One Night
4 Ajudas
Notas iniciais
Chorando? Não! Por que choraria?
Só aceitei um \"convite\" de um cara que já me atraía, um amigo, tive um dos melhores momentos da minha vida. Esperava sinceramente algo mais, que nem eu sabia definir. E ele simplesmente havia tratado tudo como uma ida ao shopping.
Sim, eu estava chorando, como uma maldita adolescente apaixonada pelo cara mais popular da escola. Ridículo.
Yuu idiota.
Enxuguei as lágrimas, levantei, e caminhei até a geladeira, faria o que conhecia de melhor pra resolver os problemas, uma maneira bastante \"Uruha\", peguei uma garrafa de cerveja junto a outras, abri e solvi tudo que pude de uma vez só.
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Escutei o som de a campainhar soar, várias e várias vezes, barulho da madeira da porta, alguém chamando o meu nome. Eu estava deitado no sofá.
Tentei levantar-me, mas na mesma hora percebi que o meu corpo não acompanhava, me sentia tonto. As batidas na porta não cessavam.
- Já estou indo, um minuto. — Achava que precisaria de bem mais.
Pus-me de pé, e caminhei até a porta, eu tinha certeza que o meu corpo ia a ziguezague. Olhei pelo olho-mágico da porta e havia alguém, moreno isso eu sabia, a visão desfocada do pequeno vidro com a minha, não estava fazendo bom trabalho. Esfreguei meus olhos e abri a porta.
- Kou, não me preocupe de novo desse jeito, fiquei batendo um bom tempo aqui, já estava quase para ligar para a polícia, mas acho que seria melhor pros alcoólicos anônimos. — e abriu um sorriso, eu já havia o identificado só pela voz, mais aquele sorriso era inconfundível.
- Kai, desculpe! Bebi um pouco demais e acabei adormecendo. — e eu nem me lembrava quando eu tinha adormecido no sofá. — Entre.
Abri mais a porta e afastei para que ele pudesse entrar, não era muito normal Kai aparecer na minha casa sem mais nem menos, deveria ter acontecido alguma coisa.
- O que te traz por aqui?
- Vim ver como você estava, mas parece que aqui estava mais divertido, né?!
- Hahaha, muito divertido. — Ironizei para mim mesmo.
- Uruha, vai ter uma festa mais tarde no apartamento de um colega meu, você não o conhece, nem os outro membros, mais ele é bem legal. É aniversário dele, então pensei que talvez você pudesse ir. — convidou sorridente.
- Ahhh, não sei não...
- Vamos, sério! Diversão não faz mal a ninguém.
- Mesmo assim...
- Kou...
- Certo Kai, você ganhou. — desisti.
Era melhor não começar uma discussão, porque era óbvio que ele iria acabar ganhando. E realmente era uma boa idéia dar uma saída, relaxar, esquecer...
- Então vou tomar meu banho, vou tentar não demorar. — Falei enquanto atravessava a sala em direção ao meu quarto.
- Sem problemas. Vou ficar aqui assistindo TV.
Entrei no quarto e fui em direção ao banheiro.
O carro parou em frente a um prédio bonito, fachada amarela e branca, era alto.
- É aqui que o meu amigo mora, apartamento 313, vamos subir.
Descemos do carro e fomos em direção ao saguão, entramos no elevador e esperamos. Quando a porta abriu, mostrava um corredor com três portas, enfeitado com algumas plantas e quadros.
- Droga! — Kai falou e eu virei — Eu esqueci meu celular no carro, eu preciso dele, vou rápido buscar, e você pode ir à frente, é a última porta. — e entrou novamente no elevador.
- Espera! — coloquei a mão na porta, travando-a. — Eu nem conheço o cara, não vou simplesmente entrar lá.
- Eu avisei a ele que você viria comigo, vai lá, e diz que eu desci para pegar meu celular e já volto.
- Tá bom. — suspirei e tirei a mão da porta.
Segui no corredor, em direção á última porta, e só naquela hora havia me dado conta de uma coisa, não havia som algum, nem movimentação, e isso seria o normal para uma festa, não?! Ou então era uma festa bem \"tranqüila\". Parei em frente à porta, e girei a maçaneta, quando abriu, e empurrei, só enxerguei um apartamento semi-iluminado, e sem ninguém, então rapidamente fechei a porta. Não devia ser aquele. Kai devia ter errado o andar.
Fui em direção ao elevador, para ir atrás dele, e antes de eu apertar o botão, a porta abriu, e o meu queixo caiu.
Dentro do elevador estava um homem moreno, com uma calça preta que parecia grudada ao corpo bonito, uma camisa de mangas dobradas e alguns botões abertos. E ele tinha uma boca bem bonita, mais bonita que o comum. Mas não foi isso que me assustou, e sim que o tal homem se chamava Shiroyama Yuu.
Quando encarei os olhos dele, vi o mesmo assombro que deveria estar estampado nos meus.
- Kouyou! — foi só o que eu escutei dele.
- Yuu, o que você está fazendo aqui? — falei tão rápido, que duvidei que ele tivesse entendido.
- Eu deveria fazer a mesma pergunta a você! Mas adiantando, Ruki e Reita passaram mais cedo em casa e falaram que um amigo iria fazer uma festa, e que queriam que eu viesse, eu concordei, e aqui estou eu. – suspirou. — O Ruki esqueceu o celular no carro, então o Reita foi lá com ele buscar, e me mandaram vir na frente. — minha cabeça estava começando a formar hipóteses estranhas, mas eu decidi deixar pra lá.
- O Kai também me convidou por isso estou aqui, só que acho que ele deve ter errado o andar, porque com certeza não é aqui. — afirmei.
- Estranho, porque os dois me falaram que era aqui, no apartamento do fim do corredor. — Ele seguiu direto até a porta e eu acompanhei.
- Não adianta, eu já entrei, e não tem ninguém.
- Sei lá, vai ver saíram pra comprar alguma coisa, ou talvez se esconderam... — riu.
- Não vejo o porquê disso.
Ele entrou no apartamento e eu segui, era espaçoso, bem mobiliado, o que não dera para perceber quando abri e fechei a porta rapidamente mais cedo. Rodei os olhos mais uma vez pelo apartamento quando notei que Yuu estava parado na frente da mesa central da sala, com a cara mais estranha que eu já tinha visto.
- Yuu! — chamei, e ele nem se mexeu. — Yuu! — caminhei até ele — Aoi!
Agora dava para ver que ele segurava um bilhete em uma das mãos. Levantou o olhar e me entregou, baixei os olhos e li, e a cada palavra parecia que uma coisa gelada descia pela minha garganta e passava pelo meu estômago.
“Nós não somos cegos nem nada, percebemos que alguma coisa está errada entre vocês, aproveitem que estão ai, e acertem-se, resolvam-se, caso quiserem podem bater um no outro, mas, por favor, resolvam-se, e se por acaso der tudo certo, o apartamento é de vocês o resto da noite. Boa Sorte. De seus queridos amigos: Kai, Reita (ele foi forçado) e Ruki!\"
Só consegui formar uma frase:
- O que diabos é isso?!
\"Então, agora chegou o momento para limpar os olhos
Não há nenhuma maneira fácil,
As sementes que plantamos estão matando á nos mesmos...\"
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