Onde Tem Ódio Tem Amor

30 Inversão de papéis


Notas iniciais
Yo, pessoal! Tudo bem?

Primeiro, quero muito agradecer a LucyFT pela recomendação. Muito obrigada!!! Esse capítulo é dedicado a você como forma de agradecimento ; )

E segundo... Boa leitura! rs.

Ps: Capítulo não betado, perdoem-me pelos erros (autora preguiçosa demais e_e).

Levy os levou para um lugar afastado dos outros, onde não seriam interrompidos e o burburinho das pessoas conversando não os atrapalharia. Enquanto andavam em nenhum momento trocaram olhares ou disseram algo, o que deixava Natsu ainda mais ansioso.

Assim como 90% da população mundial, ele não gostava nada quando alguém lhe dizia “preciso falar com você”. Causava uma sensação ruim, como se algo sério tivesse acontecido ou prestes a acontecer. Algo ruim. Levy ainda dissera que envolvia Lucy, o que, considerando a preocupação que o rosado tinha por sua amiga, não ajudava em nada.

A pequena parou repentinamente, soltando um suspiro. Natsu fez o mesmo, cruzando os braços e encostando as costas em uma árvore enquanto olhava fixamente para Levy, observando a expressão preocupada em seu rosto.

― Então, o que foi? Você disse que é sobre a Lucy; o que ela aprontou dessa vez? ― Perguntou o rosado, sendo direto.

― Nada. Lucy não aprontou nada, Natsu.

Ele conhecia Levy há tempo suficiente para saber que ela estava nervosa, como se não gostasse nada do que estava fazendo.

― Então o que aconteceu?

― Eu quero te pedir um favor ― disse Levy, olhando para o rosado. Natsu arqueou a sobrancelha, curioso. ― Não magoe a Lucy. Ela já passou por coisas demais.

Natsu franziu a testa, sem entender o pedido de Levy.

Por um segundo pensou que Levy pudesse ter descoberto sua aposta com Gray. Mas como? Apenas os dois sabiam sobre ela, ele não havia contado e Gray não era tão próximo de Levy. Não que se importasse com aquela aposta, para ele pouco importava ganhar, e se caso a cumprisse, seria por vontade própria; mas sabia muito bem que se Lucy descobrisse... ele não queria nem pensar nas coisas que isso poderia acarretar.

― Do que está falando, Levy? Eu sei disso, mas por que acha que eu iria magoá-la?

― E por que não iria?! Qual é! Estamos falando de você, Natsu!

― Ei! Eu posso ter meus defeitos, mas nunca faria nada para magoar a Lucy. Ela também é importante para mim.

Levy suspirou novamente, dando alguns passos. Ela realmente estava nervosa.

― Desculpe. ― a pequena murmurou, ajeitando os cabelos. ― Lucy não te contou, não é? Sobre o cara que a abandonou.

― Cara que a abandonou...?

― Eu me sinto mal em contar isso para você, afinal, é um segredo da Lucy, apenas dela. Mas sinto que você deveria saber e sei que ela nunca iria contar. Não a você. ― era verdade, Lucy poderia confiar aquele segredo a qualquer pessoa, menos a Natsu, pelo fato dele se parecer tanto com Ryan. ― Pelo que ela me contou, há alguns anos, quando ela e o pai estavam muito distantes, Lucy fugiu de casa. Enquanto fugia encontrou um homem, Ryan era o nome dele, se não me engano. Ela acabou se tornando muito próxima desse cara, saia escondida sempre que podia para se encontrar com ele. ― enquanto falava Levy não parava de andar de um lado para o outro, com os braços cruzados. Natsu prestava atenção em cada palavra que ela dizia, interessado pela história. ― Ele a seduziu, a enganou, fazendo-a acreditar que ele era um “príncipe encantado”, então conseguiu levá-la para a cama, aquele cara tirou a virgindade da Lucy.

“Ela voltou a procurá-lo depois disso, e quando o encontrou ele estava com outra mulher, dizendo para a Lucy que ela não havia passado de uma “diversão” para ele. Após algum tempo ela descobriu que estava grávida. Imagine como a Lucy ficou? Tsc, só de pensar no quanto ela deve ter sofrido por causa desse idiota... Enfim, Lucy teve complicações no parto e seu pai optou por salvar a vida dela à do bebê. Depois disso os dois voltaram a ficar mais próximos, ela e o pai.”.

Após Levy terminar de contar a história Natsu ficou boquiaberto. Nunca poderia imaginar que Lucy havia passado por todas aquelas coisas.

― Uau... ― Murmurou.

― Ela me disse que você lembra a ela esse cara, Ryan, porque vocês dois são muito parecidos. Por isso Lucy tenta ao máximo não se aproximar de você, ela tem medo de passar por tudo novamente, medo de você, Natsu. Ela chegou a me dizer que pensou em se afastar de você definitivamente, mudar-se de apartamento.

Ele se sentiu ofendido. Como Lucy podia pensar que ele era como um cafajeste daqueles?!

― Lucy disse isso?! Eu não acredito que ela tenha mesmo pensado em se mudar! Depois de tudo que fiz por ela.

Natsu se sentia frustrado, como se tudo o que passaram juntos não tivesse importância alguma. Após ter salvado Lucy diversas vezes, ele imaginava que merecia pelo menos um crédito, não merecia ser taxado daquela maneira. Ele possuía um motivo para ser como era: Um desafio pessoal. A cada vez que ficava com uma garota, olhava para dentro de si mesmo e analisava seus sentimentos com relação à garota a quem prometera amar até reencontrá-la; e assim podia confirmar: Era mesmo amor, pois não importava com quantas meninas ficava, seus sentimentos por ela não mudavam.

Não percebia, porém, que sua aposta com Gray era quase a mesma coisa que Ryan havia feito.

― Natsu, por favor, tente entendê-la. Lucy é insegura, possui um trauma. E eu só te contei sobre isso para fazer você perceber que não é de propósito que ela te afasta de si, é apenas sua forma de proteção.

O rosado se acalmou, ainda magoado, mas ao menos tentando fazer o que Levy pedira: entender Lucy.

Levy não lhe contou sobre o que Lucy dissera sobre estar começando a se apaixonar pelo rosado, e nem diria, aquilo era pessoal demais, e se a loira quisesse contar a Natsu sobre isso, então ela contaria. Não cabia a Levy fazer isso.

― Tudo bem. ― disse apenas, começando a caminhar de volta para onde estavam os outros.

― E, Natsu, não diga a ela que eu te contei isso, ok? Lucy ficará muito brava comigo se souber. ― pediu Levy.

― Tudo bem.

***

― Levy-chan! Natsu! Onde vocês estavam?! O diretor Makarov já vai anunciar o jogo. ― Disse Lucy eufórica, correndo até os dois assim que os viu.

A partir daquele momento, Natsu passou a enxergá-la de modo diferente. Não com pena, pois sabia o quanto era ruim ser olhado aquele tipo de olhar. Com compaixão, talvez. Uma necessidade ainda maior de proteção surgiu dentro de si. Queria abraçar Lucy, mantê-la apenas em seus braços e nunca mais soltá-la. Aquela garota era tão frágil... E por uma razão que ele desconhecia, queria protegê-la de tudo e de todos; queria quebrar a cara de qualquer um que ousasse colocar lágrimas naquele lindo rosto, principalmente a cara do tal Ryan.

― Estávamos... dando uma volta. ― Respondeu Levy sorrindo, tentando disfarçar.

― Atenção, alunos! ― a voz do diretor soou nas caixas de som colocadas ali. ― O desafio desse ano é uma caça à bandeira! O brasão do colégio está escondido em algum lugar por aqui! As salas irão se dividir em duplas, e cada dupla irá procurar pela bandeira. A dupla que primeira encontrar dará a vitória à sua sala. Peguem sua dupla e comecem! Têm três horas para me trazer a bandeira!

Todos gritaram com o pronunciamento, se apressando em encontrar um parceiro. Natsu imediatamente olhou para Lucy. Nem pensar que iria deixá-la sozinha com qualquer outra pessoa que não fosse ele.

― Você é minha. ― Disse o rosado sorrindo, passando o braço esquerdo por cima dos ombros de Lucy.

― E quem foi que decidiu isso? ― Perguntou Lucy, cruzando os braços.

― O destino. ― ele respondeu, fazendo a garota corar. Como ele adorava vê-la corada. Ficava tão... fofa. ― Além do mais, como poderia conseguir uma dupla melhor do que eu? Eu sou inteligente, rápido, forte. ― disse, mostrando o bíceps. ― A melhor opção, com certeza.

― E nada humilde também.

― Isso é o de menos. Agora vamos começar logo essa busca porque esse ano nossa sala irá ganhar com toda certeza!

Bem, se não pode vencer, junte-se a eles. Ou ele, no caso. Um irritante garoto de cabelos rosados pelo qual Lucy estava começando a se apaixonar.

***

O.K., o que havia de errado com Natsu Dragneel? Era a pergunta que rondava a mente de Lucy enquanto procuravam pela bandeira. O garoto se recusava a se distanciar de Lucy. Houve momento em que os dois trombaram um no outro devido à proximidade que estavam. Natsu não queria de forma alguma ficar a mais de um metro de distancia da loira. E aquilo estava começando a irritá-la.

Após aproximadamente uma hora de caminhada sem sucesso em encontrar a tal bandeira, ele fez uma coisa ainda mais estranha: segurou a mão de Lucy sem a permissão da garota.

― Natsu.

― Hum? ― Murmurou o rosado, olhando para os lados.

― O que. Está. Fazendo?

― Como assim? ― Ele perguntou, como se não soubesse do que Lucy falava. Ela ergueu suas mãos, deixando-as à frente dos dois.

― Isso! O que está fazendo?

― Segurando sua mão. ― Respondeu, como se não fosse nada de mais.

― É, acho percebi isso.

― Então por que perguntou?

― O que eu quero saber é: por que está segurando minha mão?!

― Porque eu quero. ― Natsu respondeu, dando de ombros.

― E pode fazer o favor de soltá-la?

― Não. ― Respondeu sorrindo, enquanto Lucy bufava. Natsu era irritante normalmente, mas quando cismava com algo excedia as expectativas em questão de irritabilidade.

― Natsu!

― Eu não quero soltar.

― Por favor...

― Não.

― Eu vou contar até três e é melhor que você me solte.

― Ok, e o que irá fazer se eu não soltar? ― Disse, duvidando que Lucy pudesse realmente fazer algo a respeito.

― Um...

― Dois... ― completou o rosado antes de Lucy.

― Dois...

― Como se você fosse mesmo conseguir se soltar de mim.

― Três.

― E o grande três finalmente chega. Vamos, mostre-me o que pode fazer, senhorita Heart... AI! LUCY, ISSO DÓI!

Bem, Natsu não contava que Lucy possuísse um pequeno conhecimento em artes marciais. Muito pequeno, e conhecimentos estes dos quais ela nunca se lembrava quando eram necessários. Mas naquele momento sua memória resolveu dar-lhe uma ajuda. Sabia muito bem como torcer o punho de alguém, mas não faria isso com o rosado, apenas fez o suficiente para que ele a soltasse.

― Eu avisei. ― Ela o soltou.

― Como fez isso? ― Ele perguntou enquanto massageava o punho.

― Segredo. ― respondeu dando uma piscadela.

Ok. Talvez Lucy Heartfilia não fosse tão frágil quanto Natsu pensara.

Os dois voltaram a andar à procura da bandeira.

― Por que não usa essas coisas para o bem ao invés de ferir amigos?

― Não exagere. Eu nunca fui boa em lutas, mas me lembro de coisas simples como essa.

― Ah, já sei, é porque gosta da minha ajuda para te salvar, não é? Claro, afinal quem não gostaria de um super-herói como eu? ― Perguntou o rosado, se exibindo novamente.

― Menos, Natsu. Bem menos. Um pouco de humildade realmente não faz mal, sabe?

― Sei, claro que sei. Mas eu sou muito humilde. Só acontece de eu expor demais a realidade.

Enquanto falava, Natsu se distraiu e não percebeu que passava próximo a um barranco. Uma porção de terra abaixo de seus pés desmoronou e ele perdeu o equilíbrio. Ele caiu, mas por sorte conseguiu se segurar na borda do barranco, evitando algo pior, porém seus pés não tinham apoio algum e sua mão ainda doía por causa do golpe aplicado por Lucy. Não conseguiria se segurar por muito tempo.

― Natsu! ― Exclamou Lucy, olhando para o rosado.

― Droga, me ajude aqui, Lucy, estou escorregando!

― Espere um pouco.

A loira olhou em volta, não havia muita coisa ali que fosse útil e ela não conseguiria puxar Natsu para cima sozinha. Tudo o que poderia lhe ajudar era uma pequena árvore que havia fincado suas raízes próxima ao barranco, porém Lucy não sabia se ela iria aguentar o peso dos dois.

Bem, era sua única opção, de qualquer forma. Segurou a árvore com uma das mãos enquanto estendeu a outra para Natsu.

― Pegue.

Em um rápido movimento, para que não escorregasse de vez, ele conseguiu segurar a mão de Lucy. O rosado era pesado, e por um momento ela pensou que não conseguiria puxá-lo, mas por fim tudo deu certo e logo os dois se deitaram na grama, um pouco afastados do barranco, ofegando.

― Obrigado. ― Agradeceu Natsu.

― É bom variar um pouco as coisas, não é? É sempre você quem me salva, dessa vez o contrário aconteceu.

― É, pois é. ― O rosado riu.

Lucy sorriu e olhou para cima. Realmente, era bom quando não era ela em perigo. Apenas para variar.

Repentinamente percebeu um movimento estranho entre as folhas de uma árvore próxima a eles. Não eram folhas... era a bandeira!

― Natsu! Olhe ali! ― Ela o chamou e apontou para o lugar onde estava escondida a bandeira.

― O que? ― O rosado olhava para o lugar onde Lucy apontava, mas não via nada além de folhas. Custou a ele finalmente entender do que a garota falava. Não era para menos, o tecido verde estava muito bem escondido ali, se confundindo com as folhas. ― Ganhamos! Encontramos a bandeira!

Ele imediatamente se levantou, e, apesar dos arranhões causados por sua quase queda do barranco, foi fácil para Natsu “agarrar sua vitória”, a bandeira que daria a eles o grande prêmio.

Para Lucy, até que havia sido divertido participar daquele jogo ao lado de seu irritante amigo, mesmo que ele estivesse muito estranho naquele dia. Estava feliz com a vitória, mas não com o prêmio, que havia sido anunciado pelo diretor pouco antes de irem até a floresta onde se realizou a competição; afinal, como ela aguentaria passar alguns dias numa casa localizada no litoral japonês ao lado do rosado?

Notas finais
Só acho que a Lucy deveria comemorar por ficar alguns dias numa casa de praia com o Natsu, e não reclamar. Assim, só acho...

Então, vejo vocês nos reviews? Sim! Deixem suas opiniões aí, ok? : )

E uma pergunta que não tem nada a ver com a fic, mas me deu vontade de perguntar mesmo assim por motivos de: não faço ideia. Mentira, é porque eu gosto de falar com vocês e por isso fico fazendo essas perguntas : ) (cêis são uns lindjos, amo falar com vocês)

E a pergunta é... Quais as músicas favoritas de vocês? rs.

Ninguém perguntou (T^T) mas deixarei aqui as minhas favoritas no momento, rs:
As músicas da minha cantora favorita, claro: Taylor Swift.
E essa música aqui: http://www.youtube.com/watch?v=meq0zmOb8EA
Amo Boyce Avenue. E essa música até será usada em "Onde tem ódio tem amor", e podem considerar isso um spoiler, ok? rs.

Já falei demais aqui, me empolguei, rs. Vejo vocês nos reviews o/