Onde Tem Ódio Tem Amor

29 Feel or not to feel? That is the question...


Notas iniciais
Oi!!!
Sentiram minha falta? Eu senti falta de vocês :3

Sem enrolar demais porque acho que vocês já devem estar querendo me matar pela demora, rs. Boa leitura!!!

Ps: Capítulo não betado. Perdoem-me pelos erros : )

Ela não se lembrava da noite anterior, muito menos de ter dormido. Sua cabeça latejava demais, como se alguém houvesse lhe dado uma forte pancada naquela região com um bloco de concreto. Por causa deste fato nem se deu ao trabalho de abrir os olhos ou de levantar-se. Além do que, estava muito confortável onde estava deitada.

O que era? Era quente, macio, possuía um cheiro extremamente agradável. Não tinha nenhum travesseiro assim, pelo que sabia. Bem, não importava. Era confortável, e com a dor que sentia isso era o que mais valia no momento.

Espreguiçou-se ali mesmo, sentindo um pouco mais da textura do seu suposto “travesseiro”. Era realmente estranho. E bom. Muito bom. Ela tinha o costume de abraçar as coisas enquanto dormia, e não fez diferente daquela vez. Abraçou o travesseiro e se ajeitou na cama.

Repentinamente o travesseiro se mexeu, invertendo as posições dos dois. Ele deitou-se sobre ela, abraçando sua cintura. Não era só confortável, era pesado também. Mas, espera... travesseiros não se mexem. Mexem? E nem têm braços...

― Natsu!!!

Lucy finalmente havia percebido que seu travesseiro era, na verdade, Natsu. E não era apenas isso. Ambos estavam seminus, e ela não fazia a mínima ideia do que tinha acontecido. Também tinha medo da resposta.

O susto causado pelo grito da garota somado ao empurrão que ela lhe deu para tirá-lo de cima de si fizeram com que Natsu caísse da cama. ― Ai, Lucy. Também não precisa estourar o meu tímpano.

― O-O que... O que você e-está fazendo aqui?! ― Perguntou, tratando de logo cobrir o corpo com os edredons. A situação não podia ser mais constrangedora. Ou talvez podia, mas Lucy preferia não pensar na segunda hipótese.

― Estava dormindo, caso não tenha percebido ― Respondeu o rosado bagunçando os cabelos, hábito que tinha sempre ao acordar.

― Você sabe que não é isso que eu quero saber! Por que você e e-eu estamos vestindo apenas roupas íntimas?! E por que você está aqui?! Por que estava dormindo na mesma cama que eu?! E ainda por cima assim!

― O que? Não se lembra da noite de ontem? Você estava praticamente implorando pelos meus toques. Quando eu disse que não era certo o que iríamos fazer ainda me chamou de chato! ― Respondeu com um sorriso sacana no rosto. Estava se divertindo tanto com aquilo. Lucy negara tantas vezes gostar dele e insistia várias vezes em dizer que o odiava que o rosado não podia perder aquela chance.

― Sai agora do meu quarto, Natsu! ― Ordenou a garota, apontando com o dedo indicador para a porta.

― Tá bom, tá bom, eu saio. ― Natsu se levantou erguendo as mãos, em sinal de rendição, obedecendo a vontade da garota. ― Estressada. Que mau-humor logo de manhã.

Por pouco o rosado não foi acertado por um travesseiro que Lucy jogou após ele tê-la chamado de “estressada”. Saiu do quarto em tempo, fazendo o travesseiro colidir com a porta de madeira.

Assim que ele saiu ela relaxou, jogando-se novamente na cama. Sua dor de cabeça triplicara. Ele devia estar mentindo, era a única explicação. Ela nunca faria algo como dar em cima de Natsu. Não podia ser verdade. Não teria traído a si mesma daquela forma, certo? Não teria feito justo aquilo que tanto tomava cuidado para evitar, envolver-se com um mulherengo.

Ahh, a quem estava querendo enganar? Talvez a si mesma, mas sabia muito bem que, se tinha ficado fora de si, se não tomava mais decisões racionais enquanto estava bêbada, as chances de ter feito aquilo eram muito altas.

Ah, coração traiçoeiro, por que tinha de entregá-la? Não podia deixar que Natsu soubesse sobre seus verdadeiros sentimentos, porém depois do que supostamente aconteceu ele deveria ter descoberto, tudo porque Lucy fora denunciada pelos seus atos movidos pela emoção.

Talvez houvesse ainda uma pequena chance... Talvez Natsu mentisse... Talvez...

Olhou para o chão. Ao lado da cama estavam as suas roupas e a calça jeans do rosado, mais um lençol que havia caído ali. Não era apenas a sensação sentida por Lucy naquele momento que provava que o que Natsu disse realmente aconteceu; o cenário, a bagunça em seu quarto, também denunciava o que a loira tanto temia.

Permaneceu deitada por mais alguns minutos, e só então tomou coragem para vestir alguma roupa e sair do quarto. Encarar Natsu era o que menos queria naquele momento, mas não poderia evitar.

O rosado tomava café da manhã calmamente, sentado na cadeira oposta às portas dos quartos. Havia vestido uma calça, mas continuava nu da cintura para cima.

Assim que viu Lucy, o sorriso sacana voltou a se fazer presente em seu rosto, meio escondido pela xícara de café que levava à boca.

― Analgésicos para a dor de cabeça? ― Perguntou, apontando com a cabeça para os frascos em cima da mesa, colocados ali por ele propositalmente.

Aquele... Estava fazendo de tudo para irritar Lucy, todos os detalhes, ela sabia disso. Os remédios sobre a mesa, como se já soubesse que Lucy precisaria deles para aliviar os sintomas da ressaca; estar vestido sem a camisa, sendo que nem ao menos fazia calor naquele dia, pelo contrário, apenas para provocá-la; o sorriso sacana em seu rosto.

Lucy se perguntava o que havia feito de tão ruim para merecer tudo aquilo em sua vida. Os problemas que pareciam sempre rodeá-la; o garoto extremamente irritante e irresistível com quem tinha que dividir o apartamento.

Sentou-se na cadeira a frente de Natsu, ignorando a pergunta do rosado, que continuava sorrindo discretamente.

― Lucy, você realmente me surpreendeu ― disse o garoto, rompendo o silêncio. ― Não sabia que aquele seu lado existia.

― Que lado?

― Amnésia causada pela bebida? É normal. Mas tudo bem, eu refresco sua memória: “Por que seus beijos tem que ser tão viciantes, hein, Natsu?”.

― E-Eu nunca diria algo assim.

De repente Lucy sentiu seu rosto esquentar absurdamente. Ela não se lembrava, mas de certa forma sabia que aquelas palavras eram sim suas. Queria que não fossem, mas eram.

― Disse ainda mais do que isso. ― O rosado olhou para o lado, como se estivesse chateado com algo. ― Droga. Eu deveria ter filmado ou tirado fotos, perdi uma grande chance.

Lucy não sabia se queria ou não se lembrar do que aconteceu. Aquela confusão mental a deixava pior ainda. Se fosse para acabar com suas esperanças de que Natsu mentia, então que isso fosse feito de uma vez!

Mas uma coisa invejava em Natsu naquele momento. Fazia apenas dois dias desde que todo o incidente com Sting ocorrera, mas ele agia como se não tivesse mais importância alguma. Brincava e se divertia como se fosse um fato distante. Ela queria conseguir esquecer as coisas com tanta facilidade.

― Eu não acredito que nada disso tenha acontecido. ― Disse, tentando demonstrar uma falsa confiança em suas palavras.

― Pode não acreditar, mas aconteceu. Não se preocupe eu não te culpo, Lucy ― Natsu se sentou relaxado na cadeira. ― Entendo que deve ser impossível resistir a mim.

Não, não iria de forma alguma aguentar ficar no mesmo aposento que Natsu por nem mais cinco minutos. Levantou-se apressadamente, chamando a atenção do rosado.

― Ei, onde está indo? Foi só brincadeira, Lucy, desculpe. Quer dizer, não a parte de que você me agarrou ontem à noite, mas... ah, você sabe do que eu estou falando.

Percebendo que ela não o ouvia, Natsu se levantou e correu até ela, impedindo-a de abrir a porta. ― Você leva as coisas muito a sério, sabia?

― E você é um idiota, chato e irritante, sabia?!

― Sabia. ― Respondeu, mostrando novamente seu sorriso sacana.

Lucy bufou, olhando para o lado oposto ao rosado. ― Pode me dar licença?

― Pode me dizer aonde vai?

― Isso não é do seu interesse.

― Desde que seu pai me disse para não tirar os olhos de você e considerando sua facilidade para se meter em problemas, sim, isso é do meu interesse.

Ele não iria deixá-la em paz, disso ela tinha certeza.

― Respirar um pouco, ok?! Ficar longe de você, principalmente.

― Quanta hostilidade ― brincou. ― Localização exata, por favor.

― A casa da Levy! ― Lucy respondeu bufando novamente.

Após alguns segundos pensando, Natsu tirou a mão da porta, liberando-a.

― Me ligue quando chegar lá.

― Vai sonhando que eu vou fazer isso.

― É sério, Lucy!

Foi a vez dele bufar. Como aquela garota lhe dava trabalho. Lucy não estava certa, ele não havia se esquecido do que aconteceu, apenas tinha uma forma diferente de lidar com a situação: Procurando não pensar sobre e redobrando a atenção em cima da garota.

***

― Levy-chan, por favor, me diga que eu não fiz isso! ― Implorou Lucy à amiga, após lhe contar o que acontecera na noite anterior, segundo Natsu.

Era cedo, e Levy definitivamente não esperava a visita de ninguém aquele horário, mas mesmo assim acolheu Lucy, que havia chegado eufórica e pedindo por explicações.

― Lu-chan... Eu receio que Natsu não esteja mentindo. Você estava mesmo muito alterada ontem, não duvido que isso tenha acontecido.

Lucy jogou a cabeça para trás, encostando-a no sofá. ― Não, não, não pode ser!

― Se esforce, tente se lembrar de alguma coisa.

Lucy obedeceu. Fechou os olhos e as lembranças surgiram como flashbacks. De repente se lembrou e confirmou que o que o rosado falara não era mentira.

Era como se ainda pudesse sentir cada toque, cada beijo dele. Seus lábios deslizando pela sua pele e a enlouquecendo como apenas um homem já conseguira fazer, justamente o mesmo que tanto a fizera sofrer. O quanto ela ficou decepcionada quando ele parou o que estavam prestes a fazer, e o quanto agradecia por isso após conseguir se lembrar.

― Conseguiu? ― Perguntou Levy. Lucy apenas assentiu com a cabeça, levando as mãos ao rosto.

― Não acredito nisso, Levy-chan. ― Murmurou, decepcionada consigo mesma. ― Talvez... talvez eu devesse me afastar de Natsu.

― O que? Não está falando sério, não é, Lu-chan?

Ela falava sério. Muito sério.

― Eu acho que... que estou começando a me apaixonar por ele, Levy. Você não entende, não quero passar por tudo aquilo de novo, me envolver com alguém que não deveria, que só me fará sofrer. A única solução que vejo é me afastar.

― Não é a melhor solução. Você não pode entrar na vida de alguém e depois simplesmente sair. Já imaginou como ele se sentiria? Não sei se sente o mesmo que você, mas eu sei que o Natsu te considera uma amiga e não ficaria nada feliz com isso. Além do que, ele não é esse tipo de cara, como o que te traiu. É um idiota às vezes, mas não desse tipo.

― Eu não posso arriscar. Não quero arriscar...

― Eu te entendo, está com medo, mas não tome decisões precipitadas, Lu-chan, poderá se arrepender depois.

A loira continuou pensativa. Uma parte de si queria manter distância de Natsu, enquanto a outra queria estar tão próxima a ele que poderiam até mesmo se fundir um com o outro.

Natsu a deixava confusa, causa-lhe sentimentos controversos, tudo ao mesmo tempo. Querer e não querer; poder e não poder. Levy podia ter razão, ele podia não ser aquele tipo de cara, mas correr o risco era algo que estava totalmente fora de cogitação para Lucy. Já sofrera demais uma vez, não queria sofrer novamente. Uma vez já fora o suficiente para aprender a não se meter com pessoas que poderiam lhe causar mais dor do que felicidade.

Apenas ao fim da tarde é que a loira voltou para casa. Quanto mais tempo pudesse ficar longe de Natsu melhor. Precisava de tempo para pensar. Chegou à conclusão de que se afastar realmente não era a melhor coisa a se fazer. O garoto, apesar de tudo, também lhe dava uma sensação de segurança que não sentia com mais ninguém, e ele a ajudara tantas vezes. Apenas iria tomar mais cuidado, se controlar para não fazer nenhuma besteira. E o mais importante: Não iria se aproximar mais de Natsu do que já se aproximara.

Ao chegar ao apartamento, encontrou Natsu assistindo televisão na sala ainda sem camisa. Aquilo a lembrava do primeiro dia dos dois morando juntos. Quando entrou no apartamento pela primeira vez encontrou Natsu da mesma maneira. Já fazia dois meses...

Assim que a viu, o rosado se levantou subitamente, assustado e bravo.

― Esqueceu o celular por acaso? Você não me ligou! Pensei que podia ter sido... sei lá! Encontrada pelo idiota do Sting ou coisa do tipo!

― Por que não ligou para a Levy?

Levy! Havia se esquecido completamente de que também podia ligar para ela para saber se Lucy estava bem. Natsu gaguejou, tentando encontrar palavras para defender seu argumento, porém não encontrou.

― Bem... isso... a Levy... Eu tentei! ― mentiu. ― Mas caia na caixa postal! ― Lucy deu de ombros, sem se importar com o rosado. ― Mudando de assunto, o velhote mandou um email para todos os alunos. Disse que a viagem que iria ocupar o tempo até as obras estarem terminadas foi trocada pelo adiantamento da competição anual entre as salas. Parece que está quase tudo pronto e não vai ser necessário algo tão longo quanto uma viagem para preencher o tempo sem aulas.

― Competição anual entre as salas?

Aquele era o primeiro ano de Lucy naquela escola, portanto não sabia do que se tratava.

O colégio Fairy Tail não era exatamente uma escola comum. Era considerada a melhor do país por causa do seu curso extensivo, dois anos de estudos além do ensino médio comum. Havia uma pré-seleção que selecionava os alunos, portanto apenas os melhores do Japão ― além dos atletas natos, caso de Natsu e Gray ― estudavam ali.

― É uma espécie de competição que acontece todos os anos. Sempre em lugares diferentes, sempre um jogo diferente e sempre um prêmio diferente. A sala vencedora ganha algo que pode variar entre as mais diversas coisas que você imaginar. E vamos ganhar esse ano, com toda certeza! Eu quero o prêmio!

― E qual é o prêmio desse ano? ― Lucy perguntou, curiosa.

― Não sei, ninguém sabe. É segredo do diretor. Mas quero ganhar mesmo assim, é sempre algo bom. A competição será daqui uma semana.

Uma competição entre as salas... A ideia parecia interessante.

***

Uma semana passou rápido. A competição aconteceria em uma pequena floresta nos arredores de Magnólia. Os alunos foram levados até lá em ônibus alugados pela escola, e, no momento, se aqueciam enquanto aguardavam pelo anúncio do diretor sobre qual seria o jogo.

Lucy conversava com Erza. Não havia encontrado Levy no meio da multidão de alunos. Já Natsu passava o tempo papeando com Gray quando a pequena azulada que Lucy procurava apareceu.

― Natsu, preciso falar com você. É sobre a Lucy.

Notas finais
Para deixar vocês ainda mais curiosos e ansiosos: Logo a garota da promessa do Natsu irá aparecer. Como será que nosso lindo rosado irá reagir a isso...?

Quanto à minha demora para postar: Eu ando meio desanimada com fanfics ultimamente, tanto para ler quanto para escrever, entendem? Não ando tendo muito ânimo para isso, como se não tivesse feito muito sentido escrever, e daí não consigo escrever nada.
Vocês tem que me ajudar, pessoal, poxa, são 97 favoritos e nem metade comenta, eu escrevo por vocês, até porque, se escrevesse por mim deixaria os capítulos no computador, não postaria. Quando você expõe algo que fez é porque quer a opinião dos outros, quer que os outros vejam. A fic existe por causa de vocês e preciso saber se estão gostando da estória ou não, quero falar com vocês. Não tem nada a ver com números, podem deixar a opinião pelo ask ( http://ask.fm/GreenTop ), pelo twitter ( https://twitter.com/Raquel_Moriconi ) ou por aqui, mas digam, ok?Por favor. A coisa que mais importa para um autor, a meu ver, são vocês, pelo menos para mim é, então falem comigo, eu não mordo, juro, rs.

Não vou abandonar a fanfic, ok? Não pretendo fazer isso, mas desanima demais ver que tanta gente lê mas muitos não dão a mínima para perder um segundo e deixar um "gostei" ou "não gostei".

Até o próximo o/