Onde Tem Ódio Tem Amor

48 Entre o sonho e a realidade


Notas iniciais
Hey o/ Estou magoada com vocês, porque, poxa, não consigo nem enganá-los? T^T Todo mundo adivinhou qual era o tal presente do Natsu, hehe. Vocês são espertos :p Capítulo dedicado a ana_kuchiki69 pela recomendação. Muito obrigada! Sem mais delongas, Boa leitura!

Seu coração falhou uma batida antes de começar a palpitar mais rápido do que jamais havia antes. Chegou até mesmo a ouvi-lo claramente batendo em seu peito. Sentiu-o plenamente. Nunca teve tanta certeza de que de fato havia um coração batendo ali, pois naquele momento ele se destacava tanto de qualquer outra parte de seu corpo que parecia que tudo em Natsu estava voltado para aquele órgão. Todos os seus sentidos, suas sensações, absolutamente tudo.

Apertou os olhos por um instante, certificando-se de que estava enxergando direito, pois parecia que não era esse o caso. Logo depois moveu o olhar para baixo, fitando seus pés, sem saber que reação ter. Seu corpo se parecia com uma máquina com várias engrenagens girando ao mesmo tempo, sem ordem alguma. Queria sorrir; queria sentir aquela visão em seus braços; queria fitá-la até seus olhos se cansarem, por mais que soubesse o quanto demoraria até que aquilo acontecesse, se é que chegaria a acontecer. Queria tudo ao mesmo tempo. Queria ela.

Finalmente seu corpo reagiu. Um sorriso começou a surgir em seu rosto, ainda com o olhar fixo no chão. E por mais que a vontade de deixá-lo a mostra fosse imensa, fez o possível para contê-lo. Manteve a calma, ergueu a cabeça e a olhou nos olhos. Os cantos desobedientes de seus lábios formavam uma pequena e notável curva para cima. Por fim, disse, escondendo ao máximo sua euforia:

― Moça, viu alguma entrega por aqui? Minha namorada me disse que haveria uma em frente à porta do apartamento, mas não vejo nada.

A loira sorriu. Sim, com certeza aquele era Natsu.

― Idiota. ― como era bom ouvir aquela palavra pessoalmente.

Lucy abriu ainda mais o sorriso que carregava em seu rosto ao chamá-lo daquela forma, o apelido que quase substituía o nome do rosado para ela. A palavra perdera completamente o sentido original e se tornara sinônimo de “Natsu”. De xingamento, transformara-se em apelido carinhoso.

Sem esperar mais um instante sequer, lançou seus braços ao redor do pescoço do homem à sua frente e o abraçou o mais forte que pôde, agarrando sua camisa, inalando seu cheiro, do qual tanto sentira falta. Os cabelos molhados e o odor de sabonete que a pele do rosado exalava sugeriam que ele havia recém saído do banho. Ao senti-lo, tocá-lo e vê-lo tão próximo de si, a loira não conteve uma solitária lágrima, que logo se perdeu no tecido macio da camisa. Ele, obviamente, retribuiu com ainda mais intensidade o abraço, elevando-a do chão alguns centímetros e enterrando o rosto em seu pescoço. Não conteve mais o sorriso, apenas o deixou mostrar-se em seu rosto, revelando a alegria que preenchia-o por completo.

― Eu senti tanto a sua falta. ― comentou Natsu, fechando os olhos e deixando-se levar apenas pela sensação de tê-la nos braços novamente. Era quase surreal pensar que o sonho de tantas noites tornara-se realidade. Lucy afastou seu rosto, para poder olhá-lo em seus olhos. Encostou sua testa na dele e sorriu ainda mais. Natsu não mudara nem um pouco, talvez estivesse apenas levemente mais musculoso, coisa da qual estava longe de reclamar.

― Bem, estou aqui agora.

O garoto permitiu-se sorrir ainda mais. Aquele comentário reforçou em sua mente a ideia de que aquilo não era uma alucinação criada pelo desejo de vê-la. Apertou-a contra si e finalmente fez o que mais queria, desde o dia em que a viu partir dentro daquele aeroporto. Aproximou seu rosto do de Lucy e colou seus lábios. Lentamente, ao mesmo ritmo em que o beijo era aprofundado, as mãos da loira deslizaram do pescoço de Natsu para seu rosto.

Nem em mil palavras poderia descrever as sensações que aquele beijo lhe provocou. Era uma mistura de tudo. Sentia a saudade esvaindo-se lentamente de seu corpo, uma gota por minuto, à medida que os lábios de Natsu encostavam-se aos seus, e havia muitos litros de saudade dentro de ambos, o que significava que levaria tempo até que ela estivesse totalmente descartada. A felicidade de estarem juntos novamente penetrava cada célula de seus corpos. Sentiam vontade de rir e chorar ao mesmo tempo. Era estranho. Estranhamente e inacreditavelmente bom.

Quando retomaram a consciência, e apenas então, notaram que durante o beijo seus pés os levaram até a parede do corredor. Natsu a prensava ali, mas não era como se realmente se importasse. Apenas encerrou o beijo com alguns selinhos e sorriu para ele. Ou para o mundo. Não sabia ao certo. Somente sabia que queria sorrir.

― E então, gostou do presente? ― repetiu a pergunta que havia feito poucos minutos antes, quebrando o silêncio e o contato visual, que persistiram por alguns segundos.

― Se eu gostei? ― respondeu utilizando-se de outra pergunta. Natsu sorriu de forma galante, plantando em Lucy a ideia de que havia de existir um livro explicando cada sorriso do rosado, porque era incrível a quantidade de significados que os sorrisos dele possuíam. E ela sabia identificar cada um deles. Considerava-se uma especialista nas expressões daquele garoto. Naquele momento, por exemplo, soube que aquele sorriso significava que algo muito bom estava por vir. Suas suspeitas concretizaram-se quando Natsu aproximou sua boca do ouvido da loira e, “acidentalmente”, deixou que sua mão deslizasse para dentro da camisa que ela vestia. Sussurrou, o tom de sua voz causando arrepios na pele de Lucy: ― Eu amei, mas estou louco para desembrulhá-lo.

Lucy retribuiu aquele sorriso de Natsu com outro de mesmo significado. Em um ano de namoro, mesmo à distância, aprendeu a nunca ficar por baixo das provocações do garoto. A rebateria na mesma moeda. Mordeu o lóbulo de sua orelha e respondeu em tom baixo:

― Sabia que não é algo muito educado quando se recebe um presente de alguém e o deixa para desembrulhar mais tarde, Natsu?

― É claro que eu sei. Por isso quero resolver esse problema imediatamente.

E logo ao término de sua fala, começou a distribuir beijos pelo pescoço da loira. Porém, para sua infelicidade, ela o afastou tão logo havia começado.

― Mas, estamos no meio do corredor, caso tenha se esquecido. ― comentou, sorrindo ao observar a expressão de impaciente que permanecia no rosto de Natsu. Não duvidava nem um pouco que ele tivesse de fato esquecido. A surpresa de Lucy o deixara tão abobalhado que a única coisa que se passava em sua mente naquele momento era no quanto queria beijá-la.

― É, eu sei. ― respondeu, igualmente sorrindo. Pareciam estar sob efeito de drogas, pois tudo o que faziam era sorrir. Parecia ser a única coisa que conseguiam fazer no momento. Talvez a tal droga fosse o amor, era muito provável. Mas, sendo ele a causa daquilo, gostariam de permanecer naquele estado para sempre. O júbilo que os penetrava não podia ser comparado de forma igualitária com nenhuma outra coisa no mundo.

Ele novamente a beijou. As mãos de Lucy percorreram os fios molhados e macios do cabelo de Natsu. O segundo beijo foi mais calmo, porém não deixou de ter o desejo que expressava exposto. Também foi mais curto, pois poucos segundos após Natsu tê-lo iniciado, a loira o interrompeu.

― Espere, me deixe colocar as malas dentro do apartamento.

Natsu se afastou, dando passagem à loira e colocando a mão direita atrás da nuca, seu velho hábito. Algumas coisas nunca mudariam, afinal. A loira não se importava verdadeiramente com as malas. Elas não eram mais importantes do que matar a saudade que sentia de Natsu. Contudo, aquela foi a melhor desculpa que conseguiu para fazê-los entrar no apartamento. Imaginou que não seria nada agradável se algum vizinho os flagrasse daquele modo, se atracando em pleno corredor.

Quase imediatamente após retirar a mão da alça das malas, depois de deixá-las na sala, Natsu agarrou seu pulso e virou-a para si, capturando novamente os lábios da loira. Havia tantas coisas que queria falar para ela, e o mesmo servia para Lucy, porém a necessidade que sentiam um do outro era muito maior. Palavras podiam esperar. O contato do qual necessitavam, não.

Quando Lucy se afastou, moveu o olhar para o pescoço de Natsu, fitando o tecido branco que não notara com clareza antes. Sorriu outra vez. Lembrava-se muito bem daquele pedaço de pano. Levou uma de suas mãos até ele e deixou que uma parte do tecido caísse na palma de sua mão.

― O cachecol. ― murmurou.

― Ele me lembra você. O usei quase todos os dias desde que partiu. Era como senti-la perto de mim, mesmo estando longe. ― Natsu respondeu. Logo em seguida, a loira voltou o olhar para seu rosto e uniu os lábios, sorrindo daquela forma. Um sorriso que, aliado ao seu olhar, pôde ser entendido muito bem por Natsu. Lentamente deixou que o cachecol deslizasse pelo pescoço do rosado, até estar completamente em suas mãos.

― Não precisará mais dele para se lembrar de mim. ― disse, jogando o pano sobre o sofá.

― Tem razão. ― o garoto repousou suas mãos na base da cintura de Lucy e sorriu maliciosamente. Aproximou seu rosto do da loira e sussurrou em seu ouvido. ― Acho que você também não irá precisar dessa blusa, logo, logo.

E em um lento movimento, unido a uma pequena ajuda de Lucy, ele retirou a peça de roupa que a cobria, dando demorados selinhos nos lábios da loira logo após ter se livrado do tecido “incômodo” e deixando à mostra a lingerie preta que a mantinha vestida da cintura para cima. Ela não deixou por isso. Distraído com os pequenos beijos, o rosado mal percebera quando as mãos da garota percorreram sua camisa, chegando aos botões, desabotoando-os. Sorriu por entre os lábios dela.

― Digo o mesmo a você, senhor Dragneel. ― mordeu o lábio inferior do garoto logo após sua fala, provocando-o. Como sentira vontade de poder fazer aquilo durante o ano em que esteve longe dele. A provocação pareceu ter surtido o efeito esperado, pois em seguida Natsu a beijou com tanta voracidade que parecia que não se viam havia séculos. Mesmo que aquele ano tivesse se parecido com um século. ― Que grosseria a sua, Natsu. Nem sequer me mostrou a casa.

O tom na voz de Lucy o fez entender muito bem que cômodo em especial a loira parecia querer conhecer. Imediatamente a pegou em seus braços, assustando-a em um primeiro momento, mas fazendo-a rir pouco depois.

― Irei te mostrar o único que interessa no momento.

Segurou-se firme no pescoço do garoto enquanto ele a levava até uma porta, praticamente no centro da parede de fundo da sala. Estando somente encostada, bastou um empurrão com o pé para Natsu abri-la. Agradeceu naquele momento por tê-la deixado daquele jeito. Agilizou muito as coisas para ele.

Ao entrar no aposento, levou Lucy até a cama e a sentou no colchão, encostando-a à parede lateral. Aquilo era algo que precisaria mudar. A cama de casal estava localizada no canto do quarto, e, com a volta de Lucy, precisaria movê-la para o centro do recinto, adaptando-a para duas pessoas, já que não deixaria de forma alguma que ela morasse em outro lugar senão em seu apartamento. Não a deixaria ficar longe de si mais do que já ficara.

Voltou a beijá-la com volúpia assim que a repousou na cama. As mãos da loira continuavam firmes em volta do pescoço de Natsu, trazendo-o mais para si. Com agilidade, Natsu retirou as duas peças de roupa que a cobriam da cintura para baixo e os sapatos que usava, deixando-a completamente nua daquela região para baixo. E foi a partir daquele momento, quando ele encostou os lábios em sua região íntima, que Lucy começou a perder lentamente a sanidade e o controle de seus atos e de seu corpo.

A beijava, chupava, lambia. Movia sua língua por seu clitóris com perfeita maestria, fazendo-a enlouquecer e arquear seu corpo involuntariamente, oferecendo-se a ele sem sequer pensar antes. Fechou os olhos e moveu o rosto para cima, abafando alguns gemidos involuntários e apenas desfrutando daquela sensação. Porque Natsu era mestre em fazê-la ceder à loucura.

Quando abriu os olhos novamente, foi em protesto por ele ter parado. Natsu observou sua expressão e riu baixo. Aproximou novamente sua boca do ouvido de Lucy, sussurrando:

― Tenho coisas muito melhores guardadas para você.

E maiores!” pensou Lucy, observando o grande volume visível nas calças do rosado.

― É mesmo? ― respondeu, ainda arfando pelos toques anteriores. ― Então mostre-as para mim.

Natsu sorriu. Amava quando ela o provocava.

― Como desejar.

E então tornou a beijá-la com ainda mais voracidade do que antes, tornando o aparente impossível possível, já que Lucy não imaginava que seus novos beijos poderiam conter mais desejo do que os anteriores possuíram. Estava enganada. Natsu vivia surpreendendo-a, afinal.

Sentou-se na cama, com Lucy ajoelhada no colchão, à sua frente, sem interromper nem por um segundo o beijo. Achando injusto o excesso de roupas de Natsu em comparação com ela, tratou logo de livrá-lo da calça que vestia. Logo, pareceu pedir-lhe para ser ela a administrar o beijo dali por diante, e ele lhe concedeu permissão para isso.

A loira colou seus corpos. Quase fundiam-se em apenas um tamanha era a proximidade em que se encontravam. Daquele modo, com ele sentado e ela ajoelhada, se encontrava mais alta do que ele, beijando-o de cima, com suas mãos bagunçando ainda mais o cabelo exótico de Natsu. Desceu as mãos, deslizando suas unhas sobre os músculos do peito e abdômen do garoto, arranhando-o no caminho de ida e volta até seus fios de cabelo. Definitivamente estava mais musculoso do que a última vez em que o vira. E definitivamente mais gostoso.

Ele sorriu ao sentir o toque da loira. As mãos do garoto encontravam-se repousadas na base da cintura de Lucy, e o beijo tornou-se levemente mais calmo quando ele as levou até a última peça de roupa que restava a ela e a retirou. Ela encerrou o beijo naquele momento e se afastou alguns centímetros, ainda deixando sua testa quase encostada na dele. Ao erguer o olhar, o rosado constatou o rubor nas bochechas de Lucy.

― Está com vergonha? ― perguntou sorrindo.

― É claro que sim. ― respondeu, estufando as bochechas, o que, em união com o cabelo jogado para o lado direito, deu-lhe um ar inocente e sexy ao mesmo tempo. Olhou-o nos olhos, e, por mais que Natsu tentasse fazer o mesmo, seu olhar acabava atraído por outro atributo físico de Lucy. ― É só a segunda vez que fazemos isso. A segunda depois de um ano. Como eu poderia não estar com vergonha? Ainda não me acostumei.

Natsu novamente riu. Deu-lhe um beijo no pescoço e disse:

― Não se preocupe, logo irá se acostumar. Além do mais, está ainda mais linda do que da última vez ― continuou beijando-a, descendo os beijos cada vez mais, passando por toda a extensão de sua pele... ―, especialmente eles. ―... até chegar em seus seios, onde transformou o singelo beijo em um belo chupão.

Lucy fechou os olhos, novamente apreciando o toque quente dos lábios de Natsu. Deixou que ele a deitasse na cama, e nem sequer percebeu quando ele retirara a última peça que o cobria. Voltou a beijá-la nos lábios, um beijo que começou simples, até transformar-se em uma estrondosa explosão de sensações.

Sentiu o membro rígido de Natsu em sua entrada. Um frio tomou conta de seu estômago, causado pela ansiedade. Esperara um ano para senti-lo novamente como sentia naquela noite, não conseguia mais conter-se. Quando ele entrou em si, foi quando soube que realmente não precisaria mais desejar que ele estivesse consigo, pois a partir daquele momento ele estava. Não era apenas um desejo. Era uma constatação.

Começou a mover-se lentamente, entrando e saindo, aumentando gradativamente o ritmo. A partir de então, ele não apenas a levara à loucura, mas conduzira-a ao paraíso. Por mais que tentasse conter-se, praticamente gritava de prazer, chegando a temer que os vizinhos a estivessem ouvindo. Apertou suas mãos nas costas de Natsu, fazendo-o arfar ainda mais. Tampouco ele conseguia controlar-se. Gemia o nome de Lucy em seu ouvido, aumentando ainda mais o arrepio que a loira sentia.

Ele continuou, cada vez mais rápido. Aquela sensação incrível, indescritível, preenchendo-os por completo. Até chegar ao êxtase. Segurou a cintura de Lucy o mais forte que pode, enquanto ela pressionava suas costas. Ambos sentiram ao mesmo tempo espasmos pelo corpo inteiro e uma onda de prazer que os preenchia literalmente gritando.

Natsu retirou seu membro de Lucy e a olhou nos olhos, suado e ofegante. Sorriu, vendo-a sorrindo também. Levou sua mão ao rosto da loira, retirando alguns fios de cabelo grudados em seu rosto e deslizando as mãos pela bochecha de Lucy. Encostou sua testa na dela, olhando-a nos olhos.

Você é o melhor presente que eu já ganhei em toda a minha vida. Obrigado, Lucy. ― sussurrou. Suas palavras carregavam uma completa verdade, escrita em seu coração. A loira levou as mãos até o rosto de Natsu. Fechou os olhos, sentindo a respiração quente do rosado em seu rosto. Sorriu e os abriu novamente, encarando os olhos ônix, quase verdes, do rosado. E sussurrou, em resposta:

― Eu te amo.

Notas finais
E então, o que acharam? :D Não esqueçam de deixar suas opiniões nos reviews, elas são muito importantes para mim ;)