Once Upon a Time - Frozen -

4 Capítulo 4 - A viagem -


Notas iniciais
Olá, como vocês estão companheiros (a)?

Anna leu a parte que havia deixado ambas tão apreensivas, aflitas de uma forma que jamais vira na vida. A mãe lamentava ter de esconder das filhas a verdade, a verdade que os pais descobriram sobre Elliot. Nunca esconderam o fato da mãe verdadeira de Elliot ter morrido e deixado ela aos seus cuidados. Mas omitiram o fato de seu passado e de sua linhagem obscura. Ela investigou e havia muito encoberto e sobre Elsa... Eles temiam o que haviam dentro dela. Eles sabiam explicar um pouco o que ocorrera com Elliot, mas aquela cena no sótão, precisavam entender a respeito. E quanto a Elsa, de certa forma fora sua primeira filha, como explicar o que havia dentro dela?

Anna não quis aceitar de forma tão fácil aquelas escrituras, advertiu para as duas irmãs que aquele fragmento, não constava nada. Não deveriam ficar apreensivas por algo desconhecido. Preocupar-se adiantado nunca seria a solução, um condutor não movimenta a carruagem com o carro na frente dos cavalos, seria regredir ao invés de ir em frente. E era isso que estavam fazendo. A caçula sugeriu uma visita aos futuros "sogros" os amigos, trolls.

– Tem certeza do que está fazendo? — Indagou Elliot enquanto as três caminhavam pela floresta.

– Ele conseguiu fazer você sair de dia, não conseguiu? — Elliot observou o anel mágico que o troll havia lhe dado, era de uma antiga magia para as "criaturas das sombras".

De fato aquele apetrecho era deveras útil pensou a vampira.

– E são praticamente da família. — Dissera Anna por fim.

Elsa ainda recusava-se estar ali. Mas contrariar a irmã caçula era inútil. O sol estava alto brilhando incessante e por mais que aquele anel evitasse que Elliot transforma-se em um monte de pó, ela odiava, detestava, repudiava aquela bola amarela infernal. Os olhos de rubi cintilavam com aquele brilho. Ardia, causava-lhe enxaqueca. Mas tentava acostumar-se. A brisa era leve, fazendo os galhos dançarem suavemente. Tudo estava exatamente igual a antes, os passarinhos ainda cantavam pela manhã, os pica paus ainda perfuravam as árvores, Elliot detestava o dia e os trolls, bem, continuavam a dormir.

– Será que seus futuros sogros não possuem uma poção para me fazer gostar do sol? — O velho humor negro havia retornado a habitar na vampira. Isso deixou Anna mais aliviada, mas estava preocupada com Elsa, ela não era fácil de se animar e isso Elliot sabia muito bem — talvez fosse um bônus do casamento, conhecer bem o seu parceiro -.
A loira não se daria por convencida tão facilmente. Ao aproximarem-se, uma pedra rolou ao encontro das três jovens e uma estava um pouco mal-humorada devido sol. Elsa ainda tentava persuadir a irmã a voltar e cuidar dos preparativos do casamento, mas a caçula não deu o braço a torcer. A rocha mostrou-se ser o velho "Pabbie" e soltou uma brincadeira com Anna, reverenciando a Rainha e olhou para Elliot que cobria os olhos com a palma da mão alva.

– Posso fazer você esquecer seu ódio pelo sol, se quiser. — Disse a rocha idosa, uma criatura baixa com uma juba loira escuro e sobrancelhas, pele cinza, grandes orelhas, traje verde escuro coberto de cristais amarelos brilhantes com uma capa verde.

Esse era o velho Pabbie.

– Isso parece interessante. — Articulou Elliot.

– Sinto muito, mas, Pabbie não estamos aqui para resolver o problema da minha irmã com o sol — Anna dizia ao pausar e limpar a garganta — estamos aqui para saber sobre nossos pais, o que eles realmente estavam fazendo naquela viagem?

O ancião segurou o velho livro e disse negar saber o propósito. Mas sabia para onde iam e contou que os pais não iam para as ilhas do norte, indagando sobre o porto Misthaven. O velho retornou a sua forma de rocha e deixou as três confusas, suas mentes nadavam perdidas naquele oceano agitado.

– Nós temos a resposta. — Disse a princesa Anna animada e Elsa a rebateu informando que haviam mais perguntas e questionaram-se sobre o que o ancião contou. Elsa alertou que não poderia viajar e abandonar o reino, ela ainda possuía suas obrigações como Rainha. A caçula se ofereceu para ir o que deixou Elsa preocupada. Elliot pigarreou interrompendo aquela conversa.

– Melhor irmos. — Disse serena a vampira começando a caminhar. Anna não se deu por satisfeita e planejava algo em sua mente.

Enquanto Elsa organizava o reino, Anna e Elliot conversavam no quarto da caçula.

– Eu preciso ir para esse porto, lá pode haver as respostas que buscamos.

– Eu sei. Esse nome não me é estranho, Misthaven. Escute Anna quero que faça exatamente o que eu irei dizer.

Elliot conversou com a irmã que ouvia atentamente e logo foram interrompidas por três batidas na porta, era Elsa. Estava suspeitando a reunião secreta das duas irmãs.

– O que estão fazendo?

– Falando sobre o bolo do casamento. — Disse Anna rapidamente sorrindo ao olhar para Elliot que concordou com um sorriso lavado. — Bom eu preciso fazer algumas coisas, são tantos preparativos. — Dizia a caçula ao sair pela porta deixando as duas a sós.

– Você mente muito mau Elliot. — Disse a Rainha estreitando os olhos.

– Eu não disse nada.

– Seu sorriso entregou você. Sempre sorri torto quando está nervosa.

– É uma ótima informação. Anotarei isso na minha lista de "Como enganar a Elsa" — brincou ao aproximar da esposa.

– O que estão tramando?

– Ela só queria me animar amor. A descoberta do nosso pequeno hospede folheado não foi muito boa. Nem para mim e nem para você.

– Nem me fale. — Elsa afastou-se aproximando da janela de vidro que havia no quarto de Anna.

Elliot aproximou-se por trás e enlaçou sua cintura, ela sentia a pele gelada da vampira não a incomodava, estava acostumada com o frio. O peito mal se movia, ela não precisava respirar, mas mesmo assim fazia esse movimento quando estava apreensiva e Elsa sabia disso, conhecia Elliot tão bem como a palma da sua mão. A vampira repousou o queixo no ombro da amada sentindo aquele aroma cristalino e gelado com suave toque de flores do campo. Era um aroma único que ela saberia distinguir em qualquer lugar, farejaria Elsa a milhões de quilômetros, aquele cheiro estava impregnado em sua mente. A rainha sentia-se tão segura quando sua amada a abraçava assim, por um momento esquecia dos problemas e das responsabilidades que a cercavam, esquecia até mesmo do "hospede folheado" que Elliot falara.

– Eu amo você. — Sussurrou a vampira com a boca próxima da cavidade auditiva da loira que rapidamente se ouriçou ao ouvir aquela voz melodiosa e baixa.

– Também amo você. — Virou-se para fitar aqueles olhos vermelhos e depositou um tênue beijo nos lábios finos e royal da vampira que retribuía deliciosamente bem. A porta estava sendo batida incessante vezes, era um de seus súditos reais.

– Rainha Elsa? Está aí? — Continuava a falar.

– Precisamos ir... Nosso reino nos espera. — Dizia Elliot fitando Elsa que sorriu fraco.

– Já vamos sair. — Informou ao vassalo.

– Sim Majestade.

– Irá comigo? — Questionou Elsa à Elliot.

– Eu não posso, preciso resolver outros assuntos com o povo. Mas logo estarei com você. — Ambas abriram a porta e seguiram por corredores distintos, Elsa e Elliot se entreolharam pela última vez e seguiram com a caminhada.

Enquanto a Rainha estava de volta ao seu gabinete, Anna e Elliot encontravam-se as escondidas no celeiro. Sven, a rena, encontrava-se comendo uma bela de uma cenoura.

– Você conseguiu tudo o que pedi?

– Sim, consegui. Só não consigo entender porque você quis essa blusa bufante. — Anna olhava ao tirar da sua bolsa.

– É para meu disfarce.

– De que? De pirata? — riu a caçula.

– Melhor de pirata do que de Rainha não é? Eles poderiam me reconhecer. Bom agora só falta o garoto do ge... — antes de terminar de falar Kristoff apareceu.

– O garoto do gelo você ia dizer? — Ele disse com seu novo penteado de cabelo. — Só me explique uma coisa, porque eu tenho que ficar com a Elsa enquanto vocês duas partem? Eu deveria ir com a Anna e você ficar aqui com sua esposa, não é a lógica?

– Garoto, vamos para uma Floresta Encantada. Anna e eu precisamos descobrir o que nossos pais queriam dizer naquele diário.

– E queremos que fique aqui com a Elsa, não queremos deixa-la sozinha. — Anna completou.

– É, ela precisa de alguém para liberar suas emoções quando souber que sumimos.

– Em suma, irão me deixar aqui para ouvir os sermões que sua irmã dará? — Kristoff cruzou os braços.

– Sim... — Disse Elliot que foi logo repreendida por uma batida no cotovelo suave por Anna. — Quer dizer... Não. É só para fazer companhia. E então? Vai ficar ou eu tenho que te prender aqui a força?

– Claro. Não precisa voltar para as ameaças, eu já entendi. Achei que tínhamos superado os " Eu matarei você se caso não fizer isso". — Disse Kristoff enquanto falseteava o tom ameaçador da vampira.

– Ótimo. — Elliot e Anna deram as últimas informações para partirem.

Ao perceber que nem sua esposa e muito menos sua irmã apareciam no gabinete, Elsa resolveu procura-las e descobrir onde estavam. Procurou por todo o castelo perguntando a alguns súditos se os mesmo viram as irmãs. Após buscar incessante por todo o reino, havia somente um local que a rainha não ousou entrar, o celeiro. Elsa entrou naquele ambiente rústico e com um cheiro totalmente diferente do que estava habituada.

"Isso parece o cheiro do Kristoff" pensou a Rainha.

Seus olhos azuis caminharam rapidamente em direção a Sven que continuava a mastigar lentamente seus fenos agora. Chamou por Kristoff sem obter respostas.

– Onde está a Elliot e a Anna? — Dirigiu-se ao animal que apenas fazia alguns barulhos e encarando a Rainha. — Não seja dengoso, responda para mim. — Sven começou a mastigar rapidamente aquele alimento, parecia nervoso.

– Calma Sven, Ela não consegue ser mandona. — Dialogou o garoto do gelo que foi logo retrucado por Elsa afirmando que não era mandona, ficaram por um tempo neste debate até que ela se pronunciou.

– Onde elas estão?

– Quem? — Kristoff se fez de desentendido.

– Ora, minhas irmãs!

– Não estão no palácio?

– Se estivessem eu não estaria aqui. — O rapaz tirou o pequeno gorro que cobria sua cabeça tentando mostrar seu novo corte de cabelo afim de distrair e se livrar dos questionamentos da Rainha. O que não surgiu muito efeito.

– Elas saíram juntas. Como você estava muito ocupada resolveram comprar coisas... — fez uma breve pausa ao franzir o cenho — para o bolo. Sabe como as noivas ficam com o casamento, acham que nada é o bastante que nunca está perfeito. Eu tentei dizer que estava tudo bem, mas você sabe como são suas irmãs.

– O bolo está pronto, não precisa comprar mais nada Kristoff. — Afirmou Elsa.

– Bom... Ela achou que só aquele não daria para todo mundo. — Kristoff limpou o suor que começava a brotar em sua testa.

– Já analisamos o bolo e a quantidade de pessoas várias vezes. Isso é mentira. — Kristoff calou-se tentando pensar em algo.

"E agora? O que digo a ela?" pensou desesperado.

– Fale homem das renas o que está acontecendo? — Inquiriu a Rainha.

– Fico surpreso com tamanha criatividade que você e a Elliot possuem. Sou garoto do gelo, homem das renas, o que mais faltará? — Suspirou e continuou — Tudo o que sei é que foram resolver detalhes para o casamento.

– Você está tentando me atrasar... Para onde elas foram? Não me faça perguntar novamente. — suspirou ao dizer em reflexão. — Porto Misthaven?

– Sim... Elas foram investigar.

– Quando irão partir?

– Bom... Eu acho que... O navio delas pode sair... A qualquer momento. Eu não queria mentir, elas me colocaram nessa e você sabe que se eu recusasse qualquer coisa a Elliot iria sugar o meu sangue. — Elsa saiu rapidamente caminhando em direção ao estaleiro de Arendelle. — Elsa espere! — implorou o rapaz correndo atrás dela. Ao chegarem no porto de navios o mesmo já havia partido, a loira avistou aquela enorme caravela distante, flutuando nas águas. Olhou preocupada aquela embarcação.

– Precisamos ir atrás delas. — Ao ouvir o que a Rainha disse Kristoff negou, fazendo Elsa encara-lo.

– Nós dois conhecemos elas e sabemos que elas vão ficar bem. Ela está com a Elliot uma irá proteger a outra.

– Não deviam ter partido, é um lugar estranho e hostil, é diferente de escalar a montanha do norte. Você deveria ter impedido.

– Como? Elliot me mataria. E também... Elas disseram que era melhor eu ficar.

– Por quê?

– Não queriam que ficasse sozinha. — Silêncio entre as partes surgiu de repente, até que Kristoff continuou — Elas vão ficar bem, eu acredito nelas. Você deveria ter visto como elas foram bem para resgatar você. Elas nunca desistem de quem elas amam. Nem Anna nem Elliot desistiriam de você. Nunca desistiram.

– Mas eu nunca soube desse lugar.

– Você deve conhecer pelo nome que os habitantes usam.

– E qual é?

– A Floresta Encantada.

A caravela navegava firme, o ar fazia as tranças de Anna dançarem na atmosfera. As irmãs estavam no convés admirando a imensidão do mar. Elliot olhava para trás sentindo uma pontada por ter deixado Elsa. Anna tocou suavemente sua mão gélida e falou:

– Retornaremos em breve. Ela vai ficar bem, eu sei.

– Espero que seu noivo faça uma boa companhia para ela.

– Ele vai. Kristoff sabe ser bem prestativo quando quer.

– Espero que der tudo certo. — Elliot trajava sua blusa branca bufante e descansando em sua cintura um espartilho preto. A calça de couro preta e botas negras na altura do joelho tinham ao lado o sabre preso ao cinto. Uma manta negra envolvia seu pescoço. Enquanto Anna, trajava sua antiga roupa que usara para resgatar Elsa com sua capa de cor magenta.

– É nossa segunda aventura juntas. — Sorriu Anna.

– Por um lado estou animada com essa aventura e um pouco temerosa. Não sabemos que seres habitam lá.

– Iremos descobrir quando chegarmos lá.

– Eu espero que logo, o balançar do navio está me deixando enjoada.

– Achei que não enjoava em navios.

– Não quando eu flutuo. E por enquanto não posso fazer isso. — Disse a vampira