One Love Beyond Time
13 Capítulo 13 - Enrico
Bernardo sai às pressas para chegar o mais rápido no apartamento, afim que dê tempo para tomar banho, pegar algumas coisas e retornar novamente ao hospital. Mesmo que em uma situação como essa, sente-se feliz por estar com Emília.
Gema liga para Carola...
— Alô, Carola? — Pergunta para confirmar se era ela quem está na linha.
— Oi Dona Gema, alguma notícia da Dona Emília? — Diz Carola ansiosa para saber o estado da patroa.
— Por favor, Carola, me chame de Gema!
— Tudo bem! Alguma novidade?
— Sim. Estou com ela aqui no quarto do hospital, já foi atendida direitinho, foi preciso acalmá-la com sedativo e dormirá a noite toda! Graças a Deus nada de grave aconteceu. Poucas escoriações e apenas três pontinhos na cabeça.
— Não posso acreditar! — Diz do outro lado da linha feliz por sua patroa estar bem.
— Acredite! Ela nos deu um tremendo susto, mas já passou! Depois eu puxo a orelhinha dela, onde já se viu, atravessar a rua sem prestar atenção nos lados!!
— E quando ela terá alta?
— Carola, o Doutor nos disse que talvez pela manhã.
— Ah, sim! Conto a senhora Vitória? Gema, ela passou mal, acredita?! Raimunda me contou que ela sentiu um forte pressentimento e que queria ligar para saber como estava Lívia, e Dona Emília, mas o seu Alberto a convenceu que era só saudade.
— Nossa, tadinha dela. Faz assim, Carola! Tente contá-los da melhor maneira possível, acalme-os e diga que amanhã bem cedo Emília terá alta. Não fale mais nada além disso!
— Está bem! Será uma tarefa árdua, considerando o coração fraco dos dois. Mas não se preocupe, usarei do eufemismo!
— Sim! E tente ligar para o Enrico, está bem?!
— Urrum... Mas, por favor, Gema. Me mantenha informada, tenho um carinho enorme pela Dona Emília.
— Claro, pode deixar! Agora preciso desligar.
— Até mais!
— Tchau! — Exaltou antes de finalizar a ligação.
Na casa da Rosa...
— Não disse que ficaria tudo bem com sua mãe?!
— Sim! Eu fiquei com muito medo de perdê-la, senti uma dor forte no peito como nunca tinha sentido antes. Eu amo a minha mãe, mesmo não parecendo! Rosa! Eu não sou uma filha tão boa. — Disse Lívia soluçando.
— Não diga isso, Lívia! Sua mãe ama você. Own... Meu amor, amanhã você dirá isso a ela, tá bom?!
Urrum... — faz Lívia.
— Lívia! Quer dormir hoje aqui? Assim vamos todas juntas ver sua mãe amanhã! — Alice carinhosamente.
— Isso Lívia, durma aqui!
— Não sei... Se a Gema esquecer de mim aqui, eu durmo! — elas riem — Obrigada Rosa, Alice!
— É! Assim nos conhecemos melhor... — Alice sorriu, quer muito ajudá-la nesse momento triste.
É? — Impressionada. As vezes é tão ríspida criança, e ver alguém ser tão amoroso chega a ser até interessante.
— É, Lívia. Vamos! Vou te mostrar o meu quarto. — Fala Alice ao puxá-la pelo braço.
No hospital Gema e Raul...
— Raul, obrigada por ter ficado mais um pouco! Se você quiser, eu não me importo que vá... — Fala Gema com dengo.
— Não Gema, vou esperar o Bernardo chegar e vamos juntos, tá bom assim?!
— Tá bom então! Esse Bernardo... — Fala Gema lembrando que ele passará a noite no hospital com Emília.
— Acredite Gema, o meu amigo é uma ótima pessoa. Ele não para de falar na Emília, mesmo sem notar, está apaixonado! — Diz Raul.
— É, percebi o carinho dele por ela no quarto. Só espero que não exagere esse "carinho", agora se Emília aceitar não posso atrapalhar, afinal a vida é dela. Mas fale para o seu amigo que estou de olho nele! Para conquistar a minha amiga tem que me conquistar primeiro. — Disse Gema ao abraçá-lo.
— Não, isso eu já consegui... — Fala ao abraçá-la forte e beijá-la.
Bernardo chega e se despede de Gema e Raul. "Qualquer coisa me liga, Bernardo!". Ele a afirma que enquanto ele estiver lá, ficará tudo em perfeita ordem. Raul leva Gema até a casa da Rosa. Alice pede a Gema se Lívia poderia dormir lá. Ela diz que sim. Eles voltam para o hotel e Raul pede para ficar.
— Raul, vamos com calma, meu amor. Eu prefiro ficar sozinha! — Direta. Gema o quer, mas não com a sua amiga em uma cama de hospital, realmente não se sentiria bem.
— Está bem, me liga se precisar de alguma coisa? — Diz Raul.
— Sim! Me busca bem cedo amanhã? Quero levar algumas coisas para Emília, ela tem que sair linda daquele lugar! — Disse Gema confiante.
Sim, meu amor! — Se beijam.
Carola fala com Enrico...
— Alô, seu Enrico?
— Diga, Carola! — Responde impaciente.
— Que bom que o senhor atendeu! Tento falar com o senhor já tem um tempo...
— Carola, estou com pressa, seja mais direta! O que quer? — Fala Enrico bruscamente.
— Senhor Enrico, Dona Emília sofreu um acidente!
— O quê?? E por que não me disse antes criatura? Quando aconteceu?? — Exclamou altou.
— Hoje, seu Enrico, hoje pela tarde! — Carola afastava cada vez mais o celular do ouvido. Quem ele pensa que é para gritar desse jeito? Ah... O patrão!
— Carola, estou voltando para o Brasil. Qual o hospital que ela está? Vou direto para lá!
— Senhor, no Hospital Santa Cruz!
— Santa Cruz? Mas no Rio não tem nenhum Hospital com este nome! — confuso.
— Senhor Enrico, ela está na cidade de Bellarrosa, no sul do País. Um dia depois do senhor ter viajado para Veneza, ela foi para lá com sua filha e Gema. Pensei que ela o tinha falado!
— Não! Ela não me disse nada. Ah! Emília faz as coisas sem o meu consentimento. Carola, não vou passar por aí, vou direto para lá! Não avise nada, quero chegar de surpresa.
Está bem, senhor! — o afirmou depois mesmo de ele já ter finalizado a ligação.
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