Notas iniciais
Espero que estejam gostando... Desculpem não ter postado o capitulo ontem!

Eu e Christina estávamos sentados, esperando que ela acordasse, quando noto um pequeno movimento em sua mão direita e levanto num sobre salto.

Christina se assusta, ela estava perdida em seus próprios pensamentos desde que viu Tris novamente. Resolvemos não contar para ninguém que ela estava viva. Ainda não.

Seguro a mão de Tris, num gesto carinhoso, acariciando as costas de sua mão com o polegar.

Seus olhos se abrem, de repente, e arregalam-se. Não posso acreditar que a alguns dias, meses, anos.... Eu tenho tentado me conformar com sua morte, e agora, ela esta viva. Sempre esteve. E, lá no fundo, eu sabia disso.

Tris se levanta rapidamente, mas por causa da dor, se dobra e eu a seguro para não cair.

– Ei, calma. Agora está tudo bem.

– T-Tobias?

– Sim?

– É você, de verdade?

– Claro!

– Eu, achei... me falaram... que você... estava morto.

Morto? Morto?? Falaram para Tris que eu havia morrido? Todo esse tempo... eu achava que ela estava morta, enquanto ela achava que eu estava.

– Eu estou aqui, Tris... Mas, você... Você estava morta. Eu vi seu corpo... Eu vi.

Abaixei a cabeça. Era verdade. Eu vi o corpo dela. Me ajoelhei ao seu lado, segurando sua mão.... Eu me lembro perfeitamente daquilo... Mas, então, como era possível?

Meu corpo?

– Não importa — disse tentado a parar o assunto — O que importa é que você está aqui.

Segurei seus braços e a beijei. Um beijo intenso e apaixonado, transmitindo toda a minha saudade daqueles lábios, daquele cheiro...

– Eu senti sua falta, Tris. — sussurrei.

– Eu também senti sua falta, Tobias.

Christina de repente se levantou, eu não lembrava mais que ela estava aqui. Mas, ela era amiga de Tris. Então eu deixei espaço para as duas se abraçarem.

Percebi que Tris contorceu o rosto, com dor. Mas ela parecia não ligar, e abraçava a amiga o mais forte que podia.

– Odeio interromper esse momento, mas precisamos sair daqui. Logo outro policial vai chegar para trocarmos de turno.

– Não sabia que agora você tinha virado policial.

– Oh, bem, Tris... As facções não existem mais. Você conseguiu. Salvou a todos nós, mas as facções foram desmanchadas — levei uma mão até a parte de trás da minha cabeça, não sabia como ela iria reagir. Ela pareceu parar e refletir por um momento, depois abriu um sorriso. — Precisamos descobrir um jeito de disfarçar você, até chegarmos ao meu apartamento.

– Eu posso empresta-la uma roupa! — Christina ofereceu, animada — E... um chapéu! Vai ficar perfeito! Ninguém vai perceber.

– Ótimo. Você pode buscar a roupa? O mais rápido possível. Precisamos sair daqui, rápido.

– Volto em 10 minutos, no máximo. — abriu um sorriso e saiu.

Depois de alguns minutos de silencio ela diz:

– Acho que temos dez minutos para aproveitar, sozinhos.

– É, acho que sim. — sorrio para ela e a beijo. — Precisamos cuidar dos seus machucados. O que aconteceu com você?

– Eles faziam experimentos em mim — ela deu de ombros — Queriam saber porque eu resisti ao soro da morte.

– Todo esse tempo?

Ela franziu o cenho.

– Espere... quanto tempo faz que eu... morri?

Eu entendi o que ela queria dizer, ela não fazia ideia de quanto tempo ficara presa.

– Três anos.

Notas finais
Queria escrever mais, mas tenho que sair! Amanhã posto outro capítulo!