One More Time

8 Capítulo 7 - My life


Notas iniciais
Antes de mais nada, quero agradecer a TSwizzle e a Mariane Gomes elas lindas recomendações, nós amamos muito!!!
E aqui está o cap novo, espero que gostem

Entrei em casa muito leve e sem nenhum pensamento amargo, Elijah questionava tudo que eu vivia, ele me fazia voltar a ser a Elena que eu amava ser, a que realmente vivia. Assim que acendi a luz Damon estava sentando em "nosso" sofá observando o seu celular onde a maldita foto que eu estava com a pior das aparências era sua tela principal.

—O que está fazendo aqui Damon?—perguntei séria fechando a porta e ele me olhou espantado, Caroline desceu as escadas e cruzou os braços brava

—Eu disse que não precisava vir, que você está muito bem obrigado sem ele, e que apesar da casa ser dele enquanto eu estiver aqui ele não é bem vindo.—Caroline disse autoritária

—Ei, Caroline... pega leve, eu queria falar com a Elena, eu ... Preciso falar com a minha esposa—me olhou com os olhos ternos

—Ex esposa—ela acrescentou—enquanto ela estava aqui caída e jogada as traças você transou com a sua secretária, e agora que ela está bem serve?—aquilo estava me deixando louca

—Eu não me separei dela!—a olhou

—Chega—gritei bem mais alto que imaginei que seria—Eu estou cansada disso, Damon... Não quero papo agora, quero minha cama tá legal?Tive um dia cheio e preciso descansar—Caroline sorriu se dando por vencida e ajeitou o robe vermelho de cetim no ombro

—Saiu com o médico?—perguntou e eu subi as escadas o ignorando—Elena?

—Some!—Caroline disse e eu entrei no meu quarto querendo por de mais entrar no quarto de Mia, abri a porta e fechei assim que entrei a trancando. Corri com lágrimas nos olhos e peguei um caderno dentro da minha escrivaninha. E como Elijah me disse comecei a escrever.

Raiva, raiva, muita raiva... Dor muita dor... Quero a Mia, quero o Damon, queria que nada disso estivesse acontecendo, amo meu marido, amo minha filha... Passa dor, passa dor... Preciso correr, quero sumir, sinto minha veia pulsar, queria me matar, me afogar, sumir desaparecer... Quero gritar bem alto e todos me ouvirem... Quero minha filha, quero minha vida

Afundei minha caneta no caderno e me deitei na cama, não era isso que u tinha que fazer, mas no momento era o que eu queria, extravasar tudo que meu peito sentia. Me encolhi na cama deixando uma boa parte de colchão sobrando e fechei os olhos até conseguir dormir.

—Ei, bela adormecia—Caroline disse no meu ouvido—O médico gostosão está aqui... Trouxe tintas para pintarmos o quarto de Mia—a olhei, estava com um olhar de sono e ela riu—escova o dente, penteia o cabelo e se arruma amiga... E desce

Depois de colocar um shorts jeans velho, uma blusinha confortável e prender meu cabelo em rabo de cavalo, desci as escadas encontrando Elijah de roupa velha sentado no sofá brincando com Car

—Você não trabalha?—sorri

—Sim, eu trabalho... Mas troquei meu plantão de hoje para te ajudar pintar o quarto de Mia... —olhei as latas de tinta na sala—Trouxe uma massa para cobrir por inteiro a parede mais rosa, o caminhão levou o restante dos móveis?

—Sim—Car respondeu de imediato—ontem quando vocês saíram, ainda bem que você deixou a chave comigo—sorriu

—Está vazio?—senti um aperto no peito

—Sim, amiga... Vai dar tudo certo—Assenti e eles subiram

Depois que dividimos os pincéis Caroline prendeu seu cabelo em um rabo de cavalo e começamos a pintar, por ser rosa, tinha que passar muitas camadas. Elijah fazia questão de me pintar sempre que pegava o pincel, e quando ele passou o rolo na perna de Caroline ela se enfezou e marcou seu rosto ele riu alto e eu também.

—Ah que ótimo, isso não é para mim... Vou fazer um lanche que a cozinha é meu lugar!—disse brava e eu e Elijah rimos de seu jeito

—Estou com muita fome—Ele brincou

—Ah ótimo, depois dessa está sem lanche doutor!—sorriu e saiu

—Ela é sempre assim?

—Sim, é sempre assim—voltei a pintar e ele sujou a ponta do meu nariz, passei em seu rosto e ficamos brancos de tinta feito duas crianças bobas

—Ah eu sabia que não ia durar, já está no quarto de Mia?—Damon apareceu e sua voz perdeu a força assim que ele nos viu no quarto—Atrapalho?

—Não, pode entrar Damon—disse sorridente

—Eu não acredito—olhou para o quarto recém pintado de branco—É isso mesmo? —me olhou

—Sim, te disse que seria... Elijah está me ajudando.. E eu sei que vou conseguir

—Sim—disse sem ação

—Quer nos ajudar? —Elijah perguntou a ele

—É tá sobrando o pincel da Caroline!

—Se não se importam queria falar com você Lena!

—Tudo bem... Já volto Elijah

—Tudo bem Lena—sorriu e voltou a pintar as paredes, me dirigi ao meu quarto e ele me seguiu, quando entrei fechei a porta e ele me abraçou me deixando sem reação com aquele abraço apertado.—Essa Lena que eu tinha saudades, eu te amo tanto minha pequena, eu quero que me desculpe e...

—Não é fácil assim—mesmo sendo abraçada por ele meus braços estavam estáticos e eu olhava fixamente na parede—Você me traiu e para mim isso não tem perdão Damon, sabe disso

—Eu quero te reconquistar—sussurrou

—Quando estava no momento mais dark que podia você nem se quer me ajudava!—ele me soltou

—Não te ajudava?—se espantou

—Levar para sair, dar comida... Isso não é ajudar

—Ah sim, e o que o doutorzinho faz? Tratamento especial na cama? Sim porque para você mudar repentinamente tem que ter algo, vai Elena me diz?—sem perceber minha mão direita dava um tapa ardido em sua cara o fazendo deitar o rosto e me olhar

—Eu não sou você Damon! Eu não transo com ninguém para aliviar minha dor!

—Me desculpa, eu... não quis fala isso—Sai do quarto e bati a porta, passei feito um tiro por Caroline que subia com uma bandeja, ela me olhou e eu fui para o meu "forte". Sentar na enorme pedra de frente para o mar.

—Caroline acertou em cheio—Elijah se sentou ao meu lado—Tem tinta aqui no seu rosto—sorriu limpando

—Gosto de vir aqui quando me chateio—olhei para o mar—Sabe, quando eu tinha oito anos, escutei que dois irmãos seriam meus vizinhos, então um dia eu e Car estávamos na pracinha e um menino que eu odiava roubou a pazinha do meu balde de areia, eu estava chorando e Damon apareceu gritando com o menino e me deu a pazinha... Daquele dia as outras crianças tinham medo dele e do irmão que desde quando viu Caroline se apaixonou. Quando eu fiz treze anos ele me pediu em namoro para meus pais, ele tinha quinze anos, meu pai se assustou mas minha mãe amou... Sabe—ele me olhava pensativo—Eu sempre amei ele sabe... Nosso primeiro beijo foi junto e quando perdi a virgindade foi com ele, nunca transei com outro homem ao não ser ele... E então, Damon transou com a sua secretária, dois anos sem ele foram os piores da minha vida... Viver sem ele não vai dar—estava chorando e ele se aproximou de mim me encostei em seus ombros—Lembro que uma vez ele me disse que nunca ia me trair, e então—minha voz sumiu—desculpa falar tudo isso e...

—Shhh, Elena... se abra comigo... Eu quero isso

—Obrigada de verdade por tudo, e tudo mesmo!

—O que é isso... Estou aqui porque quero te ajudar... Agora que tal voltarmos? Está tarde e eu não quero ninguém resfriada.

—Está bem —sorri me levantando e ele me ajudou

Assim que chegamos eu subi na varanda e ele sorriu me acompanhando, abri a porta e Stefan estava com Caroline no sofá abraçadinho vendo filme, assim que me viu correu para mim

—A minha verdadeira Lenita voltou—me abraçou girando meu corpo

—Stefan —gritei—Para sua coisa!—ri alto e Elijah sorriu

—Só vim ver minha namorada... Estou de saída, Lena... Pega leve com o Damon... Ele foi um imbecil mas ele te ama desde os dez anos de idade, e é meu irmão...—assenti e Caroline revirou os olhos.

Notas finais
Pois é gente, apesar da Lena estar disposta a reconquistar o Damon parece que ela não vai perdoá-lo assim tão fácil
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