Notas iniciais
Mas um capitulo pra vocês, gente espero que estejam gostando, e começa a aventura :) PS: merida sua linda obrigadaaaa, fiquei muito feliz com a recomendação, eu amei, obridaga, esse capitulo pertence a você!!1

A pequena Cath estava paralisada na cama, com olhar vidrado no livro que a senhora tinha nas mãos.

– eles, eles...- seu olhos estavam marejados. – com elas...

– sinto muito, mas sim – a senhora concordou com pesar. – quer que eu pare?

Ela concordou de leve.

A senhora fechou o livro e sorriu.

– não se preocupe querida, está tudo bem, boa noite.

Ela foi em direção a porta.

– minha senhora? – chamou uma voz fraquinha – espere.

– o que?

– poderia continuar?

Ela sabia que a menina não era de recusar um desafio só por que a amedrontava. Ela voltou ao seu lugar, demorou um pouco mas achou a pagina em que estava.

“ fechei os olhos com força enquanto Joshua me carregava para fora, aquilo era completamente errado e antiético, mas eu não estava ligando naquele momento, a única coisa que eu queria era sair daqui, e não ver os corpos mutilados de minhas damas.

Senti meu corpo ser colocado na escada, e aquela droga de espartilho não me deixava respirar.

– Princesa olhe para mim – senti as mãos dele no meu rosto – olho para mim.

Abri os olhos e encarei aqueles olhos azuis, aqueles profundos olhos azuis, e de repente eu me esqueci de tudo, só existia aqueles olhos.

– eu jurei ao Rei que você voltaria viva e você vai voltar viva tudo bem? – ele estava me olhando serio – vou cuidar de você.

Concordei com a cabeça, havia fogo, fumaça e guardas para todo o lado, um deles trouxe uma taça com água.

– Comandante – Joshua chamou um velho corpulento – o barco ainda está atracado? Precisamos voltar, eles não conseguiram a princesa significa que vão voltar!

– ele se foi assim que terminou de descarregar as coisas – o velho estava me olhando – podemos enviar uma carta ao rei, mas...

– vai demorar dias – ele completou – não podemos esperar, eles vão voltar, temos muitas baixas, não podemos esperar.

– que o senhor vai fazer?

Ele virou na minha direção, eu me sentia tão exposta, me arrependi de imediato por colocar aquele vestido, eu me sentia tão vulnerável.

Acho que General Joshua percebeu que eu não me sentia bem, ele tirou o casaco vermelho e colocou em cima de mim.

– preste atenção – Joshua chamou os soldados- Não temos condições de defende-la caso aconteça um segundo ataque, então vamos ter que ser mais espertos que eles.

– o que vamos fazer General?

– Vamos ficar aqui, fingir que a princesa está ainda está aqui quero barreiras de proteção, vigias, trocas de turnos usem todo o arsenal... – ele parou um instante — e eu vou levar a princesa de volta a capital, de cavalo.

– senhor... – o comandante se aproximou — mas isso vai levar dias.

– vai levar dias até mandarmos uma mensagem até o rei, nesse meio tempo estaremos mortos, isso é indiscutível preparem meu cavalo.

– senhor acho que precisaremos do senhor aqui , mande um soldado.

Levei um susto no momento que Joshua pegou seu comandante pela lapela.

– você quer que eu coloque a vida da princesa e da Inglaterra nas mãos de um simples soldado? – ele gritou e fiquei assustada – eu dei minha palavra ao rei que ela ficaria bem, então eu vou entrega-la um pouco melhor do que a trouxe, ouviu?

– sim senhor -ele abaixou a cabeça – entendido.

– pegue o meu cavalo.

Me levantei devagar arrumando o casaco sobre meus ombros.

– eu quero ir para casa – minha voz saiu num sussurro.

– tudo bem majestade, mas devo alertar que os próximos dias não serão os mais confortáveis, mas pelo menos prometo que estará segura.

– tudo bem – tentei sorrir.

Mas logo se murchou, a imagem do que acontecera agora pouco grudou em minha mente, me lembrando do que a guerra trazia, como eles podiam fazer isso? Por uma simples ditada ofensa matar três jovens inocentes?

O General arrumou pouca coisa no cavalo, segundo ele o que iriamos precisar pegaríamos no caminho, e não podíamos levar muita coisa pois isso pesaria e nos tornaria mais lentos, ele preparou um corcel para mim, ele era lindo da cor marrom, tive muita dificuldade para subir, nunca havia subido num cavalo, aprendi desde pequena que uma princesa nunca deveria andar a cavalo, que uma dama anda de carruagem, mas essa com certeza era uma exceção.

Havia uma corda que ia do meu cavalo ao dele, Joshua subiu no cavalo e começou a cavalgar, segurei firme nas rédeas e estava morrendo de medo de cair, estava amanhecendo a coisas batiam em mim, eu queria gritar, dizer que queria parar, e que eu queria sair, mas me mantive em silencio, era para minha própria segurança e dificultar a vida de Joshua não me ajudaria em nada.

Vi o dia amanhecer e o sol já estava bem em cima das nossas cabeças quando Joshua resolveu parar, não conseguia senti minhas pernas e todo meu corpo doía.

Ele desceu do cavalo e veio me ajudar a descer, corei quando ele me pegou pela cintura colocando-me no chão, meu pé vacilou e me apoiei em seus braços para me firmar.

– perdão – me afastei.

– princesa sei que pode parecer inapropriado mais teremos que mudar algumas coisas.

– que tipo de coisa?

– primeiramente suas joias, vou precisar delas – ele pegou meu braço tirando meu bracelete e meus anéis – vou vendê-las, assim poderemos ter um quarto e roupas novas.

– como assim roupas novas? – olhei para meu vestido, foi quando notei que a barra estava toda suja de sangue, senti vontade de vomitar – sim, roupas novas.

– é e para todos os casos, somos casados.

Quase me engasguei. Ele me encarava serio.

– eles não vão respeitar você se estiver viajando com um homem que não for seu marido.

Me senti totalmente envergonhada por pensar que seria outra coisa.

– eu preciso cuidar disso sozinho.

– disso o que?

– essa aldeia tem uma espécie de mercado negro, preciso ir sozinho, não posso deixar que vejam você.

– tudo bem – concordei.

– preciso do seu colar – ele apontou para meu pescoço. – e do diadema.

– não posso – toquei o pingente – foi da minha mãe

Ele parou um instante.

– então o guarde, não deixe que o vejam.

Retirei a fita, e tirei o diadema, entregando a ele.

– e se não for pedir muito eu preciso do meu casaco, vou troca-lo por algo menos chamativo.

Peguei o casaco e entreguei para ele, dando adeus a seu cheiro.

Joshua saiu, entrando no vilarejo e eu fiquei escondida no meio da floresta, era terrível a espera, eu estava cansada, com fome e morrendo de medo, parecia que o tempo não passava, e qualquer coisa que entrava na cidade me assustava.

– princesa?

Me assustei na hora, ele estava com uma roupa diferente, usava uma calça marrom que parecia gasta e uma blusa que parecia farrapos, só as botas continuam as mesmas, isso porque já estavam completamente sujas.

– trouxe uma roupa mas apropriada – ele me entregou um vestido.

E era horroroso, parecia ser feito com um tecido grosseiro e estava sujo.

– não posso usar isso – reclamei.

– princesa, sinto lhe informar que é isso que se usa nos vilarejos e temos que passar despercebidos.

– preciso de uma ajuda – me virei — tire o espartilho.

– ha...acho melhor arrumar uma estalagem – ele estava gaguejando – pelo amor de deus estamos numa floresta.

– quer que eu apareça numa estalagem com o vestido rico e sujo sangue? O povo mata nós dois – falei – vamos, é só afrouxa e não se atreva a olhar.

Ela demorou um tempo absurdo para conseguir afrouxar os cordões, e depois saiu de perto, troquei meu vestido favorito por aquele grosseiro e sujo, me dava nojo, porém 25 minutos depois, eu estava pronta.

– pronto – suspirei – esse vestido me da coceira.

Foi quando notei que ele estava me encarando.

– que foi?

– falta uma coisa – ele aproximou envolvendo meu rosto.

Fechei os olhos sentindo algo cair sobre meus ombros, e depois suas mãos sobre minha cabeça e meu cabelo cair livre sem o coque.

Abri os olhos havia uma capa branca com detalhes azuis, ela vinha com um capuz que ficara perfeito sobre meus cabelos.

– pequei o casaco, então a senhora precisava de algo para aquecer.

– obrigada – sorri – me chame de Cath, afinal sou sua esposa.

– venha Cath – ele pegou as rédeas dos cavalos – temos que nos apressar, não podemos ficar muito tempo em um único lugar.”

Notas finais
o que estão achando???