One Love

1 Capítulo Único — One Love.


Notas iniciais
Espero que gostem, mandem reviews com elogios ou criticas.

A azulada voltava de mais uma missão juntamente com Jet e Droy, seu time, consigo carregava alguns arranhões pelo corpo enquanto adentrava a Guilda com um sorriso feliz no rosto, mais uma missão de sucesso, isso era bom, ainda mais que aquela missão que havia feito tinha a ver com livros.

— Seja bem-vinda de volta, Levy. — Lucy falou dando um sorriso para ela e devolvendo um livro. — Aqui está o livro que me pediu para guardar.

— Obrigada Lucy! — Exclamou sorridente.

Ajeitava uma mecha que caía sobre seus olhos e que tampava parcialmente sua visão, quando a tirou se deparou com Gajeel, acabou esbarrando de leve nele e ficou cambaleando, assim ameaçando cair.

— Gajeel! — Ela falou com um sorriso bobo no rosto, como sempre estava feliz em poder vê-lo, Jet e Droy deram algumas olhadas de desaprovação, mas ela deu de ombros e ficou fitando o Dragon Slayer em sua frente parado feito um poste.

— Baixinha. — Ele deu dois tapinhas fracos na cabeça dela. — Oi. — Falou com um tom indiferente em sua voz e depois saíu sem nem mesmo esperar uma resposta dela ou algo do gênero.

— Poxa, bem que você podia ser mais educado! — A pequena cruzou os braços, aquilo causou uma pequena irritação nela, na mente da pequenina ele era um idiota, mas tinha que admitir que era um idiota que havia conquistado o coração da pobre menininha. — Você podia ser mais gentil as vezes! — Permaneceu com os braços cruzados e fez um bico, tornando seu ato ainda mais infantil, sim, a menina inteligente e romântica também tinha um lado infantil.

— Baixinha, se acalme. — Mas o tom da sua voz era o mesmo, indelicado e grosseiro.

— Você é mesmo um idiota! — Todas as suas expectativas de que ele era um idiota tinham sido confirmadas naquele momento. Ela deu um pequeno tapa fraco na altura do peito dele e saiu do local meio apressada, mas não chegava a correr, não queria parecer desesperada.

— Nossa, a baixinha pode se irritar fácil as vezes. — Ele resmungou enquanto andava pela guilda.

— Gajeel... — Lucy podia ser bem assustadora quando queria e ainda mais quando estava junto com Erza, ambas fizeram caras ameaçadoras e falaram o nome do rapaz juntas.

— Você vai atrás da Levy! — Erza falou e manteve sua expressão ameaçadora.

— O que faz você pensar que eu vou atrás daquela baixinha? — Ele falou em tom de voz indiferente enquanto encarava as duas meninas.

— Agora! — Lucy exclamou com certa raiva.

— Você goxxxta dela! — Happy falou para Gajeel, referindo-se, obviamente, a Levy.

— Não. — Retrucou friamente para o gato azul, que por sinal parecia irritá-lo parcialmente.

O Dragon Slayer simplesmente se virou e foi caminhar pela cidade despreocupado, seguindo sem nem mesmo saber direito por onde estava indo, mas não ligava, desde que não precisasse aturar a pressão daquelas pessoas esquisitas da Fairy Tail, mas o que Happy falou ficou realmente gravado em sua mente. Ele sentia que de alguma forma, de alguma maneira que aquela menina era diferente das outras, de certa forma ele se sentia melhor ao lado daquela frágil e pequenina menina, sentia vontade de protegê-la toda vez que a via e medo de deixá-la ir em missões por parecer tão frágil quanto uma boneca, talvez seu coração de ferro não fosse tão frio assim. Ele se preocupava com a menina, de verdade, e por alguma razão — que ainda não entendia muito bem — sentiu uma grande vontade de procurá-la sem nem mesmo fazer a mínima ideia de que lugar a pequena poderia estar.

Passou por cafés, restaurantes, pela Guilda novamente, mas apenas em frente, e, escondido deu uma olhada lá dentro, passou por algumas lojas e diversas ruas a procura da baixinha e já estava em certo desespero achando que estaria desprotegida, afinal ela estava até mesmo sem os próprios Jet e Droy, seu time.

Sentiu o cheiro familiar da baixinha em algum lugar, em um parque bem perto e por ser ela, não poderia ignorar, mas quando ele finalmente chegou na praça se deparou com um mago de capa preta, mas o mago com uma capa preta que cobria seu rosto sumiu, deixando a pequena Levy ainda mais machucada atirada no chão da praça.

— Levy! — Gajeel não se conteve e correu até a azulada, colocando parte do seu frágil corpo em seus braços. — Quem era esse cara?

— E-Eu não sei... — Ela disse meio tonta enquanto tentava se levantar dos braços do rapaz, algumas lágrimas escorreram do seu rosto. — S-Seu idiota! — Ela falou dando alguns tapinhas fracos nele.

— Idiota?! — Ele fez uma careta que expressava certa confusão em sua mente. — Mas eu não te salvei? — Indagou ainda confuso.

— Esse é o problema! — Ela exclamou enquanto tentava se levantar cambaleando, mas não conseguia, caindo novamente.

— O que? — Perguntou ainda confuso.

— Você fica sempre me salvando e é isso... — Cortou sua fala engolindo seco.

— E é isso...? — Perguntou após alguns minutos de silêncio.

— Que faz eu gostar ainda mais de você! — Ela disse com lágrimas nos olhos enquanto afundava seu rosto no peito do rapaz, tinha certeza que ele a rejeitaria, mas não ligou, sentia-se confortável ali, sentia-se protegida com ele.

— Gostar? O que você quer dizer? — Ele perguntou meio confuso.

— Você é muito idiota! — Ela falou ainda chorando. — E-Eu te amo. — Nem ela mesmo acreditava que tinha realmente dito aquilo.

— Levy... — Ele falou pensando em o que responder e em uma forma adequada para responder. — Eu também... te amo. — Foi tudo o que ele conseguia dizer e vê-la chorar dava certo aperto em seu coração, afastou a menina dele para que pudesse vê-la, e assim fitá-la, então ele limpou suas lágrimas com extrema calma. — Não chore, ver você chorar por minha causa, machuca, você é tão frágil e eu sempre te protegi e sempre te protegerei.

— Gajeel... — Ela não sabia o que dizer, não havia como expressar tamanha felicidade, mas antes que a azulada pudesse dizer algo, o Dragon Slayer se aproximou dela juntando suas testas e em seguida se afastou apenas alguns centímetros para tirar a mecha que caía sobre o olho, tampando seu lindo olhar que agora não carregava mais lágrimas de tristeza e sim de felicidade. Voltou a se aproximar da pequena, mas desta vez juntou seus lábios, assim selando-os em um beijo, fazendo com que a própria Levy ficasse surpresa, mas depois aliviada por ele tê-la aceitado.

Depois que o beijo foi desfeito, ambos deram sorrisos bobos e ficaram se encarando com as testas coladas sem saber muito bem o que dizer, nenhum deles tinha experiência quando se tratava de romance ou algo assim.

— Vamos para casa, pequena. — O garoto de olhos rubros falou enquanto se levantava.

Ele segurou a mão frágil da pequenina, era tão frágil que ele pensava que se apertasse um pouco mais poderia quebrar a mão que parecia com uma boneca de porcelana de tão frágil que a pequena era, foi isso que o deu certeza de que ele precisava protegê-la. De mãos dadas os dois seguiram em direção a Guilda.

Notas finais
Espero que tenham gostado.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!