Once Upon a Time - Frozen -
14 Capítulo 14 - A vampira desaparecida -
Notas iniciais
Em uma parte mais escura na floresta daquela cidade no Maine, a mulher conhecida como Ingrid por Elliot e Sara Fisher para os habitantes de Storybrook havia criado/construído um castelo de gelo onde estava escondida com sua sobrinha Elliot que contou tê-la procurado por dias naquele reino estranho, mas o cheiro dela sempre mudava de direção, isso dificultou sua busca. Ingrid a inquiriu como ela havia chegado até aquele mundo. Elliot narrou sua história que depois que a tia a deixou aos cuidados de "sua amiga", ela fora levada para um lugar muito hostil e escuro. Havia muitas pessoas como ela, muitos vampiros. A vampira foi submetida a vários treinos rigorosos e a castigos torturantes, mas uma noite ouviu falar de um mago, um mago muito poderoso. Ela conseguiu fugir daquela castelo em que estava vivendo e foi em busca do mago de nome engraçado. Ele a propôs um acordo.
– Que tipo de acordo? — Ingrid estava curiosa com o acordo que o mago propôs a sobrinha.
– Ele queria em troca um anel que eu tinha. Não sei quem havia me dado, mas como possuía dois não vi mal algum entregar aquele, ao menos ainda tenho este. — Elliot mostrou a aliança dourada que possuía na mão esquerda, mas não sabia de onde havia surgido aquele anel. A única coisa que sentia era que ele representa algo importante, especial para ela. — Ele me deu uma espécie de feijão mágico. Disse que os feijões eram como portais e que se eu pensasse para onde desejava ir, ele me levaria. Quando atravessei estava nesse reino estranho. — Ingrid sorriu ao captar os inúmeros pensamentos que teve.
– Que bom que estamos reunidas minha doce Elliot. Assim poderá me ajudar com meus planos.
– Ajudarei no que for preciso Tia Ingrid. Mas...
– Mas?
– Esse reino é deveras estranho. Enquanto procurava por você vi objetos andantes estranhos e roupas desconhecidas. O que me surpreendeu fora um boneco de neve que me despertou de meu sono e vários gritos. — informou a sobrinha.
– Não se preocupe com isso e quanto a cidade, logo se adaptará a ela. — Sorriu a tia.
Enquanto isso na delegacia Elsa e Emma continuavam a verificar vários registros, o problema é que a Rainha de Arendelle estava achando aquilo uma perda de tempo, enquanto liam as suas irmãs poderiam estar em perigo, achava que deveriam mudar de estratégia e irem atrás da Rainha de Neve. Emma a informou que se pudessem já teria feito, mas o problema é que não sabiam onde ela estava. A Rainha da Neve é uma mulher bastante astuciosa e pareceu para ambas as loiras que conheciam a muito tempo. Elsa indagou a Emma se ela poderia ter apagado as memórias delas e afirmou que sim, ela havia apagado as suas memórias, só não sabia o por quê. Enquanto Emma entregava o café da manhã para o prisioneiro, Elsa encontrara um pequeno e retangular envelope amarelo contendo algumas fotografias, ela mostrou para xerife que logo sorriu, contando que aquelas fotos foram tiradas quando ela chegou em Storybrook e Regina havia abusado do poder de prefeita, mandando alguém segui-la e tirarem fotos. Aquelas eram as primeiras semanas com Henry, a primeira vez tomando sorvete, o primeiro dia de aula. Porém, no meio daquelas fotos havia uma pela qual ela não se lembrava. Era uma foto dela e de Sara Fisher na sorveteria. Emma ainda não conseguia lembrar daquela mulher, mas achava que alguém poderia lembrar, a pessoa que tirou as fotos.
Regina questionava seu espelho, Sidney se já havia encontrado ela. O mesmo questionou quem? A Marian, Emma Swan? a Rainha Má possuía muitas inimizades para ele acompanhar. A ex-prefeita suspirou, parecia estar perdendo o último fio de paciência com aquele homem/espelho. Ela fora direta com ele, precisava saber onda a Rainha da Neve estava escondida. O espelho a inquiriu se ela ainda não havia se encontrado com a Rainha da Neve, ele lamentou. E ela ordenou para que ele a encontrasse.
Enquanto Regina aguardava informações do espelho. David e Mary Margaret analisavam como Bella French tinha jeito para bebês, ao menos era isso que David tentava por na cabeça de sua esposa que não queria se afastar do filho por nenhum momento. Informou para David que não queria perder nenhum segundo sem ele, os bebês cresciam rápido. Mas na verdade, no fundo era para recompensar os anos que perdeu com a Emma. O príncipe encantado afirmava que o filho, Neil, iria ficar bem e precisavam daquele tempo só para eles.
– Você está pronta para um passeio noturno? — Mary apenas acenou que sim, apesar de ainda estar preocupada.
O crepúsculo estava dando as boas-vindas para Emma e Elsa que acabavam de estacionar o fusca perto da cripta de Regina. A xerife suspirou ao ver aquele lugar de pedra. A Rainha de Arendelle questionou se estava tudo bem com a loira e ela contou que eram as fotos, aquela época fora turbulenta, Regina e ela se odiavam. Lembrou das inúmeras tentativas de Regina para manda-la embora da cidade, das vezes que a morena tentou envenena-la com maças e tortas de maças. A antiga prefeita fora um osso duro de roer naqueles primeiros dias.
– Mas parece que vocês evoluíram desde então. — Disse Elsa. A xerife informou que pareciam ter regredido desde que trouxe Marian de volta e queria mudar aquela situação, indagou se a Rainha iria entrar com ela. — Eu acho que isso é algo que vocês deveriam conversar sozinhas. Olha, se as coisas melhoraram entre vocês uma vez podem melhorar de novo.
– Duvido. Quando você erra com alguém não tem como concertar. — disse a xerife sem muita esperança.
– Por quê você diz isso?
– Experiência... — Emma saiu do carro caminhando até aquela construção de pedra. Empurrou o caixão que escondia abaixo uma passagem secreta. A escada a conduziria até o covil de Regina.
Regina continuava a ler livros com esperança de encontrar uma cura para Marian, afinal ela havia prometido ajudar Robin. Passos estavam sendo ouvidos e uma silhueta fora vista de soslaio. Era Emma parada em sua frente. Ela a encarou por um breve segundo e retomou a fitar as letras do livro ao falar que era uma surpresa desagradável e que estava ocupada tentando salvar a esposa do seu verdadeiro amor. Emma revirou os olhos e estendeu as fotos que Elsa achara, inquirindo o que ela sabia sobre aquilo. A foto dela com a Rainha da Neve. Regina olhou a foto e respondeu que parecia que Emma e a Rainha da Neve eram amigas, ou animigas, melhor dizendo. Porém, a xerife não conseguia se lembrar daquele momento e esperava que a prefeita lembrasse, já que foi ela que pediu para o Sidney tirar aquelas fotos quando Regina mandou ele a espionar. A prefeita falou que ele nunca mencionou nada e seu palpite era de que Emma não havia dado gorjeta. A xerife suspirou e disse que deveria falar com o Sidney e quis saber se a mesma não viu o homem. A Rainha Má a informou que andava ocupada com a Marian no problema que a xerife havia criado.
– Eu vou te deixar em paz. — pausou Emma ao prosseguir. — Algum progresso em descongelar a Marian?
– Isso não é da sua conta. — Rebateu sem encarar a loira.
– Poderia ser. Sei que não sou a sua feiticeira do ano, mas se quiser ajuda com feitiço me avise. — Emma estava se dirigindo a saída quando Regina falou se ela estava se oferecendo para ajuda-la. — Apesar de tudo, você fez muito por mim, então sim. Você me apoiou, então saiba que também te apoio.
– Senhorita Swan, de uma coisa eu tenho certeza, você NUNCA me apoiou e nunca vai me apoiar. — Aquelas palavras entraram como espinhos no interior de Emma.
A noite estava fria, o assobiar do vento despertou a atenção de Elsa, era possível ouvir os cricrilar e as corujas da noite. Porém, algo mais pode ser captado pelas cavidades auditivas da loira, a voz de Anna — será que era sua imaginação? — . Ela a chamava e pedia por socorro.
"Seria possível? Anna?" pensou.
Elsa abriu a porta do carro e observou em volta, queria ter certeza de que tinha ouvido aquilo. A voz de Anna novamente ecoo por aquela floresta. Havia uma espessa neblina naquela hora, o vento soprava para longe, a Rainha apertou os olhos ao perceber o molde de uma silhueta, sim, era idêntica a Anna. A voz se distanciava junto daquela pessoa que caminhava. Elsa começou a seguir a voz de sua irmã pela mata. Quando Emma saiu da cripta de Regina reparou que a loira não estava mais em seu carro e chamou por seu nome pelo qual não ouve resposta.
Regina admirava uma foto que possuía dela e de Robin, quando fora despertada de seus devaneios por Sidney com novas informações, ela escondeu o porta-retratos e o inquiriu sobre o que tinha descoberto. Ele afirmou ter encontrado o covil da Rainha da Neve e ela mandou contar rapidamente, mas o homem queria um acordo, sua liberdade em troca da informação. Regina o ameaçou ao dizer que já o prendeu em um espelho duas vezes, se estava achando ruim poderia cogitar voltar para cela do hospital. Ele não tinha escolhas além de levar sua mestra até ela.
David passou na cadeia com sua esposa para pegar um rádio já que Mary Margaret insistia ter uma forma de comunicação com Bella. O mesmo observou a cadeia e o prisioneiro não estava lá, havia fugido. Ele teve a brilhante ideia de investigar com a esposa como eles faziam quando eram mais novos. Mary o olhou apreensiva. Seria mesmo uma boa ideia pegou-se pensando.
Regina adentrou a floresta com um espelho pequeno em mãos na qual Sidney estava preso. Ela o informou que estava indo para o norte e queria saber o que deveria fazer em seguida, ele a mandou passar a ponte do pedágio e seguir para leste que a Rainha da Neve não estaria longe. Um estalar de galhos fora escutado atrás dela e rapidamente guardou seu espelho, era Emma.
– Regina?
– O que está fazendo aqui? — indagou a morena.
– Elsa sumiu, acho que foi enfrentar a Rainha da Neve sozinha, deve está em apuros. E você? Passeando pela floresta?
– Quero pressionar a Rainha da Neve e fazer ela reverter o mal que causou a Marian.
– Como sabe onde ela está?
– Explicar minha magia para uma novata seria uma perda de tempo. Ela está a leste da ponte do pedágio. — Regina estava prestes a continuar seu caminho quando Emma sugeriu:
– Devemos ficar juntas, a melhor chance de achar a Elsa é indo atrás da Rainha da Neve. Se importa com companhia?
– Faz diferença se eu me importar? Se eu disser que não você vem do mesmo jeito. — Regina disse ao sair andando na frente sendo seguida por Emma.
"Isso é verdade" Pensou a loira.
Distante dali Elsa corria atrás da voz de Anna que a chamava e implorava por ajuda. Atravessou muitas árvores até chegar em um desfiladeiro. Ele era muito profundo e só poderia atravessar por uma ponte de gelo. Ela avistou Anna do outro lado chamando-a, clamando por ela. A Rainha de Arendelle fez uma ponte de gelo e saiu correndo atrás da caçula, ela tinha a esperança de encontrar uma das irmãs agora. Quando estava ao fim daquela ponte a loira avistou a irmã cair entre aquelas árvores e gritou.
Mary e David faziam sua caminha noturna e procuravam Will Scarlet. David estava feliz com a presença da esposa ali em uma missão como nos velhos tempos. Mas ela disse que deveria estar em casa com Neil e não atrás de um ladrão. Já fazia mais de uma hora que estava fora de casa e achava que era um bom começo. David cedeu a persuasão da mulher e a liberou para casa, ele a beijou e saiu correndo para outra parte da estrada. Mary estava retornando o caminho que havia feito com David quando ao longe avistou algo, parecia alguém cavando. Resolveu continuar andando, deveria ser uma peça que sua mente estava tentando lhe pregar. Mas arriscou olhar uma segunda vez e se convenceu de que aquilo não era peça nenhuma e caminhou na direção daquela pessoa.
Emma perguntava para Regina para que lado seguir agora e a mesma disse que deveria pegar a direita. A xerife estava confusa, se era um feitiço localizador não deveriam seguir algum objeto flutuante? Regina perguntou se ela era uma especialista em magia e ela tentou dizer que no passado era, diferente. Regina só a alertou que havia muitos encantos que ela ainda devia conhecer e deveria estudar o ofício dela. Mas Emma ainda estava aprendendo, afinal aquilo não possuía uma vídeo aula para facilitar. Emma confessou que quando possuía a ajuda de Regina ela aprendia bem depressa. A loira recordou da primeira vez que a morena a ensinou a lançar fogo, fora na missão da terra do nunca para salvarem Henry. Mas a morena retrucou de forma espinhosa dizendo que não tinha tempo para dar aulas.
– Eu sei você é ocupada. Saiba que eu acho admirável o que está fazendo pela esposa do homem que você ama. — Regina parou de andar ao ouvir aquelas palavras. Questionou de forma irônica se havia impressionado Emma e que isso fazia tudo valer a pena. — Por quê está falando assim? Estou tentando te dar crédito, tentando ser legal.
– Tá bom, e depois? Vai elogiar minhas roupas, me maquiar, fazer tranças no meu cabelo e ligar para o Robin Hood para sairmos juntos? Você está tentando me conquistar para eu aliviar sua culpa pelo que você fez, mas eu não vou fazer isso! Intencionalmente ou não senhorita Swan, você trouxe a Marian de volta, você arruinou a minha vida e não há como concertar isso! Porque eu sei que você acha que não tinha a intenção, mas você feriu alguém. Então faça como eu, aprenda a viver com isso! Bem-vinda ao meu mundo. — Regina continuou a andar.
Elsa continuava a chamar o nome de Anna pela floresta e a buscar em todo o lugar a silhueta da irmã. Um vulto passou por ela e a voz de Anna pode ser ouvida, a jovem Rainha correu em direção a voz e o solo coberto por folhas fora substituído por neve, Anna estava ali na sua frente. A loira correu para abraçar forte a irmã que não moveu um músculo. Há mais de vinte passos delas, a Rainha da Neve surgiu e falou para Elsa que era bom ela ter encontrado uma das irmãs. Elsa mandou aquela mulher ficar longe delas e Ingrid estalou os dedos fazendo aquela "Anna" congelar e desaparecer como num passe de mágica. Elsa que estava mais próxima da Rainha da Neve foi algemada por correntes de gelo e a inquiriu sobre o que ela tinha feito com a Anna. A Rainha da Neve afastou para o lado mostrando a Elsa algo mais interessante, Elliot. A loira arregalou os olhos, não acreditava que estava diante de Elliot. A mesma a encarava com uma expressão indecifrável. Parecia travar uma luta mental.
– Sinto muito por todo o teatro, mas ela nunca esteve aqui de verdade, era uma ilusão de gelo, porque eu preciso de você. Porém, essa aqui é de verdade. — Disse ao tocar nos cabelos de Elliot.
– Por quê? O que fez com a Elliot?
– Como ela sabe o meu nome? — Elliot encarou a tia esbouçando um semblante confuso.
– Não se preocupe querida, não há dê atenção. — Ingrid fez um gesto com as mãos fazendo aquelas correntes puxarem Elsa para o tapete de neve, ajoelhando-a. Elsa gemeu de dor.
– Isso não está a machucando? — Elliot aderiu uma postura preocupada querendo ir em direção aquela mulher que a despertava tanta preocupação desconhecida. Elsa a implorava por ajuda, mas ela estava petrificada. A tia disse que ela deveria fazer conforme o combinado. Elliot correu pelas sombras deixando Elsa e Ingrid a sós.
– Por que ela não me conhece? O que você fez? — Ingrid não a respondeu dialogou que Elsa estava com tanto medo estampado e se soubesse controlar seus poderes poderia fazer algo grande, ela havia tido essa chance, mas desperdiçou. Ingrid falou que quanto mais assustada ela estiver, mais aquelas correntes serão fortes e era tudo que ela precisava por hora. Ela poderia dizer que não machucaria a Rainha de Arendelle, mas no momento o medo dela e a preocupação eram exatamente o que ela precisava. Ingrid saiu dali deixando Elsa presa.
Mary Margaret estava certa, seus olhos e sua mente não pregaram uma peça, havia alguém cavando um buraco naquela orla. Suspeitou ser o fugitivo que David dissera. O jovem parecia exausto a procura de algo, o inquiriu sobre o que ele procurava. Ele retrucou ao dizer que não era da conta dela. Mary com as mãos nos bolsos do casaco disse que ele deveria ter feito um mapa sobre o que ele estava procurando. Ele admitiu que fez um mapa. Ela estranhou e perguntou se ele havia perdido e o rapaz negou dizendo que estava dentro da sua mala sã e salvo. Quando ouviu a história do rapaz juntou o quebra-cabeça. Ele não estava viajando então enterrou a mala com o mapa e ele concordou com ela, ele havia feito um mapa para encontrar a mala, mas havia posto o mapa dentro da mala para encontrar a mala, havia estragado tudo e que isso acontecia com os melhores ladrões. Ela negou com a cabeça e disse que nem sempre acontecia. Ele reformulou a frase dizendo que acontece com os melhores que bebem um pouco demais. E rapidamente Mary concordou. Ele estava curioso, porque ela se importava? Ela disse que era a mulher do xerife o rapaz perguntou se era casada com a loira e ela disse que era mulher do outro xerife, a loira era filha dela. Mary dialogou com ele dizendo que nas fotos ele parecia mais alto e mais inteligente, Will ficou de pé dizendo que além de ser mulher do xerife ela o insultou de baixo e burro. Branca o questionou se ele iria fugir e ele disse que por sorte dela ele estava cansado demais. Fora aí que uma lâmpada acendeu no alto de sua cabeça. Mary passou a entender que ele não havia fugido, David o libertou para que ela o pudesse encontra-lo e prende-lo, apostava que ele não havia feito nada de errado. Will admitiu que bebeu e invadiu a biblioteca. Ela riu, um leitão embriagado pensou. Mary pediu logo para ele admitir aquela farsa elaborada e o rapaz perguntou e se ele confessar o que acontecia, ela disse que o perdoava. Ele refletiu e falou que deveria acreditar que a mulher do xerife iria solta-lo só se ele confessar? estava suspeitando aquela bondade, mas Mary disse que também era a prefeita o que rapidamente fez Will confessar que David havia soltado. Ela estava feliz por adivinhar o que o marido havia tramado.
Regina e Emma chegaram a ponte construída por Elsa, porém a xerife queria saber se era seguro, a morena ao subir as escadas disse que era sem se importar, o que fez a loira retrucar dizendo que não sabia porque se importava com a segurança dela. Quando estavam no alto da ponte um vento forte fez tremer aquela passagem. Emma falou que a Rainha da Neve havia encontrado elas e Regina apenas falou o nome de Sidney sem se sentir, aquele espelho havia informado a localização delas, era a única explicação. Ela pegou o espelho que guardava no bolso. Emma viu que ela havia mentindo ao dizer que ela não sabia o paradeiro do homem. Rapidamente a morena falou que não deveria contar tudo o que fazia. Ao abrir o espelho Sidney disse que ele não deveria contar tudo o que faz também, alertou para ela que a Rainha da Neve havia um presente para Regina, sobre o qual ele dizia bem feito. Sidney sumiu do espelho como se tivesse sido liberado. Emma chamou atenção de Regina, aquela ponte estava ameaçada a desmoronar, as duas correram para se salvar, enquanto cada bloco de gelo caia atrás delas. Elas pularam para o outro lado e conseguiram se salvar a tempo.
Elsa tentava se soltar com todas as forças daquelas malditas algemas, mas estava nervosa. Respirou fundo e fechou seus olhos pensando para si mesma "Eu não estou com medo, eu não estou com medo" Ao juntar suas mãos seu poder expeliu como uma rajada forte de vento quebrando as algemas.
Emma inquiriu Regina se estava bem depois de tudo aquilo e a morena ao olhar para frente, viu uma mulher rosnando com seus olhos vermelhos como duas pedras de rubi. Regina estava estupefata ao ver aquela mulher diante de seus olhos.
– Acho que temos um problema. — Elliot sorriu ao ouvir o que a outra dizia.
– Vamos nos divertir. — Elliot falou. Emma foi para o outro lado de Regina e concentrou os seus poderes atacando-a com algumas bolas cintilantes. Elliot desviou facilmente. — Vamos lá garotas, podem fazer melhor do que isso.
– Tudo bem, você que pediu. — Disse Emma e Regina atacou um pouco vacilante uma rajada de fogo seguido pelos poderes da xerife. — Regina porque não está mirando nela?! — inquiriu Emma, a morena nada respondeu ainda fitando a vampira.
Elliot se movia com tamanha velocidade que era impossível para as garotas acompanharem. Rapidamente ela incapacitou Emma segurando-a pelo pescoço, apertando lentamente e erguendo-a sobre o chão. — Quem é você? — Disse Emma com dificuldade.
– Eu me chamo Elliot. — A loira arregalou os olhos ao escutar aquele nome, a vampira a jogou pro lado, fazendo a salvadora ficar desacordada. Elliot virou para Regina. — Somos só nós duas agora. — a vampira caminhou na direção da ex-prefeita que não ousou recuar e nem ataca-la. — Você tem algo que quero.
Regina fora prensada contra uma árvore sendo enforcada por Elliot, a morena a informou que ela não era assim. A vampira rebateu perguntando se ela por acaso a conhecia. Regina afirmou que sim, o que deixou Elliot confusa. Mesmo assim a vampira colocou as mãos nos bolsos da morena retirando o pequeno espelho.
– Me devolva o meu espelho! Não pode leva-lo!
– Desculpe, mas preciso dele!
– Elliot não, Solte-a agora! — Aquela voz, onde a vampira já tinha ouvido? Por um impulso fez o que a loira ordenou e soltou Regina jogando-a para o lado.
– Vejo que se libertou das correntes. — Emma acordou e se levantou ficando ao lado de Elsa. — Duas garotas e uma desacordada? É um número um pouco injusto! Apesar de querer ficar para a reunião, eu preciso ir! — Das costas da vampira saíram duas asas com penugem negra, como as asas de um anjo caído. Sua envergadura era tremenda, poderia facilmente cobrir todo o corpo. Elsa olhou aquelas asas estupefata. Elliot não tinha aquelas asas, não naquele tempo. A vampira voava sem precisar daquilo. Aquela cabeleira branca que faziam às vezes as pessoas manter uma certa distância, tinha aquele quê resoluto, místico que Elsa conhecia muito bem. Suas asas bateram resultando em uma lufada de ar nas garotas, levantando voo e desaparecendo dali.
– Elliot... — Elsa dizia ao olhar para aquele céu com uma lua minguada entre as nuvens.
– Aquela era a sua irmã? Essa é a Elliot de quem falam? — Disse a prefeita se levantando.
– Sim... Você a conheceu?
– Sim. Por outro nome, em outra época. Bem longe de Storybrook.
– Há algo diferente, eu posso sentir. O corpo era dela, mas sua mente não possuía suas lembranças como uma concha vazia. — Elsa falou. — Vocês estão bem?
– Agora estamos, obrigada. — A xerife se dirigiu a prefeita — Por que não me falou sobre o Sidney?
– Porque apesar do seu desejo nós não somos parceiras, eu não pedi para você me ajudar.
– Mas ajudei se tivesse dito talvez não tivesse tido problemas.
– Ah tá! E dito o quê? Que eu prendi o Sidney no espelho para me ajudar a matar a Marian, mas depois mudei de ideia, pra que? Você nunca acreditaria em mim. Eu te conheço muito bem Swan. Para de tentar ser perdoada, porque isso nunca vai acontecer.
– Por favor, parem com isso. Precisam resolver suas diferenças ou Storybrook não terá a menos chance! — Elsa tentou intervir da forma melhor que pode.
– Nós nunca resolveremos por um motivo muito simples. Eu não quero isso. — A morena deu meia volta e desapareceu envolta de sua fumaça roxa.
No covil da Rainha da Neve, Elliot havia entregado o espelho que antes pertencia a Regina. Ingrid libertou Sidney daquela prisão que era o espelho. A loira estava sentada em seu estofado de gelo com sua sobrinha ao lado como um cão de guarda fitando o homem com seus rubis cortantes e violentos. A Rainha o informou que ele estava livre conforme o prometido e o moreno agradeceu, indagando se a mesma desejava algo para ele fazer. Ingrid o negou, não desejava nada dele, ela informou que não precisava dele, apenas do espelho em si. Ela explicou que ele deveria entender mais do que ninguém a importância do espelho, eles refletem nosso humor, desejo, nossa essência. Eles são como um receptáculo temporário para algumas pequenas frações da nossa alma. Ele não a compreendia bem, afirmou que ela possuía tantos espelhos. E ela confirmou, possuía vários, centenas, mas nenhum tão importante como aquele para o que ela desejava fazer e que o antigo lar do homem irá servir muito bem. Explicou que a pessoa que o prendeu ali encheu ele de muita magia negra. Ele a inquiriu o que ela iria fazer e ela disse que seria algo que a muito tempo à foi negado, Sidney estava curioso, desejava saber o que era, mas a Rainha negou-se a falar. Ingrid olhou para Elliot que a encarava-a furtivamente. Com um gesto de mão, abriu uma passagem atrás dele desejando-o que aproveitasse a liberdade. Ele se retirava quando a Rainha fez um gesto de confirmação com a cabeça para a sobrinha, o homem não possuiu a chance de se defender ou de ver o que lhe atacara, só sentiu seu sangue sendo drenado de suas veias por aquelas presas sugadoras que estavam cravadas em seu pescoço. Quando aquele corpo desfalecido parou de se debater, Elliot limpara o rosto ao observar sua tia retirar um pequeno fragmento do espelho de Regina e acrescentar no seu.
– Estou tão perto de conseguir o que quero. — Elliot aproximou-se dela. — Vamos minha doce Elliot, temos o que fazer, livre-se do corpo.
– Sim, tia Ingrid.
Elsa e Emma caminhavam pela floresta retornando para seu antigo fusca. A Rainha de Arendelle tentava esconder sua apreensão sem tocar no assunto da irmã. Pediu desculpas por ter fugido, a Rainha da Neve havia a ludibriado. Emma disse que estava tudo bem, ela também haveria feito o mesmo. A xerife resolveu tocar no assunto da outra irmã. Anna não era real, fora uma projeção de gelo, mas a outra era a sua irmã em carne e osso. Emma precisava saber o que Elsa estava omitindo.
– Aquela mulher de cabelos brancos e olhos vermelhos, Elliot, bom eu nunca vi um humano com tais olhos e possuir asas. O que ela é? — Emma dizia ao descer uma parte íngreme da floresta.
Elsa suspirou antes de falar. Ainda não havia contado a real natureza da sua irmã. Não conhecia aquela gente a ponto de saber se a ajudariam. — Elliot assim como eu, é diferente. Mas não possui magia. Mamãe e papai sempre nos contou sobre o dia em que Elliot veio parar na nossa família, fora a três anos antes de eu nascer. Uma mulher encapuzada escalou a torre do castelo de Arendelle e continha um embrulho nos braços, era Elliot, dormia no mais sono solto — sorriu ao lembrar da pequena Elliot — Ela estava ferida os camponeses a estavam cansando e ela não sobreviveu, naquele dia mamãe e papai a criaram como filha. A primeira para a linhagem da coroa. Mas desde nova mostrava suas aptidões, ela voava, demasiadamente esperta para uma criançada de sua idade, podia ficar invisível e corria tão rápido como o vento. Ela é uma vampira.
– Uma vampira? Do tipo que se alimenta de sangue humano, com presas e tudo? Estou me sentindo em um best-seller da Anne Rice.
– Perdão? — Elsa não havia compreendido a piada por trás.
– Não se preocupe, melhor deixar pra lá. E ela se alimenta de sangue humano mesmo?
– Quando vivíamos no castelo sua alimentação era regrada, limitava-se há animais. Não creio que tenha mudado.
– Assim espero, não quero mais um problema assolando Storybrook. Você disse que ela estava diferente?
– Sim, ela não me reconheceu como se tivesse sendo controlada ou enfeitiçada.
– Mas ela soltou Regina quando você a pediu. Ninguém teria feito isso se não tivesse reconhecido ou sendo controlada. Eu suspeito que sua irmã Elliot esteja sofrendo do mesmo mau que nós.
– A Rainha da Neve pode ter apagado suas memórias
– Exatamente. — Dizia Emma enquanto caminhavam. Para mudar um pouco do assunto Elsa perguntara por quê a xerife havia deixado a prefeita ir embora daquele jeito, informou que não deveria desistir assim. Emma sempre dissera que "Quando a confiança é abalada não tem volta" mas a jovem Rainha discordava da teoria da outra. Elsa havia aprendido com ambas irmãs, Anna e Elliot que nunca devemos desistir das pessoas. Ela dissera para a xerife fitando-a nos olhos "Se alguém é importante para você não desista dele! Mesmo que digam coisas ofensivas, que não abram a porta ou a janela e mandem monstros de neve para espantar." ambas sorriram ao caminhar e retornaram ao fusca amarelo. Emma ao ouvir aquelas palavras queria falar uma última vez com Regina naquela noite catastrófica. A prefeita encontrava-se pensativa em seu mundo, a vampira não era a mesma de anos atrás e ao avistar a loira bufou impaciente, queria saber o que ela tinha que fazer para a loira a deixar em paz. Não importava o que Regina dissesse, Emma iria falar o que veio naquela hora. A loira a fitou chamando a si de idiota e a morena concordou com aquilo, mesmo sem prestar atenção no que a morena dizia continuou sem ludibriar. Contara sobre sua infância a muito tempo alguém havia feito parte de sua vida e ela achava que seriam melhores amigas, mas a pessoa mentiu para ela e a xerife a afastou por isso. A jovem de nome Lily pediu naquele tempo para Swan perdoa-la, mas Emma nunca o fez e com o avanço dos anos ela percebeu que aquilo fora uma erro e se arrependeu de não ter perdoado a amiga de infância. Porém, o tempo já havia passado e o estrago já tivera sido feito, não queria errar uma segunda vez. Explicara que tinha mãe, pai, uma família em Storybrook, mas eles não compreendiam o ato de ser rejeitado, talvez o significado da palavra, mas o ato, as duas, ela e Regina entendiam bem a causa e o efeito daquela palavra. A xerife contou que não havia a procurado para amenizar a sua culpa, mas para serem amigas. Regina a questionou se achava que elas eram amigas. Com meio sorriso Emma respondeu que sim que era loucura, mas havia achado que isso seria possível. Afirmou que não iria deixar de tentar mesmo que a prefeita a quisesse morta. Ao ouvir toda aquela história Regina a chamou pelo nome e ponderando as palavras disse que nunca a quis mata-la. Emma sorriu ao ouvir aquelas palavras e contou que aquilo já era um começo.
Na casa de David Nolan e Mary Margaret, o pequeno Neil encontrava-se enfim nos braços da mãe protetora. O xerife havia retornado para sua morada e admirava sua esposa com seu pequeno filho. Mary puxou pela gola de sua camisa e o surpreendeu com um delicioso beijo, ele ficou estupefato com a reação da Branca de Neve. Naqueles dias a senhorita Blanchard andava atarefada demais com os assuntos da prefeitura, os cuidados com o pequeno Neil, tudo consumia uma alta carga de energia e dormir no total de oito horas na semana a deixavam esgotada. David entendia isso, então os momentos românticos eram postos de lado. Mas naquele momento ele fora surpreendido com um beijo doce e um "Eu te amo" no final. A questionou como o pequeno estava se havia sobrevivido a uma hora com a Bella, Mary explicou que ela havia sido ótima e cuidara bem de seu bebê. Contou a David que ela havia pego o ladrão. Ele encontrava-se brincando com o filho quando a olhou abruptamente em um semblante de dúvida. "Como assim?" ele havia inquirido ela explicou sobre o ladrão de nome Will Scarlet, o que havia "fugido" ela conseguiu encontra-lo, David ficou feliz com a informação da mulher queria saber se o rapaz havia voltado para prisão e Mary contou que havia o perdoado, o xerife franziu o cenho ao falar "O quê?" ela contou toda a história que havia entendido que ele havia escapado e que era para ela encontrar. Falou que o plano havia funcionado e aquela pequena "Caça ao ladrão" a trouxeram sentimentos e emoções que pensara não os possuir mais, sua essência havia regressado. O xerife apenas sorriu e confessou que não tivera nada haver com tal "plano" que ela achou que era. O prisioneiro Will havia realmente fugido da prisão. Ao saber disso ela ficou preocupada, mas o marido a consolou e deixaram o ladrão Will de lado.
Emma estava de volta a delegacia e remexia sua velha caixa com lembranças. Materiais, fotos, objetos, fitas, uma câmera, desenhos de sua infância e adolescência estavam ali, sua vida inteira cabia dentro de uma única caixa de papelão. Era um pouco frustrante pensar daquele modo. Killian apareceu depositando suaves batidas na porta com os nós dos dedos. Reparou que o semblante da mulher era triste, aborrecido. Ofereceu-lhe seu rum e logo ela tomou uma golada que saiu rasgando laringe abaixo. Ele notou a caixa de papelão branca sobre a mesa, a inquiriu o que era e ela o contou que era o que restava da sua infância. Questionou se poderia ter a honra de observar, fazer parte e descobrir mais sobre a mulher que amava. Emma levantou abrindo a caixa e observando alguns de seus objetos, óculos de sol, anéis. Emma encontrou uma velha câmera e a conectou no cabo USB com a tevê. Killian a observava. Logo surgira um vídeo de Emma e sua antiga amiga Lily em uma casa antiga, pareciam felizes sorriam no mais riso solto. Era contagiante ver aquela antiga Emma, adolescente, sorrindo assim, tão despreocupada e feliz. Um momento único. A questionou quem era a outra garota e o contou que era uma velha amiga. Rapidamente a tela ficou azul com chuviscos, o vídeo havia acabado, mas abruptamente outro estava no local, um pelo qual ela não recordara. Era um garoto que sorria muito, Emma não conseguia se recordar quem era chutou ser seu próximo lar adotivo. Gancho a questionou se havia bloqueado aquele momento e ela respondeu que acha que sim. Observou atentamente aquela tela até aparecer ela. Arregalaram os olhos ao ver, era Sara Fisher, a Rainha da Neve, ela estava naquele vídeo. Só podia significar uma coisa, ela realmente conhecia Emma.
No restaurante da vovó Elsa estava sentada onde antigamente era conhecido pelo "lugar de Regina". Seus pensamentos flutuavam para Elliot, o que de fato havia ocorrido com sua esposa? Henry chegou fazendo-a companhia. Perguntou se podia sentar-se com ela e a mesma consentiu. O mesmo trazia consigo o seu velho livro "Once upon a Time", retirou de sua mochila e mostrou para Elsa que não compreendia aquelas histórias, os personagens eram idênticos aos que estavam em Storybrook. A Rainha Má era a cara de Regina, Branca de Neve era Mary Margaret, Encantado era o David. Todos estavam ali. Mais uma vez falou que não entendia o que Henry queria dizer com aquele livro.
– Quero que entenda que todos eles vieram de um conto de fadas — continuou. — Se eles possuem uma história, você deve ter um livro que narra a sua também. E talvez lá encontre as respostas para o que procura.
– Acha que a minha vida está em um livro? — inquiriu a Rainha um pouco desconfiada.
– Acho! — afirmou Henry. — Precisamos encontrar o livro certo, eu vou ajuda-la.
– Obrigada Henry. Vocês são muito gentis por estarem me ajudando.
– É o que fazemos. Como foram com a busca? — Elsa contou todo o acontecimento, os fatos com a projeção de Anna, o encontro desastroso com Elliot e sua perda de memória. O garoto a animou, disse que resolveriam isso! Ele se despediu de Elsa saindo do restaurante levando seu livro. Ruby que estava trabalhando naquele turno não pode deixar de ouvir a conversa dela e do garoto.
Chegou oferecendo a loira um chocolate quente por conta da casa. Elsa agradeceu e experimentou aquela bebida e achou deliciosamente gostosa. Estava precisando disso. Ruby contou que não pode deixar de ouvir a conversa dela com Henry.
– Ouvi que está atrás das suas irmãs e que encontrou uma delas, mas não fora como o esperado. Sei que quer encontra-la. Talvez eu possa ajudar. A vovó me deixou tomando conta do restaurante e tenho tido muito trabalho, mas podemos procura-la amanhã bem cedo na floresta se você tiver algo dela.
– Algo dela? — Elsa olhou para o anel que era de Elliot e retirou apressadamente do dedo. — Isto serve?
Ruby cheirou aquele objeto e rapidamente espirrou. — Serve. — E mais uma vez espirrou. Aquele cheiro parecia familiar para ela.
– Você está bem?
– Estou. Sua irmã tem um cheiro peculiar. Amanhã bem cedo me encontre na frente da lanchonete.
Elsa sorriu com esperanças. — Muito, muito obrigada. Obrigada mesmo! — disse toda animada e Ruby sorriu feliz para ela.
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