Onde Tem Ódio Tem Amor
100 Sweet morning
Notas iniciais
― Tinha areia em cada canto do meu corpo.
Sentado na cama, a melhor visão matinal que poderia ter era sem dúvida aquela jovem vestindo apenas a toalha de algodão, com os cabelos molhados do banho recente caindo sobre seus ombros. Era como ser agraciado com um pedaço do paraíso.
― Acho que ainda ficou um pouco.
― Onde?
Inocentemente acreditando nas palavras daquele insolente rapaz, procurava nos braços algum canto que tivesse escapado da limpeza, enquanto sua boca era capturada pelos lábios macios dele.
― Aqui.
― Eu acho que esse é um péssimo método para tirar areia.
― Eu gostei. Acho que você esqueceu um pouco no seu pescoço também...
Empurrando-o, fez com que caísse novamente sobre o lençol.
― Engraçadinho.
― Por que? Só queria ajudar ― ela sentou-se ao seu lado, fechou os olhos, pressionou as pálpebras e massageou o ombro. ― Você parece tensa.
― Entre toda essa coisa envolvendo a Levy, nossa situação, trabalho, acho que talvez eu esteja mesmo.
Natsu sorriu de canto, zombeteiro.
― Eu sei como dar um jeito nessa tensão.
Do bolso, tirou as algemas encontradas no carro, sorrindo maliciosamente. Até seu cérebro cansado juntar as peças, Lucy precisou de alguns segundos para entender a ideia que ele carregava em seus pensamentos.
― Não... Não, sem chance. Não mesmo.
― Me dê um motivo.
― Talvez porque eu tenho um voo para pegar daqui algumas horas. E porque é estranho.
― Horas ― insistiu. Aproximando-se do rosto dela, deu-lhe um beijo na bochecha e sussurrou em seu ouvido. ― Me deixa te ajudar a se sentir melhor. Foi uma noite estressante.
― Isso me deixa mais nervosa do que me ajuda.
― Tive algumas ideias muito boas com essa coisa.
― Porque é só o que passa pela sua mente.
― Isso é tão mentiroso, Heartfilia. Vamos. Você não confia em mim?
― Isso é jogo baixo. Se eu disser que não, você vai ficar bravo.
― Pode apostar ― respondeu, beijando outra vez seu pescoço. Era difícil dizer não àquele tipo de persuasão.
― Se eu disser para você parar por eu estar me sentindo incomodada, você vai? ― Perguntou, ainda com os lábios dele pressionando sua pele.
― É óbvio que sim. Jamais faria qualquer coisa sem você querer ― afastou-se, olhos nos olhos.
Lucy suspirou, estendendo as mãos. Sentia-se como um criminoso sendo levado à justiça. Exceto pelo fato das algemas serem felpudas e rosas e o policial extremamente sexy.
― Honestamente, eu preferia prender você, mas estou cansada demais para fazer esse esforço.
Ele sorriu de canto, vendo o sorriso desconfiado de Lucy enquanto a prendia na cabeceira da cama.
― Você seria malvada demais comigo. Eu não confiaria.
― Ah, mas eu não posso não confiar em você? Seu hipócrita.
― Eu sou um amor, você é cruel. E eu tenho as chaves ― disse, balançando-as frente aos olhos de Lucy. ― Muito apertado?
― Não, tudo bem. ― Observou-o pegar na gaveta ao lado também uma gravata preta. ― O que vai fazer com isso, Dragneel? Ir a uma festa de gala e me deixar presa aqui?
― Confia em mim?
― Honestamente? ― Mudando para um tom mais sério, respondeu: ― Sim, 100%. Mas o que vai fazer? Me vendar?
― Sim.
― Isso já está ficando masoquista demais para mim, Natsu.
Ele riu, achando engraçado o modo como Lucy reagia. Era sempre desconfiada com coisas novas, e aquele nervosismo era adorável, já que sabia exatamente como conseguiria em segundos fazê-la sentir-se completamente confortável.
― Não é isso, sua estranha. Conhece a teoria de que quando um dos seus sentidos está bloqueado, os outros ficam mais apurados? A ideia é que com os seus olhos vendados, você sinta mais o toque na sua pele. Vai fazer com que você relaxe mais, aproveite mais. Então, posso te vendar?
― Desde quando você se tornou um especialista? ― Ele não respondeu, aguardando. ― Pode.
Sentiu seu coração disparar quando tudo o que via à sua frente era escuridão, mas havia falado sério quando disse que confiava nele. Confiava cegamente em Natsu. Nesse caso, mais que literalmente.
― O que você vai fazer? ― Disse, sem enxergar um palmo à frente.
― Se eu disser, estrago o elemento surpresa.
― Não sei se eu gosto do elemento surpresa.
― Você vai gostar, prometo ― respondeu, beijando-a na bochecha. Sem prever o toque, sentiu um leve arrepio.
Ouviu um barulho de tecido raspando contra a pele.
― Você está tirando a camisa?
― Sim.
― Por que? Não consigo ver seu corpo ― e como gostaria de não só poder ver, mas também tocar.
― Não consegue ver, mas consegue sentir.
― Mas não com as minhas mãos.
― Lucy.
― O que?
― Para de falar?
― Não consigo. Muito nervosa.
Ele levou a mão ao seu rosto, encaixando-a logo abaixo de sua orelha, beijando o lado oposto, suavemente, dando-lhe a sensação de calma, de algo simples e, anda assim, apaixonado. Seu coração acalmava lentamente. Os lábios dele desciam até sua boca, encaixando-se perfeitamente. Deixou-os ali por vários segundos, até que sentisse a pulsação de Lucy normalizada.
― Não precisa ficar, ok? Sou eu. Mesmo que não consiga ver. Pode ouvir minha inconfundível voz e ter certeza de que quem está à sua frente é o cara que mais te ama no mundo.
Ela assentiu, sem dizer outra palavra, tentando focar na pele dele contra a sua. Percebeu a mão do garoto desfazendo o nó na toalha, ela deslizando por seu corpo, caindo na cama e logo em seguida no chão, com um baque suave, e por mais normal que fosse estar nua na frente dele, era estranho não conseguir ver.
Aproximou-se, grudando seu corpo no dela. Outra vez a beijou, com menos calma, mais voracidade, necessidade. Deixou que a língua dele agisse em sua boca. Queria muito que suas mãos estivessem livres para enroscar seus dedos nos fios macios do cabelo de Natsu. A mão dele descia lentamente de seu pescoço para a cintura, deixando um rastro de eletricidade e arrepio por onde passava, descansando em sua coxa, para logo em seguida apertá-la. Ainda sentia o tecido da calça dele contra sua pele, e gostaria de se livrar dela. Conseguia perceber também o volume crescente naquela região.
O beijo a deixou sem fôlego. Seu coração acelerou novamente, porém dessa vez de excitação. Ele estava certo. Não ver seus movimentos deixava seu corpo dez vezes mais sensível, já que não sabia o que esperar.
― Tudo bem? ― Assentiu apenas, sem dizer nada. Notava na voz dele a preocupação em fazê-la se sentir confortável.
Lentamente, descreveu um rastro de beijos do seu pescoço, passando pelo colo, seios, barriga, cintura, mordendo de leve a pele ao chegar na coxa, descendo novamente até a perna, panturrilha e finalmente o pé.
Reflexivamente, assim que Natsu encostou os lábios naquela região mais sensível, acabou por acertar um fraco chute com a ponta da unha sobre a sobrancelha do garoto. Deixou um pequeno arranhão em sua face.
― Meu rosto, Lucy!
― Desculpa! É que faz cócegas ― respondeu, rindo.
― Você quase ME deixou cego.
― Não foi culpa minha. Foi reflexivo.
― Merece uma punição por isso, mocinha.
Achou que ele estivesse brincando, mas ao ouvi-lo deixar o colchão, sem conseguir enxergar o que estava acontecendo, sentiu-se ansiosa, tentando prestar atenção aos barulhos para tentar adivinhar onde ele estava. Natsu, porém, era cuidadoso com seus passos, tornando impossível determinar qualquer coisa.
Somente percebeu que ele havia voltando quando o rapaz colocou seu peso novamente sobre o colchão.
― O que você fez? ― Ouviu o som de algo sendo chacoalhado. ― Natsu, o que é isso? ― Ele não respondeu. Ao invés, percebeu algo gelado sendo colocado em sua bochecha. ― Que merda é essa, Natsu? ― Ainda se mantendo calado, sentiu a língua quente dele lambendo a tal coisa de sua cara. Em seguida, lhe deu um beijo doce. ― Chantilly? Sério? O que vai ser depois? Morango?
― Já sabia que você ia dizer isso ― rindo, jogou um pouco da pasta adocicada sobre a pequena fruta gelada que havia pego da geladeira, colocando na boca de Lucy ―, mas essa não é a ideia principal. Foi só para te mostrar como eu consigo prever seus pensamentos sem esforço nenhum.
― O que vai fazer então?
― O que você acha? ― Respondeu, cuidadosamente espremendo o chantilly sobre os seios da moça.
― Ah, ótimo. Agora me sinto em um clipe da Katy Perry. Sabe, tipo naquele, California Gurls.
― Aham ― respondeu, sem realmente prestar atenção. Estava focado demais em lamber a sobremesa do seio direito antes que ela derretesse. Sorriu ao ver a reação de Lucy, arqueando o corpo, com as bochechas ficando rosadas. Sabia que ela negaria se perguntasse, mas seu corpo dizia a verdade. Estava gostando demais da doce ideia.
Chupou a pele até que não restasse nem sinal de açúcar em Lucy, e, quando terminou com o lado direito, continuou massageando-o com a mão enquanto cuidava de limpar o esquerdo, aproveitando-se um pouco mais, mordiscando a região e passando a língua por cada milímetro. Tão perto do coração de Lucy, ouvia-o acelerar consideravelmente enquanto fazia seu trabalho. Ainda beijou a região entre os seios após terminar, demoradamente.
Tentando esconder a falta de fôlego, Lucy comentou:
― Isso vai sujar todo o lençol.
― Você realmente se importa?
― Sim ― respondeu, fingindo-se brava. Como uma criança que apronta apenas para irritar aos pais, e ignorando completamente sua noiva, tratou de criar um caminho de chantilly que descia do abdômen, passando pela barriga e acabando apenas a centímetros de sua região íntima. O frio com a parte mais quente de seu corpo lhe causou arrepios. ― Natsu! Sério?
― Chantilly é bom, mas Lucylly é muito melhor.
O sono a tinha deixado lenta, mas assim que entendeu o trocadilho, suspirou em desgosto.
― Eu deveria tanto terminar com você só por essas piadas.
― Você ama minhas piadas. Elas são incríveis.
― Elas fariam um palhaço chorar.
― Não mencione palhaços durante sexo, por favor ― tinha esquecido. Natsu odiava palhaços. Talvez um dia se fantasiasse de um durante a noite só para assustá-lo. Era uma ótima ideia de vingança.
― E você está transando ou fazendo uma sobremesa? Porque, honestamente, parece a segunda opção.
― Ah, é, Heartfilia? ― Tomando cuidado para não encostar na trilha de chantilly, aproximou-se do ouvido dela. ― Vou fazer você enlouquecer tanto que o síndico vai querer perguntar se eu secretamente trabalho em filmes pornô.
― Isso é... estranho. Tipo, pra caramba.
Rindo até acabar o ar em seus pulmões, apoiou a testa no ombro de Lucy, sendo acompanhado por ela nas risadas. Sua parte preferida naquele relacionamento era sem dúvida aquela. O quanto podiam rir um do outro como se o mundo pudesse acabar a qualquer instante.
Colocou ambas as mãos no rosto dela e a beijou, apertando sua boca.
― Eu te amo demais, Heartfilia.
― É, eu sei, também te amo, mas pode dar um jeito logo nessa coisa? Porque está começando a derreter, e dá um pouco de nervoso sentir escorrendo pelo corpo.
― Seu pedido é uma ordem.
Começando por cima, lambia o agora líquido chantilly da pele de Lucy, beijando-a quando estava já limpa. Acompanhou o rastro até a barriga, mordendo de leve, chupando logo abaixo do umbigo, fazendo cócegas. Mas sem correr o risco de ficar cego, dessa vez.
Antes mesmo de chegar à parte mais sensível, já a ouvia tentando esconder um baixo gemido. Quando encostou sua boca naquele ponto principal, ela encolheu as pernas, elevando o joelho e dando-lhe uma facilidade maior para cuidar da situação, uma abertura indiretamente dando-lhe permissão para fazer o que bem entendesse.
Modéstia à parte, sabia muito bem utilizar sua língua do jeito certo. Além do fato de que também conhecia Lucy muito bem, tendo noção precisamente de onde ela sentia mais o toque, dos pontos que deveria pressionar para proporcionar a melhor sensação possível a ela. Era um tipo de especialista com ela, e se esforçava para ser cada vez melhor. Amava ouvir os sons que ela emitia e ver o modo como seu corpo se mexia quando ele passava a língua em determinada região. Deixou que ela aproveitasse ao máximo, prestando atenção aos sinais que seu corpo demonstrava, até ela chegar ao limite.
Terminou fazendo o caminho inverso e beijando a barriga de Lucy, que movia-se para cima e para baixo, acompanhando a respiração ofegante.
― Pode dizer.
― Dizer o quê? ― Perguntou com dificuldade, devido à falta de ar e a sensação de prazer que se espalhava por todo seu corpo.
― Que eu sou o melhor.
― Ok ― disse, tomando tempo para respirar. ― Você é bom.
― O melhor.
― Consideravelmente bom.
― Não é tão difícil assim, Lucy. Lembre-se, eu tenho as chaves. E um frasco de chantilly que não tenho medo de usar.
― Você é o melhor, Natsu Dragneel. Feliz?
― Sim ― respondeu, beijando-a demoradamente outra vez.
― Posso te pedir um favor? ― Já recuperada da última onda de prazer, sentia seu corpo, ainda não satisfeito, implorar por mais.
― O quê?
― Pode tirar essa calça? Está realmente me incomodando. Esse jeans raspando na minha pele é chato demais.
Natsu riu.
― É esse o motivo? Tem certeza?
― Você sabe o motivo, então dá para ir logo com isso.
― Você fica tão agressiva quando está impaciente, Heartfilia.
Mas, de qualquer forma, obedeceu. Aquela barreira entre ele e ela também o estava incomodando, afinal. Gostava mais de quando estavam tão próximos que pareciam um.
Já livre do tecido, encaixou-se nela como um quebra-cabeças perfeito. Vendo Lucy jogar a cabeça para trás, não resistiu em chupar a pele do pescoço enquanto friccionava seus corpos. Ela deixava fugir de seus lábios sons que o incentivavam a fazê-la dizê-los cada vez mais alto, e teria prosseguido se não fosse a voz rouca de Lucy pedindo-lhe para parar.
― Pode me soltar?
― Agora? Por quê?
― Por favor. ― O mais rápido que pôde, pegou as chaves e a libertou das algemas. Lucy aproveitou também para retirar a venda, mostrando os olhos brilhantes. Agarrando-se às costas dele e forçando seus corpos a se unirem outra vez, disse: ― Continue.
Entendendo o recado com um sorriso travesso, retomou a movimentação, apalpando-lhe as nádegas e puxando seu corpo até que não houvesse mais espaço restante. Lucy ajudava, prendendo suas pernas no quadril dele e abraçando-o forte enquanto raspava as costas do garoto com suas unhas.
Esforçando-se para não ser egoísta em parar ao sentir-se satisfeito, concentrou-se em continuar desempenhando seu papel ali até perceber que ela atingira seu ponto máximo, chegando aos espasmos musculares e ao prazer orgástico juntos.
Depois de conseguir normalizar sua respiração, deitou-se ao lado dela, sorrindo.
― Minha ideia não foi tão ruim assim, foi?
― Não, não foi ― respondeu, vendo o estado do lençol, coberto de chantilly por toda parte. ― Mas você vai me obrigar a ter que tomar outro banho antes de sair.
― Valeu a pena.
Ele fingiu abraçá-la, mas, sendo mais rápida em prever os movimentos de Natsu, pegou o chantilly antes que as mãos espertas de Dragneel alcançassem o frasco, espirrando o conteúdo pelo peito do rapaz.
― Lucy!
― Isso se chama vingança, amor.
― Ah, é? ― Forçadamente, a colocou sobre seu corpo, ambos rindo naquela doce bagunça.
― Meu corpo já estava cheio de chantilly, não faz diferença, bobão.
― Sem graça ― respondeu, beijando-a nos lábios.
― Eu deveria ir, vou acabar me atrasando ― disse, provando um pouco do doce que havia ficado no pescoço de Natsu, antes de levantar-se.
― Tudo bem ― quase fechava já os olhos, tamanho seu cansaço.
― Não vá dormir antes de tirar esses lençóis, ou vai acordar com o corpo cheio de formigas.
Assentiu, sem sequer ter ouvido o que Lucy havia dito, dormindo assim que percebeu o som do chuveiro sendo ligado. Esperava ter doces sonhos, como fora aquela manhã.
Quando acordou, Lucy já tinha partido. Sentiu o aperto no peito que sentia todas as vezes em que ela viajava. Era ruim estar sozinho. De alguma forma, a cama estava sem lençóis e ele limpo, ou o mais próximo disso que poderia estar sem ter tomado banho. Seu corpo estava pegajoso, porém. Precisava o mais urgente possível se lavar, e foi a primeira coisa que fez.
Logo em seguida, checou as horas. Quase meio-dia de quinta, o que significava que havia dormido mais de 24 horas. Não era à toa que seu corpo pesava. Olhou também as mensagens enquanto esperava as torradas que pôs na torradeira ficarem prontas. Havia apenas uma de Lucy. Uma foto dele deitado de costas na cama com a legenda “belo bumbum”. Por mais cara de pau que fosse, suas bochechas coraram. Precisava lembrar-se de planejar uma forma de se vingar.
Enquanto comia, tratou de mandar uma mensagem a Alexei explicando sua ausência no trabalho. Disse que havia tido alguns problemas pessoas, o que não era exatamente uma mentira. E, não muito tempo depois disso, o celular vibrou, anunciando uma ligação de Lucy. Sorridente, não demorou a atender.
― Ei, o que foi aquela foto que você me mandou? Se acha que vai sair impune disso, está muito... ― parou de falar quando a ouviu fungando do outro lado. A conhecia bem demais para, mesmo não estando frente à frente, saber quando estava chorando. ― Lucy? O que houve?
― Pode vir aqui, por favor? Eu preciso de você.
― O que aconteceu? Você estava bem quando saiu.
― Só venha, por favor.
― Tem algo a ver com o bebê? Sobre Ryan? Eu não posso largar tudo aqui assim, do nada. ― Mas o estado em que ela parecia estar o convencia fortemente a fazê-lo.
― Não. Não é nada disso.
― Me diz o que houve, fala comigo. Está me deixando preocupado.
― Eu só preciso de você, ok? Pode vir? Por favor.
A insistência o fez não pensar duas vezes antes de responder.
― Estou indo. Se acalma, ok? Eu estou indo.
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