Onde É Que Fica Nárnia?!

6 Capítulo 6 - Bem recebida?


Notas iniciais
Fiquei meio inspirada e resolvi postar logo outro cap hoje.
Espero que gostem,e apreciaria muito sugestões e críticas

Eu subo nas escadas e dou uma desamarrotada nas roupas. Olho pra Bicudo,que me dá um olhar de encorajamento,suspiro e bato na portinha a minha frente.


Uma senhora bem baixinha e rechonchuda (uma anã), com um ar simpático abre a porta. Provavelmente a mulher de Noriak .Uso o meu melhor sorriso e falo:

— Senhora Noriak?

— Sim — ela responde sem prestar muita atenção. Quando finalmente ela repara que eu sou diferente ela exclama: — Oh!Por Aslam!Querida, você é a cara da nossa rainha!



Eu não entendo bem o que ela quer dizer com isso. Provavelmente ela se refira as semelhanças pelo fato de sermos humanas.Mas eu tento não fazer nenhuma pergunta logo de cara,então apenas faço uma pequena reverencia e digo:

— Sou Melissa Candlewhere, muito prazer. Preciso da ajuda de seu esposo,se não for muito incômodo.

— Imagine! — ela responde — Pra uma Filha de Eva, qualquer coisa! Entre!A casa é um pouco pequena, mas sempre cabe mais um.


Ela nem sequer enxergou Bicudo bem ao meu lado, mas eu pedi pra antes me despedir dele, e foi quando ela finalmente o percebeu.

— Olá Bicudo! Desculpe, nem o vi. Não é todo dia que uma menina vem à sua porta pedindo ajuda,não é mesmo?

—Absolutamente não — responde Bicudo com um aceno de cabeça.

—Eu vou chamar Noriak enquanto vocês se despedem esta bem?— diz ela pra mim — E manda um abraço pra Branca e pras crianças. — ela diz a Bicudo.

— Pode deixar — responde ele.

Ela se vai, nos deixando a sós. Ele me dá o que eu presumo ser um sorriso de águia e eu digo:

— Se eu não tivesse tanto medo de suas garras, eu até te daria uma abraço — digo brincando. Ele ri (eu acho) e eu continuo — Muito obrigado Bicudo.Por tudo.Se não fosse por sua ajuda,eu provavelmente ainda estaria na beira do lago,discutindo com Dâmara sobre o que é e o que não é real.

— É um prazer milady — ele responde — Se precisar, basta mandar me chamar.

Faço uma reverencia caprichada e ele se vai. É quando eu ouço a discussão que vem de dentro da casinha:

— Eu não tenho de fazer coisa nenhuma mulher, não me amole!— ouço uma voz rouca masculina dizer, e, presumindo que seja Noriak, isso não é um bom sinal.

— Silt Noriak, eu vou abrir a porta, e quando essa garotinha entrar, eu quero você com um belo sorriso no rosto ouviu?— ouço sua mulher dizer

— Se não o que? —Noriak responde.

Eu não escuto a Srª Noriak dizer nada. Mas quando a porta se abre,e eu vejo um anão com cara de vencido me cumprimentar,eu sei que o que quer que ela tenha feito ,deu certo.

— Pode entrar criança — diz o anão mal-humorado

— Obrigado — eu digo, sem graça.

Eu realmente não sou uma garota muito alta, mas essa casa me fez sentir um gigante. Tudo era feito em medidas menores do que o normal: cadeiras,a mesa, os vasinhos de flores... Tudo.

Sento-me numa cadeira perto da janelinha, e começo a explicar tudo que aconteceu resumidamente. Ao final da história, Noriak olha pra mim com cara de” tanto faz “ e me diz:

— E o que eu tenho a ver com tudo isto?

— Pelo que eu soube, o senhor trabalhou no castelo e sabe chegar até lá.E também,soube que o senhor é um guarda excelente . — disse, na tentativa de fazê-lo se orgulhar e querer me ajudar.

Ele pensa,cogita, fica tamborilando os dedos na poltrona, e diz:

— Não.

—Não?! — eu digo incrédula

— É surda por acaso? — ele responde

— Noriak! — repreende sua esposa

— Não, tudo bem — eu digo — Eu aprendi que não se pode ter tudo desde bem cedo. E pensando bem,eu nem tenho realmente pra quem voltar.Acho que posso encontrar outro jeito. Ou morrer tentando. Srª Noriak,muito obrigada por sua gentileza.Adeus.

Saio decidida a nunca mais pisar os pés naquela casinha outra vez. A vontade de chorar é eminente, mas seguro as lágrimas, assim como seguro a vontade de correr. Paro a alguns metros da casa,sem saber onde ir.Na verdade eu não sei bem nem de qual direção eu vim. Quando estou para escolher uma trilha aleatoriamente, ouço Noriak gritando:

— Espere, não vá, eu te levo até lá.

Mesmo assim eu não me viro, e começo a caminhar na trilha a minha frente. Ouço mais um grito,só que mais próximo dessa vez:

— Se for por ai tudo que vai conseguir é se perder!

Aos poucos, eu paro. O anão me alcança e me olha nos olhos,dizendo:

— Eu também não tive as coisas facilmente.

— E eu não quero que o senhor me ajude apenas porque sua esposa o ameaçou — retruco zangada.

— Não me custa nada te ajudar — responde ele— Alguns considerariam uma honra.

— Certo — digo estendendo minha mão a ele, que estranha — Temos um acordo?

— Um acordo, sim — responde me dando as costas e voltando em direção da casinha.

Notas finais
Não estou conseguindo carregar o link da imagem,mas se quiserem ver eis o link

http://www.essaseoutras.xpg.com.br/wp-content/uploads/2012/09/casa-na-arvore-crianca-12.jpg

Eu não sei se repararam,mas eu tento usar bastante a linguagem culta nessa história,sem gírias ou coisas do tipo.Normalmente eu usaria,mas a personagem principal é de 1936.