Onde Tem Ódio Tem Amor

46 Capítulo Especial A love story


Notas iniciais
Hey o/ E aqui está o especial que eu prometi, pessoal :3 um pouco atrasado, mas ok, kkk. Lembrando que ele é como uma OVA, não tem ligação com os acontecimentos da fanfic. Queria agradecer a todos que comentaram no capítulo anterior. Vocês são incríveis, sério. Muito obrigada!!! Segunda coisa: Eu acho que uma dúvida geral sobre a segunda temporada foi se ela seria postada aqui ou em uma nova história. Vai ser aqui, ok, gente? Nada irá mudar, praticamente. Ela começa assim que eu conseguir escrever o capítulo, o que pode ser semana que vem, ou a próxima... enfim. Capítulo dedicado a Ayuno Dragneel Hearttfilia pela recomendação, e também a Naty e a Klei, que me deram uma grande ajuda com esse especial e sem elas não sei se teria saído, então... obrigada, gente! Capítulo com música, cliquem no link ;) Boa leitura!

O grito estridente do choro de uma criança a acordou. Não qualquer criança. Sua criança. O pequeno e precioso fruto de sua união com Natsu Dragneel. Acordou imediatamente. Talvez fosse seu instinto de mãe protetora que sabia que seu filho não se sentia bem a chamando, dizendo “Ei, levante-se. Ele precisa de você”. Já Natsu, como de costume, continuava dormindo como uma pedra.

Ela virou-se para o lado do rosado, sorrindo por um breve segundo ao vê-lo dormindo. Realmente tinha que cuidar não apenas de uma, mas de duas crianças. Uma era seu marido, de vinte e quatro anos; a outra seu filho, de alguns meses de idade. Encostou a mão nas costas nuas de Natsu e o empurrou de leve, o suficiente para fazê-lo acordar.

― O que foi? ― perguntou o rosado, sem abrir os olhos, a voz calma e as palavras arrastadas.

― Jude. Vá ver o que aconteceu, Natsu. ― pediu.

Após alguns poucos segundos o garoto levantou-se, ainda que muito sonolento. Em se tratando de seu filho, nunca reclamava de ter que acordar no meio da madrugada. Na verdade, vivia dizendo a Lucy que o acordasse quando o menino começasse a chorar, para que ele pudesse socorrê-lo. O pequeno Jude, nome dado em homenagem ao avô materno, era sempre prioridade para Natsu. Seu sono pouco importava, desde que seu filho estivesse bem. Portanto, era sempre ele quem o socorria quando chorava durante a noite. Além do mais, havia sido Lucy a carregar aquele pequeno garoto durante nove meses. Na mentalidade de Natsu, a loira merecia um descanso.

Bagunçou o cabelo para espantar o sono e caminhou lentamente até o quarto ao lado, sendo acompanhado pelo olhar de sua esposa até atravessar a porta. Antigo quarto de Lucy, atual quarto de Jude. Com todo o dinheiro que a loira possuía poderiam ter comprado a melhor casa do país, mas decidiram morar no pequeno apartamento que dividiram quando se conheceram. Dinheiro algum poderia comprar as lembranças criadas naquela casa. Após uma reforma, o local se transformou em um perfeito e aconchegante lar.

Ao entrar no quarto encaminhou-se direto até o berço e apoiou-se de bruços na grade de madeira, observando o pequeno Jude. O bebê ainda chorava, porém seu choro se acalmou consideravelmente ao encontrar os olhos do pai. Natsu sorriu.

― Ei, garoto. O que foi? ― ele estendeu os braços e pegou o filho no colo, com uma das mãos na cabeça de Jude enquanto a outra o segurava firmemente. ― Venha cá.

Com o filho em seus braços caminhou até a janela do quarto, balançando-o com cuidado em tentativas de acalmá-lo. Olhando para as estrelas no colo do pai aos poucos o choro cessou. Olhar para aqueles pontos luminosos no céu sempre o acalmava. O garoto era muito parecido com a mãe naquele aspecto. Talvez o amor pelas estrelas fosse uma característica que estava no sangue da família Heartfilia.

Natsu depositou um beijo carinhoso na nuca do garoto enquanto o observava com os pequenos focados no céu. Era ruivo, assim como o pai e o avô, mesmo que o “ruivo” de Natsu fosse extremamente claro, chegando a um tom rosa. Seu cabelo ralo possuía um tom tão vermelho quanto o de Igneel. Sempre que olhava para o filho lembrava-se do pai, desejando que conseguisse ser ao menos metade do que ele foi em sua função paterna.

Conhecendo o filho como conhecia, mesmo que fizesse apenas alguns meses que Jude viera ao mundo, Natsu sabia que se o colocasse novamente no berço ele voltaria a chorar. Portanto, levou-o consigo até seu quarto quando retornou.

― O que ele tinha? ― perguntou Lucy assim que ouviu o som da porta se abrindo. Sorriu ao ver o pequeno nos braços do marido. Era tão estranho imaginar Natsu como pai, ao mesmo tempo em que a semelhança entre pai e filho não negava seu parentesco. Mas, bem, ela sempre veria Natsu como o garoto irritante que conheceu há cinco anos e que nunca poderia imaginar, naquela época, que se tornaria o pai de seu filho.

― Parece que estava apenas com saudades do papai. ― respondeu, indo sentar-se na cama, ao lado de Lucy. ― Não é, Jude?

Assim que seus olhinhos fitaram a mãe ali, tão próxima dele, Jude esticou o pequeno braço, a fim de tocá-la. O sorriso no rosto de Lucy se alargou ainda mais. Sem demora retribuiu o simples gesto, segurando a mão macia do bebê.

― Parece que não era apenas do papai que ele sentiu saudades.

― Hey, Jude, o que é isso? Está me traindo, é? ― brincou Natsu. ― Só porque é ela quem te dá comida? Você é comprado muito facilmente, sabia?

― Ele é apenas muito inteligente, Natsu. Puxou à mãe. ― Lucy respondeu.

― Não foi só a inteligência que ele herdou de você. A beleza também. Mas essa eu diria que foi meio a meio. ― o garoto disse de modo galanteador, olhando de canto para Lucy. Sua atenção estava dividida entre a esposa e o filho, que agitava-se em seu peito pedindo o colo da mãe.

― Mas o jeito manhoso ele herdou de você. ― a loira rebateu, atendendo ao desejo de Jude e pegando-o nos braços. Ajeitou-se na cama, dividindo com o filho o peito de Natsu, usado como travesseiro.

― Eu te elogio e ganho isso em troca? ― Natsu comentou, fingindo-se irritado. ― Ok, mas não é você que consegue acalmá-lo sempre imediatamente quando ele começa a chorar.

Bem, Lucy não podia negar aquele fato. Aquele estranho jeito que Natsu possuía e o que ele fazia para sempre conseguir fazer o pequeno Jude parar de chorar, independente de qual fosse o problema, eram mistérios para a loira.

― Eu não consigo entender que mágica é essa que você possui. ― disse enquanto ajeitava o pijama azul que o pequeno vestia.

― E continuará sem entender. ― Natsu respondeu, beijando a loira na bochecha e abraçando ao mesmo tempo ela e o filho. ― Esse é um segredo só nosso, certo, Jude?

Lucy sorriu disfarçadamente. Não havia como não sorrir. O filho no colo e Natsu os abraçando daquela maneira protetora traziam a ela lembranças do passado. Ótimas lembranças, por sinal.

― Natsu, você se lembra?

― Me lembro do quê? ― perguntou, confuso.

― Do dia em que eu lhe contei que estava grávida.

O garoto sorriu, também envolto pela lembrança.

― É claro que eu me lembro. Foi um dos melhores dias da minha vida.

1 ano atrás...

― Sério, Lucy, isso é mesmo necessário? Quer dizer, é comum as pessoas comemoraram aniversário de namoro, casamento, ou só aniversário comum, mas comemorar o aniversário da data em que se conheceram? Quem faz isso?

― Sim, é necessário. Exato, ninguém. É uma comemoração só nossa, Natsu. Especialmente nossa. ― a loira se aproximou lentamente do garoto, e, quando estava próxima o bastante dele, envolveu seu pescoço com os braços e ameaçou beijá-lo, apenas para provocar o pobre Natsu. ― Além do mais, nós terminamos tantas vezes que eu não saberia qual data usar. Sendo assim, temos que comemorar a data em que nos conhecemos, já que ainda não somos casados para comemorar um aniversário de casamento.

― Ainda. ― disse o rosado, apertando a cintura de Lucy e aproximando um pouco mais seu rosto do dela. Focou seu olhar no anel de noivado que carregava em sua própria mão por alguns segundos. ― Mas por que não podemos usar a data em que começamos a namorar pela primeira vez?

― Quando ficamos juntos por menos de 24h? Ou quando você me encontrou no aeroporto e logo em seguida já tivemos que nos despedir?

Natsu suspirou, olhando para o teto.

― É, tem razão. Nós somos complicados.

― Complicados como um cubo mágico. ― Lucy sorriu, sendo logo em seguida acompanhada por Natsu. Ah, o cubo mágico... ― Vamos, já está tarde.

A loira afastou-se rapidamente do rosado, deixando-o parado no meio da sala, indignado por não ter ganho o beijo que momentos atrás esperava. Lucy pegou um pequeno cesto de cima da mesa, o qual nem mesmo Natsu sabia o que havia dentro, e o esperou na porta do apartamento.

― Tarde? Mas ainda são 10h. ― Natsu reclamou, caminhando de forma preguiçosa.

― Você só reclama porque queria estar dormindo.

― Queria mesmo. Admito. ― sorriu o rosado enquanto Lucy o olhava de forma acusadora. ― Para onde vamos, afinal?

Lucy sorriu disfarçadamente. Um ar misterioso pairava ao seu redor.

― Ao nosso lugar especial.

O garoto entendeu de imediato o significado daquelas palavras. Havia apenas um lugar como aquele em todo o mundo, e ele o conhecia muito bem.

Saíram do apartamento e desceram as escadas em direção ao carro parado em frente ao prédio. O veículo pertencia a Lucy. Nem em seus melhores sonhos Natsu teria condições de comprar algo como aquilo, o máximo que possuía era uma moto simples comprada com o esforço de seu trabalho. Recusava terminantemente quando a noiva lhe dizia para deixá-la comprar um carro como presente para ele. Seu orgulho não o permitia aceitar. Atitude que na opinião de Lucy era ridícula, mas o respeitava.

O rosado dirigiu até o parque abandonado, aquele lugar que possuía um significado imenso para ambos. Guiou-se por entre as árvores, ao lado de Lucy, até aquele ponto em especial. O local que misteriosamente se mantinha conservado, mesmo que nunca fosse cuidado por ninguém. O mato não crescia, o rio permanecia com suas águas extremamente límpidas e as flores cresciam na medida certa, tornando aquele esconderijo desconhecido um lugar perfeito.

Natsu deixou a cesta no chão e caminhou até a beira do rio. Enquanto ele observava os peixes nadando livremente por ali, Lucy estendia uma grande toalha na grama, colocando sobre ela os alimentos que havia trazido na cesta. Quando terminou, sentou-se na ponta e esperou pelo garoto.

― Esse lugar provoca muitas lembranças. ― comentou, caminhando até a loira e sentando-se ao seu lado com as pernas cruzadas. Logo após pegou um dos pequenos bolinhos e enfiou na boca, percebendo o olhar repreendedor de Lucy por ter comido a sobremesa antes do prato principal. ― Boas e ruins.

― Com certeza, sim. ― concordou, deitando a cabeça no ombro de Natsu e forçando memórias, coisa da qual rapidamente se arrependeu. ― Tudo bem, vamos comer.

O “almoço” preparado por Lucy era apenas alguns sanduíches de sabores variados, os quais foram praticamente devorados por Natsu. O garoto parecia ter um buraco negro no estômago com a quantidade de comida que ingeria. Mesmo sendo algo simples, aquele foi o melhor almoço que o rosado já saboreara em toda sua vida. O motivo de tamanha satisfação viria logo em seguida, acompanhado pela sobremesa.

― Natsu. ― a garota o chamou. ― O que acha de um jogo?

― Jogo, é? ― perguntou sorrindo maliciosamente. Aproximou o rosto do pescoço de Lucy e encostou seus lábios na pele do local, arrancando arrepios involuntários da loira. ― Conte-me mais sobre isso.

― Não é nada do que está pensando, ok? ― disse, empurrando Natsu para afastá-lo. ― Eu te faço perguntas. Se você errar toma um gole de vinho. Se acertar, eu tomo.

O rosado a olhou duvidoso. Aquele jogo parecia muito sem sentido em sua mente.

― Tudo bem. Mas qual a finalidade disso?

― Não há finalidade, é apenas um jogo. ― respondeu, sorrindo de canto. ― Ok. Primeira pergunta: Qual foi a primeira coisa que eu te disse quando nos vimos pela primeira vez?

Natsu fingiu estar pensativo. Moveu o olhar para o céu e sentou-se de forma a apoiar um dos braços no joelho.

― Deixe-me ver... foi “Me passa o endereço da sua cama, gato.”.

― Nem perto. ― a loira respondeu enquanto ria. Natsu sorriu. Sua intenção era unicamente aquela, afinal. Fazer Lucy rir. Um gole de vinho não mataria ninguém, acertaria as próximas.

― Só para constar, isso foi intencional. ― comentou, bebendo um pouco do conteúdo de cor escura colocado em sua taça. ― Próxima.

― Tudo bem. Qual era a cor da camisa que eu vestia no dia em que nos conhecemos?

Aquela era realmente difícil para Natsu. Ainda não prestava demasiada atenção na loira naquela época, portanto não havia como se lembrar da resposta.

― Vermelha? ― chutou, arqueando a sobrancelha esquerda. Lucy sorriu, fazendo-o por um momento pensar que havia acertado. Era óbvio que ele nunca iria acertar. O conhecia bem o suficiente para saber disso.

― Branca. Agora beba. ― o rosado resmungou, sem reclamar, entretanto. ― Próxima: Que música você cantou para mim em um dia quando estávamos no shopping? Você pediu emprestado um violão na loja de instrumentos e acabou por reunir várias pessoas enquanto cantava.

― Eu não sei, já faz quatro anos, Lucy. Não consigo lembrar. ― desistiu de imediato.

― Não vai nem ao menos tentar?

― Não. ― o rosado respondeu, já tomando o gole correspondente àquela pergunta. Acabaria bêbado, daquela maneira.

― Tudo bem.

― Não vai ficar brava comigo por causa desse jogo, vai? ― perguntou preocupado. Para seu alívio Lucy riu.

― Não, eu não vou. Não se preocupe, Natsu. Mas juro que te bato se não acertar a próxima.

― Que venha a próxima então. ― respondeu empolgado, voltando a assumir sua posição anterior, com as pernas cruzadas. Lucy sorriu novamente, vendo-o daquela maneira.

― Qual era a música que tocava quando nos beijamos no baile de formatura?

Natsu voltou novamente seu olhar para o céu. Pensou por um segundo que erraria também aquela pergunta, mas repentinamente as lembranças daquela noite o invadiram. Como esquecê-la? Como esquecer uma das melhores noites que havia vivido? Sorriu, feliz por lembrar-se daquele dia em questão.

― “Just a kiss on your lips in the moonlight. Just a touch of the fire burning so bright”. ― cantou o pequeno trecho enquanto sorria. ― Era “Just a kiss”.

Lucy logo sorriu também. Tinha certeza de que ele se lembraria, caso contrário não teria brincado quando disse que lhe bateria. Pegou a taça e a ergueu, porém parou a meio caminho de sua boca.

― Natsu, temos um problema. ― o rosado a olhou preocupado.

― Que problema?

― Eu não posso beber isso.

― Por que não?

― Última pergunta: Qual o motivo de eu não poder beber esse vinho, ou qualquer outra bebida alcoólica?

Natsu a encarou confuso. Não fazia a mínima ideia de qual seria o motivo. Ela não havia lhe falado sobre nenhuma restrição.

― Eu não sei, Lucy. É algum tipo de dieta estranha ou coisa do-

― Eu estou grávida, Natsu. ― o interrompeu no meio da fala. Natsu parou de falar imediatamente e a encarou atônito.

― Hein?

― Eu estou grávida. ― repetiu com um largo sorriso no rosto, colocando a mão sobre a região do ventre. ― Você vai ser pai.

O rosado permaneceu imóvel. Simplesmente não sabia o que fazer primeiro após sua mente processar aquela informação, o que tomou uns bons segundos. Não sabia se deveria abrir o maior sorriso que já dera na vida, se deveria agarrar Lucy em seus braços e agradecê-la por torná-lo o homem mais feliz do mundo, ou se deveria sair correndo pela rua gritando a todos a novidade, o que era sua vontade no momento.

― Você... Eu... Isso é sério? Sério mesmo? ― perguntou para ter certeza. Lucy assentiu, atenta a toda e qualquer mudança na expressão do garoto. A tal mudança não tardou a vir. No rosto de Natsu um sorriso se formou. A elasticidade de sua pele era a única coisa que o impedia de sorrir ainda mais. Literalmente pulou sobre Lucy, abraçando-a o máximo que pode, derrubando-a na grama. Praticamente gritou em seu ouvido. ― Eu te amo. Eu te amo! EU TE AMO!

― Ei, cuidado. ― comentou, mas realmente não ligava. O que importava era a reação de Natsu. Deu-lhe um demorado beijo no rosto logo após. ― Eu também te amo, meu idiota. E amo essa pequena coisinha aqui que pertence a nós dois.

Natsu se afastou alguns centímetros, colando sua testa na de Lucy.

― Você é a melhor coisa que já aconteceu na minha vida inteira. ― disse sorrindo. ― Eu te amo tanto, Lucy, tanto, que palavras não conseguem suprir a necessidade que eu sinto de te mostrar isso. Eu não conseguiria existir longe de você. Muito obrigado por existir, por fazer parte da minha vida, por aguentar mesmo os meus defeitos, por ter aguentado tudo o que passamos até chegar aqui, e você sabe melhor do que eu que não foram poucas coisas, e muito obrigado por ser a futura mãe do meu filho ou filha.

Àquela altura Lucy já não conseguia deter que algumas gotículas salgadas escorressem por seu rosto. Não poderia estar mais feliz. Virou a cabeça para o lado, enxugando as lágrimas.

― Droga, Natsu. Olhe o que você fez. ― comentou brincando, sorrindo. Fixou o olhar no rosto de Natsu, observando seu sorriso. Aquele sorriso que a fazia ser a pessoa mais feliz do mundo.

1 ano depois...

― Foi o melhor dia da minha vida. ― disse Natsu, enquanto fazia carinho na cabeça do filho, que aos poucos adormecia novamente. As lembranças fizeram as lágrimas voltarem ao rosto de Lucy. Encostou a cabeça no ombro do rosado e sorriu.

― Vocês dois são as coisas mais preciosas que eu tenho. Por favor, nunca vá embora, Natsu.

Ele a olhou preocupado. Beijou-lhe no canto do olho. Ela não precisava nem sequer lhe pedir algo como aquilo, o faria de qualquer forma.

― Está chorando? O que foi, Lucy? É claro que eu nunca irei embora. Você terá que me aguentar até estar bem velhinha. E esse pequenininho aqui irá ter que cuidar de nós dois.

― Não aconteceu nada. ― rapidamente, tomando cuidado para não acordar o pequeno Jude que havia voltado a dormir, enxugou as lágrimas. ― É só... eu amo vocês demais para me imaginar sem tê-los por perto.

― Você não terá que imaginar. Nunca. Eu prometo. ― ele desferiu uma trilha de beijos no rosto de Lucy, da orelha até o canto da boca. Depois voltou sua atenção para o bebê. ― Parece que ele dormiu. Quer que o leve até o quarto?

― Não, está tudo bem. Deixe-o aqui, conosco.

Lucy sorriu novamente. As pessoas sempre lhe disseram que a felicidade possuía forma, mas naquele momento jurou que a viu bem ali, na forma de Natsu e Jude. Eles eram sua felicidade. Não havia Natsu sem Lucy, assim como não havia Lucy sem Natsu. E não havia ambos sem Jude. Aquela era sua forma da felicidade. Simples e complexa ao mesmo tempo. Era apenas disso que necessitava para viver. Contanto que estivesse com eles, estaria bem, e nada a atingiria.

Notas finais
Eeeeentão? :D Tenho um "presente" para vocês, que é esse aqui: http://www.kboing.com.br/playlist/2040196/ Nessa playlist estão todas as músicas usadas em OTOTA até o presente momento. Então, se quiserem relembrar alguma cena, ou sentirem vontade de escutar novamente alguma música, ou até lembrarem da música, mas não saberem o nome e quiserem ver, é só ir ali : ) Vou deixar o link nas notas da história também, para facilitar. É isso. Digam o que acharam do especial, ok? ;) E do pequeno Jude, claro, kkk. Até a segunda temporada o/