One Night

11 Quarto mês!


Notas iniciais
Voltei com mais um capitulo!!
Espero que gostem...
Apreciem sem moderações!

Minha semana foi a pior de todas. Fiquei em casa sem poder ir trabalhar. Elena voltou na Meredith e pediu que ela fizesse um atestado pra mim, assim eu poderia ficar de repouso, sem perder o meu emprego. Minha chefa não gostou, mas entendeu. Eu estava doente e precisava ficar em casa. Mas ela me mandou um pouco de trabalho, eu precisava montar a matéria da minha viagem ate Los Angeles e fazer outras matérias. Mas isso Elena disse que estava tudo bem, era só eu ficar deitada mexendo no computador.

A cada cinco minutos era um dos três que me ligava, perguntando com eu estava, se precisava de algo ou senti alguma coisa. As respostas eram sempre a mesma:

- Eu estou bem.

Na segunda, como eu já esperava, Serena veio me visitar e eu acabei contando que estava grávida.

- Mas grávida?

- É Serena. Eu acabei me descuidando e aconteceu.

- Mas você esta bem?

- Sim, foi apenas um susto.

Depois da surpresa, ela adorou e disse que ia amar me ver com barrigão, ajudar a cuidar e tudo mais. Se ela já estava feliz assim, imagina o dia que descobrir que será neto dela. Por um momento fiquei tentada a contar, mas achei melhor não. Ela ficou fazendo planos e nessa hora eu vi da onde Damon tinha puxando esse jeito. Serena era igual ao Damon na hora de pensar. Antes de ir embora, ela me disse que eu podia contar com ela sempre e qualquer coisa era só ligar.

Na quarta-feira eu liguei pra minha mãe, conversei brevemente com ela e fiquei sabendo que ela e o meu pai iriam vir me visitar na próxima semana. Eu tive que mudar a minha consulta para quinta-feira, já que por causa da matéria, eu perdi o meu dia. Só que nesse dia Damon ia estar ocupado, então acabou que Stefan me acompanhou. Vê-lo chorando ao ver a imagem no ultra-som foi hilário, só que ao mesmo tempo emocionante e saímos os dois chorando.

Como ainda estava no inicio do quarto mês, não deu pra ver muita coisa, mas a medica disse que na próxima consulta, já daria pra ver melhor e escutar o coração. Fiz uma bateria de exames e estava tudo bem comigo e o bebê. O que deixou Damon aliviado.

Na sexta Rebecah embarcou pro Brasil e eu fiz questão de ir me despedir dela, Elena não entendeu, mas foi comigo e quando chegamos lá é que Elena soube o que eu ia fazer.

- Becah. — disse me aproximando.

- Cici?! — Damon disse sem entender

- Vim-me despedir da Becah e me desculpar é claro

- Se desculpar do que? — ela perguntou brava

- Pela a sua festa. Eu acabei atrapalhando tudo.

- Ah é, você deu um showzinho pra chamar atenção.

- Eu?! — coloquei a mão no peito. — Damon não te disse o que houve? — ela fez que não e Damon estava com uma cara assustada

- Não, ele não disse.

- É que eu estou grávida sabe e acabei passando mal.

- Grávida? — ela olhou de mim pro Damon. — Já sei esta dando o golpe da barriga em alguém?

- Não querida. Eu não preciso disso, não sou você. — sorri pra ela e sua face ficou vermelha de raiva. — Tchau querida, faça uma boa viagem.

Disse abraçando ela e afastando. Virei-me pra Elena e ri, minha amiga riu comigo, mas balançava a cabeça desaprovando. Voltei pro carro, deixando ela falando com o Damon e exigindo que ele contasse a historia direito e o motivo de eu vir falar aquilo.

- Por que isso Cici? — Elena quis saber

- Ela tinha que viajar sabendo. Ela vai ficar com coisa na cabeça e isso é o que eu quero.

- Ela é chata e tudo mais. Só que você não gostar dela tem haver com o Damon, ne?

- Não. Por que acha isso?

- Eu sei que você não sente apenas amizade por ele. Sei que o ama

- Eu?! Elena, você deve estar viajando.

- Ta bom, não precisa admitir, mas eu sei o que se passa nesse coração.

Resolvi ficar quieta, era melhor. E também eu não tinha o que falar.

Damon também quis saber o porquê que eu fiz aquilo e eu disse que era pra deixar na mesma moeda o que ele fez com o Samuel.

O meu final de semana foi em casa, mas eu já não agüentava mais e não via a hora de chegar segunda pra poder voltar a trabalhar.

No domingo à noite, Damon levou um pote de sorvete de maracujá pra mim, por que eu estava morrendo de vontade. E quando ele chegou, eu estava deitada no sofá com a blusa levantada e acariciando o volume um pouco maior da minha barriga.

- Sabia que essa visão é perfeita. — ele disse sorrindo

Depois sentou e colocou a minha cabeça no seu colo.

- Ela já esta grandinha. — disse pegando a mão dele e colocando em minha barriga

- Esta mesmo. E tão linda.

- Algumas roupas já não servem mais.

- Minha mãe quer te levar pra fazer compras. Ela esta pirando com esse bebê, deixando todos loucos.

- Isso por que ela acha que é apenas mais um sobrinho dela

- Se ela soubesse é que o neto ia matar todos com suas loucuras.

- Eu sinto vontade de falar

- Eu também.

Passamos a noite de domingo assim.

Segunda de manha voltou a minha rotina e de tarde os meus pais iam chegar.

Eu revisei a matéria que tinha feito em casa naquela semana, mandei pro e-mail da chefa e voltei a fazer as outras coisas. Na hora do almoço, Elena me chamou para comer.

- Só tenho que acabar de revisar esse artigo pra revista.

- Okey.

Ela sentou em minha frente e percebi um sorriso em seu rosto.

- O que foi? — perguntei sorrindo também

- To pensando em como será a sua vida quando o bebê nascer.

- Eu não paro de pensar nisso.

- Eu acho que vai ser um menino e a cara do Damon.

- Eu ia amar isso. Ter um Damonzinho comigo.

- Já que você não pode ter o original, ne?

- Não vamos começar com essa conversa, ne?!

- Por que você não admite?!

- Admitir o que?

- Que você ama ele e não é apenas como amigo.

- Eu não admito, porque não é verdade.

- Ta bom. Agora vamos.

Mandei aquele artigo pro e-mail da minha chefa, peguei a minha bolsa e sai com a Elena. No elevador nos encontramos com o Damon.

- Vão almoçar?

- Sim. Quer vir? — perguntei

- Quero sim.

Chegamos à garagem e fomos pro restaurante.

Cinco horas da tarde recebi a ligação da minha mãe.

- Já chegaram?

- Acabamos de pousar

- Quer que eu vá buscar?

- Não precisa, vamos pegar um táxi.

- Okey. Vocês ainda têm a chave do meu apartamento?

- Temos sim.

- Certo. Eu vou terminar aqui e encontro vocês lá.

- To curiosa pra saber o que você tem pra nos contar.

- Logo saberão.

Desliguei o celular e acabei ficando um pouco nervosa, o que fez o meu estomago revirar e eu tive que correr pro banheiro, mas no caminho me encontrei com a chefa e ela ficou preocupada.

- Cecília? — ela me chamou, mas não pude dar atenção.

Cheguei ao banheiro, entrei num reservado e não deu tempo de fechar a porta e coloquei tudo pra fora. Quando vi, Elena e a chefa Marisa estavam ali.

- Cecília, você esta bem? — Marisa perguntou

- Ela ta bem sim Marisa. — Elena respondeu, já que eu não podia.

- Como bem? Ela ta colocando tudo pra fora. — Marisa estava preocupada

- Eu to bem sim. — disse limpando a minha boca e levantando. — É só um enjôo.

- Como enjôo? A não ser que você... — ela foi perdendo a voz quando eu levantei a minha blusa.

- É, eu to grávida. — disse sorrindo fraco e dando de ombros.

Ela ficou um tempo parada, com uma cara assustada. Depois correu e me abraçou, começando a gritar.

- Aaaaaaaa.. Que maravilha.

Eu e a Elena começamos a rir.

- Você acha? — perguntei me afastando dela

- Claro. Sempre sonhei em ser mãe. Pena que não encontrei a pessoa certa ainda.

- Faça como eu, durma com qualquer um.

- Como? — ela perguntou sem entender.

- Cecília não sabe quem é o pai. Ela tava bêbada e dormiu com um cara ai. — Elena dizia numa cara bem lavada, como se aquilo fosse realmente verdade.

- Ah, mas pelo menos você esta grávida. — Marisa deu de ombros e sorriu.

Fiquei com vontade de contar pra ela. Pelo simples fato de que o pai do meu filho trabalhava na revista também. Percebi que a todo o momento eu queria contar quem era o pai, porque eu não ligava para o que iam pensar. Mas eu só não fazia isso, por consideração ao Damon e seu namoro. Eu não queria o ver sofrendo, se a Rebecah terminasse com ele.

Depois de melhorar e conversar mais um pouco com a Marisa, voltei pro meu escritório, peguei a minha bolsa e fui pro elevador. Na garagem, encontrei Damon perto do meu carro.

- Oi.

- Você esta melhor?

- Como?

- A Tati me falou que viu você correr pro banheiro.

- Tati fofoqueira. Só podia ser ela. — disse rindo. — Mas to bem sim, acabei ficando nervosa e meu estomago revirou.

- Nervosa com o que?

- Em contar pros meus pais.

- É hoje ne?!

- Sim. Eles já chegaram.

- Quer que eu vá junto?

- Não precisa.

- Mas passo lá mais tarde.

- Okey.

Dei um beijo no rosto dele e entrei no carro, indo pra casa e enfrentar os meus pais.

Assim que coloquei o carro na garagem, acabei ficando mais nervosa. Respirei fundo algumas vezes e sai, subi de elevador, usando a respiração que a doutora Meredith tinha me ensinado. Quando as portas se abriram, tremi um pouco, respirei fundo e entrei, encontrando os meus pais na sala.

- Filha. — minha mãe levantou do sofá e correu ate mim.

- Oi mãe. Que saudades. — entrei agarrada com ela e fechando a porta.

- Como você esta? Parece bem. E vejo que anda comendo bem também. — ela dizia depois de me soltar.

- Eu to gorda? — perguntei me olhando, pra ver se a roupa estava marcando.

- Que isso filha. — meu pai disse se levanto e me abraçando. — Esta linda como sempre.

- Verdade filha. O que eu disse, é porque você parece bem, ta com o rosto vistoso.

- Ah ta. — disse me sentando. — Como foi à viagem pra Alemanha?

Entramos numa conversa, onde só os meus pais falavam. Eu queria adiar o maximo possível a minha surpresa.

- Mas então filha o que tinha pra nos contar? — minha mãe perguntou

- Ah é. — sorri fraco — Vou tomar um banho e eu conto, pode ser?

- Claro. — minha mãe ia recusar, mas meu pai falou na frente.

Sorri pros dois e fui pro meu quarto. Tomei um banho de meia hora, coloquei uma roupa folgada e voltei pra sala.

- Conta filha. — percebi que a minha mãe estava ansiosa

- Okey. — sentei na poltrona de frente pra eles. — Antes de tudo quero saber como esta a saúde de vocês?

- Por quê? — minha mãe perguntou

- Pra o caso de vocês não terem um ataque do coração.

- Filha, você esta deixando eu e sua mãe preocupados.

- Desculpa

- E nossa saúde esta boa, agora conta.

- Okey, lá vai. Eu to grávida. — disse e sorri

Meus pais ficaram me encarando por um tempo, eles não tinha reação nenhuma. Comecei a ficar preocupada, percebi a minha mãe perder a cor e meu pai colocou a mão em seu peito. Levantei-me e fui ate eles.

- Mãe, pai. Por favor, falem alguma coisa? Vocês estão bem?

- Grávida? — minha mãe levantou com tudo e gritou. — Grávida? Como grávida?

- Mãe. — ela gritava e não me deixava falar. — Mãe, me escute.

- Escutar o que Cecília Harris? Que você engravidou aos vinte e um anos? Que jogou sua vida fora? Quem é o pai? Fala-me.

- Mãe. — meus olhos estavam cheios de lagrimas, mas eu ia ser forte e não ia chorar. — Eu não joguei a minha vida fora. Eu quero e vou ter esse filho. Sempre foi o meu sonho...

- Sonho? Ser mãe nova? Perder as oportunidades da vida?

- Cristina. — meu pai falou alto a repreendendo.

- O que Leandro? Vai me falar que pra você esta tudo bem sua filha grávida aos 21 anos?

- Não é isso. Mas escute o que ela tem pra falar. Deixa ela se explicar. E se ela quiser ter esse bebê à gente vai apoiar.

- Mas...

- Nada de mais Cristina.

Minha mãe ficou quieta e sentou no sofá, me encarando ainda brava. Olhei agradecida para o meu pai e sentei na poltrona.

- Sempre foi o meu sonho ser mãe. Quando eu descobri fiquei perdida, sem saber o que fazer. Mas foi passando os dias e agora eu não me vejo mais sem essa gravidez. Eu estou amando isso. — disse com um sorriso no fim da frase e meu pai acompanhou. Percebi que minha mãe ficou mais calma, só manteve a cara fechada. — Eu não sei quem é o pai.

- Como? — minha mãe ia levantar, mas meu pai a segurou.

- Eu terminei o meu namoro com o Tyler, como contei a vocês. O Damon não queria me ver triste então fomos para uma balada, eu bebi demais e acabei dormindo com um cara ai, só que eu não sei quem é e nem me lembro.

- O Damon estava junto? — minha mãe perguntou e eu assenti. — Ele devia estar tomando conta de você, porque deixou você fazer isso?

- Mãe ele estava lá pra se divertir também. E ele não ia imaginar que isso ia acontecer.

- Resumindo, ele estava bêbado.

- Deve ser. — dei de ombros.

- E não tem como ele ser o pai? — meu pai perguntou e eu acabei me assustando um pouco

- Não. Claro que não. — eu disse gaguejando um pouco. — Pai, ele tem namorada.

- Mas se vocês dois estavam bêbados...

- Eu nunca ia dormir com ele pai, somos só amigos.

- Tem certeza?

- Eu não posso ter certeza de nada. — disse por fim.

- Leandro, não viaja. Se fosse ele, Mylena saberia. Damon não ia sair no meio da madrugada.

- É isso mesmo mãe.

- E o que você vai fazer filha?

- Eu vou levar essa gravidez adiante. Vou ter esse filho, vou cuidar dele.

- Sozinha?

- Não, o Damon vai me ajudar, a Elena e o Stefan também.

- E nós dois também.

- Obrigada pai. Mas eu não quero que vocês desistam da viagem por minha causa

- Mas filha...

- Não pai. Se eu precisar eu falo com vocês. Mas ajuda dos meus amigos já esta de bom tamanho.

- De quanto meses você esta?

- Acabei de entrar no quarto mês.

Conversamos sobre tudo e quando deu oito e meia, meus pais resolveram se deitar.

- Mãe

- Oi.

- Você esta brava comigo?

- Claro que não minha filha. Fui pega desprevenida, de surpresa. Mas esta tudo bem. Fico feliz por você. E vou amar ser avó, mesmo achando que sou nova ainda.

Abracei-a e meu pai se junto no abraço.

- Também quero. — nos afastamos quando ouvimos uma voz

- Damon. — minha mãe gritou indo abraçá-lo

- Oi Cristina. Que saudades. — ele a abraçou. — Oi Leandro. — ele disse abraçando o meu pai também.

- Como está garotão? — meu pai perguntou

- To bem. E vocês?

- Um pouco surpresa com o que soubemos, mas bem. — minha mãe disse.

- Então já souberam? — Damon perguntou me olhando

- Que seremos avós? Sim.

- E?

- Cecília sabe o que faz, ela tem sua vida e uma boa vida. Tenho certeza que nossa filha se dará bem como mãe. — meu pai falou com os olhos brilhando

- Eu acredito nisso e vou ajudar ela, a cuidar desse bebê. — Damon dizia passando a mão na minha barriga e meu pai olhou meio de canto, como se tivesse desconfiado de algo e gentilmente eu me afastei do Damon.

- Nós sabemos. — minha mãe disse — Agora nos de licença, que vamos dormir.

- Okey.

Meus pais se despediram de nos dois e foram pro quarto. Eu me joguei no sofá e Damon veio junto.

Notas finais
Aos poucos todos ficam sabendo da gravidez!! O que acharam da reação da mãe da Cecilia??
E do capitulo em geral???
Não esqueçam dos Reviews!!
Ate o proximo capitulo!!
Beijos'