Once Upon a Time
11 Encontro inconveniente
JAY
Quando o avião pousou era quase meio dia, peguei um taxi e fui para o hotel mais próximo. Minha barriga roncava de tanta fome, larguei minhas coisas no quarto e desci para o restaurante. Não havia muitas pessoas por ali, para minha sorte em partes. Peguei minha comida e sentei em uma mesa.
Quando terminei de comer uma dor invadiu minha cabeça, era hora de saber o próximo passo. Eu vi um lugar no meio de montanhas, onde um grupo de cinco mulheres dançava em cima de um tapete enorme. Quatro delas usavam branco, exceto uma que usava vermelho. Elas dançavam com perfeição. Aos poucos voltei a realidade.
Peguei minha bolsa e fui até um ponto de taxi ali próximo. Pedi para que o taxista me levasse para algum lugar desse tipo. Ao chegar eu percebi que era exatamente o lugar da minha visão, exatamente igual. Com as mesmas mulheres dançando.
Me aproximei delas e assisti até o final da apresentação, esperando que algo ali fizesse algum sentido. As mulheres dançaram por um longo tempo e depois se retiraram em um canto. Aquilo não fez o menor sentido para mim, voltei para o hotel e deitei na cama, a noite já estava vindo.
Acordei com minha garganta ardendo, olhei no relógio. Era meia noite em ponto. Droga! Eu teria que matar alguém é isso? Coloquei uma roupa e sai do hotel. Caminhei por algumas ruas até chegar a uma onde mulheres se prostituíam e seus “chefes” batiam em garotas que não faziam seu trabalho direito.
Era isso, se eu matasse pessoas como esses cafetões eu não estaria literalmente fazendo o mal. Eu estaria ajudando essas garotas. Rondei o lugar por um tempo até que uma cena chamou minha atenção. Um dos cafetões pegou uma das prostitutas pelo braço e a levou para um beco. Essa era minha chance, teria que matar a garota também, mas eu conseguiria sangue.
Segui eles a uma distância favorável. O beco era escuro, seria fácil acabar com eles. Me escondi em algumas sombras mais escuras. Eu podia ouvir os tapas que o homem dava na garota. Olhei para os dois e contei até três, criando coragem.
Respirei fundo e me aproximei rapidamente do homem, cravei meus dentes em seu pescoço e bebi seu sangue rapidamente. Seu corpo caiu inerte no chão. Quando fui para cima da garota pude ver alguém bebendo o sangue do pescoço dela, era uma garota.
Uma onda de choque percorreu meu corpo quando a garota levantou o rosto. Eu podia achar que estava vendo um reflexo meu no espelho, se não fosse pelos cabelos pretos dela. Seus olhos, sua boca, seu corpo, tudo era igual a mim. Como um xerox, como se fossemos gêmeas.
- Quem é você? – perguntei hipnotizada.
- Porque não se apresenta primeiro? – ela falou limpando o canto da boca.
- Sou Jay. – falei observando cada movimento seu.
- Sou Selena. – ela falou. Com certeza ela tinha mais auto confiança do que eu. – E acho que teremos uma longa conversa.
- Sem duvidas. – falei segurando meu nervosismo.
JUSTIN
- Eu consegui isolar ainda mais o áudio e consegui isso. – coloquei para rodar. A voz da mulher chamou o voo 395 e o destino foi cortado quando Jay desligou a ligação.
- Agora já podemos ir para o aeroporto. – Liam falou.
- Vamos nos dividir. – falei bolando um plano. – Liam e eu vamos para o aeroporto e Harry e Nathy tentam falar com Jay, pode ser?
- Certo, acho que assim será melhor. – Nathy falou sorrindo.
- Tudo bem, vamos. – falei para Liam.
Pegamos meu carro e fomos para o aeroporto o mais rápido que pude. Ao chegar Liam correu para a central de ajudas e perguntou sobre o avião. A resposta não foi nada animadora, Jay havia pego um avião para a Capadócia, na Turquia.
- O que vamos fazer agora? – Liam sentou em um banco.
- Vou falar a verdade, não acho que ela vá voltar assim tão rápido e se formos atrás dela será impossível acha-la lá. É como procurar uma agulha em um palheiro. – falei.
- Você tem razão e o que vamos falar para Harry? – ele perguntou.
- A verdade, e vamos tentar acalma-lo para que não saia correndo atrás dela. – falei levantando.
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