Onde Tem Ódio Tem Amor
13 Viagem a Nagoya
Notas iniciais
Nos vemos nas notas finais o/
O rosado permanecia estático ao lado da porta, ainda com o punho apoiado na madeira maciça, como se tentasse quebra-la para aliviar sua raiva. Seus maxilares estavam pressionados um contra o outro, e seu punho livre fechado com força.
Natsu pensava em uma maneira de afastar Lucy de Sting. Apenas dizer a ela se afastar com toda certeza não funcionaria, ela nunca iria acreditar naquele que deixava bem claro todos os dias odiar. Contar a ela sobre sua conversa com o loiro também não funcionaria, se o fizesse o único prejudicado seria ele próprio; Lucy iria pensar que ele estava apenas tentando coloca-la contra o novo vizinho.
Se ele ao menos pudesse fazê-la acreditar em suas palavras, afinal elas nada mais eram do que a verdade, ele não dizia aquilo apenas baseado em uma análise exterior, ouvira com seus próprios ouvidos e vira com seus próprios olhos que Sting não era quem dizia ser.
Não existia nenhuma outra maneira de protegê-la daquele garoto se não com suas próprias mãos. Se palavras não adiantavam, então ele seria o segurança particular de Lucy, não sairia de perto da loira nem por um segundo até conseguir resolver o problema chamado Sting.
- Natsu, tinha alguém aqui?
Lucy havia acabado de sair do banheiro, ainda enxugava os cabelos molhados com a toalha. Vestia uma camiseta simples e um short; uma roupa simples, mas que, na opinião de Natsu, a deixava ainda mais bonita.
- Não, ninguém além de mim.
- Estranho, eu pensei ter ouvido outra voz que não era a sua.
- Era a televisão.
- Mas a televisão está desligada.
Lucy começava a desconfiar da atitude do rosado, ele parecia estar tentando lhe esconder algo.
- É claro! Eu a desliguei.
- Hum, você está estranho.
- Você está imaginando coisas Lucy.
Natsu esperava que aquilo fosse o suficiente para que Lucy deixasse de fazer perguntas, se ele contasse quem estava ali e sobre o que estavam conversando ela não acreditaria. Ele começou a caminhar na direção da loira, precisava fazê-la esquecer-se daquilo.
- Nee Lucy, se você quer que o Natsu pervertido apareça menos deveria usar roupas que ficassem piores em você. Assim você ainda irá me deixar louco.
Ele se aproximava cada vez mais de Lucy. A loira já estava acostumada com aquilo, simplesmente desviou de Natsu e se sentou no sofá.
- Me poupe disso Natsu. E você não deveria andar com a perna desse jeito.
- Preocupada comigo novamente? – Ele perguntou, se sentando ao lado de Lucy.
- Nunca estive preocupada com você.
- Já sim, várias vezes, só não admite. O que você está fazendo? – Ele perguntou, ao ver que Lucy digitava um número no telefone.
- Tentando ligar para a Levy para convida-la a vir aqui.
- Espere, eu pensei que íamos ficar só nos dois aqui.
- Acha que vou aguentar ficar sozinha com você?
- Sim
Àquela altura Natsu já tentava tirar o telefone das mãos de Lucy. Iniciou-se uma guerra entre os dois; enquanto Lucy mantinha o telefone em suas mãos com o braço o mais esticado possível Natsu permanecia em cima da garota tentando pegar o pequeno objeto.
- Me dê o telefone Lucy!
- Não mesmo!
- Natsu, sai de cima de mim!
- Não até você me dar o telefone!
- Tarde demais.
- O que? Como assim tarde demais?
Lucy aproximou o aparelho do ouvido de Natsu, apenas o suficiente para que ele pudesse ouvir.
- Lucy? Natsu? O que está acontecendo?
- Você não... – Natsu começou a dizer, porém Lucy o interrompeu.
- Levy! Me salve! Eu não vou aguentar passar o dia sozinha com esse pervertido!
- Não a escute Levy!
- Por favor Levy-chan! Não me deixe sozinha com ele!
- Ela é uma exagerada Levy! Não há necessidade de perder seu tempo vindo aqui!
- Não sou exagerada Levy-chan! Você conhece o Natsu melhor do que eu, sabe que estou correndo sérios perigos aqui!
- Exagerada!
- Idiota!
Do outro lado do telefone Levy apenas escutava a discussão dos dois, se perguntando como aguentava ter amigos tão anormais; mesmo que Natsu não fosse um amigo muito próximo. Já estava se cansando daquela discussão.
- PAREM DE GRITAR NO MEU OUVIDO VOCÊS DOIS!
Ambos, Natsu e Lucy se calaram, estavam surpresos com a reação de Levy. Apesar do tamanho relativamente pequeno para a idade em alguns momentos ela adquiria a personalidade assustadora de Erza, se tornando tão assustadora quanto a titânia.
- Levy, você está... – Natsu começou a dizer, mas não precisou terminar para que Levy entendesse e o calasse.
- NÃO NATSU, NÃO ESTOU DE TPM, SÓ IRRITADA COM A INFANTILIDADE DE VOCÊS DOIS. AMBOS POSSUEM 19 ANOS, DEVERIAM AGIR DE FORMA MAIS MADURA!
- Desculpe Levy-chan – Ambos sussurraram, porém em um tom alto o suficiente para que Levy ouvisse.
- Tudo bem, apenas ajam de maneira mais madura.
- Sim, Levy-chan – Os dois disseram, juntos novamente.
- Você ainda virá aqui não é Levy-chan? – Lucy perguntou.
- Sim, eu irei, porque concordo que ficar junto com o Natsu sem mais ninguém é uma tortura.
- Ei! – O rosado exclamou, indignado com o complô formado contra ele. Olhou rapidamente para Lucy, que continha um sorriso vitorioso em seu rosto.
- Obrigada Levy-chan! Até logo.
Lucy desligou o telefone e recolocou o aparelho sob a mesa em frente ao sofá, ainda sorrindo. Com Levy ao seu lado podia se livrar um pouco do Natsu pervertido.
- Isso realmente não era necessário Lucy.
- Sim, era. Agora pode, por favor, sair de cima de mim?
- Não sei.
- Anda logo Natsu!
- Você merece um castigo por ter sido tão cruel comigo Lucy.
Ele novamente a olhava de forma maliciosa. Lucy odiava aquilo, pois sem seu lado mulherengo e pervertido Natsu não era alguém tão ruim, aquelas duas características do rosado eram o que a fazia odiá-lo.
- Natsu. Saia. Agora!
- E se eu disse que isso é algo que eu não quero fazer?
Ele começava a distribuir leves beijos no pescoço de Lucy. Ela odiava admitir, mas aquilo era bom, porém continuava sendo errado. Nunca se deixaria levar por Natsu, não importando quais sensações ele provocava nela.
- Natsu, saia. – Lucy novamente ordenou, sua voz havia saído um pouco falha.
- Não notei muita convicção nesse seu último pedido Lucy – Ele dizia enquanto continuava os beijos.
- Não foi um pedido, foi uma ordem. Você vai sair por bem, ou por mal?
- Nenhuma das duas, vou apenas continuar te provocando até você não aguentar mais.
- Escolha errada Natsu.
Lucy reuniu toda a força possível para empurrar Natsu do sofá. Seu plano funcionou, e mesmo que estivesse preocupada por aquilo poder complicar a situação do braço de Natsu não conseguiu evitar uma risada.
- Ai Lucy!!! É assim que você trata o cara que salvou sua vida?! E você mesma não disse para que eu tomasse cuidado com o meu braço?!
- Quando esse cara é um idiota sim. E você mereceu Natsu. Quando vai aprender que eu não quero e nunca vou querer nada com você? Por isso não adianta tentar me provocar, não vai conseguir nada de mim, não sou como as garotas que você sai.
- E é exatamente isso que torna o desafio ainda mais divertido. – O rosado disse, enquanto voltava a se sentar no sofá.
- Esse será um desafio eterno então Natsu.
- Não será, uma hora você não conseguirá resistir, só não se apaixone por mim quando isso acontecer certo?
- Eu nunca me apaixonaria por você Natsu.
- E por que não?
- Porque eu não me apaixono por caras como você, por idiotas. É você quem deveria tomar cuidado para não se apaixonar por mim, afinal, caras como você fazem as garotas se apaixonarem somente por diversão, pode acontecer o contrário dessa vez.
- Impossível. Eu não vou me apaixonar por ninguém até cumprir uma promessa que fiz.
- Que promessa? – A curiosidade de Lucy falava alto.
- Isso não interessa a você Lucy. Mas temos um acordo então? Eu juro que não irei me apaixonar por você, e você jura que não irá se apaixonar por mim.
Lucy estendeu sua mão.
- Sim, temos, apesar de não ser necessário, de qualquer maneira eu nunca me apaixonaria por você.
Natsu sorriu, falava de forma séria sobre o acordo, mas não podia contar que promessa era aquela, somente duas pessoas precisavam saber, seu melhor amigo e a pessoa para quem a havia feito. Lembrou-se dela, já fazia três anos, imaginou onde estaria naquele momento, se estava bem, e o mais importante: se ainda se lembrava dele. Esperava sinceramente que sim, pois nos últimos três anos fora nela que ele pensou o tempo inteiro; não havia um momento em que não se lembrava dela, mesmo que fosse no fundo de sua mente.
Até Levy chegar Natsu e Lucy apenas assistiram à televisão, e depois que ela chegou Natsu continuou a fazer o que fazia antes, fazendo apenas alguns comentários em meio a conversa das duas. Lucy e Levy conversavam sobre as mais diversas coisas, porém quase nada interessava a Natsu.
- Você tem alguma noticia do diretor Makarov Levy-chan? – Nesse ponto Natsu começou a se interessar pela conversa, afinal quanto mais tempo demorasse para o retorno das aulas e a resolução do problema, mais tempo ele teria com Lucy.
- Sim, ele disse que irá anunciar o que será feito daqui pouco mais de uma semana.
- Será que isso será antes ou depois do dia 26?
- Provavelmente será no fim de semana, então depois. Por que Lu-chan?
- Precisarei ir para Nagoya nesse dia.
- Como assim ir para Nagoya? Você não me disse nada sobre isso – Natsu se intrometeu na conversa.
- É a cidade onde eu nasci, tenho algo importante a fazer lá, junto com o meu pai. Precisarei passar dois dias na cidade.
- Legal, eu vou junto. – Natsu disse, sem nem ao menos esperar um convite.
- O que?! Não vai não!
- Não pode me impedir se eu decidir ir. Sabe, estava pensando em ir para Nagoya no dia 26 e só voltar no dia 27 já que não terá aula, e que coincidência! Você também vai! Podemos ir juntos.
- Por que quer ir comigo Natsu?
- Duas vezes você quase morreu, e teria morrido se eu não estivesse por perto, não acho que ficará segura sozinha.
O motivo era realmente aquele, Natsu queria proteger Lucy, mas não de possíveis acidentes, queria protege-la de um certo loiro. Não sabia quem era aquele cara e até onde ele poderia ir para conseguir o que queria, por isso Natsu precisava se certificar de que Lucy estaria segura.
- Sim, e quase morri outra vez por você não saber fazer um curativo, e na segunda vez que você me salvou eu estava na escola por sua causa, sendo assim a culpa foi sua por eu quase ter morrido.
- De qualquer forma, você poderia estar morta agora se não fosse por mim, além do mais acho que seu pai irá gostar de conhecer o homem que salvou sua vida, duas vezes.
- É claro, ele vai adorar conhecer o pervertido que mora comigo e tenta o tempo todo me conquistar.
- Isso são detalhes desnecessários Lucy.
- Além do mais como quer ir a Nagoya no estado em que está?
- Eu irei tirar esse estorvo da minha perna no dia 25, não existe motivo para eu não ir.
- Levy-chan, alguma sugestão de como posso me livrar desse problema? – Lucy perguntou esperançosa à azulada.
- Desculpe Lu-chan, mas desta vez eu concordo com o Natsu, você parece um imã de problemas, será melhor se ele for com você. – Naquele momento foi a vez de Natsu mostrar um sorriso vitorioso – Preciso ir, boa sorte Lu-chan.
- Não me deixe sozinha com ele Levy-chan!
- Desculpe Lu-chan.
Lucy confiava em Levy, foi então que uma ideia surgiu na mente de Natsu. Ele acompanhou a azulada até a saída do pequeno apartamento, e quando estavam do lado de fora encostou a porta de forma que Lucy não pudesse ouvi-los.
- O que você quer Natsu?
- Sua ajuda.
Levy raramente via Natsu tão sério como naquele momento. Ela sabia que ele realmente precisava de ajuda.
- O que foi?
- Tem um novo vizinho no prédio, e a Lucy anda conversando com ele.
- Ela me contou sobre esse vizinho, pelo que ela me disse ele é um ótimo rapaz.
- Esse é o problema. Preciso que acredite em mim pelo bem da Lucy – Levy assentiu, sinalizando para que ele continuasse a falar – Ele não é quem finge ser.
- Como assim?
- Hoje mais cedo ele veio procurar pela Lucy, e sua personalidade estava completamente diferente da que ele usa quando está perto da Lucy. Ele quer algo dela, por isso preciso mantê-la afastada desse cara.
- Como sabe que ele quer algo?
- Ele mesmo me disse, com essas exatas palavras: “tudo o que me interessa é aquela garota, e como eu já disse irei consegui-la você estando no meu caminho ou não, porque eu sempre consigo o que quero”
Natsu havia guardado aquelas palavras, e somente por se lembrar delas sua raiva já voltava.
- Não acredito que ele tenha dito algo do tipo.
- Você precisa acreditar em mim Levy, estou falando a verdade. Me ajude a manter a Lucy longe dele, ela não confia em mim, mas em você....
Levy podia ver a sinceridade do rosado em seus olhos. Ela possuía o dom de saber quando uma pessoa estava mentindo, e naquele momento Natsu falava a verdade.
- Certo, irei fazer o possível para te ajudar.
- Obrigado Levy – Natsu agradeceu sorrindo.
Os dias anteriores a viajem se seguiram normalmente, com um Natsu irritantemente pervertido e uma Lucy odiando um rosado irritantemente pervertido. Faltava apenas algumas horas para a viajem, ambos já estavam com as malas prontas; viajar na companhia de Natsu com certeza não seria uma boa ideia, pensava Lucy.
Notas finais
Gostaram? Deixem um review se gostaram, e para me deixar feliz também, mas levem em consideração mais o primeiro motivo ok minna?
E como em todas as minhas fics, nessa não podia faltar a divulgação da minha nova fic, afinal essa é a que tem mais leitores, 112. Eu sei, vocês já estão enjoados de me ver divulgando-a né, mas é que eu quero mesmo que essa fic seja a melhor que eu já escrevi, por isso tanta divulgação. A fic é essa http://fanfiction.com.br/historia/325131/Angel_Of_Destiny Olhem pelo menos o prólogo, tem menos de 400 palavras mas já é suficiente para mostrar um pouco de como a fic será, claro que só mostra uns 10%, mas se gostarem continuem a ler, certo minna? Ficaria muito feliz mesmo se vocês puderem fazer isso.
E deixem um review aqui, nesse capitulo também, onegai (para de pedir as coisas para eles Green!) Tá, ok, parei.
Até o próximo capítulo minna o/
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