One More Time
15 Capítulo 14 - Newest couple
Notas iniciais
Será que eu perdi alguma coisa? — Elijah me perguntou ainda parado na soleira da minha porta.
- Acho melhor você entrar, nós precisamos conversar – avisei dando espaço para ele passar – E muito obrigada pela flores – retirei o buquê das suas mãos.
- Se eu soubesse que você prefere rosas brancas eu tinha comprado – deu de ombros dando um suspiro triste em seguida.
- Bom admito que sempre gostei das rosas brancas, mas as vermelhas também tem o seu charme – dei um selinho em seus lábios – Afinal, essa é a cor da paixão.
Fui até a cozinha pegar o jarro para colocar as flores, voltei para a sala e as coloquei em cima da mesa. Elijah estava sentando no meio do meu sofá.
- Então! — comecei a falar cruzando os braços – Imagino que você queira saber o que o Damon estava fazendo aqui, não é mesmo?
- Curioso é a palavra certa – explicou – Quero dizer, depois de ontem a noite pensei que estivesse tudo bem entre a gente, então eu chego aqui e encontro o seu ex-marido.
- Olha, Elijah, eu não vou mentir para você – fiquei encarando os meus próprios pés nesse momento – Quando cheguei em casa me senti muito culpada, então chamei o Damon aqui e contei que nós dois dormimos juntos.
- Entendo! — foi tudo que ele disse, parecia bem calmo.
- Eu sei que disse que eu queria e, sinceramente, não me arrependo de nada do que aconteceu – sentei ao seu lado – Mas acontece que, por mais que estejamos separados, eu e Damon ainda somos oficialmente casados, e não posso deixar de pensar que isso é uma traição.
- Posso te lembrar que foi ele quem te traiu primeiro – comentou.
- Sim, Elijah, eu sei – passei a mão pelos cabelos – E uma parte de mim quer ver o Damon sofrendo da mesma maneira que eu sofri quando vi aquele video dele e da April, pagar na mesma moeda. Mas eu não sou assim, senti que ele precisava saber disso por mim.
- Ei, Lena, está tudo bem – passou mão pelo meu rosto – Isso só prova o quanto você é sensível a opinião dos outros, o que só me faz ainda mais encatando por você.
- Obrigada – não consegui deixar de sorrir – Mas isso não é tudo. Eu disse ao Damon que ia pedir o divórcio e ele me pediu para dar mais uma chance de salvar o nosso casamento.
Ele abaixou a mão que estava no meu rosto e, pela primeira vez, pude ver uma pequena decepção nos seus olhos.
- Bom, ele é seu marido, pai da sua filha, te conhece desde que vocês eram pequenos e coisa e tal – comentou – Sempre soube que não poderia concorrer com ele – se levantou.
- Espera, Elijah – o segurei pelo pulso – Você não me deixou terminar. Ele me pediu uma semana e eu vou dar esse tempo, mas eu sei que não vou mudar de opinião depois disso. As coisas estão diferentes agora.
Ele sabia muito bem por que as coisas estavam diferentes e não pode deixar de sorrir, eu retribui o seu gesto.
- Então, se você ainda me quiser – continuei – Quero continuar tentando e, quem sabe, isso se transforme em algo mais sério futuramente.
- Nada me deixaria mais feliz, Elena – garantiu.
Puxou meu rosto e me beijou. Soltei um pequeno geido a medida que nos aproximavamos até que eu me sentei no seu colo, fique passando os dedos em seu cabelo enquanto Elijah explorava a parte de dentro da minha camisa. Ouvi o barulho da porta abrindo, mas isso não nos impediu de continuar.
- Opa! — nos afastamos a ponto de encontrar Caroline parada na frente da porta, estava totalmente envergonhada por nos pegar no flagra – Desculpa, eu vou volto mais tarde. Fiquem a vontade.
- Não tem problema, Caroline – ele me retirou do seu colo e se levantou em seguida – Foi até bom você chegar, eu preciso ir para o hospital. Na verdade, Lena, eu só vim aqui para te trazer as flores.
- Certo, muito obrigada, eu adorei as flores – dei um sorriso bobo.
Fui com ela até a porta, depois caminhamos juntos em direção ao seu carro, que estava parado na frente da casa.
- Hoje eu não tenho plantão, só vou estar lá durante o período normal – avisou – Te ligo quando chegar em casa, tudo bem?
- Vou estar esperando a sua ligação – disse.
Ele me deu mais um selinho antes de entrar no veículo e fiquei observando até desaparecer na curva do final da rua. Quando voltei para casa, minha amiga estava me esperando com um sorriso malicioso nos lábios.
- Será que eu perdi alguma coisa? — perguntou – Vocês não estão com atitude de um casal que não está sério, como você mesma disse.
- Tudo bem, Car, eu admito – dei um longo suspiro – Talvez a gente esteja um pouquinho sérios.
- Pode começar a me contar tudo, Elena Gilbert – me puxou para sentar no sofá ao lado dela – Quero todos os detalhes.
- Não vou te dar todos os detalhes, Car – avisei, tinha certeza de que meu rosto estava mais vermelho que um pimentão, tanto que estava sentindo minhas bochechas esquentarem.
- Isso quer dizer o que eu acho que quero dizer? — quando eu balancei a cabeça afirmativamente ela começou a pular e a gritar como uma maluca – Eu estou tão feliz por você amiga.
- Obrigada! — foi tudo que eu disse.
- Mas por que você não parecesse tão feliz assim? — ficou me observando – Não vai me dizer que você está arrependida? Se for por causa do Damon eu te bato agora mesmo.
- Não é que eu esteja arrependida, pelo contrário – admiti – Mas Damon tinha sido o único cara da minha vida até ontem a noite e achei que ele tinha o direito de saber.
- Eu não acredito nisso, Elena! – começou a gritar, mas não muito alto, somente para chamar atenção mesmo – Quero dizer, o Damon não ficou se sentindo culpado quando te traiu com a April e veio te contar na mesma hora. Ao contrário, você só ficou sabendo por que aquela secretária de quinta categoria te mandou o video dos dois juntos.
- Sei disso tudo, amiga, foi só um desencargo de consciência, já passou – garanti – Vou pedir o divórcio ao Damon e, se ele não quiser assinar, vou pedir na justiça.
- É assim que se fala – me abraçou com bastante força – Estou gostando muito dessa nova e melhorada Elena, ela sabe muito bem o que quer.
Não queria dizer nada, mas eu não tenho certeza se sei tudo o quero. Estou tentando dizer a mim mesma que esse divórcio é a melhor solução, embora ainda não saiba como as coisas vão ser no momento em que os papéis forem assinados. Quero tentar ser feliz com Elijah e farei de tudo para isso.
Três dias depois
E lá estávamos nós na minha casa, mais especificamente na minha cama, Elijah vestia apenas a sua cueca boxer preta e eu usava uma de suas blusas que batia na metade das minhas coxas. Era sábado e ele foi passar o dia lá em casa, eu preparei o nosso almoço, assistimos um filme na televisão, depois fizemos amor duas vezes e agora estávamos nos preparando para mais uma vez.
Infelizmente fomos interrompidos pelo celular dele tocando, era uma mensagem que tinha acabado de chegar. Ele saiu de cima de mim e pegou o aparelho dentro do bolso da calça que estava jogada no chão.
- Houve um acidente envolendo vários veículos e os feridos estão sendo levados para o Saving Hope — passou a mão pelo cabelo enquanto falava – E precisam de todos os médicos a postos para quando as ambulâncias começarem a chegar.
- Entendo! — dobrei as pernas e as abracei.
- Olha, Lena, sei que combinamos de passar o dia juntos – se aproximou e passou a mão pelo meu rosto – Mas quando se tem um namorado médico tem que saber que esse tipo de coisa pode acontecer.
- Namorado é? — dei um sorriso malicioso – Então é isso que você pensa que nós somos?
- Sim, nós nos temos nos vistos todos os dias na última semana, sem contar a quantidade de vezes que já transamos – fiquei envergonhada de repente – A não ser que você não queira ser minha namorada.
- Mas é claro que eu quero ser sua namorada – afirmei sem nem ao menos pensar duas vezes – Nada nessa vida me deixaria mais feliz.
- Perfeito! — levantou-se e foi até a pequena mala que ele tinha levado para a minha casa hoje – Eu tenho uma coisinha para você, espero que você não ache muito cedo para esse tipo de presente.
- O que é? — fiquei curiosa na mesma hora.
Ele me entregou uma caixinha de madeira. Dentro tinha um colar prateado, o pingente era redondo com alguns dezenhos em alto relevo e uma pedra vermelha em cima, tinha a aparencia de ser bem antigo.
- Esse colar era da minha mãe, ela me deu por eu ser o filho mais velho disse que era para eu dar de presente para uma garota que eu ache especial – explicou – Isso causou uma pequena briga entre mim e a Rebekah, ela queria o colar para ela.
- E você deu esse colar para a Katherine quando começaram a namorar? — confesso que me sentiria um pouco incomodada se ele estivesse me dando algo que pertenceu a sua esposa.
- Na verdade não, a Kath nunca ligou muito para joias, só usava brinco e a aliança – explicou – Mas eu já reparei que você gosta de joias e certamente vai valorizar muito mais o colar da minha mãe.
- É mesmo lindo! — fiquei olhando para o colar – Eu amei.
- Deixa eu colocar em você? — pediu, então eu virei de costas para ele tirando o cabelo para que ele prendesse a correntinha.
Virei meu rosto na sua direção para que pudessemos nos beijar. Ele ficou passando a mão pelas suas bochechas enquanto nossas línguas brincavam uma com a outra. Quando nos afastamos soltei um gemido de protesto.
- Eu realmente preciso ir! — avisou – Sorte sua que eu trouxe uma outra roupa, ou então você ia ter que devolver a minha camisa.
- Ainda mesmo, pois eu não iria te devolver – mostrei a língua para ele em um gesto bem infantil – Eu gostei da blusa é confortável para dormir.
- Fica com ela, te deixa sexy – sussurrou provocadoramente.
Quando ele terminou de se arrumar o levei até a porta. Decidi ir até a cozinha e encontrei Caroline sentada na mesa rodeada de livros.
- Aonde está o Elijah? — ela quis saber assim que me viu.
- Precisou ir para o hospital – expliquei – E você em casa em sábado a noite? Que milagre é esse.
- Tenho uma prova final muito importante na segunda-feira – explicou dando um longo suspiro – Acho que vou virar a noite estudando.
- Coitada de você – fui até a geladeira e peguei uma garrafa de água.
- Mas agora me diga uma coisa – comentou – As coisa com o Elijah estão sérias, não é mesmo?
- Sim! — concordei com a cabeça – Olha só para mim, desfilando pela casa usando apenas a camisa dele, sempre prometi a mim mesma que nunca faria isso, nem quando moravamos somente eu e o Damon.
- É sério, Lena, não sei por que você sempre foi tão tímida em relação a sexo – reclamou – Mas acho que agora com o Elijah quem sabe a gente possa conversar mais e trocar experiências. Sabe, o Stef faz uma coisa com a língua, no inicio eu até gostava, mas agora...
- Car, eu não quero saber disso – tapei os meus ouvidos com as mãos – Não quero saber sobreo que você e o Stefan fazem na cama.
- Tudo bem, talvez seja um pouco cedo – concordou.
- Bom, vou deixar você estudar em paz – avisei – Vou mesmo para o meu quarto dormir, estou com muito sono.
- Também depois de toda atividade que você e o doutor gostosão fizeram, não é nenhum surpresa que você esteja com sono – revirei os olhos antes de virar as costas para a minha amiga, não acredito, ela deve estar querendo me matar de vergonha, deve ser isso.
Acordei na manhã seguinte com o meu celular avisando que tinha uma nova mensagem. Ainda estava com a visão embaçada devido ao sono e precisei piscar algumas vezes até que as letras ficassem nítidas.
Lena,
Ainda estou aqui no hospital. Tive que realizar três cirurigas durante a madrugada e vou precisar ficar pelo menos até o meio da tarde para ficar monitorando os paciêntes. Queria combinar alguma coisa para fazermos, mas provavelmente estarei exausto, então o que acha de eu te buscar para irmos ao meu apartamento? Podemos dormir abraçadinhos.
O que acha? Me responde o mais rápido possível.
Elijah.
Não pude deixar de sorrir ao ler aquela mensagem. Ele era mesmo um fofo e agora era meu namorado. Ainde fico pensando se realmente mereço a maneira como Elijah me trata.
Elijah,
Adorei a ideia. Vou ficar muito feliz em dormir abraçadinha com você essa noite. Quando estiver saindo do hospital me avisa.
Lena.
Troquei o pijama por uma roupa confortável de ficar em casa. Minha amiga não estava na cozinha, provavelmente deve ter ficado até tarde estudando e merece um bom descanso.
Preparei duas torradas e peguei o meu suco de laranja, já estava acabando e provavelmente teria que sair para comprar mais depois. Já estava quase termiando o meu café da manhã quando Caroline apareceu.
- Bom dia, Lena – deu um beijo no meu rosto e eu a respondi com um pequeno sorriso.
Ela pegou a o ceral e uma caixa de leite. Tinha bem pouco dos dois, mas o suficiente para se alimentar naquele momento.
- A nossa dispensa está quase vazia – comentou – Uma de nós duas precisa ir ao supermercado e urgentemente.
- Posso ver se o Elijah vai comigo ao mercado amanhã – sugeri, precisava de um carro para ir fazer ou compras, ou como eu iria trazer as coisas.
- Não sei se dá para esperarmos até amanhã – comentou – Quando eu disse que estámos com a dispensa vazia, quero dizer que eu tem um pacote de macarrão, mas não tem molho pronto, nem tomate para fazer um.
- Certo! — fiquei pensando nas minhas opções – Pego um táxi e vou naquele mercado no centro da cidade, eles fazem entrega.
- Ótimo! — concordou – E desculpe por estar te falando isso só agora, imagino que tudo que você não queria para o seu domingo era ir ao mercado.
- Não tem problema – garanti – Bom, vou comprar somente o escencinal, depois fazemos as compras do mês.
Subi para o meu quarto para trocar de roupa mais uma vez. Coloquei um calça jeans, uma blusa sem manga e um tênis, assim eu não ficaria cansada de andar. Peguei minha bolsa e estava pronta para sair, mas quando abri a porta dei de cara com o Damon.
- Eu já ia tocar a campainha – avisou – Desculpa estar aqui a essa hora, mas eu preciso pegar uns documentos muito importantes que eu deixei aqui.
- Claro, pode ir lá – avisei – Bom, eu preciso sair, mas a Caroline está ai e te ajuda no que precisar.
- Aonde você vai? — quis saber – Se é que posso perguntar.
- Estou indo ao mercado – expliquei – Uma coisa muito chata, mas é totalmente necessária.
- Entendo o que quer dizer – fez uma careta – Se quiser eu posso te levar. Afinal, o carro é seu também e ficaria muito feliz em te levar aonde precisar.
- Não precisa, Damon! — garanti – Posso muito bem pegar um táxi para ir e para voltar depois.
- Que isso, Lena, não é trabalho nenhum – insistiu – Vamos logo, assim não demoramos muito lá.
- Tudo bem, vamos – disse, por fim – Até por que não posso voltar muito tarde, combinei uma coisa com o Elijah a noite.
- Certo! — pareceu ligeiramente incomodado – Mas um motivo para se apressar.
- Espera – falei quando estava se preparando para fechar a porta – Pensei que você tivesse vindo aqui para pegar um documento.
- Posso pegar depois quando voltarmos – avisou – Isso se não for um problema para você, claro.
- Não é nenhum problema – concordei com a cabeça – Podemos não está juntos, mas essa casa também é sua.
Saímos em direção ao carro. Só espero que Damon não esteja mesmo vendo nada demais com essa ida ao mercado.
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