One More Time
29 Capítulo 28 - Tension
Notas iniciais
esperamos que amemmm
comentem
Caroline
Confesso que quando Elena me pediu para ficar com as minhas afilhadas por que ela e Damon iriam fazer uma segunda lua de mel para o Havaí eu fiquei com medo de dizer sim. Claro que eu já fiquei com elas antes, mas nunca por mais que algumas horas, dessa vez eu passaria uma semana inteira aqui e sozinha.
Assim que eles saíram Nina e Cady estavam sentadas no enorme sofá da sala. Estavam bem quietinhas e eu espero que continuem desse jeito por um bom tempo.
- E então, lindinhas da tia, vocês querem ver um desenho na televisão? — decidi perguntar.
- Sim! — as duas começaram a bater palminhas totalmente animadas.
Liguei a televião e coloquei no desenhos do Pocoyo, que eu sei que elas amam. Como as duas estavam olhando a tela totalmente concentradas decidi ir até a cozinha e preparei um suco de laranja e coloquei nos copinhos com bico e levei para as meninas. Elas amam suco de laranja, puxaram isso da Elena.
Fiquei assistindo um pouco de televisão também, mas depois consegui convencê-las a desligar pois estava começando a ficar com sono por ficar assistindo aqueles desenhos.
- Vamo binca! — Candy começou a bater palminha totalmente animada.
- Sim, binca – Nina se juntou a irmã tão animada quanto ela – Parquinho, tia Car, parquinho.
- Agora não, meus amores, eu preciso fazer o almoço de vocês – tentei explicar, mas dúvido que estejam me entendendo – A Elena disse que vocês tem hora para comer.
- Nãaaaaaaaaao! — elas começaram a chorar juntas.
- Espera, eu já sei – disse tentando acalmã-las – Por que vocês não ficam no quarto brincando enquanto eu faço a comida.
Elas ficaram bem animadas e eu as peguei no colo e subi as escadas. Assim que entramos no quarto, Nina saiu correndo em direção ao cavalinho de brinquedo que tinha no local, já a Candy correu para o tapetinho e ficou brincando com as peças de lego.
- Vocês fiquem bem quietinhas ai brincando enquanto a tia Car faz a comidinha de vocês – disse deixando a porta encostada e segui novamente para a cozinha.
Elena deixou uma lista do que eu poderia preparar para o almoço das meninas e também já deixou tudo comprado, assim eu não precisaria me preocupar em ir ao supermercado. Decidi fazer um pure de batata e coloquei um pouco de cenoura ralada, já estava quase terminando quando comecei a ouvir um choro bem alto e corri para ver o que estava acontecendo, e tive que colocar as duas mãos sob a boca para abafar um grito.
Nina estava caindo no chão chorando muito e saia muito sangue da área da sua boca. Candy também começou a chorar ouvindo o desespero da irmã.
- Essa não! — corri para pegar a minha afilhada no colo – O que eu faço agora? A Lena vai me matar.
Voltei para sala desesperada, não sabia o que fazer, não estava preparada para uma situação dessas. Peguei o telefone e liguei para a primeira pessoa que me veio a cabeça nesse momento.
- Alô! — não pude deixar de suspirar aliviada ao ouvir a voz do meu ex-namorado do outro lado da linha.
- Stef! — comecei a chorar enquanto falava – Por favor, você precisa me ajudar, eu não sei o que fazer.
- Calma, Car, não estou te entendendo – disse, por fim – Me explica direitinho o que foi que aconteceu.
- A Nina, eu dexei as duas sozinhas um pouco, foi só um minuto de distração e quando eu voltei já tinha acontecido – não falava coisa com coisa, mas eu não estava conseguindo raciocinar direito – Ah, Stefan, eu não sei o que fazer.
- Certo, tenta ficar calma que eu estou indo ai – avisou antes de desligar o telefone.
Para a minha sorte ele morava bem perto, então em menos de cinco minutos estava tocando a minha campainha. Como eu ainda estava com Nina no colo, na hora em que eu abri a porta ele viu o que estava acontecendo.
- Como foi que isso aconteceu? — quis saber examinando o rosto da sobrinha.
Acho que ela caiu do cavalhinho de brinquedo e deve ter batido o queixo – acho que a calma dele me deixava ainda mais nervosa – E o que eu faço sobre isso? O que vou falar para a Lena?
- A primeira coisa que precisamos fazer é ir ao hospital, ela provavelmente vai ter que tomar ponto – não pude deixar de sentir um aperto no coração, ela já é tão pequenininha e vai ter que tomar ponto – Procura alguma coisa para tentar estancar o sangue, a Lena deve guarda alguma fralda de pano para uma emeregencia como essa.
- Vou procurar – avisei – Pega a Candy no colo enquanto isso, ela está tão nervosa com tudo isso e eu não pude dar atençao a ela.
Concordou com a cabeça antes de ir até o sofá aonde Candice estava. Seu rosto estava vermelho e ainda tinham algumas lágrimas no seu rosto.
Não demorou muito para sairmos de casa. O caminho até o Saving Hope era longo e hoje parecia estar demorando ainda mais.
- Está tudo bem? — tínhamos parado em um sinal e Stefan colocou uma das mãos sob a minha, eu ainda estava segurando Nina no colo, não queria soltá-la para que não aconteça nenhuma outra tragédia.
- Eu devo ser a pior madrinha do mundo – mumurei – Tudo que a Elena me pediu foi para ficar com as meninas durante uma semana e no primeiro dia eu já deixo uma delas se machucar.
- Você não é uma madrinha ruim, Car – ele garantiu – Foi um acidente e poderia ter acontecido com qualquer um, até mesmo com a Lena.
- Mas foi comigo – lembrei – E eu me sinto péssima com isso. Talvez eu devesse voltar para casa e deixar você tomando contada delas.
- Sim, eu teria deixado as duas se machucarem ou então iria perdê-las em algum lugar – revirou os olhos – Acredite em mim, elas estão bem melhores com você.
- Estarmos nesse carro a caminho do hospital é a maior prova de que não estou – comentei.
- Esse é só o primeiro dia, te garanto que até o fim da semana nem vai lembrar de que isso aconteceu – garantiu – Sei que você será uma ótima mãe um dia.
- Obrigada – foi tudo que consegui dizer.
Ele me deu o seu melhor sorriso. Se fosse em uma outra situação eu estaria toda derretida nesse momento, mas agora eu não estava com cabeça para pensar nisso.
Assim que chegamos ao hospital eu corri com a minha afilhada para dentro do prédio. Elijah era o médico que estava atendendo na emergencia naquele dia e foi na minha direção assim que me viu.
- O que foi que aconteceu, Caroline? — já foi perguntando preocupado.
- Ela estava brincando e caiu – resumi rapidamente os fato ocorridos há menos de uma hora.
- Vamos até a minha sala examinar essa mocinha – pediu e fez sinal para que eu o seguisse, quando me virei encontrei Stefan entrando no hospital de mãos dadas com Candy.
- Stefan, é melhor você ficar aqui – pedi – Leva ela até a lanchonete e compra um sorvete para acalmá-la.
- Tudo bem, acho que tem razão – concordou.
Quando cheguei a sala de Elijah tinha um outro médico junto com ele. Era loiro, com olhos azuis e usava a barba por fazer, não pude deixar de perceber o quanto ele era charmoso.
- Coloca ela aqui – pediu me tirando completamente dos meus devaneios – Hey, Nina, fica calma, o tio Elijah só quer te ajudar – começou a falar e aos poucos ela foi ficando mais calma – Klaus, pode pegar um pouco de gazes e a água oxigenada para mim – o outro foi até o armário e pegou o que ele estava pedindo.
Elijah ficou ali um tempo examinando ela e não falava nada, aquela demora estava me deixando maluca. Estava quase gritando para saber o que estava acontecendo.
- Por sorte não foi um corte muito profundo apesar da quantidade de sangue, vou dar alguns pontos e ela vai estar 100% novamente – soltei um suspiro de alívio ao ouví-lo dizer isso – Também dei uma olhada em seus dentes e a queda não causou nenhum tipo de abalo.
Por fim, Nina levou cinco pontos. É claro que ela ainda estava bem nervosa, principalmente quando viu a agulha, Klaus precisou segurá-la para que Elijah fizesse o procedimento. Quando tudo acabou ela ganhou o pirulito e ficou bem feliz com isso.
- Bom, Caroline, vou pegar a autorização para que você assine e também vou passar um remédio que você pode dar a ela se começar a reclamar de dor – avisou – Eu já volto.
Nina continuava sentada na maca que tem na sala e Klaus começou a brincar com ela. Ficou fazendo cosquinha na sua barriga que começou a gargalhar, não pude deixar de sorrir do jeito fofo que ele tratava a minha afilhada.
- Ela é bem boazinha – comentou de repente – Já vi crianças até mais velhas que ela fazerem um escandalo bem maior para fazer uma sutura.
- Acho que eu estava mais nervosa do que ela – admiti dando de ombros.
- Bom, não posso te culpar – comentou – Não tenho filhos, mas imagono que deve ser desesperador vê-los doentes ou machucados.
- A Nina não é minha filha é minha afilhada – respondi – Os pais dela viajaram e eu estou cuidando dela e da irmã.
- Oh sim, me desculpe pelo incomodo – ficou encarando o chão – Desculpe-me pela pergunta, mas você é solteira?
- No momento sim! — achei que aquela pergunta tinha sido bem direita, mas mesmo assim fui sincera na resposta.
- Meu irmão já deve estar chegando – decidiu mudar de assunto.
- Irmão? — o olhei em dúvida – Quer dizer que o Elijah Mikaelson é seu irmão? — fazia sentindo, isso explicava o jeito charmoso, deve ser de famíla.
- Sim – afirmou com a cabeça – Eu terminei a minha residência em Londres e Elijah disse que estavam precisando de um médico aqui no Saving Hope e agora eu estou apredendo a rotina do hospital antes de começar a trabalhar mesmo.
- Que legal, bem vindo a Los Angeles – disse – Tenho certeza daqui e se precisar de alguma dica de lugar para ir, talvez eu possa ajudar.
- Quem sabe – deu de ombros – Talvez eu precise de uma guia turísitca.
Foi nesse momento que Elijah apareceu interrompendo a nossa conversa. Eu assinei os papeis da auturização e me passou a receita que tinha falado e ainda completou dizendo que eu podia ligar a hora que eu quisesse caso precisasse.
Fui procurar Stefan na lanchonete no hospital e logo fomos embora. Quando chegamos em casa, Nina estava dormindo depois de todo o estresse e eu a coloquei no sofá assim ela podia descansar e eu ficaria de olho.
- Acho que eu vou dar a comida da Candy primeiro – disse pegando a outra menina, que estava no colo do meu ex-namorado – E quando a Nina acordar o dou o almoço dela.
- Certo – Stefan passou a mão no cabelo, como sempre fazia quando estava nervoso ou desconfortável com alguma coisa – Acho que já estou indo.
- Espera, Stef – o chamei fazendo com que se virasse para mim – Muito obrigada, por tudo.
- Não foi nada, não podia deixar você e as minhas sobrinhas na mão – comentou, foi nesse momento que o telefone dele começou a tocar e o pegou olhando o identificador de chamadas – É a Lexi, preciso atender. Oi, meu amor! — esperou um pouco, ela devia estar falando – Perfeito, estou te esperando então, quer que eu compre alguma coisa? — mais um minuto de silêncio – Tudo bem então, até lá. Eu te amo.
Ele desligou e depois ficou olhando para todos os cantos, menos para mim. Parecia muito sem graça por estar tendo aquela conversa na minha frente.
- Agora eu preciso ir mesmo – avisou – A Lexi passou o dia inteiro organizando um evento e combinamos de assitir um filme.
Sabia que Lexi trabalhava com organização de festas e eventos em gerais. Foi assim que Stefan a conheceu, quando ela foi planejar um evento muito importante na empresa em que ele trabalha.
- Tudo bem, então vai – disse – Você parece gostar mesmo muito dela.
- Sim, eu gosto – afirmou – Mas eu ainda me sinto desconfortável falando sobre meu relacionamento com a Lexi na sua frente.
- Também achei que fosse me sentir estranha, mas por um motivo não estou — falei calmamente – Quero que você seja feliz, só isso.
- Obrigado – deu um peqeno sorriso – Bom, qualquer coisa você sabe que pode me ligar eu estarei aqui em poucos minutos – deu um beijo no meu rosto antes de ir embora.
Assim que ele saiu fui até a cozinha e coloquei Candy na cadeirinha e fui preparar a comida dela enquanto deixava meus pensamentos vagarem. Misteriosamente não era em Stefan que eu estava pensando e sim em Klaus, por algum motivo aquele par de olhos azuis tinham mexido muito comigo e eu mal posso esperar para que ele realmente me chame para ser sua guia turística por Los Angeles. Talvez essa viagem ao hospital não tem sido tão ruim assim.
Notas finais
Recomendem
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