Once Upon a Time - Frozen -

24 Capítulo 24 - Almas amaldiçoadas -


Naquele momento os cinco, Anna, Elsa, Elliot, Emma e Kristoff caminhavam na rua principal para a lanchonete da vovó, onde as fadas estavam a espera da jovem para reverter aquela maldição. Gold escutou quando Bella anunciou que Emma estava voltando com Anna. A esposa o questionou o que ele achava, se elas iriam conseguir. Rumples olhou ao redor e respondeu que talvez, mas havia aprendido a nunca confiar em uma fada. Segurou as mãos de Bella conduzindo-a para fora do estabelecimento fazendo um discreto aceno de cabeça para Killian em outro cômodo escondido das fadas.

A fumaça de nuvem rastejando sobre a cidade se alastrava, Elliot estava com os olhos ainda pairando sobre a fumaça arroxeada com suaves tons de cinza foncé e relampejando freneticamente, quando Elsa tocou em seu ombro. Elas sabiam que ainda não havia acabado, que a felicidade que tivera não estava plena. Será que estariam a salvas com Anna ali para fazer um contra feitiço? Será que ela poderia voltar a vida que poderia ter tido? Elas não sabiam. Anna contava o que havia ocorrido em Arendelle. Tia Ingrid havia enfeitiçado Elliot e ela, Emma falou que assim as duas eram realmente imunes à maldição. Revelou mais que ela só havia prendido Elsa naquela urna por causa do feitiço e jamais faria isso com uma das irmãs. A aventura de Kristoff e Anna fora longa, enfrentaram Hans para fugir do castelo, tentaram encontrar a estrela dos desejos com um pirata que estava a serviço de Hans e finalmente, foram colocados em um baú e jogados no mar. Eles caminhavam apressados para a lanchonete, após o fim da revelação de Anna, ela observara Storybrook e pensou como era esquisito aquele reino. Emma correu na frente abrindo a porta e não havia nenhuma fada, ninguém sequer. O que ela não sabia era que Killian e Gold estavam por trás disso.

– O que aconteceu aqui? — questionou Elsa.

– A Rainha da Neve deve ter feito isso — respondeu Emma.

– O que isso significa? — Anna perguntou observando o lugar estranho.

Emma respondeu a irmã caçula de Elsa e Elliot — Significa que mesmo com vocês aqui não podemos proteger ninguém.

– Deve haver outra forma de quebrar a maldição Emma — disse Elliot. — Não podemos desistir agora.

– Mesmo assim, temos que nos preparar para o pior — informou a xerife.

Gold levara Bella para a sua loja querendo proteger a esposa dos outros que fossem atingidos pela maldição, Mas como ele era o senhor das trevas, ele era imune, porém, aquela sorte não dizia respeito a jovem Bella. Ele pediu para sua esposa ir para os fundos da loja e ele protegeria a loja com um feitiço e logo voltaria para ela. Ela abraçou seu marido apertado e entrou no departamento. Gold lançou o feitiço, protegendo-a. Killian chegou poucos segundos depois, carregando o chapéu dentro da caixa em suas mãos.

– Você terminou?

– Ela ama você Gold, pode ficar com ela ou com todo o poder do mundo. A escolha é sua — disse Killian.

Gold pegou a caixa de suas mãos e informou que poderia ter os dois ao se afastar do rapaz.

– Agora que fiz o que queria já terminamos! — exclamou o rapaz.

"Até parece" pensou Gold. — Não, não vou desistir de te controlar ainda. Não até ter tudo o que quero.

– E o que é? — inquiriu Killian curioso.

– Isso não é de sua conta — Disse Gold, — Mas até amanhã tudo deve ter acabado, incluindo sua vida. Agora vá meu caro. Aproveite o seu último dia neste ou em outro reino. — Gold saiu deixando Killian na frente de seu antiquário.

Emma havia recebido uma ligação de David e Mary Margaret que pareciam ter tido uma ideia. Todos se dirigiram para a delegacia ansiosos pelo que os pais da xerife iriam contar. Inquiriu qual seria o plano. Quando David viu seu velho amigo Kristoff sorriu e se abraçaram revelando que ambos haviam cortado o cabelo. As garotas ficaram de fora, menos Anna e talvez Elliot se recordasse de David.

– Estou vendo que trouxe sua adorável noiva, a Joan. — David brincou com Anna.

– Era só um codinome quando eu e Elliot ficamos no celeiro do David. — Elsa inquiriu baixinho se Elliot havia ficado no celeiro do rapaz, ela respondeu que parecia que havia ficado pela história de Anna. — David, gostei do seu cabelo, não que eu não gostasse antes. É bom revê-lo. — Ela abraçou seu velho amigo que apresentou depois sua esposa, Mary que segurava o bebê Neil e apresentou sua filha Emma. Anna ficou estupefata. — O que? Como pode ser sua filha?

– Longa história. — Retrucou Emma. — Depois que escaparmos desse feitiço eu conto. O plano? Qual é o plano?

David e Mary suspiraram, ela caminhou pegando as chaves das celas e disse que aquilo era o plano. A Sra. Blanchard anunciou que ela, Anna, Elsa e Elliot eram imunes aquela maldição e eles precisavam ser protegidos. David informou para Kristoff que ele deveria ficar atrás daquela mesa robusta, as algemas estavam dentro da gaveta. Elsa caminhou e abriu aquele compartimento na mesa retirando uma algema.

– Eu não vou prender vocês! — exclamou Emma.

– É preciso.

– Aqui não vamos fazer mau a ninguém — os pais de Emma dialogavam a respeito.

Elsa ajudou a prender Kristoff na mesa e a vampira observara tudo quieta. Era um momento difícil para todos ali. Emma estava angustiada, não sabia quanto tempo duraria a maldição ou o que poderia acontecer, eles poderiam morrer de fome. Mary Margaret falou que confiava na filha e ela iria dar um jeito e iria salvar eles. Mary estendeu o moio de chaves para a filha e implorou para que ela fizesse aquilo.

– Henry está em um local seguro, Regina e os outros podem se cuidar. — Disse Mary enquanto Emma trancava David. Questionou sobre seu pequeno irmão, Neil. — Você vai ficar com ele Emma. Não temos medo da sua magia. Com ela você enfrentará a Rainha da Neve e vai vencer! — Mary se trancava em sua cela.

– E depois você poderá voltar aqui para abrir todas essas portas. — Disse David.

Mary voltou a falar. — Henry estava certo, você é especial e essa particularidade nos salvará. Todas vocês — Lagrimas brotaram nos olhos da Branca de Neve.

– Você tem pais maravilhosos Emma. — Elsa falou emocionada com aquele momento em família.

– Eu sei. — Emma estava desesperada e preocupada com seus pais, o que poderia acontecer. Neil estava em seus braços embrulhado por uma manta azul confortável. O garotinho não fazia ideia do que estava presenciando. Killian a chamou, ele queria conversar com ela. Emma pediu para Elsa o segura-lo, a Rainha de Arendelle assim fez ficando entre Elliot e Anna que admiraram o pequeno Neil que dormia a sono solto.

– Ao menos ele está tão tranquilo. — Elliot falou com os olhos angustiados também.

– Tudo dará certo.

Emma e Gancho foram para outro cômodo da delegacia. A xerife inquiriu o que ele fazia ali, era perigoso estarem juntos, ele não era imune. Killian disse que sabia sobre o risco, mas precisava vê-la antes de se acorrentar em algum banco longe de todos. A loira estava com lágrimas nos olhos, anunciou que não era do tipo de garota que se despedia com um beijo, mas desta vez quebraria as suas regras. Ela depositou um beijo molhado e salgado nos lábios de Killian, lágrimas escorriam ainda de seus olhos, Gancho retribuiu com a mesma intensidade o beijo molhado e se abraçaram. Trovões ribombavam acima de suas cabeças anunciando a proximidade da maldição. Ele se despediu e saiu do departamento, Emma voltou para a sala onde todos estavam, pegando Neil novamente. Elliot encarava o horizonte pela janela o céu estava ficando totalmente negro.

– Já está começando. — Elsa se aproximou quando a esposa falara segurando sua mão e entrelaçando seus dedos. A vampira fitou o profundo azul brilhoso dos olhos de Elsa. Abraçou a jovem depositando um beijo tênue em sua fronte. Anna aproximou das duas irmãs encarando aquele céu obscuro.

– Parece que teremos mais uma aventura juntos. — disse a caçula.

– Ele vem vindo. — Mary segurou pelas grades a mão de David. Todos encaravam a janela, a fumaça arroxeada estava bem ali diante de seus olhos.

Regina estava em sua cripta lançando um feitiço para mantê-la presa naquele local. Havia deixado Henry no gabinete da prefeitura também protegido, Robin gostaria de ter ido com sua amada, mas era perigoso estarem juntos agora. A maioria dos habitante de Storybrook estavam se aprisionando, se acorrentando. Mantendo uns afastados dos outros. As luzes começavam a falhar, todos estavam apreensivos. Ruby pediu para a vovó prende-la e acorrentar suas mãos. Talvez assim não fugiria ou mataria os outros em sua forma de lobo selvagem.

Do céu minúsculas gotículas, fragmentos de espelho cobriam a cidade como uma chuva prateada, a maldição havia começado. Pelo exaustor aqueles fragmentos adentravam a delegacia caindo sobre os setes, Anna, Elsa e Elliot estavam juntas próximas a Kristoff, Emma ao lado com seu pequeno irmão e David e Mary de mãos dadas em celas separadas. Os grãos caiam sobre os olhos do garoto do gelo, do xerife e sua esposa. Suas mãos separavam delicadamente, a maldição havia começado sobre Storybrook.

Mais tarde, a noite já reinava em Storybrook e os habitantes gladiavam-se, flechas, machados, voavam por toda parte como uma velha taberna do Oeste com seus cowboy fora da lei raivosos. Mary estava sentada no catre da cela assim como David, se encarando. Estavam discutindo como era previsto pela maldição. Falavam os defeitos um do outro fazendo Kristoff começar a discutir com Anna sobre o casamento, a princesa de Arendelle alertava que tudo aquilo era o feitiço. A jovem se afastou antes que o garoto do gelo machucasse ainda mais com suas palavras. Elsa, Emma e Elliot estavam juntas, a xerife alertava que os pais dela não eram assim. Elliot estava inconformada precisavam fazer algo e rápido. Estava muito pensativa, enquanto Elsa falava com Emma de que eles estavam mostrando o pior lado deles.

– Ao menos somos todas imunes. — disse Elsa.

– Precisamos fazer algo, — disse Elliot.- eles estão presos, mas há muitos em Storybrook soltos por aí.

– Vai ficar tudo bem, lembrem-se. Eu sou a salvadora. — Emma ninava o seu irmãozinho o máximo que podia.

– Isso é um emprego de verdade por aqui? — indagou Anna.

– Parece que sim. — continuou Emma. — Prometi a eles que traria seus finais felizes e vou trazer. Só não sei como no momento.

A vampira olhou para a xerife. — Estamos aqui para ajudar. Vamos pensar em algo.

– Eu acho que tenho uma ideia! — exclamou Anna. Isso ocorreu mais rápido do que elas pensavam. Prosseguiu Anna. — Lembra quando a tia Ingrid teve a ideia dessa maldição? — Todas negaram, era algo desconhecido, a caçula voltou a explicar. — É de uma lenda chamada de "Espelho de Trollden". — Emma informou que nunca havia ouvido falar. — A origem não importa, é como quebraram a maldição. — ela suspirou. — Oh! Eles tiveram que matar o rei.

As quatro se entreolharam pensativamente.

Seriam capazes de matar Ingrid?