Once Upon a Time- One shots
3 Not that crazy- Emma & Jefferson
Notas iniciais
Eu estava andando pela floresta, não tinha muito motivo, só queria clarear minha cabeça, tinha muita coisa acontecendo... Maldição? Rainha má? Pinóquio? Rumpelstilstkin? Muito pra uma pessoa que viveu a vida toda sozinha, sem nem ter a chance de um Final Feliz. Vi algumas luzes vindo de uma casa. Achei estranho, já que, nunca havia visto uma casa nessa floresta antes, além de que, acho que conheço todos que moram em Storybrooke. Resolvi me aproximar, quando de repente sou surpreendida com um saco preto cercando minha cabeça, logo desmaio, e quando acordo, continuava com o saco preto na minha cabeça, e minhas pernas estavam amarradas a uma cadeira, tentei me soltar quando ouço uma voz vindo da minha direita:
–Você não vai conseguir se soltar, dearie.-A voz era masculina, mas não muito grave ao ponto de ser assustador em nenhum jeito, soa mais misterioso.
–Quem é você?-Eu disse com um tom irritado.
–Eu sou o Jefferson, mas pessoas como você me conheceriam como Chapeleiro Maluco.-No que você foi se meter Emma? Ô jesuis.
–Ok, Jefferson, você se importaria de tirar esse saco da minha cara?- Disse em uma voz sarcástica.
Ele veio por trás de mim e desamarrou delicadamente o pano de minha face e botou o em cima da mesa. Finalmente conseguia ver de novo, e o que via, não era nada mal, Jefferson era um gatinho.
–Por que eu estou aqui?
–Porque você vai construir uma cartola pra mim, Emma.- Eu estava confusa então retruquei:
–Primeiro, não sou costureira, segundo, por que eu?
–Porque você, Emma Swan, é um fruto de amor verdadeiro, a mais poderosa de todas as magias. E se você construir uma cartola, talvez, você consiga fazer ela funcionar, viajar entre reinos.
–Uma cartola tem esse poder todo?
–Sim, é por isso que as coleciono, porém,não consigo fazê-las fusionarem.
–Tá ok, eu faço a cartola, só me desamarra por favor?
–Claro...-Jefferson desamarrou as cordas das minhas mãos e depois as dos meus braços , teve uma hora que senti um arrepio total, esperava que ele não tivesse percebido.
Finalmente não tinha mais cordas me segurando aquela cadeira. Eu até pensei em fugir, mas o que adiantaria? É mais fácil eu só fazer essa cartola e me livrar disso. Não que fosse fácil fazer a cartola o que não era. Eu comecei a fazer a cartola, a princípio copiei das várias que via na parede. Eu parei as em alguns momentos para observar Jefferson, ele era lindo, e não parecia tão “Maluco” como o nome diz, e sim, eu sei que ele me sequestrou, mas mesmo assim...
–Você não parece tão maluco.-Eu disse, e devo admitir fiquei com medo da resposta.
–Eu não sou. Teoricamente, bom, para os outros a Rainha deu novas memórias e esquecimento das antigas, para mim, ela me deu a real maldição, que era, lembrar de tudo, eu passei 28 anos nessa casa sozinho, sabendo de tudo que havia acontecido, e não podendo contar para ninguém pois todos achariam que eu era louco. Então meio que sim- Ele riu- não bato muito bem da cabeça.
Eu sorri- Eu nem imagino como isso deve ser, desculpa.
–Se tem uma coisa que eu sei, é que não foi sua culpa, aliás foi graças a você que isso passou. Obrigado.
Eu sorri e voltei a trabalhar, quando acabei o molde comecei a costurar. Nem acredito! Havia terminado. Eu tinha feito uma cartola. Eu estava realmente orgulhosa.
–Eu acho que acabei.-Ele sorriu.
–Está ótimo, vamos ver se ela funciona?-Ele estendeu a mão e eu segurei nela , não entendi exatamente o porque mas não estava em posição para questionar .
Ele deu alguns passos para trás ainda com a minha mão na dele e me perguntou:
–Faria as honras?-E me deu o chapéu.
–Como exatamente?
–É só gira-lo no chão, como um frisbee e imaginar ele abrindo um portal.
–Ok.
Eu o lancei e ele rodopiou no chão, eu queria tanto que aquele chapéu rodasse a abrisse o portal. Depois de tudo o que Jefferson passou ele merecia ser feliz. Quando o chão tremeu um pouco, e logo um portal roxo abriu do nada. Ele automaticamente, deu um sorriso que ia de orelha a orelha, virou e me beijou. Eu até ia perguntar pra ele o porque dele ter feito isso, mas qual era o sentido? Ele estava tão feliz. E Eu não posso falar que não queria aquilo.
–Eu nunca poderia te agradecer o suficiente.
–Então não agradeça.- Eu o beijei e nos ficamos nisso por um tempo, o portal ainda estava aberto no chão e ele perguntou:
–Quer ir pra algum lugar?-Eu naquele momento pensei que sim, obvio. Mas antes tinha que saber umas coisas.
–Por quanto tempo? E Pra onde?
–Você decide. Ele sorriu, eu sorri de volta e fiz um gesto de aceitação com a cabeça.
–Então lá vamos nós!- Ele disse.
Nós juntos pulamos no portal e eu estava só estava extremamente feliz de estar dando um tempo naquela vida louca. Nós aparecemos em uma sala cheia de portas e escolhemos juntos onde tiraríamos nossas “férias”.
Fale com o autor