One Choice Can Transform You
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Estava apenas vigiando, sem nada para fazer, quando resolvo ultrapassar a fronteira. Sei que não é certo, que eu não deveria deixar meu posto. Mas eu não estou nem ai! Já faz 3 horas que estou sentado, ou melhor, entediado, e nada acontece.
Dei de ombros. Não teria problema ficar alguns minutos afastado.
Os meus passos ecoavam nos prédios por mais que eu tentasse andar silenciosamente, não havia necessidade de andar silenciosamente. Mas sempre desconfio de algo.
Estava um pouco distraído, então não prestei atenção e quando vi havia chegado a uma rua escura e sem saída.
No final da rua, pude ver um prédio, sua estrutura era completamente feita de metal enferrujado, totalmente fechado. Portas, janelas.... Tudo.
É claro que fiquei curioso e decidi me aproximar.
Quando cheguei a porta, pronto para abri-la, ouvi passos ecoarem dentro do edifício. Corri para a lateral do prédio e saquei a arma. No entanto, continuei parado, para que, seja lá quem for, não me visse.
–.... Não poderemos continuar por hoje... Ou não vai suportar.... Sim, eu sei.... Só teremos que adiar o resto para amanhã... Você a prefere viva ou morta?.... — Ele só conseguia escutar uma voz, a outra falava baixo demais, mas... de quem ele estava falando? Era de uma mulher, aparentemente. Ela estava naquele prédio? Bem, óbvio que eu não sabia de quem ou o que eles falavam, o que só fez minha curiosidade crescer ainda mais. Seja lá o que for, haviam falado em vida ou morte. O que queriam dizer?
Os passos deles não ecoavam mais, tinham ido embora.
Consegui abrir a porta com um chute e adentrei o espaço.
Tudo era enferrujado. Haviam varias salas, todas pequenas. Mais ou menos 2 m² cada. Demorei muito tempo explorando os andares até que cheguei ao 10° andar, no final do corredor havia uma porta, estava fechada, o que me atraiu. Ao passar pelas outras não pude deixar de notar, máquinas e cadeiras estranhas. Pude ver sangue no chão de algumas das salas, isso me fez apertar o passo.
A porta estava realmente trancada. Era muito grossa, por isso não consegui ouvir o que havia atras dela. Minha sorte é que a porta estava enferrujada e por isso, com alguns chutes, consegui quebrar a tranca. Não arrisquei dar tiros, não sabia se poderia atingir alguém ou não.
Ao finalmente abrir a porta, me deparei com um lugar escuro. Só havia uma pessoa lá dentro, naquela sala pequena. Era alguém pequeno, cabelos loiros longos caídos sobre o rosto. Com um sobressalto percebi que as mãos e os pés da garota (a esse ponto era possível ver que era uma mulher) estavam acorrentados. Sua cabeça estava pendurada, e emitia um gemido fraco, como se fosse desmaiar a qualquer momento. Estava toda machucada, e em alguns lugares e sob seus pés pude ver sangue. A cabeça da menina pendeu para o lado, e, por trás dos cabelos, vi uma tatuagem em sua clavícula.
Não podia ser. Não era possível.
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