Notas iniciais
Voooooooooooltei! Como vão vocês, pessoas? Bom, os últimos tempos têm sido meio complicados, por isso o capítulo acabou demorando um pouco mais para sair. E por isso também ainda não respondi os comentários (vou responder, gente! Um dia eu juro que respondo, kkk). O tempo e a inspiração andam curtos demais. Enfim, capítulo dedicado a Alice pela recomendação. Muuuito obrigada, moça ♥ Boa leitura!

— Você deveria estar descansando, sabia? — Disse, deitada no sofá, observando Natsu na cozinha, preparando o almoço. Ele havia sido baleado, afinal. Não era um machucado qualquer, mas Natsu era teimoso demais para ficar em repouso. Como sempre.

— Eu estaria, se alguém me alimentasse e eu não precisasse cozinhar — provocou-a.

— Eu não sei cozinhar. Você sabe — os tempos morando sozinho fizeram muito bem às habilidades culinárias de Natsu. As dela, por outro lado, estavam bastante enferrujadas. — Mas não precisava necessariamente fazer isso. Podíamos ter pedido alguma coisa.

— Não gosto de pedir comida.

— Resumindo, você poderia estar seguindo as ordens do médico, mas é teimoso e fresco demais pra isso.

— Não é frescura, ok? Sua pessoa não saudável que prefere comida de delivery ao invés de uma boa refeição caseira.

— Não, eu só prefiro que meu noivo pare de achar que é imortal e siga as recomendações que lhe foram dadas — percebeu Natsu sorrindo de canto enquanto cortava um tomate ao ouvir a palavra “noivo”.

— Eu não vou morrer por ficar em pé, Lucy. E é só um lanche. Não vou demorar mais que cinco minutos.

— Você não tem certeza disso. Se você morresse eu ia fazer questão de ir até um desses lugares em que as pessoas falam com espíritos só para te dizer “eu avisei”.

O garoto riu.

— Eu não duvido — pegou o sanduíche e sentou-se numa das banquetas, dando uma mordida na comida. — Pronto. Mais feliz?

— Sim, obrigada. Não foi tão difícil, foi?

— Eu não gosto de ficar parado, Lucy — até porque, daquele modo não demoraria até que suas noites fossem atormentadas por pesadelos novamente. Precisava gastar energia, mas machucado como estava, tornava-se uma tarefa complicada.

— Já percebi — a loira suspirou. Tinha algo a incomodando, Natsu notava. Franziu a testa e perguntou:

— O que foi?

— Nada de mais. Só estava pensando naquele sonho que você teve, e que nenhum dos nossos pais vai estar aqui para, você sabe, o casamento e essas coisas todas. Acho que nunca pensei nisso até se tornar uma realidade.

— Você gostaria disso? — Perguntou, atento.

— Quem não gostaria? — A garota respondeu. Lhe parecia uma resposta óbvia. Natsu deu outra mordida no sanduíche.

— Eu não sei, você nunca fala sobre essas coisas, sobre o que quer ou se quer. Eu nunca sei exatamente o que fazer ou falar com relação ao futuro.

Lucy suspirou, mirando o teto branco do apartamento. Havia uma rachadura pequena ali que nunca havia notado. Um pensamento completamente aleatório que se passou por sua mente.

— O futuro é uma incógnita que eu prefiro desvendar no amanhã.

— LISPECTOR, Lucy.

A garota riu.

— Babaca.

— Ok, falando sério. Acho que eles ficariam felizes. Eu consigo imaginar perfeitamente a reação dos meus pais. Consigo imaginar meu pai puxando minhas orelhas e me dizendo para ser um marido digno. Ele definitivamente faria algo como isso.

Lucy mirou mais atentamente a rachadura. Evitava pensar sobre, mas não conhecia seu pai muito bem para conseguir imaginar como ele reagiria. Mesmo quando começaram a se aproximar um do outro, sua relação nunca foi realmente paternal. Tornaram-se próximos, a ponto de conseguir se relacionar de forma saudável, mas nunca ultrapassaram isso. Nunca se tornaram de fato pai e filha.

— Consigo imaginar a reação da minha mãe, só que quando penso sobre a reação do meu pai não me vem nada à mente.

— Jude Heartfilia era um homem misterioso.

— Ele era muito fechado em seu próprio mundo. Talvez a única pessoa que conseguiu derrubar essas barreiras foi minha mãe.

— Eu também consegui — Natsu respondeu, convencido, fazendo Lucy sorrir.

— Claro que conseguiu — comentou, sarcástica.

— Ele confiava em mim, me disse para cuidar de você. Isso demonstra que eu transpus as barreiras do seu pai.

— Ele te contava todos seus mais profundos sentimentos então?

Natsu endireitou-se na banqueta, terminando de comer.

— Ele não precisava. Nós nos entendíamos de outras formas.

A garota riu novamente.

— Por favor, Natsu. Vocês só se viram algumas poucas vezes.

— Algumas poucas vezes que você saiba.

Lucy sentou-se no sofá, olhando desafiadoramente para o rapaz. Óbvio que era brincadeira. Sabia que na verdade Natsu chegava até a temer Jude quando o homem ainda era vivo, mas gostava de brincar com ele. Conseguia fazê-la distrair-se dos reais problemas.

— Ah, é? Então você e meu pai tinham encontros secretos?

— Se eram secretos não posso te contar, certo? — Natsu respondeu, dando de ombros, encerrando o assunto. — Vai mais pra lá.

— Folgado — reclamou, porém obedeceu. Natsu deitou-se no sofá, com a cabeça em seu colo. Porque obviamente não bastava praticamente expulsá-la de onde estava, também precisava usar o espaço em que literalmente ela estava.

— Você que é muito espaçosa, Lucy.

— Você está ocupando mais da metade do sofá e eu que sou espaçosa?

— Ordens médicas, lembra? — O garoto respondeu, sorrindo travessamente. Sabia muito bem como usar as palavras de Lucy contra ela.

— Até cinco minutos atrás você não estava nem aí para essas ordens.

— Você conseguiu plantar a sementinha da consciência na minha mente, fazendo-me perceber claramente que o melhor para minha pessoa neste momento é descansar.

— E precisa fazer isso no meu colo?

Natsu se mexeu, arrumando-se confortavelmente.

— Claro, seu trabalho agora é me apoiar e cuidar de mim. Além do mais, você tem coxas macias. Sãos bons travesseiros — virou sua cabeça para poder melhor encarar a loira. Lucy fingia reclamar da situação, mas via em seu olhar que estava se divertindo e pouco se importando. — Aliás, pensando bem, você parece um travesseiro humano, Lucy. Quase todo seu corpo é confortável para se deitar sobre. Mas eu tenho minhas partes preferidas.

— Claro que tem — Lucy murmurou, revirando os olhos. Começou então a mexer no cabelo liso de Natsu. O garoto parecia um gatinho, tentando relutar contra o carinho e a sensação que ele provocava enquanto fazia outra coisa, como falar. Aquele era o ponto fraco de Natsu. Sempre que acariciavam seu cabelo o rapaz ficava num estado de sonolência. Considerando-se que nenhum dos dois tinha dormido muito naquela noite, sua situação se agravava ainda mais.

— Peitos, coxas e barriga, nessa exata ordem de preferência. Você tem ótimos peitos para se deitar sobre, sabia? — Comentou, bocejando. — Às vezes quando você já está dormindo e eu não consigo pegar no sono coloco a cabeça sobre eles. O sono magicamente aparece. Deve ter algum efeito calmante ou coisa do tipo. Talvez seus peitos exalem uma fragrância imperceptível de maracujá ou qualquer coisa que tenha o mesmo efeito.

— Está falando tanto para não acabar dormindo, Natsu? — Lucy questionou, sorrindo de canto.

— Eu não vou dormir.

— Você está quase dormindo.

— Quase não é dormindo. A distância entre o quase e o concreto é muito alta. Não se pode tomar como concreto algo que só atingiu o quase — realmente acharia melhor se ele dormisse. Natsu começava a falar coisas completamente aleatórias quando queria se manter acordado. A técnica, porém, não precisou ser empregada por muito tempo. A reportagem transmitida no jornal que passava na televisão lhe tirou completamente o sono.

“A polícia ainda procura por Ryan Blanchard, o homem que assassinou Lisanna Strauss. Blanchard invadiu a casa da vítima pela madrugada do último domingo, onde disparou contra a senhorita Strauss, acertando um tiro em sua cabeça, causando sua morte imediata. Natsu Dragneel, namorado da CEO das Corporações Heartfilia, Lucy Heartfilia, e testemunha do crime também foi baleado, mas passa bem. Os vizinhos relatam não terem ouvido o barulho dos disparos, levando a polícia a crer que o assassino usava uma arma silenciada. Ainda não se sabe quais foram os motivos que levaram ao assassinato. A família Strauss oferece uma recompensa em dinheiro a qualquer um que trouxer informações que levem à captura de Blanchard.”

A seguir, o jornal exibiu uma entrevista com os pais de Lisanna. Natsu imediatamente pegou o controle e desligou o aparelho. Não queria vê-los chorando e lamentando a morte da filha, ainda mais sabendo que se tivesse sido mais rápido talvez pudesse ter evitado o assassinato. Sentia que parte da culpa era sua, e não sabia exatamente como lidar com isso.

— Você está bem? — Lucy perguntou, deslizando seus dedos pelo peito de Natsu. O gesto fazia-o sentir-se melhor. Quando era criança e ficava triste, sua mãe costumava fazer exatamente a mesma coisa. Era reconfortante.

— Estou. Só vamos falar sobre outra coisa, ok? Eu realmente não quero me lembrar do que aconteceu.

— Ok — Lucy tinha algo em mente, contudo não sabia se a pergunta se encaixava na categoria “outra coisa”, afinal, era sobre algo que lhe chamara a atenção na reportagem, e a reportagem incluía o assunto não permitido. — Tudo bem por você ter seu nome associado ao meu em todo lugar? Você sabe que isso vai aumentar ainda mais se nos casarmos, não sabe?

— Eles já associam nossos nomes, de qualquer maneira, então, qual a diferença? E “se” nos casarmos? — Perguntou, mirando os olhos de Lucy. — Mas respondendo sua pergunta, sim, acho que posso lidar com isso. É um preço pequeno a pagar.

— Quando. Eu ainda não me acostumei com a ideia, está muito recente. É um engano perdoável, Natsu — respondeu, fitando o belo anel em sua mão. Pouco depois, voltou a enrolar seus dedos nos fios do cabelo do garoto. — Tudo bem se você dormir um pouco. Foram longos dias.

— Talvez. Só um pouco...

Não levou sequer um minuto para que o rapaz adormecesse. E ela ficou ali, a observá-lo enquanto seu peito subia e descia em um ritmo lento e contínuo, trazendo em seu rosto um sorriso bobo que todos os apaixonados trazem nos momentos que os fazem lembrar-se do motivo que os levou a, em primeiro lugar, se apaixonar.

***

A campainha tocou, fazendo o garoto despertar subitamente, assustado. Sequer percebera que tinha caído no sono. Ainda estava com a cabeça no colo de Lucy, a garota lia um livro que acabou por cair no chão quando ele se sentou, derrubando-o. Pegou o celular na mesa de centro para conferir as horas. Era quase noite.

— Estava esperando alguém? — Perguntou a Lucy.

— Não. Você?

— Também não.

O garoto se levantou, sentindo a dor espalhando-se por seu corpo com o movimento.

— Natsu, a camisa.

— O que tem? — Questionou, confuso, observando a peça de roupa sobre uma das banquetas.

— Não vai atender à porta assim, vai?

Natsu bufou. Sinceramente não via problemas em não estar vestindo a camisa. O curativo em seu abdômen já cobria boa parte de sua pele mesmo, e o tecido por sobre aquelas coisas o incomodava. Contudo, apenas vestiu-a, sem reclamar, para então abrir a porta.

— Chris? — Fazia muito tempo que não via a colega de curso. Era estranho encontrá-la daquela forma repentina, em seu apartamento. — Tudo bem?

— Oi... O que aconteceu com você? — Perguntou imediatamente. Impossível não notar os ferimentos no rosto do garoto, eram notáveis demais. Sem pedir permissão, levou suas mãos às bochechas de Natsu, examinando melhor os machucados. — Se meteu em confusão de novo?

— Quando ele não se mete? — Lucy intrometeu-se. Sua expressão revelava que não gostara nada do ato da outra moça, ao colocar literalmente suas mãos em Natsu.

— Ah, oi, Lucy — Chris respondeu com um sorriso torto, afastando-se imediatamente.

— Longa história. Por que está aqui? Quer dizer, não que seja uma visita ruim, mas você parece preocupada.

Chris estava inquieta. Seu rosto também não conseguia esconder suas emoções. Ela era expressiva demais para não se notar quando algo estava fora do lugar. Natsu não se lembrava de um dia tê-la encontrado sem estar sorrindo, então para que aquele sorriso tivesse sumido, definitivamente algo havia acontecido.

A garota suspirou, adentrando o apartamento.

— Eu estava andando na rua e um cara começou a me seguir. Fiquei com medo e, como estava perto da sua casa, foi o único lugar seguro que consegui pensar para me esconder. Não sei se ele ainda está por aí, não olhei para trás quando entrei no prédio. Desculpe por incomodar.

— Não é incomodo. Você fez bem em vir aqui — Natsu disse.

Lucy notou que ela tremia. Por mais que nutrisse certa antipatia por Chris, tinha certeza de que ela estava falando a verdade, e não pôde deixar de sentir que deveria fazer algo para ajudá-la a se acalmar.

— Quer alguma coisa? Água, ou suco?

— Só água está bom — Lucy foi até a cozinha. Quando voltou trazia um copo com água e açúcar. — Obrigada.

— Como era esse cara? — Natsu perguntou, cruzando os braços. Por um instante imaginou que pudesse ser Ryan, por mais que Lucy não fosse tão próxima de Chris a ponto dele querer usá-la para atingir Heartfilia. Talvez estivesse começando a ficar um pouco paranoico com aquela história, mas não queria deixar nada escapar.

— Não prestei muita atenção em detalhes. Não era muito alto, moreno, usava uma camisa verde, eu acho, e calça jeans.

Bem, Ryan era alto, porém Chris provavelmente estava com pressa, poderia não ter visto direito.

— Ok. Vou ver se ele ainda está por aí.

— O que? Natsu! — Lucy exclamou. — Você não vai descer as escadas nesse estado. De jeito nenhum.

— Eu estou bem.

— Não, não está. Pare de ser tão cabeça dura por um instante pelo menos.

— Relaxa, Lucy.

Antes que ela pudesse protestar, porém, ele já havia saído, deixando a loira a falar com as paredes, enquanto bufava. Sentou-se no sofá, ao lado de Chris.

— Como eu fui aceitar me casar com esse idiota? Ele vai acabar se matando antes mesmo do casamento.

— Vocês estão noivos? — Chris perguntou. Lucy estava pensando alto, esquecera-se que a jovem ainda estava ali.

— Sim. Ele fez o pedido essa madrugada.

— Oh, parabéns a vocês, então. Formam um belo casal.

— Obrigada — a loira respondeu, desconfiada.

— E realmente me desculpe por essa confusão, Lucy. Eu não queria mesmo atrapalhar vocês.

— Tudo bem. Não é culpa sua Natsu ser tão inconsequente.

Chris se ajeitou no sofá, claramente desconfortável. Sabia conversar com qualquer pessoa, nunca tinha problemas com isso, mas Lucy a intimidava. Tinha consciência da impressão que passava, e queria deixar claro que suas intenções não eram aquelas que a garota tanto pensava.

— Eu sei que você não gosta muito de mim, Lucy — Heartfilia ficou em silêncio —, mas eu juro que nunca houve nada entre o Natsu e eu.

— Eu sei disso — não tinha dúvidas. Conhecia o rapaz e sabia que se algo tivesse acontecido ele não agiria tão normalmente perto de Chris.

— E nunca houve intenção de ter. Nunca pensei nele desse outro modo. Natsu é um cara incrível, mas ele é como um irmão mais novo pra mim. É desse modo que gosto dele. Jamais haveria algo entre nós, chega a ser até estranho sequer cogitar essa possibilidade. Não precisa ter ciúmes de mim.

Lucy cruzou os braços e suspirou. No fundo, sabia que ela estava sendo infantil e tendo ciúmes desnecessários. Sabia que Chris estava certa.

— Você tem razão. Me desculpe por agir assim.

— Não precisa se desculpar. Eu sei que sou um tanto quanto pegajosa e acabo passando a impressão errada. Só queria que você soubesse disso.

— Eu não costumo ser o tipo de pessoa que sente ciúmes e decide não gostar dos amigos do namorado por isso. É só que você era quem estava aqui para quando ele precisou de alguém, quando precisou de apoio, não eu. Por mais de um ano era para você que ele corria, e acho que me sinto um pouco mal por isso. Gostaria de ter sido eu, de não ter perdido esse tempo.

— Não importa se fui eu — Chris respondeu. — Era você quem ele queria aqui. O tempo todo. Às vezes chegava a ser irritante, sério. Natsu ficava extremamente melancólico alguns dias, querendo você por perto.

Lucy sorriu com o pensamento do garoto sentado com a cabeça sobre os braços cruzados em alguma mesa, como costumava fazer quando algo o deixava deprimido. Não por ele estar sofrendo, claro, mas por saber que pensava nela. Era bobo, porque sabia que ele sentira sua falta tanto quanto ela sentira, mas era sempre bom ouvir que ele sentira.

— É, isso parece com ele.

— Enfim, acha que podemos recomeçar? — Chris perguntou, receosa.

— Claro. Por que não?

— Ótimo — disse, sorrindo. — Tenho algumas histórias que você vai adorar ouvir.

Lucy estava prestes a responder quando a porta se abriu e Natsu entrou, mancando. Imediatamente se levantou para ajudá-lo a caminhar até o sofá. Tinha prometido a si mesma que não iria ajudá-lo, mas era péssima cumprindo as promessas que fazia a si mesma.

— Você é completamente maluco.

Natsu sorriu, provocando-a.

— Essas escadas não são nada de mais.

— Não faz nem cinco dias que você levou um tiro. Um tiro, Natsu. Tinha uma bala alojada na sua perna, e você levou uma surra com uma haste de ferro.

— Eu melhoro rápido.

Lucy bufou.

— Eu desisto de você.

— Você nunca desiste, Lucy. Sua persistência me admira — falou sorrindo, dando um breve beijo na bochecha da loira. — Sobre o tal cara, acho que já deve ter ido embora, Chris. Não havia ninguém parecido com o que você disse lá embaixo.

— Ainda bem — a garota respondeu, suspirando aliviada.

A campainha do apartamento tocou pela segunda vez naquele dia. Lucy se levantou para atender. A visita dessa vez era um pouco mais conhecida.

— Levy-chan, oi.

— Como está nosso querido amiguinho? — A pequena perguntou, entrando sem pedir permissão. Sentou-se na poltrona ao lado do sofá e franziu as sobrancelhas quando seus olhos encontraram Chris. — Você eu não conheço.

— Christine. Pode me chamar de Chris.

— Ah. Prazer em conhecer, Chris. Pode me chamar de Levy.

— Continua teimoso como sempre, Levy — a loira respondeu à pergunta, voltando a se sentar ao lado de Natsu.

— Quantas vezes você já usou essa palavra hoje, Lucy? — O garoto questionou.

— Quantas vezes ela se encaixou tão bem em você, Natsu?

— Engraçadinha.

— Ei, Levy, Chris estava prestes a me contar algumas histórias.

— Espera, que histórias? — Natsu perguntou, tomando uma postura mais séria. Havia muitas coisas constrangedoras a seu respeito que Chris tinha conhecimento.

— Histórias como aquela sobre o seu primeiro dia de aula no curso, quando você não conhecia o prédio, acabou errando a sala e entrando sem querer numa aula de anatomia.

— E o que aconteceu? — Lucy perguntou.

— Você não quer saber — o garoto tentou argumentar, contudo, pela expressão de Lucy, sabia que ela arrancaria de Chris cada detalhe de cada uma das histórias vergonhosas que tinha em seu passado, provavelmente como um tipo de vingança por toda preocupação que a fez passar.

— Quero sim. O que aconteceu?

— Ele desmaiou. Por sorte os professores daquela aula eram médicos.

— Ei, em minha defesa, não foi exatamente uma experiência agradável, eu tinha todo o direito de desmaiar.

— Pense pelo lado positivo, Natsu — Levy comentou, rindo. — Você acabou contribuindo para a formação daqueles alunos.

— Muito engraçado, Levy — o garoto respondeu.

— Quais outras histórias você tem, Chris? — Lucy perguntou.

— Ah, tenho muitas.

— Mas infelizmente ela precisa ir, não é, Chris? — Aquela provavelmente nem era a pior, e definitivamente não queria que Lucy ouvisse as outras, simplesmente porque eram constrangedoras demais.

A garota se levantou, pronta para ir embora.

— Podemos nos encontrar algum dia para tomar um café, aí te conto várias histórias, Lucy, e sem esse chato atrapalhando.

— Claro, seria ótimo.

— Chato, olha quem fala.

Chris riu.

— Tchau para todos. E melhoras para você, Natsu — a garota disse antes de sair, deixando apenas Natsu, Lucy e Levy na sala.

A pequena havia notado desde o momento em que entrara no apartamento o anel que Lucy trazia no dedo, porém não tivera chance de comentar sobre antes.

— Você finalmente fez o pedido, Natsu! — Exclamou, animada. — Isso quer dizer que o negócio do cubo mágico funcionou.

O objeto virara artigo de decoração e estava colocado sobre a mesa de centro da sala. Os dois acharam que seria uma ótima utilidade para a caixa.

— Espera, você sabia, Levy? — Lucy questionou.

— Levy me chantageou. Eu precisava que ela te distraísse para montar o jantar. Ela disse que só iria ajudar se eu contasse como iria fazer o pedido, então tive que contar.

— E você não me disse nada?

— Óbvio que eu não ia estragar a surpresa, Lu-chan — a pequena respondeu. — Ei, vocês deveriam dar uma festa para tornar isso oficial.

— Talvez. Pode ser uma boa ideia — Lucy disse, recostando-se em Natsu.

Quem é que está quase dormindo agora, hein? — O garoto comentou.

— Você me usou como seu travesseiro quase o dia todo. É minha vez agora.

— Folgada.

Lucy sorriu. Mesmo reclamando, ele a abraçou, trazendo-a para mais perto de si.

— Chato.

Notas finais
Capítulo mais tranquilo, e talvez não muito bom, porque, como eu disse, a inspiração anda fugindo. Desculpa, gente, kkk. O final não me agradou muito, mas espero que não tenha ficado tão ruim. Não lembro se eu já disse isso, mas... teremos uma sequência de capítulos mais calmos, por esse ser o momento em que dá para fazer isso. Mais calmos não significa menos importantes, ok? Mas as informações estarão mais escondidas, por isso parecerão "fillers". Eu particularmente gosto de escrever esses capítulos, espero que vocês também gostem de ler, mesmo sendo mais calmos : ) Ah, gente, a Chris parece ser um personagem aleatório, mas ela é importante para a estória. Inclusive, precisava colocar mais cenas da personagem, porém não sei se vocês gostam muito dela ou não. Então, digam, gostariam de mais cenas com ela? Posso dar um jeito de encaixar se quiserem Acho que era apenas isso que eu tinha a dizer. NÃO ESQUEÇAM DOS COMENTÁRIOS, OK, SEUS LINDOS? Até o próximo :3