One Night

16 Te Amo!


Notas iniciais
Mesmo com o pouco de reviews e nenhuma recomendação... Voltei pra postar um novo capitulo!
Espero que gostem...
As coisas entre o casal Cecilia e Damon vai começar a acontecer!!
Apreciem sem moderações!!

Ainda pensando no que fazer em relação à Rebecah, deitei na cama e logo apaguei. Tive sonhos muito estranhos que envolvia a mim, Damon e Rebecah. Acordei no dia seguinte com dor de cabeça e muito enjoada, como há muito tempo não ficava. Fiquei meia hora colocando tudo pra fora, quando estava melhor tomei banho, me arrumei e fui trabalhar, mas a dor de cabeça não tinha passado, só aumentando por causa da pouca comida no estomago.

Assim que cheguei ao trabalho, Elena percebeu que eu não estava bem, largou o que fazia e me acompanhou ate a minha sala.

- Cici, o que houve?

- Lena, eu to péssima.

- Melhor ir pro hospital

- Não precisa, é só uma dor de cabeça.

- Não dormiu direito?

- Não. Tive pesadelos à noite toda.

- O que aconteceu ontem pra te deixar assim?

Encarei Elena e depois a minha mesa, eu pensava se contava ou não e por fim achei melhor contar. Pedi que ela se sentasse e contei tudo.

- Mas que filha da puta. — Elena disse alto

- Hei fala mais baixo

- Desculpa, mas Cecília, você tem que contar.

- Como contar Elena? Ele é meu amigo e ainda mais, eu o amo. Como contar que a namorada dele esta mentindo e possivelmente traindo ele? Ele vai ficar arrasado.

- Melhor arrasado e consciente, do que magoado com você e levando chifre.

- Ai, eu não sei o que fazer. Foi por causa disso que acordei assim. Se quer saber quando eu saí do shopping, meu filho não parou de mexer e hoje acordei mega enjoada.

- Ta tendo enjôo ainda?

- Não, fazia tempo que não tinha. Foi por causa disso.

- Cecília, isso é um sinal. É o seu filho dizendo que você tem que contar a verdade.

- Eu vou Elena. Só preciso arrumar uma maneira que ele acredita em mim e não fica muito arrasado

- Arrasado acho que ele não vai ficar, mas um pouco triste e muito fudido, isso sim.

- Por que acha isso?

- Por que eu acho que ele não esta tão feliz assim com esse relacionamento. Como eu disse ontem por telefone, ele estava bem pensativo e quando Serena perguntou de Rebecah, ele não parecia muito feliz em falar dela.

- Sei lá Elena, só não quero colocar mais coisa na cabeça.

Depois dessa conversa o dia passou lento e entediante, eu tinha pouco coisa pra fazer, o que fazia minha mente ir para pensamentos que eu não queria pensar. Sai do trabalho aquele dia, pior do que cheguei. E ainda me encontrei com o Damon na garagem, que percebeu o meu estado e me fez varias perguntas. Consegui fugir de varias, mas a toda hora eu me via quase falando o que descobri e só de olhar pra cara dele, eu me lembrava do que Rebecah estava fazendo e sentia raiva, sabia que não era bom pra gravidez, mas não tinha como.

Uma semana se passou e eu não consegui contar ao Damon, uma porque eu não tive coragem e outra por que ele teve que viajar a trabalho. Elena me pesou as idéias a semana todo e prometi a ela contar quando ele voltasse. E eu esperava que a semana demorasse a passar, mas ela voou e no sábado à noite ele chegou e foi direto pra minha casa.

Eu estava deitada no sofá de calcinha e uma blusa de frio, já que logo menos chegaria o inverno. Damon entrou e eu acabei me assustando, por estar assistindo um filme de suspense.

- Que susto Damon. — disse me levantando e acendendo a luz

- Filme de suspense? — ele perguntou com um meio sorriso, mas percebi que ele estava estranho.

- É. — o analisei e percebi que estava um pouco abatido — Tudo bem?

- Sim. — ele voltou a dar o meio sorriso, largou as malas perto da porta e veio me abraçar e beijar a minha barriga.

- Veio direto pra cá?

- Vim, algum problema? — ele perguntou se sentando no sofá

- Não, claro que não. — me sentei também e ficamos um tempo em silencio

Ele olhava para a televisão que ainda passava o filme, só que estava sem som e eu olhava para ele. Algo tinha acontecido e eu sabia. Puxei Damon pra deitar no meu colo e comecei a passar a mão em seus cabelos.

- Me conta. O que aconteceu? — ele fez um barulho, típico de quando ele estava triste

- Você me conhece muito bem.

- 22 anos meu querido. — disse sorrindo e ele sorriu também

- Não quero te encher com os meus problemas.

- Damon. — disse seria

- Ta. — ele revirou os olhos. — O problema é esse meu namoro

- O que tem?

- Uma semana. Faz uma semana que estou tentando falar com a Rebecah e ela não me atende, não retorna as minhas ligações. — nessa hora me lembrei do que tinha acontecido e que tinha que contar. — Eu sei que ela me disse que ia fazer um trabalho em Búzios, mas ficar sem falar comigo? Sem mandar uma simples mensagem. Eu não to bravo ou triste, esse que é o problema. Pra falar a verdade eu nem ligo, mas sei lá. Nós somos namorados, era pra eu ligar se isso esta acontecendo, era pra eu estar correndo atrás, arrumando uma maneira de ir ate lá. Só que eu não tenho vontade de fazer isso. To achando, não eu tenho certeza que esse namoro já deu o que tinha que dar.

- Com isso você quer dizer...

- Que já esta na hora de eu terminar esse namoro

- Tem certeza? — perguntei meio que em duvida

- Absoluta. Eu não sei o que esta acontecendo lá. Ela tem me evitado e eu sei que é isso que esta acontecendo. Ela não se esforça para tentar vir me ver. Sempre diz que esta trabalhando, mas já vi varias fotos dela em eventos.

- Damon. — disse quando ele deu uma pausa

- Oi

- Se eu te contar algo, você vai acreditar?

- Claro. Eu nunca acharia que você esta mentindo pra mim.

- Bom, é que... — as palavras começaram a sumir de minha boca, mas as lembranças de Rebecah com outro cara aqui na cidade vieram com tudo.

- Fala Cici.

- Eu vi a Rebecah aqui na cidade domingo passado. — disse de uma vez

- Como? — ele levantou com tudo e me encarou

- É isso mesmo. Eu estava no shopping, na praça de alimentação e vi-a numa mesa, com um...

- Com um, o que?

- Com um cara e eles pareciam bem íntimos.

- Não, não, não. Ela não faria isso comigo! Não viria pra cidade e não me falaria. Ela estava em Búzios, ela me ligou no sábado.

- Damon, é verdade. — eu disse ficando de pé — Eu vi, ninguém me contou.

- E por que não me falou antes? Por que não me ligou na hora?

- Eu fiquei sem saber o que fazer. Fiquei com raiva dela, com o que ela estava fazendo. Eu tentei te contar depois, mas eu não sabia como e nem a sua reação, não queria te ver triste e depois você foi viajar e não achei certo te contar por telefone.

- Você a viu outra vez? — ele estava bravo, raivoso, eu via pelo os olhos dele.

- Não. Só aquele dia.

Ele começou a andar de um lado para o outro e depois do nada, saiu de casa, batendo a porta e deixando tudo pra trás, menos a chave do seu carro. Corri ate lá fora, mas o elevador já tinha fechando e eu estava sem calça. Voltei pra dentro desesperada, peguei o meu celular e ligando para o Stefan, fui colocar uma roupa.

- Cici?! — escutei a voz de sono do Stefan

- Stefan, por favor, não deixa ele fazer uma loucura.

- Loucura? Quem?

- O Damon.

- O que houve? Você esta nervosa

- Eu contei. — eu disse apenas, pois sabia que Elena tinha contado. — Ele saiu daqui transtornado e de carro.

- Calma Cici, lembre do bebê. Eu vou tentar falar com ele. Fique calma. E não sai de casa.

- Não posso Stef. Já estou indo atrás dele.

- Mas você nem sabe pra onde ele foi

- Eu descubro.

Desliguei o celular, terminei de me arrumar e corri pra porta, pegando as minhas chaves e indo atrás do Damon. Tentei ligar pra ele, mas só chamava e chamava e por fim caia na caixa postal.

- Droga Damon, atende.

Eu dizia ainda dirigindo. O meu celular tocou depois de um tempo, pensei que era o Damon, mas era o Stefan.

- Falou com ele? O encontrou?

- Não.

- Stefan, onde ele esta? — eu disse começando a chorar

- Calma Cici. Eu estou com a Elena rodando a cidade e você?

- To fazendo o mesmo.

- Você não sabe pra onde ele poderia ter ido?

- Não. — eu disse pensando em algum lugar, ate que. — Já sei.

Disse no celular e desliguei, mas antes escutei o Stefan falar:

- Onde?

Mas eu não tinha tempo para responder. Só acelerei o carro e fui pro lugar que eu tinha certeza que o Damon iria. Quase uma hora de viagem, cheguei onde Damon estava e para comprovar, encontrei seu carro parado ali. Desci do carro e senti o vento frio, que era aquele lugar, apertei o casado ao meu corpo e comecei a andar, seguindo a trilha que tinha ali. Quinze minutos de caminhada e eu encontrei Damon sentado numa pedra, olhando a cidade. Fui me aproximando lentamente, subi duas pedras e me sentei ao seu lado. Ele não se mexeu e nem me olhou, só ficou encarando a frente com o rosto molhado e os olhos saindo lagrimas.

- Desculpa. — eu disse e ele me olhou

- Não é você que me deve desculpas.

- Eu devia ter te contado antes.

- Você sempre me disse quem era a Rebecah, eu que nunca ouvi.

- Mas você mesmo disse que o relacionamento tinha acabado, por que esta assim?

- Não estou assim por causa do relacionamento. Estou assim porque sou um idiota e estou com raiva.

- Você não é um idiota. Só era um cego apaixonado. — Damon riu fraco

- Eu não fui um cego apaixonado o relacionamento inteiro. Antes de ela ir pro Brasil, eu já estava começando a ver quem era a Rebecah de verdade, já não estava mais apaixonado por ela, mas mesmo assim quis continuar o relacionamento.

- E por quê?

- Nem eu sei. Acho que eu já estava acostumado a ter alguém, ter uma namorada e eu não conseguia pensar em terminar um relacionamento, mesmo que não amasse mais ela.

- Mas você podia terminar com ela e encontrar outra pessoa, que valesse a pena.

- Eu já encontrei essa pessoa. Mas eu não sei se ela sente o mesmo. — ele voltou a olhar a cidade e eu abaixei a cabeça, senti vontade de chorar agora.

Mais uma vez eu estava perdendo o Damon. Ele já estava interessando em outra, já estava apaixonado por outra e eu aqui, acreditando que um dia ele seria meu.

- Por que não tenta ver o que ela sente? Se arriscar é sempre bom. — disse sorrindo, pra não chorar.

- Sempre tive medo em arriscar. Mas acho que se eu não arriscar nunca saberei, certo?!

- Isso mesmo. — disse segurando mais ainda o choro.

Senti o braço de Damon me puxar pra mais perto dele e ele me abraçar forte. Ficamos em silencio por um tempo e eu sabia que começaria a chorar logo, se não falasse alguma coisa e mudasse de assunto.

- E pra você saber, quase me fez ter um treco com o jeito que saiu.

- Serio? — ele perguntou divertido

- É e eu sou uma mulher grávida, não posso ter esses sentimentos. — disse rindo

- Desculpe. — ele disse passando a mão em minha barriga. — Não faço mais isso.

- Espero.

O silencio voltou, ate que sinto Damon me puxar mais, me fazendo sentar em seu colo.

- Damon, o que esta fazendo? — perguntei sem entender, encarando seus olhos azuis e sua boca carnuda.

- Me arriscando.

Então ele selou nossos lábios, me pegando de surpresa e fazendo o meu coração pular a milhões. Ele mantinha a mão em minha cintura, então passei meus braços por seu pescoço. Quando o ar começou a faltar, separamos os lábios dando selinhos e Damon sussurrou:

- Te Amo Cecília.

Perdi o ar e por um momento achei que estivesse sonhando. Abri os meus olhos lentamente para ver se era real e encontrei Damon sorrindo e com os olhos brilhando. Sorri com essa cena e sorrindo com os olhos saindo lagrimas, eu respondi:

- Te Amo Damon.

O sorriso dele aumentou o que fez o meu aumentar também. Depois voltamos a nos beijar. Iríamos continuar a nos beijar se o meu celular não tivesse tocado. Pensei em não atender, mas lembrei que Elena e Stefan não sabiam que eu tinha encontrado o Damon e deviam estar preocupados.

- Preciso atender. — disse me afastando relutantemente de Damon

- Por quê?

- Seu irmão e sua cunhada estão preocupados com você

- Claro, você ligou para eles.

- E você queria o que? Sai de casa daquele jeito, pensei que pudesse fazer alguma loucura.

- O que descobri não valia a pena fazer loucura nenhuma.

- Que bom. — dei mais um selinho nele e atendi o celular insistente. — Alo

- Ate que enfim.

- Oi Stefan

- Encontrou o Damon? Você desligou na minha cara àquela hora

- Desculpe, mas eu estava desesperada.

- E agora parece bem calma e feliz

- Eu encontrei o Damon

- E como ele esta? Onde vocês estão? Precisa que eu vá ai?

- Quanta pergunta Stef. Ele esta bem, estamos num lugar lindo e você não precisa vir aqui.

- Pelo o que eu vejo você não apenas se encontrou com ele, como aconteceu alguma outra coisa.

- Talvez, mas conversamos mais tarde.

- Certo e diga ao meu irmão que se ele me fizer sair atrás dele novamente no meio da noite com uma mulher grávida me ligando desesperada, será para bater nele.

- Pode deixar Stefan. — disse gargalhando com o jeito de ele falar. — E a Elena?

- Ta dormindo aqui dentro do carro

- Serio que ela consegue dormir com toda essa preocupação?

- Também não sabia disso. — ele disso e eu tinha certeza que estava sorrindo enquanto olhava para ela

- Certo, diga pra ela que o Damon esta bem e amanha a gente conversa.

- Okey, beijo e se comportem.

- Tchau Stefan. — disse revirando os olhos pelo o que ele disse

- E ai? — Damon perguntou assim que desliguei o celular

- Estavam preocupados com você, mas já estão indo pra casa.

- E podemos voltar onde estávamos? — ele disse sorrindo e já se aproximando

- Não. — coloquei a minha mão na boca dele.

- Por quê? — ele fez bico, o que deu uma vontade de beijá-lo, mas resisti.

- Ta frio, se você não percebeu e eu preciso ir pra casa e dormi. Ainda sou uma mulher grávida.

- Verdade. — ele disse dando um pulo e ficando de pé

Quando eu ia falar algo, ele voltou a abaixar e me pegou no colo, o que fez eu soltar um grito.

- Damon, eu sei andar.

- Eu sei

- Então me coloca no chão.

- Não.

- Eu to pesada

- Quem disse.

- Damon.

- Nada de reclamar. Vou levar você no colo.

E ele começou a descer as pedras e o pequeno morro, entrando na trilha comigo no colo. E eu me rendi, já sabia que não ia ter jeito mesmo e estava muito bom ali, aconchegante e quente.

Notas finais
E ai, gostaram??? Enfim eles declararam!!! Agora será apenas amor.... Será?????
Quero saber vossas opiniões!!
Então deixem reviews!! E se quiserem pode deixar recomedações!!
Ate o proximo capitulo!
Beijos'