One More Time

23 Capítulo 22 - It\'s for your well‏


Notas iniciais
Amores, cap novinho... espero que amem

Por sorte Damon não comentou mais nada sobre isso durante todo o almoço na casa de Stefan e Caroline, isso foi um alívio para mim, agora que estamos nos acertando e as coisas estão melhores do que nunca, não quero brigar por bobagens. Quando terminamos de comer, fomos embora para casa e minha amiga prometeu que iria levar as coisas dela lá para casa mais tarde, embora eu ainda não estivesse muito a favor disso.

Quando chegamos em casa senti uma vontade subta de comer brigadeiro e Damon foi preparar para mim sem nem ao menos reclamar. Ficamos no quarto saboreando o doce e assistindo séries, ele colocou a mão distraidamente na minha barriga e não a retirou de lá, preciso confessar que estava ficando com saudade desse gesto.

- O que você acha que são? — perguntou se referindo ao sexo dos nossos bebês.

- Não tenho a menor ideia – dei de ombros – Mas já que são gêmeos, bem que poderia ser um casal.

- Queria que fossem duas meninas – admitiu – Imagina só que coisa mais linda, duas eleninhas correndo pela casa?

- Não se seria uma boa ideia – fiz uma careta – Imagina só você sendo ciúmento e superprotetor da mesma maneira que era comigo.

Logo que nós conhecemos Damon se mostrou bem ciúmento comigo e com Caroline, mas parecia dar uma atenção especial ao que eu fazia. As coisas pioraram quando eu fiz 11 anos e Matt Donavan me convidou para ir com ele ao “baile” que ia ter na escola e Damon ficou fazendo a minha cabeça até que eu dissesse que não podia aceitar, depois que ele se declarou dois anos depois e entendi a sua reação.

- E vou mesmo ser superprotetor – garantiu – Imagina se eu vou deixar algum garoto aproveitador se aproximar das minhas garotinhas. Elas só vão namorar quando tiverem 30 anos.

- Não acredito nisso, Damon Salvatore – revirei os olhos – Nem sabemos o sexo dos nossos bebês e você já está ai imondo regras. Acho que é que seja mesmo um casal.

- Ai você vai ter a mim e o nosso garotão de olho nela – lembrou.

- Então espero que sejam dois meninos – disse por fim – Pronto, não se fala mais nisso.

- Pensei que você quisesse ser mãe de uma menina – passou a mão pelo meu rosto.

- Eu queria, mas se você ficar tão ciumento quanto era comigo, prefiro ter dois meninos – dei um longo suspiro.

- Tudo bem, Lena, você venceu – disse por fim – Eu tenho alguns anos para aceitar que as nossas filhas podem namorar com a idade que quiserem.

Dei um sorriso vitorioso e me encostei nele.

- Só ainda não entendi por que você pediu para a Caroline ficar aqui em casa – comentei – Ela já ficou um tempão aqui, tenho certeza de que o Stefan não vai gostar muito de afastarmos ele da namorada de novo.

- Meu irmão é bem compreensível – afirmou – Além disso é bom ter a Caroline por perto, amor. Eu trabalho o dia inteiro e logo vou começar a pós-graduação a noite, não te quero aqui em casa sozinha.

- Não vou ficar em casa o temo todo, Damon – lembrei – Logo as minhas aulas na faculdade vão recomeçar e também tem o meu trabalho.

- Era sobre isso que eu queria falar com você, Lena – se virou para podermos ficar um de frente ao outro – Será que não seria melhor você trancar a faculdade por esse semestre? E também tenho certeza que se você falar com Alaric ele segura o seu estágio por mais um tempo.

- De maneira nenhuma, eu já perdi dois meses de aula depois que perdemos a Mia e quase perdi o meu semestre por causa disso – revirei os olhos – Sem contar que já vou precisar trancar quando os bebês nascerem, desse jeito não vou me formar nunca. E também não vou largar a escola, eu gosto de trabalhar com as crianças, é relaxante.

- Mas os dois vão te exigir muio esforço – segurou a minha mão – Você ouviu o que a doutora Fell disse, você precisa se cuidar para que fique tudo bem com vocês três.

- Acha que não estou preocupada com o bem estar desses bebês? É claro que eu vou me cuidar – garanti – Vou me alimentar, tomar as vitaminas, tudo que a doutora Fell me pedir, mas não vou mudar completamente a minha vida, não parei de estudar nem de trabalhar quando estava grávida da Mia.

- E nós dois sabemos como foi que tudo acabou! — disse.

Senti algumas lágrimas se formando no dos meus olhos e coloquei a mão protetoramente sob a barriga, não acredito que ele tinha mesmo me falado isso. Não vai acontecer nada com esses bebês, não pode acontecer.

- Lena! — ele tinha percebido a gravidade da sua frase e colocou a mão no meu ombro, mas eu já tinha virado de costas – Eu não quis dizer isso, pequena, você sabe que não foi sua culpa o que aconteceu.

- Não adianta mais, Damon – faei séria – Você quer que as coisas sejam no seu jeito e está pegando pesado para conseguir isso.

- Me perdoa, amor – deu um beijo na minha nuca, senti um calafrio correr por toda a minha espinha, mas eu não ia dar o braço a torcer agora.

- Oi, casal! — Caroline apareceu na porta do nosso quarto – Espero não estar interrompendo nada.

- Não está! — Damon levantou da cama – Na verdade, eu estou precisando ir responder uns e-mails do trabalho. Vou deixar vocês duas conversando.

Ele saiu do local e minha amiga se sentou ao meu lado.

- Já coloquei as minhas coisas no quarto de hospedes – avisou – Algum problema, Lena? Você parece chateada com alguma coisa.

- Apenas o Damon sendo teimoso demais – revirei os olhos – Mas nada para se preocupar.

Foi então que eu notei a sacola da loja de bebês na mão dela.

- Não acredito nisso, Car – comentei – Não quero começar a comprar nada ainda, é muito cedo.

- Acha mesmo mesmo que eu não seria a primeira a dar um presente para as minhas sobrinhas – me entregou a sacola – E sim, eu tenho certeza de que serão duas meninas.

- Damon também pensa a mesma coisa – ri, é claro que eu também queria que fosse duas meninas, mas só vou mesmo ter 100% de certeza daqui há alguns meses quando puder ver na ultrassonografia.

Então eu decidi abrir a sacola, dentro tinha dois vestidinhos de festa para bebê: um rosa balonê com uma gola estilo marinheiro e o outro roxo com a saia de pregas e um desenho de patinho na frente.

- São lindos, Car – comentei.

- Comprei os dois bem diferentes um do outro – explicou – Jamais vou permitir que você as vista iguaizinhas, só por que ela são gêmeas não precisam se clones uma da outra.

É verdade! — fiz uma careta, também concordava com ela. Quero que minhas filhas (se forem mesmo duas meninas), sejam dois individuoos independentes uma da outra.

- Só mais uma coisa – estava bem séria – Eu vou ficar muito chateada se você não me escolher para ser madrinha de uma das duas.

- Até parece que eu pensaria em outra pessoa para ser madrinha do meu bebê – garanti – Você sempre foi a minha primeira opção.

Ela colou a mão rapidamente na minha barriga antes de me abraçar. Ficamos ali por alguns minutos.

- É por isso que eu adoro você, Lena – comentou depois que nos afastamos – Você sempre foi a irmã que eu nunca tive.

- Penso a mesma coisa que você, Car – abri um pequeno sorriso, Caroline sempre foi a minha melhor amiga e tenho certeza de que isso nunca vai mudar, não importa quantas coisas aconteçam ao nosso redor.

Elijah

Finalmente fiz a minha última ronda para dar uma olhada em todos os meus pacientes internados e até assinei uma alta. Meu plantão tinha acabado e eu, finalmente, poderia ir para casa. Fui até a sala de Merdith e eu a encontrei dando uma olhada em alguma coisa no computador.

- Oi, Mer – acenei para ela – Já estou indo para casa. Você vai querer uma carona ou vai pegar o táxi depois? — há umas três semanas o carro dela está na oficina e como o seu apartamento é perto do meu, eu sempre lhe dava carona.

- Vou querer uma carona sim, meu horário já acabou e hoje eu não tenho plantão – afirmou – Só estou dando uma olhada no exame de sangue da Elena, o laboratório do hospital acabou de me enviar o resultado por e-mail.

Elena Gilbert... Confesso que pensei que não poderia escutar esse nome por vários meses, mas superei o nosso termino o mais rápido do que eu pensei. Quando ela chegou aqui ontem junto com o Damon dizendo que estava grávida novamente, fiquei muito feliz pelos dois apesar de tudo. Preciso admitir, mesmo que ela tivesse aceitado o meu pedido de casamento e tivessemos filhos não seriamos totalmente felizes, ela sempre amou o marido e nunca deixaria de amá-lo.

- E como é que ela está? — perguntei enquanto me sentava na cadeira em frente a dela – Tem algum perigo para a Elena ou para os bebês? — Meridth já tinha me dito que eram gêmeos, felicidade em dobro.

- Os exames estão normais – afirmou – Sabe, ela parecia bem nervosa quando chegou aqui e não posso culpá-la, está com medo de passar por tudo aquilo novamente, mas eu a acalmei. E sabe, estou bem otimista quanto a essa gestação.

- Assim eu espero, ela merece – comentei – E quanto as causas da perda do outro bebê. Você realmente não sabe o que foi que aconteceu?

- Nós não conseguimos descobrir a causa, isso é muito comum em caso de aborto espontâneo tão perto do nascimento da criança – deu um longo suspiro – Mas sei que isso não costuma acontecer duas vezes seguida.

- Só quero que você saiba que qualquer coisa pode contar comigo – avisei.

- Obrigada, Elijah, você é um amor – abriu um enorme sorriso antes de se levantar – Acho que já podemos ir.

Saimos da sala dela e seguimos em direção ao estacionamento do hosital aonde meu carro estava estacionado. Durante todo o caminho conversarmos sobre o nosso dia de trabalho e os pacientes que atendemos, como tinha ficado de plantão tinha muito mais coisa para falar, apesar de Medith ter tido bastante consultas marcadas hoje.

- Obrigada pela carona – disse quando paramos na frente do prédio dela – Sabe, esqueci de falar antes, mas me ligaram da oficina e o meu carro vai ficar pronto amanhã.

- É uma pena – segurei a sua mão e fiquei acariciando com o polegar – Eu gosto de te dar carona.

- Também gosto de pegar carona com você – admitiu – Mas agora podemos marcar outros encontros.

Sorri concordando. Durante essas duas semanas tivemos nos encontrando apenas quando eu dava carona e ás vezes almoçavamos ou tomávamos café em um restaurante perto do hospital. Parece que era hora de partirmos para algo mais.

- O que acha de saírmos para jantar no sábado? — sugeri – Conheço um ótimo restaurante de comida italiana, o Stakes.

- Já ouvi falar, mas nunca fui até lá – respondeu – Vou adorar sair para jantar com você no sábado.

- Perfeito – disse – Combinamos melhor amanhã.

Afirmou com a cabeça antes de me dar um selinho e sair do veículo. Não posso afirmar com toda certeza que Meredith é a mulher da minha vida, mas vou fazer de tudo para que ela me ajude a surperar de vez a perda da Katherine e tudo que aconteceu entre mim e Elena também, é claro.

Elena

Eu e Caroline continuamos a conversar durante horas até ela dizer que estava com sono e ir para o seu quarto. Coloquei então em um canal de séries, sorte que estava passando um episodio que eu já tinha assistido, assim talvez eu conseguisse dormir.

Estava quase caindo na inconsciência quando Damon apareceu na porta. Não disse nada quando o olhei, não sabia como estávamos depois da “briga” de mais cedo e não quero me estressar atoa.

Então ele sentou ao meu lado e ficou passando a mão pelo meu rosto.

- Sinto muito pelo que eu disse, Lena – falou depois de dar um longo suspiro – Não tinha o menor direito de pedir para você largar a sua vida para ficar de repouso absoluto.

- Tudo bem, Dam, você só estava preocupada comigo e com os nossos filhos – admiti, afinal eu também tinha sido um pouco teimosa nessa história – Acho que eu também não precisava ter sido grossa.

- Mas eu também fui teimoso demais – deu um pequeno sorriso – Afinal as aulas da faculdade não exigem um esforço físico, não ofereceria perigo para vocês.

- E sobre a escola eu prometo que vou com calma – garanti – Se eu percebi que está exigindo muito de mim falo com o Ric na mesma hora, quem sabe eu saio da sala da Jenna e vou para a secretária ou alguma outra área administrativa.

Sempre detestei qualquer trabalho fora da sala de aula e deixei claro quando fiz a entrevista para o estágio que não queria nenhuma dessas funções. Mas se isso fosse para o bem dos meus bebês, faria qualquer coisa.

- Acho que conseguir chegar a uma acordo – sorriu – Eu te amo tanto, Elena Gilbert Salvatore, e amo esses bebês, é claro.

- Também amo você, Damon – me inclinei para poder beijá-lo.

Começamos dando pequeno selinhos, mas logo fomos aprofudando os beijos e o clima começou a esquentar. Eu já estava deitada e com Damon sem cima de mim passando a mão pelas minhas pernas, quando ele parou e se afastou.

- O que houve? — dei um suspiro frustrado – Você não quer, é isso?

- Não é isso, Lena, claro que eu quero – passou a mão pelos cabeços – Mas eu tenho medo de que faça mal para eles.

- A doutora Fell não nos proibiu de transar – fui me aproximando perigosamente dele – É só irmos com calma.

- Mas ela disse que você não pode se esforçar muito – lembrou, estava olhando para a colcha que cobria a cama – Vamos esperar até a próxima consulta e tirar todas as dúvidas com a doutora Fell.

Eu estava prestes a falar não, ficar um mês sem sexo? Eu iria enlouquecer! Mas sabia que ele não iria mudar de ideia tão cedo, já vi que seriam longos nove meses ao lado do meu marido superprotetor.

- Tudo bem – afirmei por fim.

- Certo! — deu um beijo na minha testa – Só quero que você saiba que isso tudo é para o seu bem, meu amor. Seu e dos nossos filhos.

- Sei disso – o abrecei e encostei a cabeça no seu peito.

Continuamos assim e deitamos desse jeito. Dormimos, então, abraçadinhos um ao outro.

Notas finais
E ai flores, gostaram? esperamos que sim... comentem e recomendem