Onde É Que Fica Nárnia?!

12 Capítulo 12- Cair Paravel


Notas iniciais
Um dos últimos capítulos da fic, espero sinceramente que gostem.

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Eu imaginava um casebre, ou um pequeno forte de pedras. Mas aquilo era maior e mais bonito do que qualquer outra coisa que eu já tinha visto. O castelo de Cair Paravel era uma verdadeira obra de arte. Uma construção memorável,que se via a distantes quilômetros .Algo comparável ás muralhas da China .

Conforme íamos nos aproximando,eu pude notar a tentativa frustrada da Srª Noriak de conter sua preocupação.E eu estava começando a ficar bem preocupada também.O único que parecia não ter receio algum era o próprio Noriak.Ele praticamente marchava em direção ao castelo,com queixo erguido,e armas em punho.Eu estava portando o arco e ele a espada.

A caminhada até o portão mais próximo levou metade do dia pra ser feita. Quando finalmente chegamos,Noriak me orientou a manter postura ereta e mostrar bem o rosto. Era extremamente difícil seguir essa ordem. Eu estava exausta,e subia o morro tentando ao máximo manter a cabeça erguida.O sol incomodava meus olhos,tornando difícil enxergar,me fazendo tropeçar constantemente ,me dando um ar desajeitado e mais cansado do que eu já estava.

Não vou mentir, sentia pena de mim mesma. Após tudo que sofri desde o dia do meu nascimento, mesmo depois de tudo e todos que eu perdi, eu tinha de me manter firme. Só que eu não aguentava mais.Não só a caminhada.Eu não aguentava mais a minha vida.Estava quase me atirando ao mar,na esperança de desmaiar na queda,e bater-me nos rochedos.

Antes de tornar o pensamento concreto, ouço uma voz meio sonolenta gritar:

— Alto! Quem vem lá?!

Eu encaro cansadamente o rosto de Noriak, e ele sussurra de volta:

—Diga quem você é, mas não me mencione!

— Eu sou Melissa Candlewhere, filha de Eva?— pergunto em resposta. Noriak confirma com a cabeça e eu grito com convicção — Eu sou Melissa Candlewhere, filha de Eva, e solicito uma audiência com o seu rei!

Meu coração está disparado. Juntando a exaustão da caminhada, a surpresa com o castelo e agora a tensão da espera,eu estou um caco.

— Apontaaaaar armas! — ouço a voz sonolenta gritar e instintivamente pego o arco, mas relaxo quando Noriak me olha e balança a cabeça.

O portão baixa bruscamente, e quando a poeira cessa, posso ver uma dúzia de anões nas torres de vigia, apontando arcos e bestas dourados na nossa direção. Por dedução,tiro o arco e aljava de flechas das minhas costas,os colocando no chão e levantando as mão em sinal de rendição.A voz sonolenta pertence a um urso pardo,que usa um colete de seda e se apoia nas patas traseiras.Ele diz:

— Aproxime-se, ó filha de Eva!

Eu obedeço sem hesitação. Limpo meu rosto suado e me ponho o mais ereta possível, quase ficando na ponta dos pés.

— Eu sou Melissa Candlewhere, filha de Eva, e solicito uma audiência com seu rei.

— Eu ouvi da primeira vez — responde o urso, no que acho que é uma risada de urso— Eu sou Tarc, general do nosso amado rei Franco, e digo que o anão eu viaja com você não é bem vindo em Cair Paravel.

— Estou ciente. — respondo —E quero informar-lhe que o anão exilado me resgatou,salvou minha vida,e me trouxe em segurança até o castelo.Tenho uma dívida eterna com ele,e por isso,peço-lhe que permita que ele espere por mim aqui no portão.

— É um pedido razoável. — responde o urso — Conte-me sua jornada, filha de Eva.

Eu conto. Digo tudo que aconteceu,desde o momento que fui puxada para o lago,até o momento que cheguei ao castelo. O urso se mantém imóvel, sem fazer perguntas, e eu imito a sua postura.

—Muito bem — ele diz — Realmente, seus problemas são dignos de uma audiência com o rei. Mas suas condições são deploráveis,minha criança .Antes de ver o rei você precisa de um banho,uma boa refeição e principalmente,roupas limpas.

Tento não demonstrar que estou ofendida quando Tarc coloca as patas sobre o focinho. Dois soldados (um leopardo e um anão) se põem a postos para me conduzir. Olho para trás e olho suplicante para Noriak.

— Vai ficar tudo bem. Apenas... Avise-me se for partir... —ele pareceu triste?

Os soldados me levam até um cômodo confortável, onde tomo um banho revigorante, como, e descanso. Quando sou levada até a sala do trono e sou anunciada, estou usando um vestido azul-celeste magnífico.

Me curvo diante das figuras a minha frente, e quando ergo a cabeça reconheço a rainha. Instantaneamente digo :

— Tia Nancy?

Notas finais
Gostaram? Acham o final intrigante? E essa ideia de Melly se jogar do penhasco hein galera?
Reviews por favor!