One Less Lonely Girl

4 Capítulo 4 : Droga! Esqueci de novo


Notas iniciais
Olá pessoas que eu amo! Tudo bem com vcs?

Bem... Desculpem-me pela demora de responder aos reviews, pretendo fazer isso hoje mesmo, ou amanhã.

Espero que gostem :D

Domingo. Bem... Hoje eu não tenho nada para fazer. A livraria está fechada e eu esqueci de pegar o número da Annabeth. E eu não sei onde ela mora, quer dizer... Não exatamente. Sei que é em East Village, mas eu não posso ficar batendo de porta em porta até achar a casa da loira. Ou posso? Não...!

Peguei minha carteira e fui até a casa do meu tio Hades. Ele é um cara meio mal-humorado, dono de uma rede de funerárias, Tártaru's. Ele é pai dos meus primos, Nico, Bianca e Hazel. Maria Di Angelo, mãe de Nico e Bianca e primeira esposa do meu tio Hades. Ela morreu em uma explosão de um cassino. O meu tio então casou-se de novo com a mãe de Hazel, que também morreu. Eu tenho a impressão de que a terceira esposa dele também vai morrer, Pérsefone. Tá... Piada sem graça.

Toquei a campainha, não demorou e Nico abriu. Nico tem um jeito meio emo. Ele tem cabelos escuros, é tão branco que parece mais um espectro e tem olhos negros, assim como a Bianca. E ele sempre usa roupas pretas. Bianca é muito parecida com Nico, também é branca como um fantasma, tem cabelos pretos e os olhos da mesma cor. Já Hazel não é nada parecida com o Nico e a Bianca. Ela tem a pele escura, cabelos castanhos encaracolados, seus olhos são de um castanho que parece dourado.

– Gasparzinho! — disse entrando.

– Cara, onde você estava ontem? — perguntou Nico — eu te procurei para irmos ao jogo dos Knicks.

– Ah! Eu estava... Ocupado. — Nico arregalou os olhos — qual foi o placar?

– Tem uma garota, não é mesmo? — ele perguntou, ignorando a minha pergunta. — eu sei que tem, Percy.

– O que... Não! — Nico semicerrou os olhos. Eu sabia que não conseguiria esconder isso dele por muito tempo — Tudo bem, sim, eu conheci uma garota. Ela trabalha em uma livraria no centro.

– E como ela é? — Nico deu um sorriso malicioso — gata?

– Ela é loira, os cachos do seus cabelos são tão dourados quanto ouro — eu comecei a descrevê-la, lembrando de cada detalhe em seu rosto — seus olhos são de um cinza-tempestade e...

Eu devo ter ficado com uma cara de abestalhado, pois Nico começou a estralar os dedos na frente dos meus olhos.

– Jackson, você ainda está aí? — ele perguntou — Cara... Você está apaixonado!

– O que? — perguntei sentindo o meu rosto queimar — Está falando besteira gasparzinho, eu mal conheço a garota, somos apenas amigos.

– Sei... — disse ele desconfiado.

Passamos o dia jogando vídeo-game. Bianca chegou por volta das 17:00.

– Oi! — disse ela sentando-se no sofá — Por que vocês ficam o dia todo jogando vídeo-game?

– Por que não tem nada melhor para fazer! — Nico respondeu

– Ah... Eu tenho algo melhor — disse Bianca — Eu e as garotas vamos em uma festa hoje, querem ir?

– Quem vai nessa festa? — Nico perguntou.

– Eu, a Thalia, Silena e algumas amigas lá da Half-Blood — Half-Blood é o nome da escola em que a Bianca e a Thalia estudam. Eu já disse o quanto acho esse nome estranho para uma escola? — Então?

– Não! — respondi — Ir a uma festa com as suas amigas estranhas do Half-Blood é pior que ficar em casa sem fazer nada.

Nico concordou e Bianca deu de ombros. O celular dela tocou.

–Alô! — ela atendeu.

...

– Annie! Então você vai? — ela deu um gritinho — Que bom amiga. Então a gente se vê às 19:00. Beijos.

– Quem é Annie? — peguntei.

– Uma amiga. Ela estuda na Half-Blood comigo e a Tha.

– Uma estranha? — eu e Nico rimos. Bianca me deu língua e foi se arrumar para a tal festa.

Ainda me pergunta se eu quero ir a uma festa com ela, Thalia, uma tal de Annie, Silena também vai estar lá e algumas outras amigas delas. Não mesmo.

Lá por umas nove horas eu fui embora. Meu pai estava na sala, dormindo no chão e Tyson no sofá, na televisão passava dora a aventureira. Sério? Desliguei a tevê. Jason estava na cozinha fazendo um sanduíche.

– Ei! — ele disse — quer um sanduba?

– Valeu, mas a Pérsefone me encheu de cereal. — respondi alisando a barriga.

– Então... Quem é a loira? — perguntou Jason, rindo.

– Nico, desgraçado linguarudo! — resmunguei — Ela é só uma amiga, ok? Eu a conheci na livraria, Books Olympu's.

– E quando eu vou conhecer a minha nova prima — ele disse com a boca cheia e rindo ao mesmo tempo.

– Assim que a Piper souber que vocês dois são namorados. — respondi e ele fez uma careta. O Jason namora a Piper a alguns meses... Mas ela ainda não sabe disso. Ele tem medo de dizer que gosta dela e levar um fora.

Fui para o meu quarto. Tomei banho e fiquei assistindo.

Triiiiiiiiiiiiiiim! (tentativa fail de fazer o barulho do despertador).

Peguei o despertador em cima da minha mesa de cabeceira e joguei na parede. Levantei com muito dificuldade. Tomei banho e fui para aquele inferno particular, vulgo: escola.

Eu mal entrei na escola e Grover veio até mim.

– Percy!!! — gritou. Ele veio com um sorriso malicioso e uma cara desconfiada — Cara!!!!!

– Quem é a loira? — adivinhei. — Nico, você não consegue deixar essa língua dentro da boca?

– Ah cara... — disse Nico

– Eu sou o seu melhor amigo — reclamou Grover — quando você ia me contar que está apaixonado?

– Quem está apaixonado? — perguntou Luke que veio não sei de onde

– Percy! — respondeu Leo, que eu também não faço a mínima ideia de onde saiu, e nem de como sabia que eu estava... Quer dizer, da Annabeth.

– Eu não estou apaixonado!! — respondi irritado

– Quem é a garota? — Leo perguntou.

– Não sei — responderam Nico, Jason e Grover em uníssono. Nico continuou: — eu sei que é loira.

– Será que é a Katie? — perguntou Leo — ou a Julie, ou a Jessie.

– Eu tenho uma prima loira — disse Luke, o que ninguém entendeu. Fizemos uma cara de: "cala a boca, lesado" e ele deu de ombros.

O sinal bateu. Nunca fiquei tão feliz por entrar na sala. Pelo menos eles me deixavam em paz. Eu não estava apaixonado pela Annabeth, eu conheci a garota a alguns dias, somos só amigos.

– Bom dia! — disse a Sra. Harris — hoje é a entrega dos trabalhos.

Droga! Esqueci de fazer o trabalho. E agora? Fiz uma cara de "ferrou"

– Deixa eu adivinhar! — disse Rachel baixo — você esqueceu do trabalho?

– Cara! — respondi — eu esqueci completamente desse trabalho.

– Bem... Podia ser em dupla, mas eu fiz sozinha — ela respondeu — vou te salvar... Dessa vez!

Ela então colocou o meu nome no seu trabalho.

– Eu pensei que o Sr. Jackson não faria o trabalho — disse a professora de matemática

– Mas eu fiz! Eu e a Rachel.

Depois de aturar três aulas de matemática, bateu para o almoço.

Sentei na mesa junto ao pessoal.

– Afinal... Qual é o nome dela? — perguntou Nico.

– Dela quem? — perguntou Beckendorf.

– A namorada do Percy — Leo respondeu.

– Annabeth! — respondi — e ela não é minha namorada.

– Eu tenho uma prima... — começou Luke, mas nós olhamos para ele com cara de: "cala a boca" — tá...esquece.

O almoço passou rápido. Enfim a aula de história, a única aula que eu gosto. O professor Quíron, entrou. Ele é o melhor professor da Goode, o cara dá aulas muito maneiras e faz uns torneios com espadas, não para machucar de verdade, claro!

O professor Quíron passou um trabalho sobre deuses gregos. As aulas terminaram. Estava quase entrando no meu carro, quando alguém me chama.

– Pers! — deuses! Silena. — Você pode me dar uma carona, é que eu fiz as minhas unhas hoje e não quis dirigir para não quebrá-las.

– Hum... É uma oferta tentadora, mas eu não vou para casa.

– Para onde você vai? — ela perguntou. — No shopping? Posso ir com você?

– Não, eu não vou no shopping Silena — respondi — vou na livraria, mas se você quiser ir, tudo bem!

– Livraria? Livros? — ela fez uma careta muito engraçada — não, não mesmo. Prefiro ir andando para casa.

Ela então foi procurar outra carona e eu fui embora. Cheguei. Acho que eu nunca fui tantas vezes em uma livraria.

– Ei, Chris! — disse batendo no balcão onde ele estava, como sempre. Os pés na bancada e assistindo a Tv Hefesto.

– E aí, Percy — ele respondeu. Chris deu um sorriso malicioso. — Procurando a Annabeth?

– Hãm... Talvez!

Fui andando pelos corredores da livraria. Avistei Annabeth ajeitando alguns livros. Ela estava com seus típicos all star, a calça jeans, uma blusa laranja, com algo escrito, mas não dava para ver, pois a camisa da livraria estava por cima abotoada.

– Você está me seguindo? — Perguntou Annabeth.

– Não... Hoje eu vim comprar um livro -respondi. Annabeth semicerrou os olhos — de verdade!

– E qual seria? — ela perguntou ainda desconfiada.

– Não sei, preciso fazer um trabalho sobre deuses gregos.

– Hum... Mitologia grega, hã? — ela respondeu com um certo brilho nos olhos — Adoro a mitologia grega. Tem uns ótimos aqui.

Ela foi para outro corredor e eu a segui. Annabeth pegou um livro de capa verde e azul e me entregou.

– Esse provavelmente tem o que você precisa

– Certo... Também tem outra razão para eu ter vindo aqui. Ontem eu tive que ficar o dia todo jogando vídeo-game, porque você não me deu o seu número! — reclamei.

– O que? — Ela perguntou — Por que a culpa é minha, se você tem uma vida tediosa?

– A minha vida não é tediosa! Eu só não tinha o que fazer ontem, e não tinha o seu número para te chamar para sair.

– Você tem mesmo que ficar dando em cima de mim a cada segundo?

– Olha só, você é convencida. Quem disse que eu estou dando em cima de você?

– Não? E por que você vem na livraria todos os dias?

– Livros! Não é óbvio?

– Hum... Então, está gostando da última música?

– Da última o que?

– Ahãm! Livros...

Fomos para o caixa. Chris continuava com os pés na bancada e assistindo a Tv Hefesto. Não sei o que é, mas ele me lembra o Luke, não sei se é a aparencia de elfo que os dois tem, ou o sorriso malicioso e as sobrancelhas arqueadas, como se estivessem prontos para pregar uma pegadinha em alguém.

– Chris, já disse para você tirar os pés do balcão — disse Annabeth — e presta atenção nos clientes, ao invés de ficar assistindo esse programa.

– Você não pode culpá-lo — eu disse — o cara é hilário

– Não vai dizer que você também assiste esse programa — Annabeth disse desapontada

– Não perco um dia! — ela revirou os olhos.

Uma mulher que aparentava ter uns vinte e sete anos, entrou na livraria. Ela tinha cabelos pretos com algumas luzes vermelhas, seus olhos eram azuis como a luz do luar. Ela era alta e bonita.

– Annabeth! — ela chamou com um sorriso. Seus dentes eram tão brancos que quase me cegaram. — Quando terminar vem até a minha sala, querida.

– Claro, tia Ártemis — Annabeth respondeu.

A mulher então subiu as escadas que provavelmente da na sala dela e no deposito. E mais alguma coisa, já que eu nunca fui lá em cima. Só é permitido para os funcionários.

– Ela é sua tia?

– Sim! — respondeu Annabeth — Ela é dona da livraria. Ela tem outro emprego e viaja muito pelo país, quase nunca está aqui. Por isso eu tomo conta da livraria, ela precisava de alguém de confiança e eu amo livros, então...

– Hum... Entendi! Que horas você sai?

– Não sei, hoje como a tia Ártemis está aqui, devo sair mais cedo.

– Certo — respondi — então nos vemos ás 17:00

– O que? — ela perguntou confusa.

– Não esquece, às 17:00 — pisquei para ela e sai, antes que ela recobrasse o juízo e me desse um fora.

Estava quase chegando em casa quando lembrei de uma coisa: eu esqueci o número dela de novo. Droga, eu sou muito lerdo mesmo! Dei meia volta e fui de novo até a livraria.

– Esqueceu alguma coisa? — Annabeth perguntou com as sobrancelhas arqueadas.

– Na verdade eu esqueci sim, o seu número. — ela riu. Trocamos números e então eu fui para casa.

Notas finais
E então? Gostaram? Percy é muito lerdo, não é mesmo? Nem percebeu... Hahahaha.

Beijoos...