Notas iniciais
Oi maltinha!!!! Eu disse que vos ia compensar e cá estou eu :) BOA LEITURA!

—Mas o que é que se passa aqui!? – perguntou a Ginny chocada.

Na vida real ela parecia-se muito com a Branca de neve, sempre generosa e atenciosa… e muito fiel a quem conhecia bem! O que era uma merda para mim nesta situação.

—Ela quer-me bater Ginny! Ajuda-me – choramingava a cabra da Olivia, enquanto se desenvencilhava de mim e corria em direção a ela abraçando-a, à procura de um porto seguro.

—Não sejas mentirosa… Ginny foi ela quem divulgou a notícia para a revista! É normal que eu queira esclarecer as coisas, não achas?

—Isto é verdade Olivia? – perguntou ela, encarando-a com um olhar pouco compreensivo.

—Achas mesmo Ginny! Já não me conheces…

—Precisamente por te conhecer. Sei da tua história com o Jared e o que ainda sentes por ele. Estaria a ir contra os meus princípios se só acusa-se a Anastasia desta situação!

A Olivia saiu, depois de me fulminar com o olhar. Quase que podia vê-la a fumegar!

—Bom, suponho que isso seja um sim… — concluiu a Ginny cheia de pena.

Ela e conversou um pouco comigo e desculpou-se sobre a atitude da Olivia (embora essa não fosse, de longe, uma das suas obrigações) e prometeu apoiar-me no que fosse preciso, mas também a ajudar a Olivia a esquecer o Jared e a aceitar que ele agora estava comigo. Senti um grande alívio e uma sensação de vitória. Estava a ganhar cada vez mais aliados nesta luta, o que era um bom principio para a vencer.

Ter a Ginnifer Goodwin do meu lado: check

Olhei para o relógio, estava extremamente atrasada para o almoço com o Jared. Quando lhe contei da minha pequena aventura a reação dele foi “Devias ter-lhe partido a cara toda!”. Claro que eu não iria fazer isso, nem ele se estivesse na minha situação, embora fosse um cenário tentador.

Almoçamos calmamente e durante a tarde nenhum dos dois teve mais encontros desagradáveis. Chegada a noite eu e o Jared pusemo-nos a caminho na nossa scooter (sim, eu já a considerava como nossa) até ao sítio onde nos beijamos pela 1ª vez, para jantar e falar com o filho do Samuel. Eu só rezava para que ele concordasse em nos ajudar. Chegados ao local fomos sentar-nos num dos bancos a observar o rio, à espera que o Samuel chegasse e abrisse a roulotte.

—Gostavas de ser mãe? – perguntou-me ele vagamente.

—Ah… sei lá! Só tenho 17 anos.

—Eu também.

—Gostavas de ser pai?

—Ya, muito mesmo!

Confesso que o facto de termos iniciado uma conversa acerca de família e planos para o futuro me deixou um pouco desconfortável. Eu sempre fui muito independente, por culpa dos meus pais, que estavam constantemente a trabalhar e eu habituei-me a estar sozinha. Essa era uma das razões para eu gostar tanto da personagem da Lana, associava-a muito a mim durante a infância. Com o tempo eles foram ficando mais presentes, mas nem por isso o meu espírito de liberdade desapareceu. E para além disso, confesso que a ideia de ter alguém ligado a mim para toda a vida e dependente de mim durante tanto tempo não me agradava particularmente.

—Temos tempo para pensar nisso – finalizei eu e para minha sorte vi o Samuel a chegar à roulotte, acompanhado de um rapaz alto e esbelto, que me era estranhamente familiar.

Aproximamo-nos e cumprimentamo-nos.

—Ei! Tu és a rapariga do café! – exclamou ele espantado, e só aí me caiu a ficha. Ele era o empregado que me tinha dado o número de telemóvel (sem eu pedir).

—Ah… sim sou, e tu o empregado certo?

—Sim – ele confirmou o óbvio.

Quando ele reparou que eu estava de mão dada com o Jared fez uma cara estranha, praticamente impercetível para todos à nossa volta, exceto para mim. Seria possível que ele sentisse algum tipo de atração por mim, sendo que mal me conhecia? Para mim isso ficara evidente quando ele me ofereceu o número. Tentei afastar este pensamento assim que nos sentamos frente a frente numa mesa juntamente com o Jared, mas a tensão continuava presente. Explicamos-lhe o problema e ele pareceu bastante determinado em ajudar-nos, e enraivecido com a Olivia (embora nem sequer a conhecesse). De repente o meu telemóvel caiu do bolso e despedaçou-se no chão. Que merda! Eles ofereceram-se para me ajudar, mas eu já estava a apanhar as partes separadas do dispositivo e então continuaram a conversar. Procurei o ecrã debaixo da mesa e vi uma coisa, no mínimo, intrigante. As pernas do Bill, muito próximas das do Jared, pareciam tensas, como se se estivessem a debater com um desejo interior muito difícil de conter. Achei estranho e fiquei curiosa (porque eu sou repórter e fico curiosa com qualquer coisa, lidem com isso). Quando voltei a sentar-me na mesa o olhar do meu novo amigo voltou a ficar estranho. Foda-se, mas afinal o que é que se passa aqui!? Era o que me apetecia gritar, mas não podia porque nem sabia se se passava realmente algo ou se eram só fantasias da minha cabeça.

Combinamos de nos encontrar no dia seguinte, e assim foi. Após mais um dia de gravações exaustivo e de desagradáveis cenas conjuntas por parte do Jared com a Olivia voltamos ao largo. A casa do Bill, que morava com o Samuel e a sua irmãzinha pequena, não ficava longe. Eu fui a primeira a lá chegar pois o Jared tinha uns assuntos a tratar no estúdio e eu fui indo à frente. Enquanto caminhava a minha mente suja pensava que depois de toda aquela tensão com a Olivia iriamos precisar de uma boa noite de sexo (embora elas não nos estivessem a faltar). Assim que encontrei Bank Avenue nº 255 bati à porta. Quem a abriu foi um pequeno ser vestido num fatinho rosa choque, que contrastava com uns belos e perfeitos caracóis negros e uns olhos verdes, iguais ao de Lily Evans em adulta.

—Suponho que sejas a irmã do Bill…

Ela acenou com a cabeça e saltou-me para o colo, enchendo-me de um calor confortável.

—Ela faz isto com toda a gente! – disse o Samuel, animado como sempre, enquanto se aproximava de mim e me cumprimentava – Deixa lá a menina Sophie! – pediu ele algo envergonhado.

—Deixe estar, ela é muito querida! – disse eu alegre, caminhando com ela no colo pela casa adentro.

Por momentos imaginei como seria caminhar com uma irmã ou irmão a sério pela minha própria casa, só para ir ter com os meus pais ao sofá. Seria tão bom! Talvez um dia o meu filho mais velho o pudesse fazer com o irmão… Que estou eu a pensar? Aquela conversa com o Jared sobre crianças deixou-me realmente com dúvidas. Abdicar da minha liberdade para tratar de crianças nunca foi uma ideia particularmente atrativa, mas e se não for assim tão mau?

—O Bill está no quarto, podes ir lá ter com ele, é por este corredor aqui – indicou o Samuel enquanto me tirava a Sophie dos braços, para pena minha.

A porta estava totalmente aberta e eu decidi entrar. Olhei à volta, mas não o vi. Sabia que não deveria estar lá sem a sua presença ou autorização, mas como sempre a curiosidade falou mais alto. O quarto era lindo! As paredes pintadas de um azul incomum, um piano em frente à cama e ao canto uma escrivaninha com um grande computador em cima. Ao lado podia-se ver um mealheiro transparente com poucas notas e algumas moedas. Mas a parte mais interessante era as paredes, cheias de fotografias. Uma parte das fotos eram dele, outras de conferências de tecnologia, algumas da família e a maioria… dele com o Jared. E um clique fez-se na minha mente que eu tratei de esclarecer quando o ouvi a entrar e me cumprimentar, não muito preocupado por eu ter invadido o seu quarto.

—Porque é que me deste o número se estás interessado nele? – perguntei-lhe eu muito baixinho, ao que ele me devolveu um olhar surpreendido e assustado.

Notas finais
Que acharam??? BJS & até ao próximo ♥