Notas iniciais
Novo capítulo aí gente!!!! Espero que gostem & boa leitura ;)

Não sei quanto tempo fiquei ali, talvez um minuto, ou dois… só sei que me pareceu uma eternidade, nos braços de alguém completamente desconhecido.

Finalmente, ele/ela abriu os braços, deixando-me ver alguma luz branca que foi ganhando cor. Eu estava muito atordoada, tinha os joelhos a arder e quando olhei, estavam completamente ensanguentados e doíam muito. O líquido vermelho tinha-se espalhado pela neve Procurei em volta, apalpando a neve, procurando o meu cachecol, quando ouvi uma voz doce e muito familiar:

—Estás à procura disto?

EU NEM PODIA ACREDITAR!!!!!!!!!!!!! Era ele, era realmente ele, o Jared Gilmore! O Henry Mills estava à minha frente, a segurar no meu cachecol dos Hufflepuff, depois de me salvar de ser atropelada em plena cidade de Nova Iorque!

—S… sim, é meu… — mas o que é que eu digo!?!?!?!?

Ele colocou-o à volta do meu pescoço, como se me conhecesse há anos…

—Obrigada por me teres salvo Henry… quero dizer Jered, desculpa – IDIOTA, pensei eu sobre mim mesma.

—Hahaha não faz mal, já estou habituado. Mas também estou habituado a saber o nome das pessoas a quem salvo a vida – disse ele com um sorriso na cara, enquanto se levantava e sacudia a neve das calças.

—Anastasia… Castle… Anastasia Castle! – informei eu, enquanto ele me estendia a mão para me ajudar a levantar.

E eu agarrei-a, mas quando fiz o movimento com os joelhos foi como se me tivessem espetado duas facas nessa mesma zona.

—Aí!

—Estás bem Anastasia!? – perguntou ele, aparentemente muito preocupado comigo.

—Sim, acho que sim. São só os joelhos.

E ele olhou de alto abaixo, e quando reparou nos ferimentos, descobertos pelas calças rasgadas arregalou os olhos como quem diz “Isso está uma merda!”.

—Eu vou levar-te já ao hospital!

—Não por favor, este é o meu primeiro trabalho fora de Londres, eu prometi aos meus pais que não me ia acontecer nada. Se eu for ao hospital eles podem pedir para ligar aos meus pais! – e depois levantei-me repentinamente, fazendo um grande esforço para me manter de pé.

—Trabalho? Fora de Londres? Não me digas que também és atriz? – perguntou ele muito curioso.

E eu ri, ri muito alto, alto demais…

—Hahaha eu atriz!? Essa é muito boa… não, sou repórter. Na verdade, estou numa escola que concilia trabalhos a nível profissional com os estudos, e a minha área é o jornalismo.

—E quem é que vieste entrevistar?

—O elenco de Glee!

—Estás a falar a sério! Eu amo de paixão a série, e a Dianna e o Chris são meus grandes amigos.

Claro que ele tinha de ter amigos do Glee! Já não bastava ser o melhor intérprete masculino da minha série favorita, como também conhecia a maior parte dos colunáveis nova iorquinos.

—Eu queria ter conseguido uma entrevista com o elenco de Once upon a time, mas eles nunca me responderam às cartas que eu mandei.

—Desculpa, mas todos os dias recebemos certa de 600 carta, é impossível lê-las todas – disse ele, como se tivesse culpa de alguma coisa – Mas sou capaz de te poder compensar.

Quando ele disse aquilo, desejei que a Regina estivesse ali para me arrancar o coração, antes que ele explodisse dentro de mim.

—Se vieres comigo a minha casa tratar dessas feridas, talvez te possa conceder… hum, não sei, talvez uma entrevista com o elenco principal – ele disse aquilo como se não fosse nada de especial.

—Incluindo com Lana!?

—Sim, incluindo com a minha querida mãe.

Eu sei que não devia aceitar convites de pessoas que não conheço, especialmente para ir a casa dessas pessoas, mas não me parece que o Jared fosse algum género de violador ou serial killer, portanto aceitei o convite.

—Mas o que é que estás a fazer! Nem penses que vais andar quatro quilómetros nesse estado!

—Eu não estou inválida! Além disso, não há aqui nenhum táxi – disse eu olhando em volta durante algum tempo, descartando completamente a Nova Iorque dos filmes, a qual em cada dois minutos se avistava um veículo preto e amarelo com as letras “TÁXI” bem gordas e brilhantes.

—E quem disse que precisávamos de um táxi?

—Ah?!

Ele voltou-se de costas para mim e disse para eu subir. Ao início fiquei muito envergonhada, mas depois de muita insistência por parte do Jared, lá subi para as suas cavalitas e agarrei-me fortemente a ele. As suas costas eram largas e os braços fortes. A sua imagem é completamente diferente daquela que eu sempre vi em televisão. O rapaz de 16 anos franzino e de expressões invulgares, segundo a sua faceta na série, parecia-me um homem extremamente atlético e deslumbrante. Conforme fui ganhando confiança, fui-me encostando mais a ele, até que acabei por adormecer.

Ser salva pelo o meu ídolo e andar às suas cavalitas: check

Notas finais
Quero opiniões e comentários hehehe... Até ao próximo! PS: o próximo cap. já será maior ;)