One Night
7 Primeiro mês
Notas iniciais
Apreciem sem moderação!!
Aquele dia na medica foi tudo normal, ela me fez todas as perguntas possíveis, sobre tudo. Examinou-me e pediu exame de sangue e de urina. Depois foi a vez do ultra-som. Damon ficou um pouco nervoso quando ela falou que ia fazer a ultra e eu tentei acalma-lo. Mas notei que a medica percebeu algo, só que ficou quieta.
Eu deitei na maca e levantei a blusa, ela passou o gel gelado em minha barriga e disse.
- Hoje não vai dar pra ver muita coisa e nem escutar nada, isso será só pra ver de quantas semanas você esta. Daria pra ver pelo o exame de sangue, mas como vai demorar um pouco, prefiro assim.
- Okey.
Damon segurou em minha mão e eu lhe lancei um sorriso. A medica começou a passar a maquina e na tela atrás de mim começou a surgir algumas imagens, e como ela disse não deu pra ver nada. Ela passou por meia hora, analisou algumas coisas e desligou, me entregando um papel para limpar a barriga. Sentamos na mesa e ela falou:
- Você esta de cinco semanas. Que é um mês e uma semana.
- Certo. — assenti, me lembrando da noite que passei com Damon.
- Eu irei receitar uma vitamina pra você, ela irá ajudar na gravidez.
Ela escreveu algumas coisas numa folha e me entregou.
- Assim que ficar pronto os exames eu te ligo e você volta. Mas pelo o que eu vi esta tudo em ordem.
- Obrigada doutora.
- De nada. E só mais uma coisa é bom que nos primeiros três meses você fique mais calma, não faça muitos exercícios ou se estresse, por que isso pode ocasionar um aborto.
- Certo doutora. — disse tranqüila, por já saber que isso poderia ocorrer, mas Damon... Ele ficou nervoso e quase entérico
- Como assim aborto? — ele perguntou seus olhos arregalados
- Nos três primeiros meses, o feto não esta tão seguro no ultero. E algo a mais pode fazer com que o corpo da mulher rejeite o feto.
- Então acho melhor a Cecília ficar três meses em casa
- Damon. — disse brava
- É serio. Não quero que você tenha um aborto. — ele disse me encarando e eu tentei repreende-lo, já que agora eu teria a certeza que a medica ia perceber algo.
- Não é pra tanto Damon. Ela pode fazer o que faz normalmente, não é assim tão fácil do corpo rejeitar. Só não se esforçar muito, passar do limite e a vitamina que eu receitei vai ajudar a manter o feto forte e seguro. — ela dizia sorrindo, para acalmar Damon.
- Tem certeza?
- Claro que ela tem, ela é medica Damon e para de ser paranóico. — cheguei mais perto dele e sussurrei — Ela vai perceber sua preocupação.
Disfarcei depois que disse e nós despedimos da medica, indo pro carro. Percebi que Damon ainda estava preocupado.
- Damon.
- Oi?
- Eu sei que você esta preocupado, mas nada vai acontecer com o bebê.
- Eu sei. Mas é que eu não quero que nada aconteça. Eu sei que não foi algo esperado, mas eu quero muito o bebê, quero muito ser pai. — seus olhos brilharam quando ele falou a palavra pai
- É meio louco tudo isso, mas eu amei saber que vou ser mãe. Sempre quis isso e se for pra ter um filho, fico feliz por você ser o pai. Por que sempre teremos um vinculo. — sorri pra ele e segurei sua mão livre.
- Cecília
- O que?
- Me prometa que qualquer coisa você vai falar comigo? Se você precisar de qualquer coisa, a qualquer hora?
- Claro que prometo Damon. Eu vou-te encher muito com essa gravidez, ate você dizer que não agüenta mais.
- Então será nunca.
- Mas não podemos dar muita bandeira, senão vão perceber.
- Claro.
Depois desse dia, se passou uma semana, meu mal estar diminuiu, sendo agora toda manha. O que fazia eu mal tomar café, mas fora isso nada demais. Com o que a medica disse, eu tive que começar a diminuir o ritmo de trabalho. Pedi que a Elena procurasse ajuda de mais alguém na festa da revista, ela não entendeu e eu disse que estava em uma semana ruim, ela entendeu como menstruação e eu deixei que ela acreditasse. E o resto eu consegui manter o ritmo que estava. Minha alimentação mudou, antes eu comia quando dava, agora eu comia a cada três horas, sem faltar, estava sempre com algo de comer na bolsa.
Damon vivia me ligando ou indo ate o meu andar saber como eu estava e isso acabou deixando Elena curiosa e me enchendo com isso. Eu sabia que tinha que contar pra ela, mas ia esperar os exames ficarem prontos e a medica dizer que a minha gravidez estava bem.
No meio da semana eu recebi uma encomenda da minha mãe e foi ai que eu lembrei que tinha que contar pra ela e não sabia como. Eu sabia que ela ia me apoiar, mas ficava pensando em qual seria sua reação ao descobrir que eu não sabia quem era o pai, que no meu caso era omitir quem era o pai. Mas eu deixaria para pensar nisso quando fosse revelar e com ela eu não poderia demorar a contar.
No inicio da segunda semana, Meredith ligou para o meu celular dizendo que os exames estavam prontos e eu marquei para aquela tarde mesmo, já que o meu dia estava mais livre. Damon conseguiu agilizar as suas coisas e foi comigo, o que fez a medica perceber ainda mais e eu já sabia que ela desconfiava que ele era o pai, mesmo ela nunca ter dando a entender.
O fim do mês estava chegando, eu estava completando dois meses. Minha barriga ainda não estava aparecendo, mas eu percebi que algumas calças não entravam mais. A medica disse que a gravidez estava bem, que eu estava saudável e que tudo corria bem, mas que era pra ainda tomar cuidado. Ela também disse que a barriga ia começar a aparecer lá pro fim do terceiro mês e isso já me deixou nervosa, pro outro lado Damon ficou eufórico, já querendo ate saber o sexo do bebê.
Elena estava cada dia mais curiosa em relação a minha saúde, já que os meus hábitos mudaram e eu estava mais preocupada com a minha saúde, eu tentava fazer ela esquecer, mas cada dia mais ela insistia.
Eu me encontrei com o Samuel duas vezes naquele mês, um foi o jantar a dois que ele insistiu que acontecesse e o outro foi no aniversario de sua mãe, que fez questão da minha presença. E nesse dia foi que eu contei a ele que estava grávida. Por dois motivos, eu estava realmente gostando dele e não queria mentira e porque nas duas vezes que nos encontramos eu passei mal.
- Samuel.
- Oi Cici. — nós estávamos sentado numa mesa em frente a sua piscina
- Eu tenho algo pra te contar.
- O que?
- É algo que pode ser que mude nosso relacionamento.
- Você esta me deixando nervoso assim. — ele disse sorrindo, mas percebi que estava ficando nervoso mesmo.
- Eu descobri há um mês e meio que estou grávida. — disse olhando em seus olhos verdes
- Grávida? — ele perguntou assustado
- É. — eu disse abaixando a cabeça
- Mas eu pensei que você estivesse solteira
- E estou, mas aconteceu.
- Quem é o pai?
- Eu não sei. — disse abaixando a cabeça novamente, com medo do que ele fosse pensar.
- Hei. — ele levantou meu rosto. — Tudo bem. Nada vai mudar. Se precisar estou aqui.
- Obrigada. — eu disse abraçando-o e beijando seus lábios.
- Alguém mais já sabe?
- Só o Damon. — Samuel fez careta. Eu acabei descobrindo nesse mês que Sam tinha ciúmes de Damon.
- Por que ele? — sua voz tinha um leve tom de raiva
- Ele é meu amigo e estava comigo quando eu descobri. — menti e ate que eu era boa nisso.
- Ah. — ele disse apenas e depois de um tempo voltou a falar. — Se precisar de alguém pra ajudar ou sei lá dizer que é o pai...
- Não. — eu não deixei ele terminar. — Não quero te envolver nisso. Nós somos amigos, eu gosto muito de você, estamos tendo um envolvimento legal, mas eu quero que seja só ate ai. Não quero te envolver com o meu bebê, porque não quero perder nossa amizade, se isso não der certo.
- Okey, te entendo. — ele disse, mas notei que ele ficou chateado.
Mas eu não podia deixar mesmo. Ele não era o pai, meu filho já tinha um pai bem presente. Damon não ia gostar e eu também não queria isso. Seria iludir demais o Samuel e eu não queria isso. Por que eu sabia que mais cedo ou mais tarde eles iam saber quem era o pai do meu filho. Imagina se o meu filho sai a cara do Damon? Isso era uma coisa provável e que eu queria que acontecesse. Imagina uma miniatura do Damon. Com aqueles olhos azuis e cabelos pretos. Com todo seu charme, seu olhar e seu sorriso. Meu filho iria encantar a todo mundo. E se fosse uma menina? Ela iria arrasar corações e ia dar uma dor de cabeça para o Damon, do jeito que ele é ciumento.
Sai dos meus devaneios quando sinto alguém pular em minhas costas, era Aline. Samuel ficou bravo depois, dizendo que poderia ter me machucado e tudo mais, Aline não entendeu, mas eu sim. E agora eu teria que agüentar, se já não bastasse Damon, teria o Samuel para ficar me enchendo com a minha segurança e do bebê.
Eu contei pro Damon depois que Samuel sabia que eu estava grávida, ele não gostou muito, mas odiou mais ainda quando eu disse que fiz isso porque gostava dele e queria ter um relacionamento serio e sem mentiras e Damon jogou na minha cara:
- Relacionamento serio? E o que disse sobre o pai do bebê? Que sou eu?
- Não. Eu disse que não sabia.
- Belo relacionamento serio esse. — ele estava bravo e eu não entendi o porque.
- Por que esta assim? Nunca ligou para os meus relacionamentos, nunca falou nada.
- Você esta grávida e de um filho meu
- O que isso tem haver? Só o filho é seu, eu sou solteira e posso me relacionar com quem quiser.
- Eu não quero te ver sofrer e algo acontecer com o meu filho
- Nada vai acontecer com o nosso filho.
E essa foi a primeira vez que brigamos serio. Ficamos uma semana sem nos falar e só falávamos o básico, que era sobre o bebê.
Foi a pior semana da minha vida, era como se faltasse um pedaço de mim.
Meu relacionamento com Samuel estava cada dia melhor, ele era todo preocupado comigo e com o bebê, era carinhoso e um sonho. Mas às vezes eu não me sentia feliz ao seu lado, como se não fosse o certo.
Já era a ultima semana do mês, a festa da revista já estava pronta, era só chegar o dia. Elena não ficava muito no meu pé, mas eu percebia seus olhares. Rebecah ia mesmo para o Brasil e Damon estava preparando uma festa de despedida e isso eu soube pelo o Stefan, já que Damon não queria falar comigo.
A festa da revista chegou e eu estava me arrumando, quando o interfone tocou. Coloquei um roupão, já que não encontrava roupa nenhuma que ficava boa e fui atender.
- Quem?
- Damon.
Ele disse e eu apertei o botão para abrir o portão. Não sei por que ele não usou a chave, mas acho que por não estarmos nos falando, ele deve ter achando sem graça aparecer do nada. Abri a porta, quando ouvi o barulho do elevador.
- Oi. — eu disse sorrindo e ele sorriu de volta
- Oi. — ele passou por mim e acariciou a minha barriga.
Fechei a porta e fui ate o sofá, onde ele já estava sentando.
- Não usou a chave por quê?
- Fiquei sem graça de aparecer do nada.
- Que isso Damon, somos amigos não somos. — disse sorrindo
- Sempre. — ele se levantou e eu também, nos abraçamos.
- Senti a sua falta
- Eu também. — eu já estava chorando. — Não chora.
- São os hormônios. — e era verdade, agora eu chorava por tudo.
- Esta pronta?! — ele perguntou depois de afastarmos
- Não. — disse limpando as minhas lagrimas. — Eu não acho roupa
- Ah já vai começar. — ele disse balançando a cabeça
- O que?
- Você ficando paranóica, dizendo que não tem roupa e a sua barriga nem cresceu ainda. — ele disse rindo, eu bati no ombro dele e fui pro quarto.
Ele me seguiu e ficou sentando na cama me vendo jogar as roupas. Depois de experimentar varias e de Damon falar que todas estavam boas, eu escolhi um vestido de manga três quartos, uma sapatilha e peguei um casaco, já que estávamos entrando no Outono e a noite sempre esfriava, não era frio, mas no meu caso de grávida, era melhor não arriscar. Arrumei o meu cabelo e fiz uma maquiagem, indo para a festa com o Damon.
Como a festa era da revista, os convidados era os funcionários de todos os andares, alguns amigos dos chefes e de outras revistas e poderíamos levar algum companheiro, eu chamei o Samuel, mas ele teve que estudar. Era o ultimo ano dele na faculdade de Medicina.
A festa foi ótima, eu e a Elena recebemos muitos parabéns e elogios. Nós divertimos, comemos e bebemos, ate dançamos. Mas no meio da festa comecei a ficar cansada e fui me sentar, na mesa que era minha, da Elena, do Damon e do Stefan. Rebecah não pode vir porque estava se arrumando pra viagem, mas eu sabia que era por que ela não gostava de festas de trabalho e nunca veio em nenhuma da revista. Só ia às festa que pudesse se promover.
- Que foi Cici? — Elena se aproximou perguntando
- Cansei. — disse tomando água
- Que isso? Cecília Harris cansada numa festa?
- Hei, eu sou humana ta.
- Sei, mas você esta estranha.
- Estranha? Como?
- Vive cansada, não quer mais sair pra nada e hoje nem bebeu, só ficou na água e suco.
- To me cuidando Elena e você devia fazer o mesmo.
- Eu acho que tem alguma coisa ai.
- Não tem nada.
- O que as moças estão conversando? — Damon chegou com Stefan
- Nada, só a Elena implicando comigo.
- E por quê? — Stefan perguntou sentando e puxando Elena pro seu colo
- Eu só mudei alguns hábitos e ela achou ruim.
- Eu acho que a Cecília esta certa em mudar alguns hábitos. — Damon disse se sentando ao meu lado
- Eu acho legal, mas por quê? A vida é uma só, temos que aproveitar. — Stefan disse animado.
- Então vai ser assim, ficarei por um tempo nesse meu habito e depois eu volto.
- Quanto tempo? — Elena perguntou e eu sabia que sua pergunta não era à toa
- Sete meses. — disse sorrindo e antes que Elena pudesse me falar algo, eu disse. — Vou ao banheiro e depois quero ir embora.
- Eu te levo. — Damon disse logo em seguida.
Corri pro banheiro e depois me despedi de Elena e Stefan, e fui me encontrar com Damon na porta.
Notas finais
E ai o que acharam desse capitulo?!?!
Reviews??
Recomendações??
Vejo vocês no proximo capitulo!!
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