Ondas Sigilosas
2 Recordações
Notas iniciais
Eu cresci com meus pais adotivos Clarice e Billy, tive uma infância muito feliz, minha mãe dizia que eu era um milagre e que eu vim do mar, isso mesmo do mar. Minha mãe era bióloga marinha e meu pai pescador, foi assim que eles se conheceram, minha mãe na época estava fazendo uma pesquisa, analisando os corais da costa de Malibu. E no fim daquela tarde na costa, ela avistou uma coisa, quando se aproximou viu um material estranho semelhante a uma manta, dentro dela havia um bebê, e também um pequena plaqueta escrita "Peter Summers".
Minha mãe nunca me disse oque houve naquela tarde logo após me achar na costa, a única coisa que ela me contou é que largou a pesquisa, e se tornou representante administrativa de uma organização.
Um dia nós tivemos uma discussão feia, eu me lembro que havia pedido pra ela para fazer natação, havia questionado o motivo dela não revelar oque houve naquela tarde que me achou na costa, ela não respondeu minhas perguntas e disse que nunca iria permitir que eu fizesse aulas de natação, enquanto eu estivesse sobre seus cuidados.
Foi então naquela noite que eu decidi fugir de casa, eu pulei a janela do meu quarto, caminhei sobre as telhas, até o lado lateral da casa, escalei pra baixo sobre as raízes da cerca de plantas que havia envolta da casa.
Sozinho nas ruas de uma imensa Cidade praiana, eu caminhava naquela noite escura, sem ter pra onde ir, e a quem recorrer. Foi quando um homem me abordou, ele me disse que poderia me ajudar, eu respondi dizendo que não precisava de ajuda, ele insistiu e disse que era um amigo. Eu disse que não o conhecia ele se aproximou, e eu pude ver sua aparência, era um homem jovem alto, estava coberto de cicatrizes, todo molhado, andava estranhamente, segurava uma bengala torta e seu rosto estava escondido por um capuz.
Esse homem me disse que eu haveria de ser alguém muito importante e estava prestes a dizer algo mais, quando minha mãe chegou aflita, quando viu o homem, gelou na hora sua pele parecia neve de tão branca, ela nem piscava quando retomou a si, me agarrou pelo braço com intenção de me levar de volta, eu resisti quando me soltei consegui sair correndo.
Arranjei abrigo em baixo de uma ponte, passei a noite tentando entender o motivo de tamanha surpresa, se podemos chamar assim, a reação que mamãe teve ao ver aquele homem.
Anos passaram, eu cresci arduamente, mudando de hora em hora, e lutando para me virar, eu já era um adulto quando me dei conta que o tempo passou rápido demais.
Numa manhã, fui abordado por uma figura estranha, um velho senhor de idade a procura de algo ele se aproximou e disse que precisava conversar. Eu disse que eu não ia conversar com ele porque eu não o conhecia, ele disse que era um amigo e que isso era tudo oque eu precisava saber até agora, eu o reconheci na hora em que disse isso. Mas como ele me achou? Perguntei a ele, e resposta era simples segundo ele. disse que eu não estava pronto e que agora eu estou, ele disse também que minha mãe estava doente e que eu precisava voltar. Eu não confiava nele mas algo me dizia que era verdade.
Eu peguei um endereço dado por ele, e fui até a casa, era uma casa imensa, num bairro excelente, será que ele se enganou? Foi oque eu pensei. Mas resolvi continuar, chegando na casa, eu toquei a campainha e ninguém atendeu, foi quando eu me lembrei que minha mãe tinha o costume de deixar a chave em baixo do vaso de planta em frente a casa, e foi exatamente lá que estava.
Entrando na casa, chamei por alguém várias vezes, até que um ruído veio em direção a um cômodo, eu fui em direção a ele, e um homem apareceu, ele disse que eu não devia estar ali e que ia chamar a polícia, eu disse que eu era o Peter, quando eu disse isso, uma senhora veio de outro cômodo e disse , Peter? Era minha mãe, eu respondi dizendo mamãe. E nós abraçamos.
Passamos a tarde conversando e botando o assunto em dia, ela me disse que assim que fugi ela me procurou sem cessar, que acabou ficando doente, disse também que havia ficado rica, e quando perguntei como essa mudança repentina de vida, ela segurou minhas mãos e quando ia me responder, ela caiu sobre a cama que estava sentada e morreu.
Fale com o autor