Once Upon a Time

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Esta fic é prenda de aniverssário da Zelir, já que me esqueci de lhe dar os parabéns no dia dela. Para os demais, espero que gostem :)

Era uma vez... um bebé que sobreviveu à mais terrível das maldições. Seria de esperar, depois dessa tormenta, que a sua infância fosse o mais doce e simples possível. Porém, o destino parecia que tinha outros planos.

Esse bebé tornou-se adolescente em três tempos, um pouco mais forte, mas também mais desamparado. Harry apenas tinha a família como suporte, se é que se pode chamar aquilo de família ou de suporte. Quando fez 11 anos, o pequeno Potter descobriu um mundo novo, ao qual fazia parte desde que nasceu, tendo lhe sido negado para suposta proteção. Mal sabia ele o que estava para vir durante toda a sua estadia em Hogwarts.

No mundo da magia ele cresceu, fez amigos e inimigos, apaixonou-se, sofreu por amor, quase que se entregou aos prazeres carnais à pessoa errada. Tudo isso enquanto combatia, todos os anos, contra a visão deturpada de Voldemort de como deveria ser o mundo mágico. Ele não sabia como, mas venceria a guerra. Depois, só faltaria viver a vida em paz, ou assim pensava ele.

No dia da batalha de Hogwarts, havia dois lados dele presente. Um que queria pegar no seu bem mais precioso, fugir para algum sítio recôndito e viverem felizes para sempre. O outro lado queria acabar com a guerra de vez, tentando garantir, à distância, a segurança da sua razão de viver sem dar muito nas vistas. A última vez que estiveram juntos, decidiram separar-se, pois podia ser um alvo fácil e Harry já tinha preocupações que chegassem.

Com o aproximar do fim da batalha, tinha a certeza que faria de tudo para sobreviver e poder entregar-me ao amor. Agora que sabia que a sua outra metade estava viva, era só uma questão de tempo até tudo acabar. Só mais um pouco.

Porém, aquele dia parecia nunca mais ter fim. Quantas mais pessoas tinham de morrer para todos poderem ser livres? Quanto sofrimento ainda tinha de suportar? Voldemort chamava-o para se sacrificar por todos os outros. Na realidade, só uma pessoa o interessava naquele momento, por mais frio que pudessem ser os seus pensamentos. Por essa pessoa, ele sabia que daria a própria vida desde que significasse que sobreviveu. E assim, ele se entregou à morte.

Era uma vez… um bebé que nasceu rodeado da maior fortuna do país, numa família o mais tradicional e purista que poderia haver. Seria de esperar que a sua infância fosse o mais clichê possível, rodeado de tudo o que pudesse querer, visto que dinheiro não era problema. Porém, o destino parecia que tinha outros planos.

Esse bebé tornou-se num adolescente frio e calculista, como sempre o ensinaram a ser desde pequeno. Draco deveria ter a família como suporte, mas esses eram os primeiros a ensinar-lhe o quão cruel podia ser a sua vida.

Quando fez 11 anos, o pequeno Malfoy abriu as portas de um mundo novo, ao qual teria de ser soberano, subjugando todos os colegas da casa para poder cumprir o seu dever para com a família. Mal sabia ele o que estava para vir durante toda a sua estadia em Hogwarts.

Neste mundo novo, adquiriu súbditos e inimigos, fez amizades inesperadas, sofreu pela sua família e apaixonou-se pela pessoa mais inusitada de sempre. Tudo isso enquanto combatia, todos os anos, em nome de Voldemort, devido a um pacto mágico feito pelos seus antecessores. Ele não sabe como, mas nunca conseguiu fazer frente ao Lord das Trevas, nem por amor. Felizmente, tinha um padrinho espetacular que o ajudava a ocultar certas informações da sua vida, ou estaria bastante tramado se se soubesse dos seus desejos mais profundos.

No dia da batalha de Hogwarts, havia dois lados dele presente. Um que queria pegar na sua família, fugir da guerra e esperar que acabasse e depois lidariam com as consequências. O outro lado queria ajudar a acabar com a guerra, para poder finalmente ser livre, para poder perder-se nos braços do seu amado. A última vez que estiveram juntos, Draco tinha decidido não ser um fardo para a vida de Harry, optando por se separar da única pessoa que o fazia sentir-se vivo.

Com o aproximar do fim da batalha, tinha a certeza que ele ganharia a luta, ele iria salvar todo o mundo mágico, tal como o salvou do fogo infernal. O quanto teve de se controlar para não o beijar, quando desceram da vassoura, tendo de se contentar com os resíduos de calor ainda presentes em si, devido ao voo para fora da Sala das Necessidades. Só faltava mais um pouco.

Porém, aquele dia parecia nunca mais ter fim. Quantas mais pessoas ele ainda teria de ver morrer, em prole de uma ideologia ultrapassada e ridícula? Quanto sofrimento ainda tinha de suportar? Voldemort chamava-o, para assistir em primeira mão a sua ascensão ao poder. Na realidade, só uma pessoa o interessava, aquela que estava a vir, nesse momento, para se sacrificar em nome de todas as pessoas. Por Harry, ele soube ali que daria a sua vida, que tentaria impedir que Voldemort levasse o seu plano para a frente. Porém, antes que ele pudesse reagir, Harry suplicou-lhe para que vivesse, através de um rápido e muito sentido olhar de despedida. E então, ele viu a sua alma gémea a se entregar à morte.

Era uma vez... um casal tão inesperado, que parecia que foram feitos um para o outro. Desde o primeiro momento, quando se viram na loja de roupas para comprarem os primeiros uniformes, Draco percebeu que encontrou a primeira pessoa que ele queria que fosse seu amigo. Mas as coisas não correram tão bem como ele esperava.

Com o passar dos anos, as provocações passaram a ser frequentes. Draco foi o primeiro a aperceber-se que havia mais por detrás de todas as brigas. Contudo, não foi o primeiro a dar o braço a torcer. Uma vez Slytherin, para sempre determinado. Em meados do quinto ano, Harry foi o primeiro a empurrar Draco para uma sala vazia e a beijar o outro. A partir daí as coisas escalaram rapidamente. Eles tentavam sempre se ver às escondidas, o que não se tornou assim tão difícil, desde que Draco se juntou à Brigada da Umbridge. Harry apenas escapava dos amigos para “poder respirar em paz um pouco”. Draco só cumpria o “dever” de andar atrás de Harry.

Curiosamente, a casa de banho das raparigas do quarto andar nunca se tinha tornado tão popular, desde que passou a ser habitada por um fantasma. Aí, eles falavam da escola, compartilhavam pormenores do passado, davam valentes amassos e faziam os trabalhos de casa. Nunca as notas de Harry a Poções tinham estado tão altas, até Hermione ficou a ser surpreendida. Quando Harry passava a ser insuportável, por secretamente não ver o Draco há imenso tempo, Hermione dizia-lhe para ele ir respirar um pouco sozinho no sentido de o pôr a estudar e a relaxar. Mal sabia ela que a forma dele relaxar envolvia uns beijos intensos com um certo loiro sexy.

No início sexto ano, Draco mal conseguia aguentar a sua vida dupla, entre ajudar o talvez namorado a suportar a dor de perder o padrinho e pôr em prática o plano de Voldemort. A pressão foi de tal ordem intensa, que afetou a relação deles. Harry quase que lhe escapava dos braços. Quase que daria a sua primeira vez à Ginny, coisa que Draco tratou de resolver o mais rápido possível. A primeira vez deles foi um estranho bom, porque Harry sentia o peso da sua virgindade e da vasta experiência de Draco, ou julgava ele que sim. Para Draco também foi a primeira vez em que ia até ao fim. Já tinha tido outros casos, principalmente no quinto ano enquanto tentava esquecer Harry, mas nunca tinha tido coragem para se entregar. Sentia que isso teria de ser com alguém especial, tal como o Harry.

Desde essa noite, foi impossível esconderem dos que lhe eram mais próximos. Inesperadamente, Ron foi o primeiro a descobrir que Harry tinha alguém e, por um mero acidente, quase que esbarrava no casal, quando eles estavam numa sessão de beijos tão fantástica que Ron não tinha como não dar o braço a torcer pelo Draco. A partir desse dia surgiram amizades inesperadas. Draco e Hermione davam-se tão bem a nível intelectual, que forçavam os outros dois do trio de ouro a estudar. Ron e Blaise, por sua vez, estavam sempre prontos para sabotar os planos da Pansy com o Nott, quando não estavam tão ocupados como o Harry e o Draco.

O final do sexto ano trouxe imensas mudanças. Harry descobriu o que Draco tanto fazia por esconder, tendo entendido a situação do seu ex-rival porque sabia que não foi uma escolha fácil. Quando Dumbledore morreu, Harry foi atrás de Draco para lhe dizer que estava perdoado. Ambos concordaram que o melhor seria separarem-se, antes mesmo de algum dia terem oficializado a relação, pois havia uma grande jornada que Harry devia percorrer. Então Harry viu o seu maior suporte partir na companhia de Snape, um adepto improvável da antiga “relação” com o loiro. A partir daí, ele sentiu a maior solidão da sua vida.

A busca pelas Horcruxes não foi fácil. Então, quando acabou por ser capturado e levado para a Mansão Malfoy, as suas foras quase que sumiram, ao ver que Draco estava mal, vivo mas sem um pingo de vontade de viver nos seus olhos. Quando Harry lhe roubou a varinha, roubou também um beijo e deu-lhe a esperança de que esta guerra poderia acabar bem para ambos. O seguinte encontro deles foi na Sala das Necessidades, onde Harry salvou o loiro das chamas, deixando-o vivo antes de partir para a morte certa. Draco foi chamado por Voldemort para assistir à queda de Potter, mas quem caiu foi Draco, ao ver o seu amado sucumbir à maldição. Não quis acreditar no que os seus olhos viam. Era para os dois serem felizes ou pelo menos Harry viver. Nunca a situação contrária, em que o mais novo Malfoy ficaria vivo para sempre recordar o seu moreno.

De volta para o castelo, Draco nem queria acreditar na sua mente. Ele viu Harry saltar dos braços do Hagrid para impedir que Neville fosse morto. Ficou ali como espectador enquanto Harry derrotava Voldemort de uma vez por todas. Ele ficou especado naquele sítio, mesmo após todos os seguidores de Voldemort terem abandonado o local. Os seus pais imploraram-lhe para ir com eles e ele não conseguia. Só queria os braços do seu amado, para lhe dizer que tudo ficaria bem.

Depois de toda a poeira assentar, Harry voltou para os braços de Draco. Juntos, fugiram para os dormitórios e tiveram uma derradeira noite de despedida, mal se importando com a explosão de magia que resultou quando os seus corpos se uniram pela primeira vez, desde que se tinham separado há um ano. Se tivessem sabido, não se teriam separado tão precocemente.

Só voltaram a ver-se nos julgamentos, passado cerca de quatro meses desde o fim da guerra. Harry intercedeu a favor de todos os Malfoy, o que poderia ter surpreendido Lucius se não soubesse da relação que o seu filho tinha com Potter. Apenas este último não sabia ainda o quanto as coisas estavam a mudar. No julgamento do Draco, Harry achou-o mais pálido que o costume, mas pelo menos parecia que tinha vida em seu olhar. Todo o trio de ouro intercedeu a favor do mais novo Malfoy, o que surpreendeu todo o tribunal, tendo este optado por averiguar afincadamente os pormenores de tal ação. Quando optaram por usar Veritaserum, um médico veio proibir o seu uso em Draco, tendo entregado um relatório médico ao juiz principal. No fim, também ele foi ilibado de tudo, sendo finalmente livre.

Fora do tribunal, Harry tentou chegar a Draco o mais rápido possível, tendo sido barrado várias vezes por jornalistas que queriam perceber o que se tinha passado no julgamento. O Potter viu que Draco estava cada vez mais pálido e apressou-se para ir ao seu encontro, tendo-o amparado no momento em que ele desmaiava. Todos queriam levar Draco ao St. Mungus, mas os pais deles apenas disseram que o que ele precisava era de descanso, depois de um longo dia no tribunal. Harry aparatou na Mansão Malfoy com Draco nos seus braços. No mesmo instante, um elfo doméstico indicou-lhe o quarto do loiro, já sabendo do que se tratava. Lucius disse a Harry que podia ficar ao lado do filho pelo tempo que quisesse, convidando-o para jantar com os três. Depois de aceitar a oferta, foi-se deitar ao lado do seu amado, esperando que este abrisse os seus olhos prateados que ele tanto amava.

Draco acordou na sua cama, sem ter se apercebido que se tinha deitado. Ao se mexer, reparou que não se conseguia levantar pois estava preso nos braços de alguém. Quando viu que se tratava de Harry, apressou-se em acordar o moreno com beijos, até se tornarem famintos quando o mais novo despertou. Harry perguntou-lhe se ele estava bem ao que Draco responde que melhor era impossível. No fim do jantar, Harry descobre que dentro de aproximadamente cinco meses, vai aparecer outra razão para ele viver neste mundo, e nada poderia abalar a sua felicidade naquele dia.

Durante o primeiro ano de vida de Scorpius Malfoy Potter, a vida não foi fácil para os seus devotos pais, mas nada que o amor não pudesse suportar. Harry era oficialmente um Auror, como sempre quis, e Draco estava a tornar-se num medimago, porque não aguentava ver o amor da sua vida a ferir-se todos os dias. Os três viviam agora na Mansão Black, depois de reformarem a casa de alto a baixo tornando-a deles, mais clara, alegre e viva. Harry pensava que não podia ser mais feliz, o seu casamento realizar-se-ia dentro de minutos, nos jardins da Mansão Malfoy. O seu amado filho seria quem levaria as alianças, agora que conseguia dar uns passos ainda um pouco vacilantes. A maior prenda da sua vida estava a caminhar na sua direção, altivo e magnífico como sempre.

A união deles foi celebrada no seio da família Malfoy, da família adotiva de Harry, os Weasley, e dos amigos de longa data do casal, alguns já casados, como Ron e Blaise que, numa excursão à América, acabaram enlaçados lá para o meio da viagem e continuam felizes; outros comprometidos, como Pansy e Nott, Neville e Luna; alguns ainda solteiros, como Hermione, mas não por muito tempo, visto que o namorado dela já estava com as vistas em cima de um anel de noivado.

A maior surpresa do dia, veio aquando dos votos do casal, onde todos ficaram a saber que a família Malfoy-Potter teria um novo membro a caminho. Harry não sabia como tanta felicidade poderia caber dentro de si. E assim, rodeados de muito amor e carinho… viveram felizes para sempre.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Eu não atribuí um par em específico a Hermione porque não estava a ver com quem ela poderia ficar, visto que o Ron já estava comprometido, pelo que deixo à vossa imaginação.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!