One Love Beyond Time
11 Capítulo 11
Gema, Raul e Bernardo, aguardam ansiosos na sala de espera por notícias. Bernardo não para sentado. Raul tentando consolar Gema, que se culpava mesmo sem ter culpa do acidente. E assim eles seguem esperando o doutor passar-lhes o real estado de Emília. Enrico não tem ideia do que aconteceu com sua esposa. Neste momento está tomando vinho em uma conferência sobre os negócios da Beraldini, a tal abertura de uma nova agência por lá. Vitória está em casa, em seu quarto, e grita por Raimunda ao sentir uma forte dor no peito, a governanta da casa corre para ajudá-la, e Vitória a diz que foi um forte pressentimento. Mas não se sabe dizer o porquê dessa repentina dor. Pensa em Emília, pensa em Lívia, e após acalmar-se, liga para o Alberto que está na empresa e o conta assustada o que lhe aconteceu, mas ele a tranquiliza e a diz que é apenas saudade, e achou melhor não ligar para Emília, que isso poderá preocupá-la e fazê-la voltar. Gema pela demora resolve ligar para Carola e avisá-la do acidente. Carola ao ouvir, se assusta e deixa cair um copo de vidro de sua mão facilmente, como se não tivesse controle dela. Mas Gema a aconselha não dizer nada a ninguém sobre o que aconteceu com Emília enquanto não souberem ainda notícias dela. Ela afirma que não dirá a ninguém, e insiste a Gema que lhe conte se souber de fato alguma notícia. Ficará no aguardo.
Bernardo está esperando mais de uma hora e nada de saber notícias. Aflito, não aguentando ficar parado vendo doentes passarem por eles implorando por socorro em meio a dor no corpo e a forte febre, vai até a recepção para saber o paradeiro de Emília.
— Oi! Tudo bem? Eu sou, Bernardo Boldrin, falei com você agora pouco. Estamos aqui mais de uma hora aguardando notícias da paciente, Emília Beraldini, e até agora nada do doutor vir falar conosco. Você poderia ver para mim no sistema, por quem ela está sendo atendida? — Disse educadamente Bernardo.
— Claro, meu senhor! Aguarde um momento... — Disse a recepcionista do hospital.
— Obrigado! — Bernardo vira-se para olhar a Gema que está com as mãos literalmente coladas em sua cabeça chorando, e a Raul que o olha com uma cara de quem o pergunta alguma coisa "E aí cara, alguma notícia?" e Bernardo com uma cara o responde o afirmando negativamente "Nada!".
— Senhor! — Recepcionista.
— Sim! — Responde atenciosamente Bernardo.
— Ela está sendo atendida pelo Doutor Herbert Fernandes. — Disse a recepcionista.
— Ok! A senhorita poderia fazer alguma coisa, chamá-lo! Eu não sei! Eu só sei que não posso ficar aqui esperando por muito tempo sem saber de nada, pelas horas alguém já deveria ter vindo nos falar alguma coisa. Sei que é seu trabalho, mas mais de uma hora atrás, uma mulher sofreu um acidente, e eu não posso ficar aqui parado sem saber notícias! — Disse Bernardo frustrado.
— Acalme-se senhor! Logo ele virá, está bem? Vou ver o que aconteceu e o senhor, por favor, aguarde na sala de espera. — Quando ela percebe a presença do doutor de quem eles falavam. — Vejam! O doutor Herbert acabou de chegar. — Disse recepcionista.
Quando o médico chega chamando por "Bernardo Boldrin!", o mesmo nome que o próprio Bernardo deu quando chegou com Emília na recepção.
— Senhor, Bernardo Boldrin? — O chamou, doutor Fernandes.
— Sou eu! -- Pronto o respondeu -- E Emília Doutor? Como está? — Diz Bernardo o cumprimentando apertando sua mão que tremia. Gema e Raul se aproximam logo que ouvem ele chamar por Bernardo.
— Boa tarde senhores! Me perdoem pela demora, estava atendendo uma paciente em estado mais grave do que o estado no qual sua esposa chegou, --Diz olhando para o Bernardo -- e não pude vir aqui avisá-los imediatamente. A senhora Emília Beraldini, sofreu poucas escoriações, um corte leve na cabeça com apenas três pontinhos, e está agora moderadamente, reage perfeitamente bem aos medicamentos para as poucas lesões em seu corpo em caso de infecção, mas tivemos que acalmá-la, o uso do sedativo foi muitíssimo essencial, a poucos minutos de ter chegado retornou a consciência e chorava muito. Estava em estado de choque, muito alterada. — Disse o doutor.
— Doutor, ela terá alta quando? Mesmo alterada está tudo bem, né? Não aconteceu nada mais grave, por favor, estamos a "horas" aqui, e necessitamos saber mais! — Pergunta chorando Gema.
— Necessariamente, recomendo que ela terá que passar a noite aqui, mas certamente se amanhecer mais calma, poderá voltar para a casa. Mas como havia dito, ela estava até pouco tempo muito alterada, precisa de muito repouso. Pelas informações que recebi do acidente o rapaz não vinha em alta velocidade, então não é considerado um acidente que podemos nos preocupar, tanto que não houve fraturas, o que ela normalmente sentirá, são fortes dores de cabeça, e outras leves pelo corpo por causa da pancada. Mas fora as recomendações, está tudo bem, só precisa se acalmar, ficar livre de qualquer estresse. — Disse o doutor Fernandes a eles.
— Mas que boa notícia! — Disse Gema abraçando Raul que lhe enxuga as lágrimas.
— Ela chamou muito por Lívia, de quem se trata? — Pergunta o doutor.
— É a filha dela, Doutor... No momento do acidente Lívia chorava muito e antes dela desmaiar novamente ela chamou muito pela filha! — Disse Bernardo.
— Podemos ir vê-la, Doutor? — Pergunta Gema.
— Podem, é claro! Diria que se o estado fosse grave não poderia de forma alguma receber visitas. Dona Emília, ainda está sobre o efeito do calmante. Pela quantidade dormirá a noite inteira. — Disse o doutor Fernandes atenciosamente.
— Ok! Pode ir Gema, eu espero você aqui! — Disse Raul.
— Preciso atender outros pacientes. Adriana, a recepcionista, irá os acompanhar até o quarto em que ela está! — Disse o doutor.
— Obrigado, Doutor! — Disse Bernardo.
— Obrigada! — Também agradeceu, Gema.
— Vamos? Os senhores me acompanham. — Adriana.
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