Notas iniciais
Oi maltinha!!!!! Estou de volta com mais um capítulo... querem romance? Então aqui o têm ;) PS: por favor não me levem a mal ao na parte inicial, eu AMO a Bonnie Wright

Mesmo depois de Damon Lindelof (um dos produtores) ter desligado o telemóvel, todo o estúdio estava num silêncio assustador. Pareciam estar à espera de uma notícia importante. O Damon suspirou e disse com pesar:

—A Bonnie Wright recusou a interpretação de Anastasia.

Ouviram-se murmúrios, e de repente eu fiquei muito interessada na conversa… talvez porque acabara de descobrir a próxima história que OUAT iria recriar.

—Filha de uma grande… – protestou a Lana revoltada.

—Lana! – repreendeu a Ginny, antes que a amiga terminasse a frase.

Eu dei um pequeno riso perante a reação da evil queen (embora amasse a minha Ginny Weasley), o suficiente para que toda a gente ficasse a olhar para mim. E o meu rosto ficou mais vermelho do que a maçã que a Snow White trincou.

—Quem és tu? – perguntou o produtor aproximando-se de mim, com um olhar curioso.

—Anastasia… Castle… sou repórter. – Agora eu estava muito envergonhada e nervosa.

Ele praticamente ignorou o que eu disse, pois estava estranhamente a olhar-me de alto abaixo. Alguns momentos depois, olhou para o Jared (que tinha um grande sorriso na cara) e disse:

—Estás a pensar no mesmo que eu?

—Sim! E só pode ser o destino, até o nome é igual!

E quando olhei em volta, todo o elenco tinha um entusiasmo presente no rosto, especialmente a Lana.

—Alguém me pode explicar o que é que se está a passar!?

—Gostavas de fazer de Anastasia Romanov? – perguntou o produtor da maneira mais direta possível.

—Ah?! Como assim! Eu não posso, não tenho experiência… porque é que haveria de ser eu? – eu nem podia acreditar naquela proposta. Mas estava completamente fora de questão, iria ser um desastre.

—Porque és igualzinha a ela! E esses olhos… vão cativar o público todo!

Era óbvio que eu sabia das minhas semelhanças com a personagem russa, passaram a vida toda a dizer-me isso, e eu já vi o filme 1000 vezes.

—Aceita Anastasia! – pediu o Jared – tu és perfeita para o papel!

E de repente, todos os que estavam no estúdio começaram a pedir-me o mesmo e eu não tive coragem para recusar!

—Ok eu aceito…

—Fantástico! Vais ter participação em 4 episódios, daqui a uma semana começamos as gravações!

—Uma semana! Mas eu ainda tenho que… — ele nem me deixou terminar.

—Não te preocupes com nada – estalou os dedos e uma mulher de longas pernas foi até ele entregando-lhe uma data de papeis – Tens aqui o guião. Esta tarde mesmo falo com os teus pais! – ele estava deveras muito mais entusiasmado do que eu.

Concordar com a maior loucura da minha vida: Check

Depois de uma curta conversa com o produtor, eu e o Jared saímos finalmente do estúdio e eu, vá-se lá saber porquê, desmanchei-me em lágrimas.

—Anastasia calma – dizia ele preocupado – Mas… porque choras?

Eu tentei acalmar-me e sentei-me na scooter vermelha, para desabafar:

—A primeira vez que eu entrei em palco… foi a pior experiência da minha vida!

—Mas então isso quer dizer que já atuaste!

—Sim, mas foi um desastre. Mal entrei em palco esqueci-me de todas as falas e arruinei 3 meses de trabalho de todos – quando eu terminei um sorriso começou a ser esboçado na cara dele.

—Bom, aqui não vais ter esse problema. Nós podemos repetir as gravações as vezes que forem necessárias.

—Eu sei… mas não quero falhar.

—Ó Anastasia, todos falham… Uma vez a Ginny e o Josh tiveram de repetir uma cena de beijo 7 vezes... e quando acabaram admitiram que estavam a namorar. E houve outra em que tínhamos praticamente o elenco todo em cena e foi preciso quase um dia para gravar uma cena de 3 minutos (pior dia da minha vida, diga-se de passagem); e uma vez a Lana teve de repetir uma cena da rainha má 10 vezes… essa foi um recorde hahaha! Eu próprio já tive problemas com as falas, ninguém é perfeito. – ele falava de um modo tão carinhoso que eu tinha vontade de lhe saltar para os braços e ficar lá para sempre.

Eu ia falar, mas fui interrompida pelo toque do telemóvel. No visor dizia “mommy”. Eu sequei as lágrimas e atendi, falando com a voz mais alegre que eu tinha.

—ANASTASIA CASTLE ESTOU TÃO ORGULHOSA DE TI!!!!!

—Obrigada mãe… — ela estava feliz porque sempre quis que eu voltasse a fazer teatro, ou neste caso, televisão.

—As gravações vão durar duas semanas… eu e o teu pai já falamos com o hotel para prolongarmos a tua estadia e depositamos dinheiro na tua conta. E por favor querida, se precisares de alguma coisa telefona!!!

—Sim mãe! – respondi eu, agora mais sorridente.

—Ah, e depois quero saber essa história toda de teres conhecido o Jack Gilmore!

—É Jared… claro que sim mãe.

Ela despediu-se com mil beijos e desligou. Eu olhei para o Jared, e ele sorriu-me.

—Estás a ver! Até a tua mãe acha que é boa ideia.

Eu pensei um pouco, e depois respondi.

—É… talvez não seja assim tão mau! – o telefonema deixou-me, sem dúvida, mais otimista.

—Agora anda – ele agarrou-me pela mão, e a minha face ficou tão ruiva como o meu cabelo (sim, pelo que podem perceber eu coro frequentemente) – Vamos lá jantar!

Subimos para a scooter, e eu senti-me confortável o suficiente para me amparar nas suas costas. Elas eram tão largas, fortes, cómodas… tão quentes. Eu olhava para a paisagem, e quando vi o grande rio East, tão azul como os meus olhos, uma lágrima caiu-me, uma lágrima de pura felicidade e agradecimento por aquela oportunidade maravilhosa! Agora que penso bem… este poderia ser início de muita coisa.

—Cá estamos! – disse ele, tirando-me dos meus pensamentos, depois de termos passado por um túnel muito escuro.

Já estava praticamente de noite, e o cenário era lindo! Nós estávamos numa espécie de refúgio muito romântico. Era um espaço aberto, com vista para o rio, cuja única entrada era por aquele túnel. O único prédio que lá havia era um grande restaurante (que parecia acolhedor) e à sua volta, roulottes de comida que cheiravam muito bem e decorações natalícias. Ele ofereceu-me a mão, não foram precisas palavras… eu só a agarrei e ele conduziu-me até a uma roulotte que se chamava “York dogs”.

—Ei Jared! Como é que estás rapaz!? – um homem forte e de faces muito rosadas cumprimentou-o com entusiasmo.

—Ótimo! E tu Samuel?

—Com alegria se leva a vida! E quem é essa tua amiga?

—Anastasia – apresentei-me eu.

O homem era muito querido, e parecia extremamente amável!

—Que lindo nome, igual ao da minha sobrinha! E então, o que é que vai ser?

—Dois clássicos por favor! E uma coca-cola claro!

Ele preparou dois maravilhosos hot dogs com grande agilidade, e ofereceu-nos um autêntico show de cores em forma de comida.

—Por conta da casa!

—Mas Samuel…

—Nem mais uma palavra! Já sabes que as coisas estão a correr muito bem! Eu quero, posso e ofereço.

Agradecemos os dois em conjunto, e sentamo-nos num dos bancos (aquele com menos humidade), a olhar para o rio. As minhas mãos estavam quentes… Quando dei a 1ª dentada no meu jantar, senti uma mistura de sabores tão diferente e maravilhosa, que um sorriso de conforto se instalou nos meus lábios, como se estivesse em casa da minha avó, a devorar a sua comida caseira.

—É não é… — disse ele docemente, já só com metade do fast food nas mãos.

Eu encostei-me ao seu ombro, sentia-me à vontade para o fazer. Ele ofereceu-me um gole do enorme copo de coca-cola que estávamos a partilhar. O silêncio era somente quebrado pelo mendigo que tocava violino harmoniosamente. Eu estava a pensar na conversa entre mim e a Lana… sobre a Olivia (Violet). Naquele momento eu queria tudo menos arranjar conflitos com alguém, e sobretudo com alguém do estúdio!

E de repente, algo verdadeiramente mágico aconteceu. Flocos de neve enormes, bem desenhados e brilhantes começaram a cair... e os meus olhos iluminaram-se, enquanto olhavam para todos os lados, procurando (e encontrando) a beleza do momento. E quando me voltei para o Jared, ele estava calmo… a mesma calma e felicidade de uma pessoa que todos os anos é presenteada com aqueles momentos. Em Londres não nevava há imensos anos, e o meu espirito de criança estava a ser refletido da maneira mais simples possível. Ele ainda me olhava.

—O que foi? – perguntei eu, cheia de alegria, tentando apanhar o máximo de flocos de neve possíveis com o meu corpo.

Ele continuava com aquele sorriso lindo, só de lábios. Os nossos olhares eram ardentes, o ambiente romântico, o momento perfeito e do nada, tudo à minha volta desapareceu… e os nossos lábios de aroma a coca-cola tocaram-se intensamente, naquele banco, perante o olhar da neve.

Beijo romântico: check

Notas finais
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