One More Time

27 Capítulo 26 - You need to overcome‏


Notas iniciais
Aeee minhas lindas, cap novinho... Espero que amem!

- Oi, princesinha do tio – sabia muito bem que meu cunhado tinha pego Nina no colo e a lavantava no alto da cabeça, pois podia ouví-la gargalhar, ela sempre adorou isso, acho que a fazia se sentir bem alta – E aonde está a sua irmã?

Nesse momento senti minha amiga ficando tensa ao meu lado. Essa era a primeira vez que os dois iriam se ver desde que Stef veio aqui em casa procurá-lo no dia seguinte ao termino deles, Car nem mesmo foi até a casa deles buscar as suas coisas, me pediu para fazer isso por ela.

- Fica calma, amiga – coloquei a mão no seu ombro.

- A Candy está lá na cozinha com a Lena – Damon respondeu, ele tinha ido até a sala receber o irmão assim que o ouvimos chegando – Mas acho melhor você...

- Beleza, vou até lá falar com elas – ele não terminou de ouvir – Vamos até a cozinha, Lexi.

Agora não tinha mais jeito, eles estavam se aproximando. Nesse momento Candy começou a se mexer inqueita na cadeirinha e Caroline se virou na mesma hora para pegá-la no colo.

- Oi, Lena! — Stefan estava sorridente ao entrar na cozinha de mãos dadas com a namorada – Eu avisei que daria uma passadinha aqui hoje, espero que meu irmãzinho tenha te avisado.

- Olá, Stef – acenei para ela da forma mais cautelosa o possível.

- Oi, Stefan! — Caroline se virou e ficou encarando o ex, na verdade estava olhando para a mão dele unida com a de Lexi – Não sabia que você estaria aqui.

- Também não sabia que você vinha, só queria fazer uma surpresa para a minha melhor amiga e para as minhas afilhadinhas – avisou – Lena, se você quiser eu posso ir lá em cima lavar o rostinho da Candy, olha como ela ta toda suja de papinha.

- Certo, pode ir – concordei com a cabeça.

Car não disse mais nada, apenas foi em direção a escada dos fundos, que era acessada pela área de serviço, sem nem ao menos olhar para mais ninguém.

- Sinto muito por isso, Stef – disse, por fim.

- Não tem problema, Lena, sei que a culpa não foi sua – ele garantiu – Além disso, uma hora ou outra teriamos que nos reencontrar, não é mesmo.

- Eu sinto que isso tudo que está acontecendo é culpa minha – Lexi deu um enorme suspiro e deitou a cabeça no ombro do namorado.

- Nada disso é sua culpa, meu amor – levantou o rosto dela com o queixo e deu um pequeno selinho em seus lábios – Aconteceu, nenhum de nós três poderia prever isso.

Nesse momento Damon apareceu na porta da cozinha com Nina no colo, ele parecia ligeiramente preocupado.

- Está tudo bem aqui? — perguntou na mesma hora.

- Sim, está – afirmei com a cabeça – Se vocês não se importam, eu vou lá em cima falar com a Car.

- Claro, pequena, tudo bem, ela deve estar precisando de você – meu marido respondeu – Vou ficar aqui fazendo sala para o Stefan.

Então eu subi as escadas e foi diretamente para o quarto das minhas filhas. Diferente de como era quando o arrumamos para Mia, as paredes estavam pintadas de branco com alguns quadrinhos e bichinhos de pelúcia todos em tons de rosa e de roxo. Além do enorme armário que tinha roupas tanto da Candice quanto da Nina, também tinha um tapete que estava sempre cheio espalhado de brinquedos e as duas camas, ambas ainda com grades envolta, além disso eu ainda mantinha a poltrona que eu usava para amamentá-las. Hoje em dia gosto de sentar nela no meio da tarde para ficar vendo as minhas filhas brincando e às vezes também fico escrevendo no meu diário enquanto isso.

Quando entrei no quarto Caroline estava na poltrona com Candy sentada na sua perna. Seu rosto estava vermelho e pude ser algumas lágrimas escorrendo dos seus olhos.

- Não sola, tia Car – minha filha colocou a mãozinha na frente do rosto dela – Você tá com dor na baliguinha?

- Não meu amor, eu não estou com dor – deu um fraco sorriso – E só estou triste por causa do seu tio Stefan, ele me magoou muito.

- Tio Stef bobo – fez uma carinha emburrada – Fez tia Car sola.

Ela deu um beijinho na testa de Candy e a puxou para mais perto de si. Foi nesse momento que minha amiga reparou que eu estava lá.

- Car, eu sinto muito – me aproximei e me ajoelhei a frente dela.

- Eu sabia que ele estava com a tal de Lexi, não sou idiota, foi por isso que nós dois terminamos – voltou a chorar enquanto falava – Mas vê-los assim juntos é diferente e muito doloroso.

- Eu sei, amiga – coloquei a mão sob a sua – Só que não tem mais jeito, o Stefan está com a Lexi agora e você vai ter que aceitar.

- Aceitar, Lena? Você quer que eu aceite? — começou a gritar mais alto do que estava planejando, até Candy se assustou – Eu e Stefan namoramos desde os 14 anos! São 9 anos juntos, não 9 dias ou 9 meses, 9 anos! E simplesmente aparece umazinha e rouba ele de mim.

Estava chorando mais alto ainda e começou a se esperniar. Por sorte consegui segurar minha filha no colo antes de cair, ela já estava assustada o suficiente.

- Car, acredite em mim, eu sei muito bem como você está se sentindo – falava calmamente enquanto acalmava Candy, que estava com a cabecinha encostada no meu ombro – Quando o Damon me traiu eu também senti o chão sumir dos meus pés e achei que nunca mais fosse me recuperar, mas eu me recuperei.

- Mas você teve um final feliz, voltou com o Damon e agora vocês tem duas filhas lindinhas – limpou o rosto – Só que pelo jeito que as coisas estão eu nunca vou ter o Stefan de volta.

- Talvez não o Stefan, mas quem sabe um outro cara – dei de ombros – Sabe o que você tem que fazer? Sair a noite, se divertir e conhecer gente nova. Tenho certeza de que em pouco tempo o Stefan vai ser passado.

- Será mesmo que eu consigo, amiga? — perguntou, por fim, parecia um pouco mais calma.

Stefan

Eu realmente não queria magoar a Car desse jeito. Por mais que nosso namoro tenha acabado eu ainda quero o bem dela, acontece que quando conheci Lexi foi inevitável disfarçar o que estava sentindo e sei que com ela estava acontecendo a mesma coisa e posso dizer que hoje estámos muito felizes.

- Acho que eu também vou lá em cima – avisei, estávamos na sala e Elena tinha subido devia ter uns dez minutos – Preciso conversar com a Caroline. Deixar tudo explicado entre nós dois.

- Tem certeza de que ela vai querer falar com você? — meu irmão perguntou.

- Eu preciso pelo menos tentar – dei de ombros antes de me virar para a minha namorada – Tudo bem para você, Lexi?

- Claro, Stef, vai lá – garantiu – Também não quero que você fique brigados.

Dei um pequeno sorriso antes de ir em direção a escada. Vi que a porta do quarto das meninas estava aberta, Caroline estava sentada na poltrona e Elena no chão em frente a ela com Candy no colo. Dei uma batida de leve na porta fazendo com que as duas olharem na minha direção.

- Oi, meninas – acenei para ela – Lena, será que eu e a Lexi podemos levar as meninas para tomar um sorvete?

- Não sei, Stefan – respondeu depois de pensar por alguns segundos – Eu até consegui dar o jantar da Candy, mas o da Nina não.

- Você pode dar o jantar dela depois – sugeri – Prometo que não vou demorar muito, só quero passar um tempo com as minhas afilhadas.

- Tudo bem – dei um longo suspiro antes de falar – Mas um sorvete bem pequeno, andou fazendo um pouco de frio e não quero que elas fiquem resfriadas, sem contar que eu não vou conseguir dar o jantar na Nina.

- Pode deixar, Elena, um sorvete bem pequeno – garanti.

Dei uma rápida olhada em Caroline antes de me virar novamente para a minha cunhada. Tinha certeza de que ela tinha entendido muito bem o meu pedido.

- Bom, Candy, meu bem, vamos lá para baixo arrumar você e a Nina para sair com o tio Stef – disse se enquanto se levantava junto com a filha – Estamos esperando lá na sala.

Acenei com a cabeça antes dela sair do quarto. Até fechou a porta para que eu e Caroline pudessemos conversar a sós.

- Car! — me aproximei e tentei passar a mão pelo seu cabelo, mas ela desviou – Por favor, vamos conversar.

- Você quer conversar, Stefan – deu uma risada nervosa – Achei que você tivesse deixado bem claro a sua opinião a respeito do nosso relacionamento.

- Caroline Forbes, por favor me ouve – disse bem sério – Não quero que a gente continue brigando.

- Pois pensasse nisso antes de me trair com aquela mulher e depois se separar de mim por causa dela – gritou – Saiba que eu ainda estou muito irritada e se dependesse de mim nem estaria aqui na sua frente.

- Bom, mas agora não tem jeito e você vai ter que me escutar – ajoelhei na frente dela e segurei uma das suas mãos – Car, você foi a primeira garota que eu amei, foi com você que eu dei o meu primeiro beijo, foi minha primeira namorada e foi a primeira com quem eu transei. Acho que não preciso dizer o quanto você foi importante na minha vida e ainda é.

Esperei que ela falasse alguma coisa, mas ela ficou queita olhando a minha mão que segurava a sua.

- Quando eu te olho ainda vejo aquela garotinha de oito anos com um rabo de cavalo e que ia para a pracinha usando um macacão jeans e segurando um baldinho. A mesma garotinha por quem eu me apaixonei quase que instantaneamente – ela deu um pequeno sorriso depois do meu comentário – Mas antes de sermos namorados éramos amigos e quero que a gente continue sendo amigos.

- Tudo bem, Stefan, eu concordo que não é legal que as coisas terminem dessa maneira e também quero continuar ser seu amigo – falou – Mas não pense que vou sair com você e com a Lexi, não sou tão fria assim.

- Certo, eu vou te respeitar – garanti – E só mais uma coisa, eu tenho certeza de que você vai conhecer um cara que te ame do jeito que você merece.

Dei um beijo na testa dela antes de ir novamente para o andar debaixo da casa. Elena já tinha colocado Nina e Candy no carrinho e as duas estavam prontas para sair.

- Lembre-se, Stefan, cuida muito bem das minhas princesinhas – pediu, fingindo um tom de ameça.

- Pode deixar que eu cuido muito bem das minhas afilhadas – garanti – Vamos, Lexi?

- Claro! — concordou com a cabeça antes de se juntar a mim.

Elena

Não demorou muito para Caroline ir embora, ela parecia bem melhor, pelo jeito a conversa com o Stefan tinha feito muito bem a ela.

Quando minhas filhas voltaram estavam bem mais agitadas do que quando saíram e precisei dar um banho relaxante nas duas antes das dar a papinha de Nina enquanto Damon ficava no nosso quarto vendo desenhos com a Candy. Enquanto nós jantávamos eu as deixei brincando e só então as coloquei para dormir.

- Finalmente consegui fazer as duas dormir – suspirei enquanto deitava na cama ao lado do meu marido – Eles estão impossíveis hoje.

- Ninguém nunca disse que era fácil ter filhos – riu – Ainda mais no nosso caso que temos gêmeas.

- Nem me fale – revirei os olhos.

- Vem aqui que eu te faço uma massagem — deitei de costas e ele se posicionou atrás de mim e ficou fazendo movimentos circulares proximo a minha nuca – Está gostando.

- Muito! — soltei um suspiro de satisfação – Sabe, Damon, amanhã quando eu sair do trabalho vou levar as meninas no médico.

- Por que, tem algum problema com elas? — parou de fazer massagem, levemente preocupado.

- Sim, está tudo bem, é só uma consulta de rotina – tranquilizei – E provavelmente vão precisar tomar vacina.

- Xi, boa sorte com isso – sabia que ele estava fazendo uma careta – Sabe, nós dois estámos precisando de umas férias.

- Nem me fale – concordei – Ainda falta um pouco para o natal, mas bem que podiamos ir para Toronto. Assim os meus pais e os seus pais podem ver as meninas, aco que a última vez que eles viram as netas elas ainda usavam fraldas.

- Sim, concordo com você, precisamos ir a Toronto – respondeu – Mas eu estava pensando em um final de semana somente nós dois.

- Seria um sonho – me virei para ficar de frente para ele nesse momento – Mas com que nós vamos deixar as meninas?

- Com o meu irmão ou então com a Caroline – deu de ombros – Garanto que nenhum dos dois vai achar ruim.

Ele pegou a mão e passou pelos meus cabelos antes de se abaixar um pouco e me beijar. Soltei um gemido antes de colocar a mão atrás do seu pescoço, mas eu estava tão cansada que não conseguia pensar em nada disso.

- Damon, você se importa se a gente for dormir agora? — perguntei – Eu realmente estou precisando de uma boa noite de sono.

- Tudo bem! — deu um beijo na minha testa – Está vendo quando eu digo que precisamos de um tempo a sós?

Dei um fraco sorriso e encostei a cabeça em seu peito. Tinha que concordar com ele precisávamos de um tempo a sós, desde que as gêmeas nasceram quase não conseguimos mais namorar. Não demorou muito para cair na insconsciência.

No dia seguinte voltou toda a velha rotina. Levantar, acordar as meninas, tomar café da manhã enquanto tento dar a papinha de banana com maçã para elas, depois me despedir de Damon e partir para a escola.

Consegui me formar na faculdade antes do que estava planejando pois fiz algumas disciplinas em casa enquanto estava de licença maternidade. Continuo trabalhando no mesmo lugar, mas agora sou professora titular, Nina e Candy também “estudam” lá no maternalzinho.

Por volta das três da tarde estava me dirgindo em direção ao hospital. Levo as minhas filhas na pediatra que acompanhou o meu parto e foi muito bem indicada pela doutora Fell.

- Olá, Elena – encontrei Elijah saindo do hospital enquanto eu entrava no local, trazendo Candy no colo e Nina pela mão – Quanto tempo que eu não te vejo.

- Oi, Elijah – sorri para ele – Realmente tem um tempo que não venho aqui no hospital. Ando muito ocupada com o trabalho e com as meninas.

- Eu imagino – falou – E vocês meninas, vocês se lembram do tio Elijah? Como vocês cresceram desde a última vez que as vi.

- Verdade, elas deram uma boa crescida nesses últimos meses – afirmei – Mas então, você já estava indo embora?

- Sim, meu plantão já acabou – respondeu – E eu vou até o meu aeroporto. Meu irmão, Klaus, está vindo para cá, vai morar aqui na realidade.

- Mas que legal, pelo menos você vai ter alguém da sua família por perto – comentei – E ele vai ficar na casa de vocês?

- Sim, pelo menos até arranjar um lugar para morar – afirmou – Minhas sorte que a Meredith não se importa.

Elijah e Meredith continuam juntos e muito felizes, há cerca de seis meses descidiram se casar. Ainda me lembro de quando eu e Damon encontramos os dois no super-mercado e ele descobriu eles estavam juntos, passou o caminho todo até em casa me pedindo desculpas por todos os ataques de ciúmes.

- Bom, Lena, eu tenho que ir mesmo, é um longo caminho até o aeroporto – deu um beijo no meu rosto – Tchau, Nina! Tchau, Candy!

- Tchau, tio Elijah! — ascenaram com a mãozinha.

A consulta com a pediatra foi muito tranquila e as minhas filhas se comportaram muito bem, exceto na hora de tomar vacina, que elas acabaram chorando um poquinho, mas então cada uma ganhou um pirulito e elas ficaram queitas rapidinho.

Já estava predendo as duas na cadeirinha do carro quando o meu celular começou a tocar. Reconheci o número de Damon no identificador de chamadas.

- Oi, meu amor! — disse assim que coloquei o aparelho no ouvido – Acabamos de sair da médica e estámos indo para casa.

- Perfeito! — disse do outro lado da linha – Assim que você chegar eu tenho uma surpresa para você.

- Oba, adoro surpresas! — disse, feliz – O que é?

- Se eu te contar não vai ser mais surpresa, não é mesmo? — ele começou a rir e eu revirei os olhos – Venha para casa que você descobre.

- Ótimo, já estou indo – avisei desligando o celular e colocando dentro da bolsa – Bom, minhas princesinhas, vamos ver o que o papai está aprontando – fechei a porta de trás do carro e fui para o banco do motorista. Damon tinha me deixado totalmente curiosa para saber qual era a grande surpresa.

Notas finais
Quem imaginava que steroline acabaria? Comentem... ah recomendem amores!