Once Upon a Time - Storybrooke is Frozen Again
2 Capítulo II - Amaldiçoado pela Lua
Notas iniciais
— O que foi isso? – gritou Emma enquanto corria para fora do Granny’s. Regina ficou se perguntando quantas vezes repetiam isso em um único dia em Storybrooke.
Foram-se todos para a rua principal de onde uma nuvem de vapor brotava de um enorme buraco no chão – Jack, pare! – gritou uma voz vindo do fundo do buraco.
— Afastem-se – ordenou Regina e com um acenar de mãos, toda a nuvem espalhou-se pelo céu, revelando um Jack Frost com uma esfera de energia gelada em mãos e olhando raivosamente para algo lá embaixo.
— Hey! – Emma chamou a atenção do garoto para si o atirou para longe com um gesto de empurrão. Jack voou em direção ao asfalto e se espatifou no chão criando uma leve deformação.
Com ódio faiscando nos olhos, o espirito se levantou – Rumple! Apareça! – o Senhor das Trevas então surgiu em uma nuvem cor de sangue o olhou como se esperasse uma ordem – O que esta esperando? Honre nosso acordo e me proteja! – Rumple virou-se para todos e acenou com a mão, fazendo ele e o garoto sumirem.
— Pensei que ele não estivesse do nosso lado – comentou David após um momento.
— Apesar de sermos seus inimigos declarados mais antigos, Gold sabe quando há uma ameaça maior. – disse Regina – Se nós derrotarmos Jack Frost ele estará livre de qualquer poder que o menino tenha sobre ele.
— Regina tem razão – Mary Margaret pôs uma mão sobre o ombro da mulher e trocaram olhares do tipo Quero falar com você e Mais tarde — Mas ainda temos algo para resolver, tem alguém lá embaixo, vamos ajudá-lo.
Desceram até o fundo da cratera a fim de descobrir quem estava lá embaixo. Apesar de Regina ter mandado para os ares – literalmente – toda a neblina, ainda restava alguma dentro do buraco o que acabava por atrapalhar a visão.
— Olá? – chamou Emma.
— Quem esta aí? – perguntou uma voz meio esganiçada.
— Segure-se firme! – Regina alertou antes de mandar a névoa pelos ares novamente.
Lá embaixo, escondida pelas sombras, uma mulher de vestido furta cor colado ao corpo que parecia feito de plumas de pavão com uma touca na cabeça feito do mesmo tecido. A pele levemente clara e as asas nas costas deixavam evidente que ela era uma fada, mas não uma fada comum.
— Quem é você? – perguntou Branca estendendo a mão e ajudando a mulher à se levantar.
— Sou Unova, a Fada do Dente.
~※~
Já se passará dois anos desde que Jack Frost descobrira que ninguém podia vê-lo nem toca-lo. Sua segunda e desgraçada parecia mais uma maldição do que uma bênção do Homem da Lua. Ser condenado à viver a eternidade sem contato social era tão horrível quanto ficar trancado naquela caverna de gelo. Ok, talvez nem tanto.
Pelo menos lá no seu “submundo”, a solidão existia por não ter nada nem ninguém ao seu redor, ao contrário das vilas para onde levava o inverno, que eram sempre cheias de gente e animais.
O garoto flutuava sobre seu cajado olhando para uma vila à distância, s nem ao menos notar a garota que se aproximava dele.
— Olá? – chamou a menina fazendo Jack cair do cajado de susto. – Oh deuses, você esta bem? – perguntou preocupada e se aproximando do garoto.
— Você... Você pode me ver? – exclamou impressionado.
— Oras, posso sim – riu-se – Ou achas que estou falando com o vento?
— Mas... Como é possível?! Ninguém pode me ver! Ninguém a não ser...
— A não ser... Eu? – desta vez a garota estava espantada – Eu sou a única que te vê? Por quê?
— Isso é meio que uma bênção-maldição – Jack explicou enquanto se levantava – O Homem da Lua me deu uma segunda chance de vida após eu ter morrido congelado em um lago. Ganhei poderes com os quais posso controlar o inverno, mas como toda magia tem seu preço, fui amaldiçoado a não ser visto por nenhum ser vivo.
— Espere, você morreu congelado e reviveu? – a jovem deu um passo para trás – Você... É o menino Nostus? Jack Nostus? – exigiu uma resposta.
— Agora meu nome é Jack Frost, mas sim sou ele – pegou o cajado nas mãos e na fez um sinal para confortar a menina – Não vou machuca-la. Quem é você?
— Oh deuses, que falta de educação a minha – disse fazendo uma menção ao espírito do gelo – Sou a princesa Mills. Regina é meu nome.
— Você é filha de Cora? – perguntou impressionado – Sua mãe não tem uma boa fama pelas vilas. Dizem que ela usa magia negra. É verdade?
Meio envergonhada pelo que sua mãe era conhecida, Regina concordou – Sim, ela pratica magia negra. Mas não acho que isso a torne má, mas sim a influência da Casa de Hécate.
— Longe de mim dizer que sua mãe é má, perdoe-me – desculpou-se a jovem donzela – Mas se sua mãe possuí poderes, talvez ela possa me libertar dessa maldição, ou ao menos, me mandar para um lugar onde a influência dela não seja tão grande.
— Mas o que tem de mal em ter esses poderes do gelo? – a garota estava estarrecida pela modo como Jack tratava o dom recebido. Parecia despreza-lo – Já pensou nas coisas magníficas que se pode fazer com isso? Podia ajudar um exército benevolente à ganhar uma guerra contra o mal! Ou até mesmo construir um castelo pra você! – Regina estava cada vez mais entusiasmada – Ou quem sabe...
— Do que me adianta esses poderes se não tenho ninguém com quem compartilhar a alegria que ele traz? – o menino perguntou cabisbaixo – Eu quero que o mundo saiba quem sou! Quero que meu mérito de Senhor do Inverno seja reconhecido por todos! Quero que as crianças me vejam por trás de todas as guerras de neve juntamente com o espírito da diversão!
Admirada, a princesa observava o garoto rodopiando no ar enquanto falava mil e uma coisas que queria ser reconhecido por todos. No fundo, Jack Frost queria somente atenção e provavelmente uma nova família, mas nem por estar frustrado e sozinho no mundo ele desencadeara uma era do gelo. Regina admirava o autocontrole do menino gelado.
— Você entende o por que de eu querer ir falar com sua mãe, não é? – o espírito olhava-a cheio de esperança. A jovem engoliu em seco enquanto tentava esconder o nervosismo. Sempre se sentiu ameaçada e esmagada quando alguém depositava muita fé e confiança em si temendo decepcionar a pessoa.
— Desde pequena, eu sempre gostei de cavalgar. – começou a falar – Sabe? Sentir o vento no rosto e ouvir os trotes do animal sobre o chão eram algo que me ajudava à pensar e acalmava minha mente. Quando for mais velha, quero ser uma cavalariça tão boa quanto meu professor, Daniel, é.
— Então você compreende? – o menino se aproximou.
— Sim, compreendo perfeitamente o que você quer dizer. Mas como você irá falar com ela?
— Bem, você pode ser meu modo de comunicar com ela. Tudo o que eu disser você falará para sua mãe é veremos se ela pode me ajudar.
— Você até que é bem esperto, Jack Frost — riu-se da careta que ele fez em resposta – Mas vale reforçar uma coisa: se a magia do Homem da Lua que é benéfica teve um preço alto, pode considerar que a da minha mãe será ainda maior por ser negra.
— Estou disposto à pagar tudo o que for necessário – sorriu para Regina é foi retribuído com um risinho envergonhado – Vamos?
E partiram em direção ao castelo dos Mills.
~※~
— Então, Unova, certo? – perguntou Branca enquanto Ruby à servia um café no Granny’s – O que fazes aqui em Storybrooke? De onde e por onde vieste?
— Obrigada pelo café – agradeceu a Ruby que devolveu com um sorriso – Bem, eu vim de Nova York, onde estava colhendo dentes com as minhas fadinhas...
— Existe uma plantação de dentes em Nova York? – perguntou Gancho admirado – Quando a gente acha que já viu de tudo...
— Não é uma plantação de dentes, pirata – Regina revirou os olhos – Ela é a Fada do Dente, portanto recolhe os dentes de leite que caíram das crianças e deixa uma lembrancinha no lugar, como moedas.
— Oh, então meus dentes valem dinheiro? Mas e se eu pegar várias dentaduras e desmanchar para enganar você e suas fadinhas? – disse pensativo.
— Toda fada tem meio que um radar onde conseguimos detectar se o dente é humano e de leite ou falso. – explicou Unova – Essa sua estratégia não iria funcionar.
— Por falar nisso – Henry interviu – Você esta me devendo cerca de um dólar e cinquenta por três dentes meus.
— Sobre isso você deve consultar o suporte técnico ao cliente do Castelo das Fadas – disse a fada – Lá minhas assistentes explicaram direitinho o porque de você não ter recebido o dinheiro. É provável de que eles não estivessem em condições boas para o nosso consumo, por isso não recebestes a lembrança.
— Meu filho sempre escovou bem os dentes, obrigada – Regina partiu para a defesa de Henry.
— Na verdade, não – disse o garoto.
— Como é? – fuzilou o garoto com os olhos se lembrando de todas às vezes que o mandou escovar os dentes antes d ir dormir e depois das refeições.
— Gente, foco no que interessa – Emma chamou a atenção de todos para o assunto principal: Jack Frost – Se você estava em Nova York, por que vir para o Maine?
— Na verdade eu não estava ajudando as minhas fadinhas a pegar os dentes, mas sim estava em uma missão para procurar Jack. Faz cerca de duas semanas que ele desapareceu e todos os outros guardiões estão preocupados. Norte, Coelhão e Sand Man vasculharam todos os hemisférios e nenhum sinal do garoto.
— Espera ai, tempo – disse David – Alguém aqui mente, pois Jack Frost apareceu hoje em Storybrooke e disse que esteve preso pelo menos trinta e cinco anos em uma Bola de Vidro!
— Exatamente isso que achei estranho quando vi ele fazendo aquele discurso todo. – explicou Unova – Jack esteve presente nesse mundo desde que a Era das Trevas acabou, e devo dizer que ele não era assim tão mal.
— Mas você ainda não nos explicou como veio parar em Storybrooke – observou Mary Margaret.
— Todos os guardiões que saíram à procura de Jack ganharam um artefato feito de pedra da Lua – tirou um objeto de um saco de couro e mostrou. Parecia um pedaço de granito polido, mas brilhava feito uma luz negra – O próprio Homem da Lua nos disse que essa rocha nos viajaria até o guardião perdido por meio de seu brilho, mas eu particularmente achei estranho ele brilhar assim.
— Você esta certa ao achar estranho, isso não esta conectado para achar Jack Frost – disse Regina ao analisar a rocha – Seja qual for a ideia que esse maluco lunático tem planejada pra você, achar o espírito do inverno não esta incluído nele.
— Mas como? Assim que eu atravessei a barreira mágica daqui eu mesma senti a temperatura despencar e vi a pedra brilhar! – disse inconformada.
— Olhe, eu sei como é se sentir sem rumo ao tentar achar alguém – disse Emma – Mas se Regina disse que essa pedra não é pra achar Jack Frost, então não é.
— Mas então, quem diabos esta se passando por ele? – questionou Ruby.
Enquanto isso, na Loja de Penhores do Sr. Gold...
— O que você pensou que estava fazendo ao me tirar de lá?! – gritou o espírito congelando tudo a sua frente em uma forte explosão de energia gelada. Rumple apenas passou a mão no rosto e tirou a camada de geada que o cobria.
— Eu te dei uma chance de não acabar governando uma cidade completamente morta – respondeu sem muitos rodeios e da forma mais direta possível – Ou por acaso queres fazer uma cidade zumbi?
— Claro que não! Eu não sou idiota! Mas ter pelo menos arrancado os dentes de um não seria má coisa! – exclamou irritadiço.
— Pense comigo meu caro, – disse Rumple – A essa hora, todos já devem ter se reunido para procurar algo que acabe com seu poder, e isso não seria um motivo para mata-los porque um: com a chegada da sua amiga eles ficaram ainda mais confusos sobre o que esta acontecendo. E dois: enquanto Emma Swan e os outros procuram uma solução para ti, eles não se preocuparam muito com o que você faz ou deixa de fazer. Ou seja, tempo livre para por seu plano em prática.
— Hmm... Até que você pensa longe em Rumple? Tens razão em tudo que me dissestes. – falou Jack pensativo.
Uma grande batida na porta seguida da voz de Emma Swan chamando Gold fez o espírito do gelo quase sublimar de raiva – O que você dizia, Rumple? – perguntou irritadiço antes de sumir em névoa de gelo.
~※ ~
— Mamãe? – chamou Regina ao adentrar os aposentos de Cora com Jack Frost logo atrás de si, deixando um rastro de neve por onde andava – Mamãe? Pode me ajudar?
— Diga, Regina – falou após aparecer em uma nuvem roxa – O que quer?
— Mãe, tem um amigo meu que gostaria de saber se você poderia ajudá-lo com sua magia.
— Não fasso caridade com meus poderes Regina – repreendeu Cora. Olhou diretamente para trás da filha fazendo Jack se arrepiar e a sensação de poder ser visto passou levemente a sua cabeça – Seja quem for seu amigo, diga a ele que não o ajudarei.
— Por favor mãe – implorou a garota – Ele esta cansado da vida que leva por causa da magia, e somente a senhora pode reverter isso.
— E qual seria essa vida tão ruim ao ponto de precisar da magia das Trevas? – questionou a mulher sem paciência.
— Digamos que ele se sente invisível e inferior a todos, foi amaldiçoado a viver assim. Pode ajudá-lo mamãe? – Regina estava perdendo as esperanças, então resolveu dar sua cartada final ao ver que seu pedido seria negado – Eu juro que não à desobedecerei nunca se prometer ajudá-lo.
Jack Frost olhou admirado para a garota à sua frente. Ela estava disposta a perder sua liberdade e sucumbir as ordens da feiticeira que chamava de mãe somente para ajudar Jack à encontrar a felicidade? Isso que eles se conheciam à menos de uma hora! Definitivamente aquela garota tinha um ótimo coração e nunca sucumbiria as trevas como sua mãe. Assim esperava Jack.
— Hum, obediência? Da minha filha desobediente? – Cora parou um momento para pensar – Muito bem. Aceito a seu acordo, Regina. – a garota sorriu animada – Mas não serei quem abençoará seu amigo com magia.
— Como? Nós fizemos um acordo! – exclamou a garota.
— Sem fundamento nenhum em papel, então mudarei minha cláusula – sorriu maquiavélica – Direi a vocês quem poderá ajudá-lo, e ainda me deverás a sua obediência. Aceitas?
Vendo que não teria outra alternativa se não aceitar as novas condições de sua mãe, Regina assentiu a contragosto a mudança de cláusula. Vitoriosa, o sorriso da feiticeira aumentou ainda mais.
— Diga à seu amigo que ele deve ir para a floresta hoje a noite, sozinho. – um papel apareceu em suas mãos – Deverá chamar por esse nome e dizer o que deseja com o pedido de um acordo. Tenho certeza que não será rejeitado.
Regina pegou o pequeno papiro em sua mão e o abril — R-Rumple-us...
— Não diga isso aqui, menina burra! – ameaçou bater na garota – Não podes invoca-lo aqui em casa nunca! Me entendeu?
— Si-sim mamãe – guardou o papel – Obrigada, não a decepcionarei sobre minha parte do acordo.
— Não, claro que não. Agora vá, esta quase anoitecendo, e se eu bem conheço o negociante, ele não tolera atrasados – a jovem fez uma pequena referência e foi se retirando com Jack atrás de si. Quando estava na porta, ouviu sua mãe dizer – Ah, e só mais uma coisa: diga ao seu amigo que na próxima vez, limpe os pés antes de entrar.
~※~
— Precisamos falar sobre Jack Frost – disse Emma adentrando a loja com Unova e Regina atrás de si.
— Seja o que for, Senhorita Swan, espero que não envolva a divida que estou pagando à ele. Afinal, eu não quebro acordos – antes que a salvadora abrisse a boca, Rumple a calou – E não, não pretendo machucar nenhum de vocês, ainda. A não ser que Jack dê uma ordem muito específica, aí não tenho como negar.
— Estamos aqui para falar exatamente disso – Regina deu um passo à frente – Essa mulher diz ser a Fada do Dente, e ela por ter conhecido o garoto afirma não ser o mesmo.
— Impossível, Regina. Aquele com certeza é Jack Frost. Eu senti quando ele me afrontou com a minha dívida, sem dúvida a áurea do menino era tão gelada como a de Elsa. Até mais, se me permite dizer.
— Não, eu não posso acreditar que aquele seja Jack! – Unova exclamou – Ele sempre foi solitário, mas nunca chegou ao ponto de destruir tudo ao seu redor para saciar isso. Ele não é assim!
— Talvez ele seja – disse Emma pensando em uma possibilidade remota que até fazia sentido – Quando Mary Margaret matou Cora, seu coração começou a escurecer, o que acabou influenciando em seus atos.
— Então você esta dizendo que Jack Frost fez algo de errado assim como sua mãe e por isso esta desse jeito? – questionou Regina.
— Não sei, mas é uma possibilidade. Você o conhecia antes, na Floresta Encantada, Regina – lembrou Emma – Tem ideia de como ele pode ter ficado assim?
Hesitante, a morena tentou olhar discretamente para Gold, mas não foi discreta o suficiente.
— Vocês estão escondendo alguma coisa – declarou Unova ao ver a troca de olhares entre os dois — Digam-me, o que há com Jack?!
Regina suspirou – Há muito tempo, antes mesmo da guerra entre Branca e eu começar, Jack procurou Cora com a intenção de um feitiço para ir para outro reino. – olhou para Gold – Na época, eu não o conhecia, mas minha mãe indicou que ele fizesse um acordo com Rumple.
— Sim, e então..? – incitou Emma após um período de silencio.
— Nós fizemos o acordo – respondeu simplesmente o Senhor das Trevas.
— Ora, por favor – Unova puxou algo que nunca usava, sua varinha mágica — Diga-me tudo e não omita um único detalhe se quiser provar a mágica dessa varinha.
— É mesmo? Eu sou o Senhor das Trevas queridinha, nenhuma mágica é mais forte que a minha.
— É mesmo? Nem a de um dente? – encaixou um dente na ponta traseira da varinha e apontou para Rumplestiltskin. Um raio de energia mágica verde, roxa e dourada atingiu o peito do homem o arremessou do outro lado da sala de encontro à uma cristaleira cheia de objetos mágicos.
Surpreso e sem fôlego, Gold viu a fada se aproximar de si com sua varinha onde o dente se desfazia em pó – Pelo visto esse tipo de poder, o da Esperança, é mais fácil que o seu, Rumplestiltskin – encostou o condão no pomo do homem – Agora, comece a contar se não quiser sentir isso novamente – mostrou um saco cheio de dentes.
Rumple engoliu em seco.
~※~
Jack Frost chegou clareira da Floresta Encantada quando a Lua Cheia estava no ponto mais alto do céu. Uma névoa sinistra encobria tudo ao redor frio e cristais de gelo que refletiam o fraco luar. Pegou o papel nas mãos e forçou os olhos para ler o que estava escrito.
— Rum... Rumbel... Tiusquin... Rumbeltiusquin! Apareça! – entoou.
— O correto é Rumplestiltskin, queridinho – falou o homem saindo da sombras. Nesse momento o céu nublou-se por completo, tampando a luz da Lua e consequentemente deixando tudo as escuras. O Senhor das Trevas então, evocou uma tocha flamejante, que iluminou se rosto e do fantasma — Diga-me o queres.
— Eu... Quero fazer um acordo – deu um passo atrás ao ver a aparência do homem.
— Não, Cora quer que você faça um acordo comigo. Ela lhe induziu à isso – acusou.
— Como você...
— Eu vejo o futuro queridinho, e previ quando você viria aqui para me pedir algo. – esclareceu ao garoto – Só me resta saber o que você quer.
— Você vê o futuro? Pode me dizer então qual é o meu? – perguntou esperançoso.
— Hum... – o Senhor das Trevas fechou os olhos e logo depois franziu a testa – Seu futuro esta encoberto por uma névoa negra. Sabe como é, não é fácil ver o futuro de alguém que não devia ter um. Alguém morto, hihihi — riu-se da cara do menino – Ainda mais alguém tão sombrio como você.
— Oh. – estranhou a última fala — Mas então, você pode me enviar para outro lugar onde esse feitiço seja mais fraco? Outro reino?
— Hum... E o que eu ganho com isso?
— Você é o Senhor das Trevas, então talvez possa precisar de mais trevas. – Rumple o olhou com curiosidade – Pegue minha parte negra em troca de uma passagem de ida para um lugar distante.
— Façamos dois acordos então. Eu preciso de algo para dar ao meu filho no seu aniversário, e esse seu colar... Bem... – Jack tocou o pingente de cristal pendurado em seu pescoço – Seria o presente perfeito para ele.
— Não... Este colar tudo o que ficou comigo da minha família. Não posso aceitar isso.
— Nem para que eu fique com uma pendência contigo? – incitou – Eu não devo favores a ninguém, menino. E isto que eu estou lhe oferecendo é equivalente à tesouros! Dei-me esse colar e qualquer desejo que você tenha aqui ou nesse outro reino eu terei que lhe conceder.
Jack parou e pensou. Era realmente uma oferta com peso de vários tesouros, e se esse qualquer desejo inclui-se a devolução do pingente, não seria um mal negócio. Arrancou o colar do pescoço e entregou ao homem que riu em resposta – Agora, deixe-me separa-lo das suas trevas.
Uma arma encantada na forma de estrela apareceu nas mãos de Rumplestiltskin que a atirou sob os pés de Jack Frost, separando ele de sua sombra que foi contida pela magia do Senhor das Trevas para que não fugisse – Aqui esta o seu portal garoto – Atirou para ele um globo onde um redemoinho de neve girava em seu interior — Quebre-o no chão e você irá para outro reino.
Antes que Jack pudesse sequer pensar sobre o que ia fazer, as nuvens no céu se dissiparam revelando a Lua. Dela, um homem vestido de prata e azul desceu no raio de luar e aterrissou entre Jack e Rumple.
— Não faça isso, Jack – alertou ao abrir os olhos que brilhavam como pó de fada – Isso é magia das trevas, e apesar de toda magia ter seu preço, essa é a pior que tem para se pagar.
— Pior? Pior que viver uma segunda vida sem ninguém o ver? Como você fez?! – gritou indignado.
— Tudo o que fiz foi lhe dar uma segunda chance. Ou você preferia aquela caverna de gelo? – retrucou o Homem da Lua.
— Eu estava bem lá sem a sua interferência. E agora meu acordo já foi feito e não pode ser desfeito – esticou a esfera de cristal para mostrar ao homem – Até nunca mais.
Ao soltar o globo no chão fazendo com que ele se partisse, um portal sugou o espírito para outro lugar. Rumplestiltskin começou a rir da missão fracassada do Homem da Lua – Parece que não foi dessa vez queridinho.
— Você não sabe o que fez. – declarou – Não se pode mudar a personalidade de um guardião sem que outro seja criado no seu lugar – Rumple fitou o homem com assombro – É bom se preparar, Senhor das Trevas. Você acaba de criar um vilão tão poderoso como sua amada Cora.
As nuvens se fecharam, e levaram com ela a imagem do homem.
~※~
— E foi isso.
— Mas se Jack Frost foi mandado para cá, pro mundo real, como ele podia estar preso no globo de neve? – questionou Emma.
— Porque não era Jack Frost – Regina começou à ligar os pontos enquanto Gold contava sua história – O Homem da Lua alertou sobre a criação de um novo guardião caso fosse alterada a personalidade de um, e como a sombra de Jack ficou na Floresta Encantada, é possível que ela seja esse outro guardião.
— Então estamos lutando contra Jack Frost versão Trevas? – perguntou Emma.
— Não. – esclareceu Unova – Estamos lutando contra todo o mal que se pode existir em alguém que morreu prematuramente e renasceu amaldiçoado. E acredite, não é pouco.
— Você fala como se já tivesse vivido isso. – observou Regina.
Unova foi até a porta da loja de cabeça baixa, parou sobre o batente da mesma e olhou para trás.
— De quem você acha que veio o pó de fada que salvou David na Ponte dos Trolls? – perguntou e saiu.
~※~
Fale com o autor