Onde Há Morte, Sempre Haverá Morte
3 Conseguimos?
Notas iniciais
Quando me dei conta, havia sido deixada para trás. Gina disparou atrás de Fred, esquecendo-se até da capa.
– Gina! Calma! — Gritei correndo atrás dela.
Em poucos minutos eu a alcancei. Agarrei seu pulso, a impedindo de continuar.
– Me larga. — Ordenou ela.
– Ginerva Weasley. — Falei em tom nervoso. Ela parou de se debater e olhou para mim — Temos que ter calma. Não podemos ser vistas, lembra?
– Meu irmão está prestes a ser morto! — Protestou ela.
– Coloque a capa, ai vamos até lá.
– A capa não está com voce?
Droga, esqueci a capa no quarto.
– Eu deixei lá no... — Falei baixinho, mas fui interrompida.
– Hermione! — Resmungou ela.
– Desculpa! — Falei caminhando de volta ao quarto de Harry. Percebi que Gina não me seguia. Pelo contrario, ela ia em direção ao Fred.
Não sabia o que fazer. Ela era muito teimosa!
Então tive uma ideia.
– Tudo bem, vou voltar para o meu tempo. — Gritei bem alto. Ninguem me deu atenção, estavam ocupados demais. Exceto Gina. Ela me olhou de olhos arregalados.
Então eu comecei a correr em direção ao quarto do Harry. Como previsto, ela me seguia. Era como lidar com uma criança.
– Hermione, por Merlin, não me deixe aqui!
– Desculpa, estou irritada. — Se não estivesse naquela situação, acho que eu até poderia sorrir.
– Voce está blefando! — Gina brecou na minha frente, me desequilibrando.
– Aé? — Disse, pensando em algo. A questão é que eu estava mesmo blefando.
– É.
Ignorei-a e tentei abrir a porta do quarto de Harry. Trancada.
Quem tranca uma porta no meio de uma guerra?!
– Não acredito nisso! — Gina chutou a porta forte.
– Hermione? Gina? — Harry surgiu do alem — O que estão fazendo...?
– A porta está trancada! — Gina tecnicamente berrou.
– Não, não esta. — Harry puxou a porta, na direção contraria da que tentavamos.
– Ah — Corei. Como eu pude ser tão burra?
– Mas o que querem no meu quarto? — Harry estranhou.
– Seu quarto? Não é o meu? — Gina inventou uma desculpa — Nossa, estou tão acustumada a vir aqui que...
– Tudo bem. — Harry a interrompeu, mais vermelho que um pimentão — Temos que voltar a guerra. As ameaças de Voldemort estão cada vez mais... mais...
– Tem razão. — Gina o beijou e ele se foi — Por pouco — ela disse baixinho.
Entramos no quarto e pegamos a capa.
– Hermione — A voz de Gina soou fraca — Olha. — Ela apontou através da capa, em direção a Fred. Ele estava tentando acordar uma garota que estava no chão. Ou aquele seria George?
A questão é que, atrás dele, um comensal imenso apontava a varinha para ele.
– Tem certeza de que aquele é Fred? — Perguntei, duvidosa.
– Aquele é o George. — O desespero na voz de Gina era de estremecer.
– Mas... — Estava completamente confusa. Se aquele era George, aonde estava Fred?
E por que não era Fred que estava em apuros?
– Não entendo mais nada! — Gina passou a mão pelos cabelos.
– Bem, Gina, no futuro George acaba vivo, não é? Então vamos atrás de Fred.
– Tem razão — Ela suspirou, a tensão ainda sobre o seu corpo — Vamos.
Adentramos a guerra, invisiveis. Procuravamos Fred por toda parte. Ora ou outra, Gina olhava para George. O Cara robusto não estava mais atrás dele.
Pelo que parece, o comensal havia sido chamado por outro comensal. O seguimos.
– Idiota. — O Comensal superior murmurrou para o comensal que persseguia George — Não é esse ruivo. É o irmão dele.
– Qual dos? — O Comensal que seguia George sussurrou, irritado.
O superior lançou-lhe um olhar zangado e apontou para certo ponto. O que estava seguia George caminhou até onde foi mandado e sorriu ao ver seu alvo.
Que por sinal, eu ainda não havia enchergado.
– Não vejo Fred. — Gina leu meus pensamentos.
– Nem eu. — Concordei.
– AVADA... — Começou ele, ainda com o sorriso nos labios.
– ONDE ESTÁ FRED?! — Gina se descontrolou.
De repente Fred pulou em cima do comensal, interrompendo o feitiço.
– Não com o meu irmão. — Fred deu um soco no rosto do cara, tirando-lhe o sorriso.
– Ora seu... — Disse ele sacando a varinha.
– O que vamos fazer?! — Perguntei, sem ideias, deseperada.
– Isso. — Gina saiu da capa e empurrou Fred para o lado. Tão de pressa que os dois ficaram desorientados. Tão rapida quanto foi, ela voltou para de baixo da capa.
Fred, ainda confuso, deu um soco na barriga do comensal e desapareceu na guerra. O comensal se levantou, raivoso. Ainda com sua varinha na mão. "Onde havera morte sempre haverá morte."
– Conseguimos. — Gina sorriu — Vamos embora.
Comecei a dar as voltas no vira-tempo, ressentida.
Talvez não tivéssemos consseguimos
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