One Month With One Direction
11 Capítulo 11
Nós conversamos um pouco, e eu estava certa em pensar neles como garotos normais, porque eles eram normalmente idiotas. Me perguntaram se eu não queria comer nada, mas eu estava totalmente sem fome. Achei melhor ir tomar banho logo, então subi para o meu quarto.
Vi o celular em cima do criado mudo e lembrei que deveria ter ligado para minha mãe assim que chegasse. Eu ia usar Skype, porque ficaria muito caro por telefone, e estava ligando o notebook quando o meu telefone tocou.
– Mãe?
– Por que você ainda não me ligou? Pelo amor de Deus!
– Eu já ia ligar, mãe. Você achou o quê? Que eu tinha morrido?
– Cadê sua tia? – ela perguntou, mudando de assunto.
– Já foi embora. Eu já estou na casa, mãe. Estava indo tomar banho agora.
– E ela te acompanhou até aí?
– Claro... – menti. Eu não queria que minha mãe ficasse brava com ela também.
– E como é aí? – eu senti ela começar a se empolgar. Ela ia querer saber tudo sobre lá, mesmo sabendo que eu tinha acabado de chegar.
– A única que eu vi foi o aeroporto e a casa, mãe. E as únicas pessoas foram a tia, os meninos e o segurança deles.
– E como eles são? Estão te tratando bem? – Ok, começou o drama.
– Claro que estão, mãe! Que coisa. Como se eles fossem me tratar mal.
– Eu não confio nesse pessoal, ok? E do jeito que você é mosca morta, aposto que nem contaria se alguma coisa acontecesse.
– Tá, mãe. Eu preciso desligar agora, tá bom? Vou tomar banho. Tchau. – falei e desliguei na cara dela, porque eu não ia aguentar ela falando aquelas baboseiras. Joguei o celular em cima da cama e entrei no banheiro.
Saí de lá com o celular apitando. “Falar com a Gabriela”. Eu sempre colocava esses alarmes idiotas, só para não me esquecer. Liguei o notebook e o MSN mal tinha aberto quando ela me falou para ligar a webcam.
– Ah, meu Deus do Céu! – ouvi ela falando, quando sua imagem apareceu na tela. Parecia que ela estava esperando pra falar comigo o dia inteiro. – Como é aí? Como é a casa? E eles?
Eu queria falar algo do tipo “é normal, eles são legais, é tudo ótimo.” Mas eu estava com vontade de gritar também, e apesar de não poder, pelo menos agora eu podia dar um mini ataque.
– A casa é enorme, você não tem ideia! Sério! E eu só vi a cidade pela janela do carro, mas parece ser linda. – eu estava quase gritando, e só esperava que eles não ouvissem, para não pensar que eu era louca ou algo assim.
– Eu queria estar aí – ela falou, mas não parecia triste.
– Queria que você estivesse aqui também. Eu não conheço ninguém, quero dizer... os meninos são legais... muito legais, mas eu queria ter pelo menos alguém que falasse português ou alguém com quem eu pudesse conversar sem ficar nervosa.
– É... mas, sabe... – ela começou a falar com uma voz mais fina, do jeito que falava quando ia contar alguma coisa que era muito importante para ela (e que, geralmente, não fazia diferença nenhuma para mim) – o meu tio Luís estava falando comigo esses dias.
– Tio Luís é aquele que mora aqui, certo? Que te ama e blá blá blá?
– Esse mesmo. – ela pareceu mais animada, como estivesse ansiosa pra contar. Tio Luís morava na Inglaterra, e era simplesmente louco pela Gabi. Não cansava de dizer que ela era sua sobrinha favorita, o orgulho da família e tudo mais. Ele também era muito inteligente (todo mundo dizia que ela tinha puxado isso dele) e era professor em alguma universidade, mas eu não sabia exatamente qual ou em qual cidade era. – Ele falou comigo há alguns dias, e disse que estava tentando... bem, você sabe que ele se formou em sei lá quantas faculdades e é um dos melhores professores do país, não sabe? – É lógico que eu sabia, ela não se cansava de falar disso. A família dela era toda perfeita, não me surpreenderia se ela dissesse que ele também era astronauta.
– Sei, Gabriela. Conta logo o que é.
– Nossa, senhorita apressada. Ok, ele estava tentando conseguir uma vaga pra mim na faculdade onde ele dá aula. – ela falou isso normalmente, mas logo depois começou a gritar.
– Gabi! Para! Daqui a pouco os meninos vão achar que eu estou morrendo aqui! — eu disse, sem nem realmente prestar atenção no que ela tinha dito.
– Ok, desculpa. – falou, quando conseguiu se acalmar. – Se ele conseguir, eu vou morar aí em Londres! Meu Deus do Céu! – Aquilo não tinha me ocorrido ainda. Eu quis gritar também, mas achei melhor ficar quieta.
– Você tá falando sério? Tem mesmo como ele conseguir isso?
– Ele vai mostrar minhas notas, os concursos que ganhei e tudo mais... Se eles acharem suficiente, eu posso entrar. E ele é muito influente lá. Aposto que vai conseguir.
– É... pena que eu vou voltar pro Brasil daqui a um mês. – bufei. – Lembra que nós falávamos que íamos morar juntas na faculdade? Parecia que não vai dar. – falei, rindo, mas Gabriela pareceu triste.
– Você pode ficar aí e fazer faculdade também... eu posso pedir para ela te ajudar a entrar...
– Eu não tenho notas assim tão boas, Gabriela. Eu posso até tentar ficar e fazer faculdade aqui, mas não vai ser na mesma que você. E eu duvido que minha mãe deixe.
– Olha, eu queria estar aí agora pra te dar um cascudo. Para com isso, Laura. Você tem que pensar positivo. Vai conseguir sim, e fim.
Eu ia dizer alguma coisa pra me defender, mas naquele momento, alguém bateu na porta.
– Pode entrar – falei, me virando para trás. Zayn abriu a porta e colocou a cabeça para dentro.
– Ei, hora do jantar. Você disse que estava sem fome, mas a gente vai sair pra comer em algum lugar, e você pode aproveitar para conhecer a cidade.
– Ok, já estou indo. Só mais alguns minutos, ok?
– Tudo bem. – ele disse, sorriu e fechou a porta.
– Então, Gabi, eu acho que vou ter que sair... – olhei para a tela, e Gabriela parecia não estar mais respirando. – Gabi? Você tá bem?
– Aquele... era o Zayn? – ela falou, com os olhos arregalados.
– É, ele veio me avisar que a gente vai sair. Eu preciso desligar agora, ok? Tchau, falo com você depois. – falei e fechei a janela, antes que ela gritasse de novo.
– Onde a gente vai? — perguntei, enquanto entrávamos no carro.
– Onde você quer ir? – Niall me perguntou.
– O único restaurante daqui que eu conheço é o Nando’s – falei, rindo. – Não faço a mínima ideia.
– Podemos ir lá, se você quiser.
– Por mim, tudo bem. – respondi.
Nós mal tínhamos saído do carro e o lugar já estava cheio de paparazzi. A ideia de eles estarem tirando fotos de mim me deixou desconfortável, mas os meninos pareciam não ligar. Tentei esconder o rosto com o cabelo, mas senti que estava parecendo ainda mais estúpida. Achei melhor fingir que não me importava também, e graças a Deus eles não nos seguiram até dentro do restaurante.
– Você quer ir ver a cidade depois? – Louis perguntou, enquanto nós saíamos de lá. Eu queria ir, mas estava realmente cansada, e não estava afim de ser perseguida por mais fotógrafos.
– Agora? Não está meio tarde? – tentei inventar uma desculpa – E te todos os paparazzi...
Ele olhou em volta antes de entrarmos no carro.
– A gente pode deixar para amanhã, então. Tudo bem? – ele se virou para mim e sorriu.
– Claro. – sorri também.
– Ei – Harry chamou. – Estão tocando nossa música. – ele aumentou o volume e eu percebi que era What Makes You Beautiful. Foi estranho, mas todos eles começaram a cantar e eu também. Não parecia que eu estava cantando com os verdadeiros cantores, porque eles riam e dançavam (se aquilo podia ser considerado dança) como se fosse uma música qualquer. E cantavam alto demais, tanto que mal dava pra ouvir o rádio, o que foi bom, porque pelo menos assim ninguém reparava na minha voz.
Nós logo chegamos em casa, e a minha vontade era de me jogar na cama e dormir até a próxima semana, mas eles ligaram a TV e começaram a procurar algum filme para ver, e eu achei que o sono podia esperar.
– Atividade Paranormal 2. – Zayn falou. – Você gosta de terror?
– Eu tenho um pouco de... medo. – admiti.
– Ah, ok. Vamos ver... Olha, tem Meu Malvado Favorito – ele riu. – Já viu?
– Não. É legal? – falei, me jogando no sofá.
– Nunca assisti também – ele sentou do meu lado, apertou um botão no controle e o filme apareceu na tela.
Niall sentou do meu outro lado no sofá e eu, milagrosamente, não corei. Liam se deitou no outro sofá e eu percebi que Harry não estava ali. Logo ele apareceu, carregando bacia cheia de pipoca. Se sentou no chão, se virou para mim com a boca entupida de pipoca e me perguntou se eu queria alguma. Ele estava totalmente sério, e isso tornou a cena ainda mais engraçada. Comecei a rir, e ele ficou me olhando estranho, o que me fez rir ainda mais. Acho que a minha risada era muito esquisita ou algo do gênero, porque todos eles começaram a rir, e Harry acabou engasgando com a pipoca.
Depois que finalmente nós recuperamos, o filme já estava acabando e já que ninguém tinha assistido, ninguém entendeu. Eles começaram a conversar e a me perguntar mais coisas, e a me contar sobre a cidade, os pontos turísticos e todas as coisas que eu tinha que ver. Eu estava cansada e queria ir dormir logo, mas não ia conseguir dizer algo do tipo “ah, ok. Desculpem, mas eu prefiro dormir do que falar com vocês”.
Olhei para o relógio, já eram 21h55. O filme já tinha acabado e o assunto também, então resolvemos realmente assistir alguma coisa. Zayn escolheu um filme de comédia, que eu nem lembro o nome, porque estava quase caindo de sono.
Eles ainda estavam conversando, mas eu mal ouvia o que diziam, e só percebi que realmente tinha caído no sono quando Niall cutucou meu braço e disse:
– Ei, Laura... acorda...
Levantei tão rápido que quase caí do sofá, e então percebi que eu tinha dormido no ombro dele.
– Desculpa! Eu acabei pegando no sono, sério, foi sem querer. – senti meu rosto queimando, mas ele parecia não ligar.
– Tudo bem, se acalma. Eu só acho que seria mais confortável na cama do que no meu ombro – falou, rindo. – Vem, eu vou pegar uns travesseiros pra você.
Notas finais
Esqueci de colocar aqui nas notas quando postei, então vou colocar agora: com quem vocês acham que a Laura vai ficar?
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