Notas iniciais
Desculpe qualquer erro. Deixei tudo para a véspera de Natal e tive que fazer correndo.

– Mary Margaret! – chamou Regina, aparecendo na porta que ligava uma das salas à cozinha. – Pode parar de olhar para o alto e vir ajudar aqui?

– Não estou olhando para o alto – ela se defendeu. – Estou brincando com o Neal.

Regina deu um suspiro.

– Olhando para o alto.

Pode-se ouvir uma risadinha vinda da cozinha. Emma. Regina deu um sorriso.

– Estou só mostrando as luzes para ele – Mary Margaret se defendeu. Ela se levantou e partiu para a cozinha com o filho no colo, passando por Regina no caminho.

A prefeita observou a cena que se desenrolava em sua frente. A lareira estava acesa, onde o fogo crepitava. Robin pendurava as meias, enquanto Rolland as passava para ele. Mais os longe, perto da enorme janela, estava a árvore de Natal quase sem decoração. Em compensação, Killian e Henry estavam com enfeites natalinos espalhados pelo corpo; uns cinco repousados só no gancho do pirata. David entrou em cena carregando uma caixa lotada de enfeites.

Regina lembra-se da surpresa que causou em todos quando sugeriu que passassem o Natal juntos. Nem Henry conseguia acreditar direito. Mas depois de tudo que já passaram juntos, seria inútil admitir que não eram uma família. Meio estranha, mas ainda assim uma família. Logo após o comunicado, Emma veio falar com ela em particular, com aquele jeito meio alegre dela, parecendo uma criança. “Obrigada por nos convidar, Regina” ela tinha dito sorridente. “Acho que esse vai ser meu primeiro Natal de verdade.” E em seguida foi embora, causando uma dor no coração da rainha. Das muitas coisas ruins que havia feito ainda na Enchanted Forest, ter arruinado completamente a vida daquela garotinha, que iria se tornar Emma, sua única amiga, era a única que ela não poderia se perdoar. Jamais.

Robin notou a presença dela e deu um sorriso. Ela acenou e fez um gesto, indicando que voltaria para a cozinha.

– Você fez os biscoitos, querida? – ela escutou a voz de Mary Margaret ao entrar no cômodo.

– Sim – Emma respondeu, pegando um pouco do glacê com o dedo. Parou ele no meio do caminho para a boca ao avistar Regina. – Opa. – Ela deu sua típica risada de criança. – Só faltam ser decorados. – E deslizou a tigela pela bancada até Mary Margaret.

– Estou cuidando do Neal, Emma – ela se desculpou.

– Não seja por isso. – Regina foi até o forno, de onde tirou duas formas cheias de bicoitos em formas natalinas. Depositou-as na bancada, em frente Mary Margaret. – Dê o Neal para a Emma, te chamei na cozinha para ajudar. Emma já faz a parte dela.

Ela estreitou os olhos, mas acabou entregando o bebê para a filha. Neal foi mais do que alegremente para os braços de Emma, logo estendendo as mãozinhas gordinhas em direção ao longo cabelo loiro dela.

– Oi Neal! – Emma cantarolou e começou a brincar com ele. Só então Mary Margaret começou a decorar os biscoitos.

– O que vai ter de sobremesa? – Henry entrou correndo na cozinha.

– Biscoitos – Mary Margaret disse.

– Sorvete – Emma respondeu.

– Torta.

– De que sabor? – Henry perguntou animado.

– Pêssego. Alguém é contra maçãs – Regina lançou um olhar pela cozinha.

– Desculpe – Emma disse sorrindo, mas podia-se ver que ela não estava nada arrependida.

Emma sentou-se em um banco e Henry foi logo até ela, ambos brincando com o bebê. Mary Margaret não era muito boa na cozinha, portanto alguns biscoitos foram quebrados no processo de decoração. Emma deu o glacê que sobrou com uma colher para Neal, com cuidado para não sujá-lo, enquanto comia os biscoitos desperdiçados com Henry, sob o olhar de reprovação de Regina.

– Posso colocar a estrela? – a voz infantil de Rolland veio da sala.

– Você é muito pequeno para isso, filho – Robin comentou.

– Isso não é problema – uma voz cheia de sotaque falou. – Vem aqui que o tio Killian te levanta.

Emma não pode deixar de sorrir.

––––––––––

Regina estava sentada no sofá, pernas esticadas na mesinha de centro, a cabeça de Henry no colo, enquanto Robin passava o braço por seus ombros.

– Já não está na hora de dormir, Henry? – ela perguntou.

– Mãe, por favor, eu tenho treze anos! – ele respondeu revirando os olhos.

Mary Margaret bebia vinho e David estava cochilando em uma poltrona.

– Estou cheia. Nunca vi tanta comida na minha vida – Emma comentou, aninhando mais no colo um Neal que dormia. – Vou ficar imensa de tanta comida que coloquei dentro de mim.

Killian puxou a cabeça dela para seu ombro e sussurrou alguma coisa em seu ouvido, o que resultou numa risadinha de ambos. Regina não queria nem saber o que eles estavam falando.

– Dez minutos para o Natal! – Henry exclamou, se levantando.

Mary Margaret cutucou David para acordá-lo.

– Vou colocar o Neal na cama, então – Emma comentou se levantando.

– Não se esqueça de colocar almofadas em volta dele. Para ele não cair. – Mary Margaret disse.

– Pode dar uma olhada no Rolland, Emma? – Robin perguntou.

– Claro.

Ela saiu da sala e foi em direção às escadas.

– Vou distribuir o vinho nas taças – Robin se adiantou em direção à mesinha.

– Eu te ajudo, mate – Killian pegou uma garrafa e começou a despejar o líquido escuro nas taças que Robin segurava.

– Para o Henry não! – Regina disse rápido.

– Mas mãe!

Ela virou-se para ele.

– Henry Daniel Mills, já estou fazendo muito por te deixar beber cidra de maçã. Você deveria é estar dormindo.

Um risinho foi ouvido na sala.

– Mãe, — Henry falou para Emma, que tinha voltado – posso beber vinho?

– Henry! – Regina disse brava, ao mesmo tempo em que Emma dizia:

– A casa é dela, ela faz as regras – e deu de ombros.

– Obriga...

Regina estava prestes a agradecer, mas Emma continuou.

– Agora, se fosse na minha casa...

Henry deu risada, junto com Emma.

– Miss Swan!

– Eles estão brincando, Regina. – Mary Margaret se intrometeu, antes que as coisas evoluíssem para uma discussão.

– Vou pegar a garrafa de cidra na cozinha – David saiu da sala correndo, voltando logo em seguida, enchendo a taça para o neto.

Todos pegaram suas taças e se juntaram ao redor da pequena mesa, formando um semi círculo.

– Feliz Natal! – todos brindaram, ao final da última badalada do relógio.

Notas finais
Foi bem fofinha para combinar com a data.
O que acharam?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!