Onde tudo é insanidade
1 Onde tudo é insanidade
Eu conheço os sons da loucura, de A até Z, mas tudo se resolve nessa noite, não me diga que não é duro pensar que há mulheres se jogando de prédios e bebês se engasgando com a língua sem ao menos ferir alguém, com palavras cortantes.
Oh meu Deus, o Sol é tão azul daqui de cima, até penso que sou maior, vejo ele de longe abanando para mim e a sua mão é do tamanho de um grão de mostarda.“Beije-me aonde for.” Foram as minhas últimas palavras, sinceramente não sei se foi após a minha morte... Será que estou morto? Ou foi após a partida dela, não importa para você quem é ela, nem para mim se acreditei ou não na despedida.Hoje ela vive com outro, sei que nunca devemos ter pena das pessoas, mas eu sinto do acompanhante dela, aquele ponto preto mesmo sendo branco com cabelos laranjas no meio de um furacão, ele não tem ideia que está sendo usado, que está sendo apenas mais uma língua dentro da boca dela.Blue jeans, uma camisa básica cinza e com um tênis social preto com listras brancas, estilo adidas, estilo playboy corrompido é como eu imagino ele, sem esquecer de tirar o óculos de Sol quando me avista de longe, com os olhos cheio de água, não conseguindo disfarçar o pesar, eu apenas diria a ele: “Fala para ela que eu estou bem, apesar de todas as noites me enterrando na frente da televisão e tomando uma dose do veneno que ainda sobrou.” Ele ainda mantendo a popularidade de bom garoto, consentiria com a cabeça, e daquele jeito tudo escureceria e eu me emolduraria como qualquer outro sofredor, numa parede maciça com carpete, que faz eu lembrar o meu avô.
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