One Month With One Direction
3 Capítulo 3
Notas iniciais
– Primeira pergunta. – ela disse, em inglês. Eu tinha tido a ideia de fazermos uma ‘entrevista’, com ela me perguntando coisas sobre a banda e eu respondendo. Não ia ser tipo um teste, pra provar que eu era fã, com perguntas do tipo ‘qual é a cor da cueca do Harry?’, porque todo mundo ia fazer isso, e o que a gente queria era exatamente o contrário: ser diferente, chamar atenção. – Quando você conheceu a banda? – era estranho ouvi-la falando inglês... quer dizer, eu sabia que ela falava, mas eu não estava acostumada. Ela falava melhor que eu, e isso me deixou mais insegura.
Respirei fundo, olhei para a câmera e comecei:
– Eu conheci no tumblr, faz muito tempo... não lembro exatamente quando. Eu só sabia que eram uma banda e o único que eu sabia o nome era o Harry. Então eu lembro que um dia, eu estava na casa de uma amiga... Você estava junto, Gabriela. E começou a passar na MTV o clipe de One Thing, e a gente estava tipo “É aquela banda do tumblr, vamos ver se eles são bons.” E estávamos na cozinha, só ouvindo a música, rindo, dançando e cantando o refrão, e era a primeira vez que a gente ouvia a música! Parecia que já éramos fãs há muito tempo. Então, depois de um tempo, eu e outra amiga resolvemos ouvir músicas deles, só pra ver se eles eram bons ou não. E eu lembro que eu não gostei – disse, rindo. – Nem ela. Ela não gosta até hoje, na verdade... mas respeita. Eu continuei gostando só de One Thing, até que comecei a ter aulas de inglês com a Marcela, que era e ainda é totalmente fã deles. Falava sobre eles a aula toda e eu só sabia algumas coisas, e ficava tipo ‘É, eu vi isso no tumblr! Eles são legais.’ E eu comecei a gostar um pouco. Ela tentava me ensinar os nomes, mas eu nunca conseguia lembrar. Então, um dia, eu entrei em um tumblr de facts, comecei a ler e aprendi os nomes em 5 minutos!
– Quando foi isso? A Marcela, e tal.
– Em Abril, no começo de Abril.
– Ok. – ela disse, pela terceira vez. Ela tinha uma mania irritante de falar ‘ok’ o tempo todo. – Segunda pergunta: Qual é a música deles que você mais gosta?
– Hm... Eu gosto muito de Taken e I Wish. E Up All Night, também. Mas, sei lá, acho que não tenho uma favorita. Não tem como escolher, entende? – ri.
– Terceira pergunta: Membro favorito?
– Não tenho um favorito.
– Com qual deles você se casaria? Quarta pergunta.
– Eu não escrevi isso, Gabi. – olhei para ela, séria.
– Achei que seria um pergunta boa. – ela deu de ombros.
– Não é!
– Responde logo!
– Não casaria com nenhum. – falei. E estava sendo honesta. Eu não conseguia me imaginar namorando nenhum deles... e acho que não gostaria. Eu queria muito ser amiga deles, mas não namorada. Parecia estranho para uma fã, mas era verdade.
– Tá bom. – ela disse, e deu uma risada irônica. – Quinta pergunta: Você preferiria perseguir o Harry com uma chapinha ou o Liam com uma colher?
– Cara... eu não escrevi isso! – eu disse, e depois comecei a rir. Ela olhou pra mim e caiu na risada também, enquanto eu quase caia da cadeira. – Que pergunta mais ridícula!
Nós ficamos rindo por sei lá quantos minutos, a gente era muito idiota mesmo. Os meninos nunca iriam me escolher, mas naquela momento, sentada numa cadeira no meio do quarto, rindo que nem uma idiota por motivo nenhum, com a minha melhor amiga, o fato de continuar ali pra sempre não me pareceu tão ruim.
– A gente vai ter que cortar isso. – eu falei, quando finalmente consegui dizer alguma coisa. Me ajeitei na cadeira e olhei para ela.
– Lógico que não. Você disse que queira ser você mesma, não disse? Essa é você. Eles precisam saber disso. – ela falou, séria, e eu percebi que era verdade.
– Vamos continuar, então.
– Você não respondeu a pergunta.
– Preferiria perseguir o Harry com uma chapinha. – falei, e depois comecei a rir de novo. – Fala sério, isso é muito idiota!
– Nós somos idiotas. Sexta pergunta: O que faria pra conhecer eles?
– Faria um vídeo idiota, com uma amiga retardada, caindo da cadeira de tanto rir. Ah, espera! – disse, fingindo estar surpresa. – Eu já fiz! – e comecei a rir, de novo. Eu estava super nervosa no começo, mas agora a única coisa que conseguia fazer era rir. Provavelmente me arrependeria depois e não teria coragem de mandar o vídeo, porque eu sempre fazia isso. Mas agora eu não ligava nem um pouco.
Fale com o autor