One More Time
31 Capítulo 30 - Perfect first date
Notas iniciais
O próximo é o fim... Espero que amem...
A semana que eu e Damon passamos no Havaí passou rápido demais e embora eu estivesse adorando ficar 24 horas por dia ao lado do meu marido também estava morrendo de saudade das minhas princesinhas e é só por elas que estou aceitando entrar no avião de volta para casa.
Infelizmente o meu pressentimento de que tinha acontecido alguma coisa errada estava certo. Nina estava com machucado o queixo e levou alguns pontos no local, Caroline me explicou o que foi que aconteceu e não tinha como eu ficar com raiva da minha amiga, afinal foi um acidente e sei que isso poderia acontecer até mesmo comigo, claro que fiquei bem mais aliviada quando soube que foi Elijah quem atendeu a minha filha e que ela tinha se recuperado bem rápido.
Era sábado de manhã e senti Damon se mexer ao meu lado antes de me abraçar e dar um beijo atrás da minha orelha, não pude deixar de soltar um pequeno gemido.
- Bom dia, meu amor – ele sussurrou em seguida.
- Me deixa dormir mais uma pouco – pedi – Hoje é sábado, eu mereço um pouco mais de descanso.
- Eu até poderia te deixar dormindo, mas tem duas menininhas no quarto ao lado que não pensam da mesma maneira – lembrou.
- Certo – dei um longo suspiro e me virei para ele – É nessas horas que eu sinto falta do Havaí.
- Bom, vou ver se elas já acordaram – avisou enquanto se levantava da cama – Assim você pode ficar mais um pouco deitada.
Depois que ele saiu fiquei encarando o teto por alguns minutos. Quando Damon voltou estava com as nossas filhas no colo, as duas estavam com carinha de sono.
- E aqui estão elas – disse as colocando ao meu lado – Aposto que estão doidas para ficar mais um pouquinho deitadas com a mamãe.
- Bom dia, meus amores – deu um beijo no topo da cabecinha de cada uma – Seria tentador ficarmos mais um pouco aqui, mas é melhor irmos lá para baixo tomar café da manhã.
- Então, está bem – meu marido deu de ombros – Quer eu te ajude em alguma coisa?
- Não precisa – garanti enquanto levantava e peguei as minhas filhas no colo – Você precisa se arrumar não é mesmo? Daqui a pouco o Stefan vai estar aqui.
Stefan tinha arranjado dois ingressos para um jogo de beisebol. Sei que Damon nunca foi fã do esporte, mas o incentivei a ir para passar um tempo com o irmão.
- Tem razão – concordou – Vou tomar banho e me arrumar, daqui a pouco estarei lá embaixo.
Assim que cheguei na cozinha coloquei as meninas na cadeira de comer e fui preparar o café da manhã: banana com maçã picada para a Nina e com mel e aveia para a Candy, os favoritos de cada uma. Tenho de admitir que antes das duas nasceram pensei que fosse ser muito difícil cuidar de gêmeas, mas hoje, pouco mais de dois anos depois já estou mais do que acostumada e não consigo imaginar como seria se tivesse apenas um bebê.
- Olá, meu amores – cerca de 15 minutos depois Damon apareceu, ele estava usando uma calça jeans escura, uma camisa polo preta e um tênis – Como é que eu estou.
- Lindo! — respondi – Quer que eu prepare alguma coisa para você?
- Não precisa, eu mesmo posso fazer uma café e uma torrada – garantiu – Não quero te atrapalhar.
- Papai! — tentei dar uma colherada da papinha para a Nina, mas ela esticou os bracinhos em direção a Damon.
- Não posso te pegar no colo agora, princesinha, sua mãe me mataria – passou a mão pelos cabelinhos pretos dela – Você precisa comer.
- Não! — ela reclamou mais um pouquinho, mas acabou comendo.
Meu marido preparou o café e duas torradas e comeu em pé na frente da bancada da pia mesmo. Não demorou muito para a campainha tocar.
- Deve ser o Stef – avisou enquanto caminhava até a porta – Pode deixar que eu entendo.
E ele estava certo. Não demorou muito para os dois irmãos Salvatores apareceram.
- Bom dia, cunhadinha, só vim aqui falar com você e com essas duas princesinhas – deu um beijo na bochecha de cada uma e fez cosquinhas nas suas barrigas, fazendo com que abrissem um pequeno sorriso – E fica tranquilo que eu vou cuidar muito bem do Damon.
- Acho bom mesmo! — me fingi de brava e usei o meu tom de falsa ameaça.
- Depois do jogo nós vamos almoçar perto do estádio e devo chegar em casa lá pelo meio da tarde – meu marido explicou – Quer eu traga alguma coisa da rua.
- Se puder trazer uma barra de chocolate belga que você sabe que eu amo – pedi, me fazendo de mais meiga possível.
- A senhora, manda – me deu um selino antes de dar um beijinho do topo da cabeça de Nina e de Candy – Amo vocês três.
- Nós também te amamos – respondi por mim e pelas meninas – E vocês três se divirtam.
Assim os dois saíram eu pude terminar de dar a comida das minhas filhas sem nenhuma interrupção, quando acabei foi a minha vez de tomar café da manhã. Depois disso as levei para o meu quarto e coloquei o DVD da Bela e a Fera que as duas amam, é por isso que eu adoro os sábados, posso passar o dia inteiro apenas curtindo as minhas princesinhas.
Nina e Candy dormiram na metade do filme e quando a campainha tocou eu decidi deixá-las ali e fui atender a porta. Era Caroline e ela estava com um enorme sorriso no rosto.
- Oi, Lena – disse quando dei espaço para que ela entrasse – Espero que não esteja te atrapalhando.
- Não está me atrapalhando em nada – garanti – As meninas estão dormindo lá em cima e o Damon saiu junto om o Stefan.
- Certo! — falou – Sabe, aconteceu uma coisa incrível hoje e eu preciso muito dos concelhos da minha melhor amiga.
- Pode começar contando agora mesmo, Caroline Forbes – a puxei para me sentar no sofá – O que foi que aconteceu?
- Fui chamada para sair – falou logo de uma vez – Pelo Klaus Mikaelson.
- Espera ai, o Klaus irmão mais novo do Elijah? — ela respondeu balançando a cabeça afirmativamente – Como foi que vocês se conheceram? — ainda me lembro que da última vez que eu vi o Elijah que ele me contou que o seu irmão estava vindo morar em Los Angeles.
- No dia em que a Nina se machucou o Elijah a atendeu – explicou – O Klaus também se formou em medicina na Inglaterra e agora está se preparando para trabalhar aqui no Saving Hope.
- Oh sim! — comentei – Não sabia que o irmão dele também era médico.
- E ele foi um fofo, brincou com a Nina e tudo — deu um sorriso bobo – Já naquele dia ele já me chamou para quem sabe eu mostrar alguns lugares legais em Los Angeles e hoje cedo ele me ligou perguntando se eu queria ir jantar e eu disse sim, é claro.
- Mas que legal, Car! — a abracei, estava mesmo muito feliz. Tudo que eu queria era que minha encontrasse alguém e esquecesse o Stefan de uma vez por todas.
- Na hora eu fiquei muito feliz – afmirmou – Mas depois eu comecei a pensar que não sei mais como agir em um encontro – foi nesse momento que eu comecei a rir – Eu estou falando sério, Lena. A última vez que eu tive um primeiro encontro foi com o Stefan, há quase dez anos, e as coisas simplesmente aconteceram.
- Então é só você agir da mesma maneira, deixando as coisas acontecerem — dei de ombros – Tenho certeza de que será um encontro inesquecível, para vocês dois.
- Espero que você esteja certeza – completou – Posso te pedir só mais um favor?
- Claro que pode, Car – afirmei com a cabeça – Eu farei tudo que estiver ao meu alcance.
- Será que você pode me emprestar um daqueles seus vestidos lindos a maravilhosos? — pediu – Já que vai ser um encontro perfeito, quero estar maravilhosa também.
- Mas é claro que eu te empresto amiga – garanti – Vamos até o meu quarto. Mas não faz muito barulho porque a Nina e a Candy estão dormindo lá.
- Pode deixar! — fingiu passar um zíper nos lábios.
Quando chegamos ao quarto minha filhas ainda estavam dormindo profundamente, então nós caminhamso lentamente até o closet. Eu e Car temos um corpo bem parecido e calçamos o mesmo número de sapato, por isso desde que éramos adolescentes sempre pegávamos roupas emprestadas uma da outra. Ela acabou escolhendo um vestido preto brilhoso com alcinha e que batia um pouco acima do joelho, também levou uma sandália minha.
- Mais uma vez, muito obrigada, amiga – disse quando estávamos na frente da porta da minha casa – Amanhã mesmo eu trago de volta.
- E então você aproveita para em contar tudo a respeito do encontro – pedi.
- Pode deixar – me abraçou e me deu um beijo no rosto – E eu espero mesmo que tenha muita coisa boa para contar.
Dei um grande sorriso para ela enquanto a observava sair e ficar esperando um táxi passar na rua. Realmente esperava que minha amiga fosse muito feliz.
Caroline
Assim que sai do banho decidi ir até a cozinha beber água antes de começar a me arrumar. Foi nesse momento que eu ouvi a porta da sala sendo aberta, era Emma, minha amiga com quem eu estava dividindo, claro que ela passava mais tempo com o namorado do que aqui, o que me fazia estar morando praticamente sozinha.
- Oi, Caroline! — disse assim que entrou na cozinha e me viu lá.
- Oi, Emma! — sorri para ela antes de me virar em direção a pia a larvar o copo já vazio – Bom, eu preciso começar a me arrumar, tenho um encontro hoje.
- Mas que maravilha! — comentou – Bom, mas é uma pena, porque o Thayer vai ficar trabalhando até tarde hoje e pensei que poderíamos fazer uma noite das meninas.
- Que pena, mas quem sabe uma outra hora – comentei antes de caminhar em direção ao meu quarto.
Coloquei o vestido que Elena me emprestou e a sandália tambpem, quando eu fui para a frente do espelho fazer a minha maquiagem ouvi o som da campainha.
- Emma, será que você pode atender a porta? — pedi para a minha amiga que provavelmente ainda estava na sala.
- Claro! — eu a ouvi dizer.
Fiz uma maquiagem realçando os olhos, mas nada muito exagerado, depois passei um batom cor-de-rosa e já estava pronta para ir. Quando fui para o outro aposento, Klaus estava usando um terno azul escuro e segurava um buquê de rosas vermelhas.
- Você está linda! — disse se levantando e me entregando as flores.
- Muito obrigada – peguei as flores e as cherei e depois entreguei para Emma, ele colocaria em um vaso – Bom, podemos ir?
- Claro – concordou com a cabeça.
Despedi-me da minha amiga antes de saírmos, antes de entrarmos no elevador Klaus segurou a minha mão e entrelaçou os nossos dedos. Eu estava adorando essa nova sensação.
- Espero que goste de comida japonesa – comentou em seguida – Elijah me contou sobre um restaurante muito bom que tem aqui perto e pensei que poderíamos ir até lá.
- Eu adoro comida japonesa – respondi – Por mim podemos ir sim.
Pegamos um táxi na porta do prédio pois o restaurante ficava um pouco loge para irmos a pé. Era um lugarzinho bem aconchegante, pegamos uma mesa próxima a janela e assim que chegamos fizemos os nossos pedidos.
- E então, me conte mais sobre a sua vida – pedi – Por que você decidiu fazer medicina?
- Sempre me interessei pela carreira médica e quando o Elijah deicidiu entrar na faculdade de medicina percebi que era isso que eu queria fazer também – respondeu antes de dar um pequeno sorriso – É bem cansativo, mas eu não me arrependo da escolha que eu fiz.
- Eu imagino o quanto seja difícil ser médico – comentei – Mas por que você decidiu vir trabalhar aqui no Saving Hope?
- Primeiramente saudades do irmão – deu de ombros – E tambpem, sendo 100% sincero, meu maior motivo foi uma decepção amorosa.
Não consegui dizer nada, afinal tinha passado por uma decepção recentemente também e sei o quanto isso pode doer.
- O nome dela é Halley, eu a conheci quando ainda estávamos no colégio e namoramos durante todo o Ensino Médio, mas terminamos um pouco antes de que entrar na faculdade – continuou explicando – Eu não a via há muito tempo, então há alguns meses descobri que ela está noiva e por mais que a gente esteja separaodo há muito foi difícil vê-la com outro. Então, quando o Elijah me falou que estavam precisando de médicos no hospital em que ele trabalha, não pensei duas vezes antes de aceitar e aqui estou eu. Agora é a sua vez de contar sobre a sua vida.
- Eu também terminei o meu namoro recentemente – fiquei encarando o toalha da mesa – Eu e Stefan estávamos juntos há nove anos, mas já nos amávamos desde que nos conhecemos, fomos os primeiros um do outro em tudo e estávamos morando juntos há quase três anos. Então um dia simplesmente tudo acabou, ele me trocou por outra e está seguindo em frente, sei que também devo fazer a mesma coisa, mas não é tão fácil quanto parece.
- Acredite em mim, eu te entendo – segurou a minha mão e ficou fazendo carinho com o polegar – Quem sabe a gente não consegue superar os nossos ex juntos?
- É, quem sabe – foi tudo que consegui dizer.
O restante do jantar foi mais tranquilo e falamos sobre coisas bobas sobre o que gostávamos de fazer e também sobre as nossas famílias e amigos. Estava mesmo sendo muito divertido estar ali com ele.
Quando fomos embora, Klaus fez questão de me levar até a porta do meu apartamento.
- Obrigada, pelo jantar – disse assim que chegamos – Acho que não me divertia assim há muito tempo.
E era verdade, acho que não tinha uma noite tão boa assim desde o inicio do meu namoro com o Stefan.
- Eu também me diverti muito – passou a mão pelo meu rosto – Preciso te perguntar, você vai querer sair comigo novamente?
- Mas é claro que eu vou – não sei de onde eu tirei isso, a resposta simplesmete saiu sem que eu pudesse pensar antes.
Me pegando totalmente desprevinida, Klaus chegou mais perto de mim e uniu seus lábios aos meus. Foi apenas um selinho, mas o suficiente para me fazer perder o ar e o meu coração bater totalmente acelerado.
- Então eu posso te ligar amanhã? — só consegui balançar a cabeça afirmativamente – Está bem, boa noite, Caroline.
Ainda fiquei alguns minutos ali parada no corredor mesmo depois dele já ter entrado no elevador, parecia uma adolescente deslumbrada com o primeiro amor. Levei a mão aos lábios e não pude deixar de dar um sorriso bobo, tinha a impressão de que aquele era apenas o começo.
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