquei denovo, rindo da expressão constrangida dele.

- ... — Alisou a cabeça, Eva agarrou com a mão pequena os dedos do pai e colocou na boca — N-não meu amor, isso não é... é o... — Não sabia bem o que falar ,mas foi a coisa mais linda que eu já vi.

- Aqui meu amor — Direcionei-a até meu seio esquerdo, amamentando, sendo sugada com vigor, sorri, eu estava finalmente completa e feliz.