One More Time
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Notas iniciais
Bom, espero que gostem deste capitulo. Desculpem a demora, as vezes fica difícil escrever e as ideias ficam confusas, mas tentamos ao máximo não demorar muito e deixar o capitulo o melhor possível para quem acompanha e conhece nossas historias.
Nem sei quanto tempo eu levei ouvindo minha mãe reclamar sobre minha decisão, mas eu simplesmente não aguentava mais aquele ambiente.
Tinha minhas malas prontas e documentos também, pois graças a minha menoridade, poderia apenas entrar no Japão com autorização. Eu estava tão ansiosa para chegar ao meu destino que acabei por não conseguir dormir como deveria, acordei de madrugada — ou melhor, nem dormi. Minha mãe me chamou para comer algo antes de ir para o aeroporto, teria que sair nesse horário se quisesse chegar no Japão ao amanhecer. Quando chegamos lá, não demorou muito para que eu tivesse que me despedir de minha mãe, meu padrasto também estava junto e eu dei apenas um tchau para ele. Após entrar no avião, eu logo peguei no sono pela noite mal dormida. Ao acordar, a primeira coisa que ouvi foi o comandante a anunciar o breve pouso do avião. Enfim pousamos e todos se prepararam para descer do avião, depois que desci fui em direção à saída de desembarque e avistei minha vó. Eu não naturalmente não costumava pensar as palavras em japonês e sim em francês, mas me surpreendi ao perceber que consegui falar fluentemente sem pensar antes no que dizer.— Minha neta, que bom que chegou. Ouvi minha avó dizer e logo me abraçar, uma sensação de conforto e nostalgia percorreu meu corpo e mente também.— Vó! Faz tanto tempo... Estava com saudades.— Eu também, mas agora vamos, seu avô está lhe esperando. Entramos no carro e partimos para minha nova vida... O caminho era bordado por cerejeiras cheias de flores, as pessoas andavam tranquilas pelas ruas, tão diferente de Paris, onde a pressa era constante. Chegamos a casa, reparei que tudo continuava o mesmo, a casa e toda a vila, tudo continuava igual. Nossa! Parece que o tempo parou por aqui. Entramos na casa, era simplesmente linda; cheia de ornamentos japoneses como máscaras e até mesmo uma katana exposta na sala. Era como se estivesse em uma aula de história. Vi que meu avô vinha em minha direção, era como o Senhor Miagi só que um pouco mais novo.— Vovô, que saudades!— Querida, como foi a viagem?— Muito boa... na verdade, foi bem tranquila.— E sua mãe, como está?— Bem, ela está ótima. Até irá casar de novo, embora eu não goste do cara. — Entendo, espero que esse tempo aqui lhe ajude a entender melhor as coisas. A paciência é algo sábio.— Assim espero, vovô.— Lembra-se do meu dojo?— Não muito... Mas sim, lembro.— Amanhã vamos lá. Mas agora é hora de ir para seu quarto, decoramos com todo carinho. Subi as escadas com as malas, a cada passo, pensava como minha vida iria mudar de agora em diante; estava na hora de me adaptar, começando do fuso horário, era bem maluco, mas daria certo e ainda tinha a escola nova. Essa, sim, vai dar trabalho. Será que existe patricinha japonesa? Espero que não, caso contrário meu muai thay terá que ser usado. Continuei até meu quarto e logo que o abri, imaginei que era um pedaço de paraíso. Nada de carros em ruas ou sons de buzinas a vista, o que se via pela janela era um enorme jardim cheio de árvores em flores. Aqui, sem dúvida, é meu lugar. Joguei as coisas na cama e corri para a janela, logo comecei a desenhar o jardim e tirar algumas fotos; era realmente lindo. Minha mãe ia adorar isso aqui... é tão doce e calmo. Não percebi o passar das horas e quando vi já era quase o meio da tarde, desci as escadas e corri para avisar a meus avós que iria dar um passeio — seria bom conhecer a vizinhança. Vamos lá... se enturme. Andei pelas ruas e falei com algumas pessoas; o japonês era de mais fácil compreensão que o esperado, consegui até mesmo conversar com um rapaz que passava. Que gentil, ao menos é o que passa a primeira impressão. Continuei andando pelas ruas, era cada uma mais linda que a outra, não conseguia parar de tirar fotos do lugar. Mesmo tendo brigado com minha mãe, eu sentia falta dela e talvez estas fotos pudessem acalmar os ânimos. A noite começava a cair, logo me apressei em voltar para casa quando tive uma sensação estranha, de como se estivesse sendo observada. Mas o que é isso agora!? Vai começar a ter medo da rua agora, Nina?! Apressei os passos para logo chegar, quando ouvi aquela voz, a voz que as ouvia em meus sonhos.— Nina Fujiwara... Há quanto tempo não te vejo? Senti um calafrio na espinha e uma sensação nostálgica ao mesmo tempo, era igual a voz que ouvia em meus sonhos, mas essa não era uma alucinação; era como se algo fictício se materializasse. Mas, porque isso?! Essa voz... parece que... Naquela hora, minha mente viajou em uma lembrança, uma ponte... o dojo.. e um beijo.— Então, não vai falar nada?— Não, até porque não sei quem é. Fui para mais perto, tentar identificar de quem vinha a voz.
— Será que pode sair do escuro?— Claro. A pessoa saiu das sombras e logo vi que não passava de um garoto de mais ou menos minha idade ou até menos.— Quem é você e como sabe meu nome?— Não se lembra de mim? Ren... Aquele que levou um tapa seu.— Olha aqui, garoto, eu não sei quem é você e se te bati, deve ter merecido. Não sei por que, mas olhar para esse tal de Ren me lembrava alguma coisa, tudo nele me lembrava algo. Ele ficou mais perto, a distancia entre nós era menos de dez centímetros, eu o olhava nos olhos e ele nos meus; era como uma batalha secreta e silenciosa. Vai encarar!? Tudo bem, vamos ver quem aguenta mais, estranho.— Olha, eu tenho mais o que fazer a ficar conversando com pequenos marginais. Não entendi porque fui tão rude com o garoto, mas de algum modo fiquei incomodada com a presença dele, foi a mesma sensação ao ouvir a voz.— Do que me chamou? Senti sua mão me puxar para um beco que ficava ao lado da rua e me encostar na parede. Mas quem ele pensa que é?! Que ousadia!— Olha aqui, sua patricinha medita, acha mesmo que pode chegar assim e me tratar desse jeito? Acho que vou te ensinar boas maneiras.— Olha quem fala, aquele que chega por trás das pessoas em uma rua escura.— Cala a boca. Senti sua mão fria no meu rosto e logo olhei para ele, estava totalmente sem a mínima reação.— O que você esta pensando? Não pode me bater assim. Tentei me soltar dele e logo percebi que suas mãos estavam em minhas roupas, ele começou a puxá-las e até mesmo rasgar umas partes. Não posso gritar. Não tenho a quem gritar, na verdade. Senti minha blusa ser rasgada e vi no rosto dele um sorriso sádico.— Então bonitinha? Ainda vai querer bancar a mal educada?— Mal educado aqui é você... Me solta, seu maldito! Outro tapa, mas dessa vez, reagi. Virei meu rosto e mordi a mão dele com toda minha força, quando ele a puxou, pareceu que meus dentes iriam junto. Céus, tenho que me livrar logo desse yakuza paranóico. Quando senti as mãos dele se afrouxarem, lancei minha perna em direção ao mesmo aplicando um chute em sua coxa; o tempo de reação foi baixo e logo corri em direção a minha nova casa. Ainda bem que fiz artes marciais, obrigada meu mestre. Entrei na casa pelos fundos, usando a desculpa de que fui olhar o lindo jardim. Ao chegar no quarto, percebi meu estado lamentável. Aquele maldito! Minhas roupas rasgadas, e vários arranhões entre o rosto braço e pescoço, não podia descer assim, mas fiz o melhor que pude com a maquiagem e consegui enganar meus avós. Subi para meu quarto com o aviso de que amanhã iríamos conhecer a escola nova. Nada que um bom sono não me faça esquecer tudo que aconteceu hoje, não podia desanimar, afinal, este foi apenas um dia, mais viriam pela frente com mais oportunidades.
Notas finais
Agradeço a todos que tenham lido. O próximo capitulo vira o mais breve possível.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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