Once upon a time...

1 Past in the past...


Estados Unidos. Nova Iorque.
Dezembro, 2001.

ANNA POV
Acordo ainda com a luz do luar e a caminho do quarto dos meus pais, vejo que lá fora está nevando. Corro em direção ao quarto de Elsa que está dormindo tranquilamente, e a chamo. – Elsa. Psiu. – sem nenhuma resposta subo em cima da cama e de Elsa e a balanço fortemente – Acorde, acorde, acorde. – então a mesma se move abrindo os olhos lentamente – Anna volte a dormir. – diz-me com a voz ainda embriagada – Eu não consigo, o céu acordou então eu acordei. Ande, temos que brincar juntas. – eu a digo que logo me empurra para fora de sua cama me fazendo cair no chão – Vá brincar sozinha. – após alguns minutos logo subo em cima da cama novamente, abro os olhos de Elsa com os dedos a obrigando me olhar – Elsa, você quer brincar na neve? – lhe falo como se estivesse cantando, a mesma abre os olhos por conta própria e sorri para mim se levantando. Arrumamo-nos com roupas quentes e saímos em direção às portas da grande casa. Já brincávamos há algum tempo, Elsa acaba acertando uma das bolas de neve em uma árvore e faz cair toda neve em cima de mim e logo após só lembro-me do frio e da escuridão.

ELSA POV
Anna me acorda ainda na madrugada gelada de Nova Iorque pedindo-me para brincarmos. Depois de um longo tempo me pedindo ela me convenceu e fomos juntas brincar na neve que estava caindo lá fora. Em um pequeno acidente, acerto uma das bolinhas de neve nas arvores ao redor fazendo com que todas caíssem sobre Anna. Entro em pânico e chamo meus pais que vão comigo tentar desenterra-la e quando a achamos ela ainda tinha pulsação, mas estava pálida e muito fria como se estivesse... morta. Não pode ser eu matei minha irmã. Fomos imediatamente para um hospital mais próximo onde médicos a conectaram umas muitas máquinas e colocaram canos em seu nariz e logo nos pediram para sairmos da sala. Então embora esperando o dia seguinte para visita-la. Eu não consegui dormir com medo de ter matado Anna, eu nunca me perdoaria e como me deixei levar por uma canção boba que a mesma inventou para me fazer cair em suas palhaçadas. Chegando ao hospital o médico logo nos encontrou – Senhor e Sra. Arendelle, por favor, sentem-se. – Joseph e Diana, conhecido por mim como pais, sentaram-se e mamãe pegou-me no colo para que todos ouvissem o que ele tinha a dizer– Elsa, você e sua irmã foram corajosas em sair naquela madrugada para brincar. – ele disse olhando diretamente em meus olhos e fez uma breve pausa olhando para meus pais e continuou – Infelizmente a força com que a neve e os galhos pesados das árvores caíram sobre Anna prejudicou as lembranças presentes nesses últimos dias. Ela ainda vai ter lembranças do dia do acidente, mas ainda lhe faltarão partes e momentos vividos naquele instante. – eu estava perplexa, eu fiz minha irmã perder metade de sua memória por apenas uma brincadeira em um dia de neve.– Ela ainda precisa ficar no hospital por mais quinze dias para que tenhamos certeza de que Anna vai voltar saudável e sem nenhum outro risco para casa e sugiro que não a visitem para que não a façam sentir uma emoção muito grande. Anna é uma menina frágil, porem pode ser forte quando necessário, ela ficará bem.– isso me deixou tranquila "ela ficará bem".

Estados Unidos. Nova Iorque
Janeiro, 2002.

O natal tinha se passado e ano novo também, a família estava completa, só faltou ela. No dia primeiro do ano, meus pais me chamaram em um canto para conversarmos sobre a volta de Anna que ocorreria no dia seguinte – Querida, queremos que você se distancie de sua irmã. – papai foi curto e digamos grosso – Como? – perguntei para ter certeza do que tinha ouvido – Elsa, eu sei que vai ser difícil pra você, mas eu sei que você quer o bem de sua irmã assim como nós queremos o seu também. Vai ser difícil para todos aqui, mas precisamos fazer isso para nos asseguramos de que Anna não se lembrará do acidente. – eu estava sem reação, eu teria que praticamente ir embora de sua vida por uma coisa acidental que tinha feito infelizmente eu concordei, eu queria vê-la feliz e se isso quer dizer sumir de sua vida eu faria – Tudo bem, o que vamos fazer? – depois disso não ouvi mais nada, tentava imaginar minha vida sem Anna ao meu lado o que iria fazer?

Estados Unidos. Nova Iorque
Março, 2002.

ANNA POV
Quando eu e Elsa éramos menores eu cantava a ela uma música chamada "você quer brincar na neve?" a música era simplesmente isso e eu sempre a convencia de brincarmos na neve lá fora. E então nesse um ano que estava em casa pude escrever um verso completo para a música e sempre cantava para Elsa que mesmo assim permanecia em seu quarto. Esse dia seria diferente, fui em direção a porta de seu quarto– Elsa – então bati cinco vezes em sua porta e comecei a cantar – Você quer brincar na neve? / Um boneco quer fazer? / Você podia me ouvir / E a porta abrir / Eu quero só te ver /Nós éramos amigas / De coração / Mais isso acabou também – dei uma pausa rápida e olhei pela fechadura então continuei Você quer brincar na neve? / – coloquei meus lábios na fechadura e cantarolei o ultimo trecho esperando que ela saísse – Não tem que ser com um boneco –e ntão ela simplesmente disse-me – Vai embora Anna – fiquei triste com isso esperava que hoje ela saísse e ainda cantando terminei – Tudo bem. – virei-me e fui embora.

Estados Unidos. Nova Iorque
Outubro, 2006.

Anos passaram-se e Elsa estava completando dez anos. Eu tinha escrito outros trechos da música nesses anos que não nos vimos e sempre os cantava, mas ela nunca aparecia. Eu sempre quis entender o motivo pela qual Elsa afastou-se de mim, mas ninguém nunca me explicava nem mesmo meus pais. Fui a sua porta quando deu meia noite do dia quinze de outubro, bati em sua porta – Elsa, parabéns. Desejo para você toda a felicidade do mundo e que Deus ilumine todo seu caminho. Espero que hoje você saia para que eu possa finalmente lhe abraçar e entregar seu presente de aniversário. Eu te amo. – ela não me abriu a porta e eu esperei por horas, podia estar dormindo. Nesse mesmo dia perto das quatro da tarde fui ao seu quarto – Elsa – dei cinco batidas na porta e cantarolei outra parte da música que tinha escrito – Você quer brincar na neve? – então sai descendo as escadas para o andar de baixo – De alguma coisa que eu não sei / Faz tempo que eu não vejo mais ninguém / Até com os quadros da parede já falei / "Firme ai John!" / É meio solitário / Tão vazio assim / Só vendo o relógio andar / Click Clock Click Clock Click Clock Click Clock – eu sabia que ela não me abriria à porta então não ousei subir novamente e cantar na sua porta.

Estados Unidos. Nova Iorque
Outubro, 2012.

Hoje seria o dia que em meus pais iriam para uma viajem de barco para o outro lado do país, estavam ansiosos e só voltariam daqui a duas semanas. Corri rapidamente para o quarto de Elsa, mas passei reto porque sabia que se batesse ela não me abriria à porta. Fui correndo para os braços de meus pais, abracei-os – Vejo vocês em duas semanas. – ambos sorriram e concordaram com a cabeça.

POV ELSA
Eu passei anos ouvindo Anna cantar todos os dias em minha porta do quarto, ela sempre variava a música e tentava cantar em ritmos diferentes o que ficava sempre engraçado. Quando meus pais pediram-me para me afastar eu decidi me isolar no quarto para que não esbarrasse nela enquanto passeava pela casa. Meus pais estavam partindo para uma viajem pela qual nem sabia quando voltariam ou para onde iriam, vi Anna os abraçando e senti tanta vontade de ir também. Ela estava tão grande, a ultima vez que nos vimos ela tinha apenas quatro anos e hoje deve ter quinze. Os abracei e disse – Vocês têm mesmo que ir? – papai sorriu-me – Você ficará bem, Elsa. – então voltei para o quarto e vi o carro partir a minutos depois, provavelmente com Anna dentro.

Estados Unidos. Nova Iorque
Abril, 2013.

POV ANNA
Já se faziam mais de seis meses e meus pais não tinham voltado. Estávamos todos preocupados então um policial acompanhado de outros dois sujeitos pediram permissão para entrar eu apenas assenti – Em que posso ajuda-los? – perguntei querendo saber o porquê de um juiz e dois policiais estariam na minha casa – Necessitamos falar com a filha mais velha, Elsa. – ele disse-me e então lembrei-me dela lá em seu quatro a anos – Elsa está em seu quarto e queiram acreditar ela não irá sair pra conversar. – assim que eu disse o outro policial disse-me ignorante – Sua irmã precisa saber que agora é a nova herdeira da família, já que seus pais estão mortos. – ele disse-me e eu não consegui raciocinar direito, Joseph e Diana mortos? – O barco que os viajantes estavam, incluindo seus pais, afundou. – disse o policial com mais calma desta vez. Então o juiz se pronunciou – Precisamos que você e sua irmã estejam amanhã nesse local, é importante, faça-a ir. – o juiz disse e entregou um papel com um local indicado. Como eu faria Elsa ir? Fui até seu quarto e lhe contei da morte de nossos pais mesmo ela me ignorando. Eu a ouvi chorar e então lhe passei o papel por debaixo da porta e a disse que éramos obrigadas a ir, pois ela seria a nova herdeira.

No dia seguinte, logo pela manhã.

– Anna?– abro os olhos, mas permaneço em silêncio então batem na porta– Anna. – dessa vez falam mais alto então decido responder – Huh. Sim. Sim? – Desculpe acordá-la. – Não, não, não, não você não me acordou. Estou acordada a horas [ronco] Quem é? – Uh, ainda sou eu senhorita. Os portões serão abertos em breve, a senhorita tem que ficar pronta. – Claro... Pronta para que? – Ir ao Juiz para passarem a herança para seu nome e ao de Elsa – Herdeira. OH MEU DEUS, IREI VÊ-LA. – corri para tomar banho e fazer a higienes matinais, arrumei-me e sai cantarolando pela casa. Não a encontrei no caminho e acho que ela não queria me encontrar também, então fui em direção ao estacionamento e um dos motoristas me levou ao local indicado no papel. Estávamos chegando e quando entrei vi Elsa de pé perante o juiz, ela ainda era aquela garotinha que vi anos atrás. Eu nunca mais tinha a visto, ela tinha cabelos brancos que me lembravam neve. Neve, do dia do meu suposto acidente. Os tinha trancados e faziam um coque perfeito em sua cabeça, usava roupas sociais assim como eu. Ficamos afastadas até que o juiz fez um sinal para mim ir obrigatoriamente ao lado dela e sem opção fui calmamente. Coloquei duas mechas de cabelo que caíram sobre meus olhos para trás até que ela toma iniciativa – Olá – ela diz-me e logo após olha para mim – Oi, eu? Sério? Huh, oi. – eu estava literalmente nervosa e era bem notável isso – Você está linda. – Obrigada, você está lindíssima. Não lindíssima de pouco linda você está maravilhosa. – eu disse ainda nervosa – Obrigada! – ela me disse e então se deu inicio ao caso.