One More Time
18 Capítulo 17 - After all
Notas iniciais
obrigada pelos comentários
^^)
Eu simplesmente havia perdido minha mulher, isso era mais que óbvio... As vezes achava que era muito bem feito para mim, eu não deveria ter abandonado ela no momento que ela mais precisou, ainda mais a Lena que era frágil e sensível. Eu não conseguia me conformar disso... Dentro de meu peito um vazio enorme se instalava e eu só a queria comigo. A febre havia passado e graças a ela, tudo bem, por mais que o doutorzinho me ajudou foi ela quem estava lá, eu queria que ela me abraçasse como quando eu estava com catapora, queria que me beijasse quando eu fazia manha só para ganhar um beijo dela... Queria minha Lena, mas eu estava quase desistindo da ideia fixa de querer ela de volta.
Não, não sou um covarde, um completo idiota... Quem ama cuida, quem ama quer ver a pessoa feliz.. Era assim que eu queria ver minha Lena, feliz. Apesar de todos os males, Elijah a fazia bem, desde o começo... Quantas vezes eu implorei para ela desfazer o quarto da Mia? Ou ao menos sair de lá? Pensar na minha filha me quebrava o coração... Me lembrava da minha esposa, ou melhor ex... Sentada na cadeira com a enorme barriga a acariciando e passando creme, se ela já a mimava dentro da barriga, imagina fora.
Quando eu estava triste, ou quando ia viajar a trabalho, u sempre levava um álbum de fotos nossa comigo, quando eu quisesse o abria e via fotos nossas desde pequenos.
Flash Back
—Para, me devolve a minha boneca... Eu amo ela, para com isso... Você já tem meu baldinho... Solta ela, por favor Duncan—Havia acabado de mudar ali e via uma menininha baixinha e magrinha de oito anos no máximo na pracinha... Uma loirinha a acompanhava mas tremia de medo dos meninos que as ameaçavam, sem pensar duas vezes eu por ser maior desde pequeno me aproximei e os ameacei, Stefan ajudou e logo eles abandonaram a boneca e o baldinho, peguei no chão e entreguei para a moreninha que agora sorria com lágrimas nos olhos.
—Obrigada, eles sempre nos atormentam nessa praça... Nunca nos deixam brincar—ela tremia de medo e eu desde pequeno sentia a necessidade de proteger ela, a abracei e beijei sua testinha.
—Ei, eles nunca mais vão mexer com vocês ok?—Disse para ela recebendo um "uhum" fraquinho de volta e ela sorriu me olhando—Eu nunca mais vou deixar ninguém fazer nada contra você... Pequena!
—Gosto de pequena.
Pequena, desde o começo... Eu havia prometido que ninguém ia fazer nada contra ela e quem fez foi eu mesmo... quem a prejudicou. Lembrar disso tudo havia me feito pensar nos dias atuais, eu tinha que fazer algo para cumprir com a minha promessa, por mais que eu tivesse errado, eu precisava consertar e sabia muito bem como, peguei minha jaqueta em cima da cadeira ignorando o pedido de repouso do Elijah, coloquei e desci as escadas decidido do que fazer.
Elena Gilbert
Oi Mia, mamãe demorou para escrever esses dias porque estava com muita coisa na cabeça, ontem á noite eu ajudei seu pai em uma febre... Sabe, antes de ontem ficamos presos na estrada por conta de uma sabotagem dele e eu acabei não resistindo e o beijando. Não contei isso para Elijah filha, e estou me sentindo a pior das mulheres... Queria saber porque não posso ser feliz sem me preocupar com nada? Mia, mamãe queria você aqui... Como havíamos programado eu e seu pai estaríamos cuidando de você nesse momento, sei que ele seria um pai carinhoso, atencioso e muito ciumento... Me dizia que a menina dos olhos dele jamais namoraria... Acha? Mamãe com certeza ia lutar contra isso. Estou aqui escrevendo porque Elijah me deixou meio que de folga dele como preferiu chamar, sim... Ele ia trabalha muito, sabe como é vida de médico. Mia, a mamãe está certa? É isso mesmo que eu faço? Eu devo mesmo continuar nisso? Eu não posso iludir Elijah, ainda mais porque ele me fez ver a vida de um modo diferente. Quando paro e olho esse seu quarto, sabe amor... Sinto uma dor no peito em não ver seus móveis, em ver tudo branco, como um cômodo qualquer. Eu e seu pai imaginávamos ele até com pôster do One Direction, Justin Bieber, ou outras modinhas que você ia curtir... E sempre iríamos participar de todos os shows que quisesse ir, tenha certeza disso. Mia, quero que saiba que você estará sempre no meu coração, e eu nunca vou te esquecer... Estou indo bebê... Volto em breve. OS: mamãe te ama Mia!
Estava sentada no chão do quarto dela, observava as paredes brancas e uma dorzinha me invadia no peito, não ter Car ali depois de meses era ruim, e estranho. Elijah havia me avisado que como tinha conseguido suas férias teria que trabalhar até mais tarde no seu plantão. Eu até que estava confortável com isso, precisava ficar sozinha e refletir... Pensar na minha vida... Saber se eu estava certa em estar com Elijah, mesmo casada. Escutei um barulho de passos e pude ver Damon se aproximar da porta, me assustei em ver ele ali de jaqueta de couro, cabelo bagunçado e de calça jeans. Mas ao mesmo tempo estava feliz em ver que ele estava bem ao ponto de sair de casa.
—Oi, achei que nem entrasse mais aqui—disse se aproximando
—Às vezes, quando quero escrever em meu diário eu venho aqui e me sento no chão, mas fique tranqüilo... Nada doentil—sorri
—Posso me sentar? —apontou o chão
—Sinta-se na sua própria casa—zombei e ele sorriu se sentando ao meu lado e me olhou por um tempo, em seguida olhou meu diário.
—O que é isso?
—Voltei a escrever no meu diário—sorri
—Ah Lena, isso é maravilhoso—sorriu de volta—Só não peço para ler porque sei que não vou estar em nenhuma página, e para quem costumava estar como ator principal em tudo... —deu um sorriso torto forçado. Damon costumava ler meu diário e realmente, em todas as páginas eu colocava seu nome.
—Seu bobo—sorri—Na verdade é um diário como se fosse a Mia, ela não fala comigo... Mas eu converso muito com ela... Um dia quem sabe eu não deixo você ler? Mas ainda está em fase de andamento, digamos assim
—Ah para com isso, você escreve muito bem... Sempre amei suas histórias, e sempre adorei ser o herói nelas.
—Mas de fato Damon Salvatore... Você era meu herói nas histórias... E eu acho que sempre vai ser porque o passado não muda!
—Às vezes queria que mudasse... Consertaria muita coisa, como por exemplo... Teria muito mais cuidado com você durante a gravidez, teria te escutado e sofrido ao seu lado, teria eu te tirado dessa. E nunca, jamais teria te traído... Mas o passado a gente nunca muda.
—Damon, não foi nossa culpa... Mia era para ser um anjinho e nada mais, ela não poderia vir... Acho que não tivemos culpa
—Eu sei, mas eu me culpo por tanta coisa Lena... Eu te abandonei e isso foi o meu maior erro
—Vamos esquecer isso... —enxuguei as teimosas lágrimas que desciam por meu rosto, ele fez o mesmo no seu rosto.
—Achei que nós fossemos eternos
—Pai e mãe, é um amor incondicional... Faz-nos um bem maravilhoso... E mesmo assim saímos de suas casas em busca da nossa casa, e quando nos arrependemos eles nos deixam partindo. Então nunca seriamos eternos, mas eu te conheço tão bem, e acima de tudo temos uma amizade, pelo menos eu acho.
—Lena, você sabe muito bem que o que eu sinto é algo além da amizade... Não sabe? —assenti o olhando e ele colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha
—Então... Quero que saiba que eu também sinto algo muito forte por você, mas Damon... Não quero mais que nós continuemos algo que não dá mais certo, uma mentira uma... Me desculpa em estar falando isso... Mas quero sua amizade e...
—Shhh, pequena... Eu sei... Por isso eu tomei uma decisão, por mais difícil que eu foi tomar essa decisão eu... —respirou fundo e olhou nos meus olhos—eu aceito o divórcio, eu assino a papelada...Eu prometi que nunca deixaria ninguém te fazer mal e eu fui o primeiro a fazer... Eu aceito Lena, com a pior dor no coração. —O abracei forte ajoelhada no chão, chorei muito e ele chorava junto, sim era o fim... Fim de um romance que eu nunca esperei que fosse acabar, mas eu sentia alivio em não trair mais ele.
—Damon, obrigada—disse fraco devido as lágrimas
—Quero que aquele doutor te faça feliz—assenti—Mas acho que não vou agüentar ver isso... Pensei bem e vou para Inglaterra estudar mais.
—Mas, Damon... Inglaterra? Se afastar assim?
—Lena, seu maior sonho é ser mãe, assim que se casar com ele a primeira coisa vai ser engravidar, e ai eu já não vou suportar ver você com ele, imagina mãe de um filho dele?
—Mas Damon, eu não sei se agüentaria ficar sem te ver
—Eu prefiro ficar sem te ver do que te vê com ele
—E a parte da amizade?
—Eu nunca te disse em amizade Lena. Eu amo você—me abraçou—Não vamos brigar pequena... Não vamos brigar... —assenti e ele beijou minha testa
—Hoje faz um ano que engravidei da Mia, aliás... que eu descobri né, porque não sei ao certo ... Estava limpando minhas coisas e o teste de gravidez caiu no chão... Me lembrei da macarronada e de seu surto ao saber que ia ser pai.
—Oh meu Deus, um ano? —sorriu—que rápido, queria voltar no tempo e estar no ano passado.
—Eu queria também—queria chorar mas me soltei de seu abraço—Nada de choro, eu vou fazer algo para comer... que tal panquecas com mel?
—Se tiver o seu tradicional suco de laranja—sorriu—a propósito, ontem não compramos então eu trouxe aquele belga, seu favorito...
—Você não precisa comprar essas coisas para mim Damon
—De fato, eu não preciso... Mas quem disse que é preciso? Eu gosto de te agradar... Sempre gostei disso.
—Vamos então que eu tenho mel na geladeira, faço as panquecas e comemos com suco de laranja.
—Sim... Se importa se eu for no nosso antigo quarto e pegar minhas roupas? Pode me acompanhar se quiser... Aliás, prefiro que me acompanhe
—Damon, a casa é sua...
—Por enquanto, eu faço questão de abrir mão dela, e até mesmo do carro... Com o tempo eu me ajeito e compro outro na Inglaterra, na verdade não quero nada dessa separação.
—Mas Damon, nos casamos com separação total de bem, você vai ter que aceitar metade das nossas coisas
—O que eu mais quero não vou poder ter Elena
—Diga Damon, se for algo fácil eu deixo
—Você Elena!
—Damon, por favor... Não torne as coisas mais difíceis
—Sim, me desculpe... Exagerei... Mas então... me acompanha que eu quero pegar todas as minhas roupas e assim você se vê livre de mim!
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