Notas iniciais
Desculpem a demora! >

- A gente vai mesmo fazer isso? – perguntei.

Um resumo da última hora: Louis tinha ligado para Caroline, a estilista deles, lhe explicara o “meu” plano e lhe pedira ajuda para o pôr em prática. Ela chegara carregando duas malas gigantes, cheias de roupas, perucas, barbas e bigodes falsos e muita maquiagem. Algum tempo depois, eles estavam todos vestido com roupas chamativas (o que não fazia muito sentido), perucas e bigodes falsos. Não era realmente impossível reconhecê-los se você olhasse bem, mas nós tínhamos esperanças de que ninguém fizesse isso. Provavelmente, achariam que eles eram apenas cinco idiotas andando por aí como palhaços.

Agora nós estávamos na frente do London Eye, e eu não pude conter a risada ao ver os olhares estranhos que as pessoas nos dirigiam. Olhavam para eles como se estivessem com alguma doença contagiosa, e para mim como se eu fosse maluca por andar com eles. Pelo menos era melhor que o olhar das fãs, que provavelmente seria “não encoste neles, vadia”.

Eu olhava fascinada para a roda gigante, até que Louis disse para entrarmos. Eu poderia ter ficado lá o dia inteiro, mas Zayn tinha sido praticamente arrastado da primeira vez, passara o tempo todo sentado agarrado ao banco, e tinha deixado bem claro que não subiria de novo.

Resolvemos ir para o próximo lugar da lista de Louis, que incluía o Big Ben, o Palácio de Westminster e mais um monte de lugares dos quais eu não lembrava o nome, que, com certeza, teriam feito Gabriela gritar histericamente. Ela amava esse tipo de coisa, e sempre implorou para seus pais a deixarem morar em Londres com seu tio, mas eles não eram loucos ao ponto de deixar ela morar em outro país tão nova. Agora ela finalmente ia conseguir morar lá, e eu achei bom o fato de não estar com ela, porque não estava a fim de ouvi-la falando sobre isso o tempo inteiro.

No final do dia, estávamos todos exaustos e com fome, então paramos na lanchonete mais próxima. Tinha sido bom passar um dia com eles sendo pessoas normais, e eu tinha entendido porque Louis queria tanto que eu conhecesse a cidade. Ela era linda, de um jeito diferente das cidades do Brasil. Me lembrei de que eu já deveria ter conhecido aquilo tudo, quando eu quase fui para Londres aos 14 anos. Eu vinha pedindo para minha mãe me deixar morar com minha tia em Londres há meses, até que, finalmente, ela se cansou e deixou. Já que ela tinha me obrigado a fazer aulas de inglês aos seis anos, eu usava isso como um argumento: eu poderia me virar muito bem, já que falava inglês praticamente fluente (praticamente, porque eu nunca quis me dedicar muito). Minha tia estava morando lá por causa de um namorado que ela tinha arrumado, e ela não via problema algum em eu morar com ela. Aquilo parecia surreal demais, e eu não fazia nada que pudesse atrapalhar, mas acho que estava meio cansada de fingir ser a filha perfeita (porque ela não me deixaria ir se eu me comportasse como sempre), que um dia, simplesmente explodi. Nós discutimos por algo que eu nem me lembro, provavelmente algo bobo, porque a gente nunca brigava por coisa séria. Eu xinguei ela de tudo que consegui me lembrar, disse que preferia ser adotada do que ser filha dela. Então, é óbvio que ela não me deixou ir. Disse que eu estava muito mimada, malcriada e sei lá o quê. Nós logo voltamos para Rondônia, e eu tenho quase certeza de que ela fez isso só para me irritar ainda mais, apesar de ter sido bom para mim. Eu voltei a falar com a Gabi (nós tínhamos perdido quase totalmente o contato quando eu me mudei) e ela me ajudou a esquecer a viagem, a briga com a minha mãe (com quem eu tinha ficado semanas sem falar) e todas as outras coisas ruins que tinham acontecido enquanto eu estava fora.

Olhei em volta, me trazendo de volta ao presente: eu estava em uma lanchonete, em Londres, com One Direction, mas eles eram apenas garotos normais, que tinham me levado para conhecer a cidade, disfarçados de palhaço para fugir dos paparazzi.

Aquilo era surreal demais. Eu queria me beliscar apara ver se acordava, mas percebi que, se era um sonho, não queria acordar tão cedo.

- O que vão querer? – a garçonete apareceu ao nosso lado, com um bloquinho e uma caneta nas mãos e um sorriso forçado no rosto, apesar de o jeito como ela falou ter soado um pouco rude para mim.

Cada um fez seu pedido e, depois que terminamos de comer, fomos (finalmente) para casa.

Me sentei no sofá, desejando poder dormir ali mesmo. Zayn estava andando em círculos na cozinha, falando no celular, provavelmente com Perrie, já que ele tinha um sorriso bobo no rosto.

- O que achou do passeio? – só então percebi que Harry estava na sala, jogado no outro sofá. Ele sorria para mim, simpático.

- Foi ótimo – falei. – A cidade é linda.

- É – concordou. – Eu também não conhecia a maioria dos lugares – ele riu.

- Você mora aqui há sei lá quanto tempo e não conhecida os pontos turísticos?

- “Sei lá quanto tempo?” Eu achei que fãs soubessem cada detalhe das nossas vidas. – Ele disse e eu tive medo de que estivesse falando sério, mas então aquele sorriso idiota voltou e eu percebi que ele estava brincando.

- Eu nunca disse que era obcecada, ok? Sou uma fã totalmente normal e controlada.

- Ah sim, por isso você mal conseguia falar quando chegou aqui? – ele riu ainda mais, e apesar de eu querer arrastar a cara dele no asfalto, não pude evitar rir também, até porque, era verdade.

Eu ia dizer alguma coisa para me defender, mas Zayn logo entrou na sala e se deitou no chão, ainda com aquele sorriso idiota na cara. Quis perguntar com quem ele estava falando, mas achei que talvez soasse como se eu estivesse me intrometendo na vida dele. Não foi preciso, porque Harry logo soltou:

- Estava conversando com a Perrie?

- É... – ele respondeu, meio distraído, mexendo no celular. – Como você sabe?

- Por causa dessa sua cara de idiota – disse, rindo, enquanto Zayn fazia uma careta.

- Mais idiota que a sua é difícil – ele rebateu, e dessa vez eu não pude evitar rir.

- Oh, desculpa, senhor apaixonado. – ele riu ainda mais.

- Como se você fosse diferente com a Caroline – Zayn disse, e dessa vez Harry não respondeu. Mas ele não parecida magoado, então acho que só não conseguiu pensar em nada para dizer.

Nós ficamos mais algum tempo olhando para a cara um do outro, até que eu acabei cochilando no sofá. Dessa vez, ninguém me acordou. Eu acordei meia hora depois, com dor nas costas e notei que os meninos não estavam mais na sala. Resolvi ir tomar banho pra poder dormir mesmo, na cama, antes que eu acabasse desabando no chão na frente de alguém.

Notas finais
Esse capítulo deveria ser maior para compensar a demora, mas eu queria postar hoje e não estava conseguindo escrever |: Mas eu já sei o que vai acontecer no capítulo 14, então acho que esse não vai demorar tanto >
Espero que gostem e comentem!