Notas iniciais
Obrigada pelos comentários. Eu desenhei como a Safire seria, mas estou com problemas para colocar a imagem. Vou tentar escrever mais rápido e eu AMO quando comentam, me deixa mais motivada.
Vou mudar a capa em breve.
Espero que gostem.



POV- Niall

O que fiz de errado? Eu estava confuso, quero dizer, tinha sido gentil em todos os aspectos possíveis. Fui um verdadeiro cavalheiro, eu me distrai quando Anna chegou, mas Harry e Zayn a levaram para o Hotel. Não entendia em que momento errara. Quem sabe ela nem estivesse brava e eu que tenha interpretado errado. É acho que foi isso, só pode ter sido isso...

Sentado no restaurante me sentia culpado, pela primeira vez em minha vida não sentia vontade de provar o frango a minha frente.

Ela estava bem, ao menos ela parecia muito bem se é que você me entende, quando a encontrei saindo da cafeteria. Com o cabelo brilhante e de jeans colado, pude ver suas curvas antes escondidas pelo casaco. Assim que ela me olhou, caramba senti que derreteria. Meu estomago se revirou e meu coração bateu tão rápido, cheguei a acreditar que explodiria.

Mas percebi com pesar que Safire tentou nos evitar ou melhor dizendo me evitar. Ela acenou e sorriu de maneira frívola, isso quebrou meu coração. Nunca vou entender as mulheres.

-Qual o problema Niall? – perguntou Harry percebendo meu animo baixo.

-Nada – eu não reclamaria de meus problemas para ele.

-Isso tem a ver com a Safire? – ele quis saber.

-Talvez – espetei o frango com o garfo – eu não entendo, ela não atendia as minhas ligações de manhã e quando o finalmente fez não quis falar comigo. Viu também como ela nos evitou poucos minutos atrás? Senti que congelaria, não por causa do tempo, mas pela frieza com a qual me tratou. Me diga Harry, você que entende de mulheres, o que eu fiz de errado?

-Não contou para ela – disse sem hesitar.

-O que? – perguntei

-Sobre a Anna – Harry notou meu olhar confuso e explicou – Safire gosta de você, pensou que você queria ser mais do que só um amigo e alimentou essa esperança. Quando viu Anna no aeroporto ficou decepcionada, e eu suponho que você não tinha comentado a ela sobre sua namorada atual.

-Você acha que ela gosta de mim, sério?- eu estava exultante de felicidade, nossa como uma garota incrível desse jeito poderia gostar de um cara como eu? É Deus existia mesmo.

-Alô? Terra chamando Niall, você a magoou – me lembrou Harry.

-Nunca foi minha intenção, amanhã eu vou falar com ela antes da gravação e me desculpar – eu notei que meu amigo não gostou muito da ideia, ele me olhava de soslaio um pouco irritado.

...

POV- Safire

O telefone não parou de tocar quando cheguei em minha suíte, todas as ligações eram de fans querendo saber o que eu tinha com os maridos delas. Fui obrigada a colocar um pseudônimo para que só aqueles realmente conhecidos tivessem acesso a minha linha.

Dormi cedo na noite passada por isso acordei na mais tenra manhã do dia seguinte. Solicitei um desjejum leve e liguei a TV. No noticiário se passavam muitas tragédias e desgraças, mudei o canal e acabei me vendo acenar para o One direction em frente a gravadora. Passei sucessivamente os programas, fofoca, fofoca, noticia, desenho e... Lancaster Fleming.

Permaneci a hora seguinte estática observando o narrador contar a história de Ian Lancaster Fleming, jornalista e escritor. O pai de James Bond. Sorri ao lembrar em como pensei cursar jornalismo, mas não encontrei nenhuma bolsa no Brasil. Então meu sonho foi ralo abaixo.

Caminhei até a janela e puxei as cortinas. Ai meu deus, neve! Um manto grosso dela encobria todo o horizonte. Uma alegria infantil me atingiu e coloquei meu casaco o mais rápido possível. Desci de elevador apertando o botão do térreo diversas vezes tentando agilizar a descida. Pé sobre pé corri até a rua.

Assim que o primeiro floco atingiu minha face sorri e recolhi outro com a língua. Tinha um gosto agradável, refrescante. Eu ofegava devido ao entusiasmo que me fizera correr até lá, mas isso não me impediu de pular, gritar, rir e deitar em todo aquele volume que se assemelhava a espuma dos travesseiros mais macios do mundo.

Perdi a noção do tempo, só o lembrei quando um carro preto, tão reluzente quanto metal sonante parou perto de mim.

-Safire? – perguntou uma voz doce que só poderia pertencer a uma pessoa.

-Olá Niall– não me movi, continuei estendida sobre a neve que encobria a rua – venha – dei um tapinha indicando que se sentasse ao meu lado. Ele o fez.

-O que está fazendo? – indagou curioso. Eu não estava mais brava unicamente pelo fato de esse frio todo ter esfriado minha cabeça.

-Só aproveitando a neve, eu nunca tinha a visto antes – respondi observando o vapor que minha boca soltava.

-Ahm – ele me pareceu hesitante. Ficamos em silencio alguns minutos, até que Niall apoiou-se sobre o ombro e disse:

-Me desculpe.

-Por o que? – me fingi de desentendida.

-Por não ter te contado sobre a Anna – ele respirou fundo – eu deveria, mas me esqueci.

-O que eu não entendo é como alguém consegue esquecer que tem namorada – resmunguei alto.

-Eu sei, eu sei. – Niall me fitou com seus olhos lazuli, e o oceano neles estava calmo, sossegado. Tive vontade de me jogar sobre ele, mas não podia, afinal aquele homem já tinha dona – me desculpe.

-Ta bom – levantei ainda tonta pensando em toda aquela imensidão a pouco fitada por mim. Me sentia uma mortal diante de um deus, só que em vez das características soberbas típicas de um imortal, apresentava-se inofensivo, lindo, apaixonante...

-Vamos? – ele me perguntou – o encarei descrente.

-Eu estou de pijama – disse incrédula, ele olhou-me de cima a baixo e respondeu:

-Desculpe eu não percebi – fiquei com vontade de joga lo em um poço, só que antes ele completou – para mim você fica linda de qualquer jeito – senti minha face corar profundamente.

-Venha – o chamei – vamos subir.

Durante o trajeto as pessoas não disfarçavam o desaprova mento, olhavam fixamente as vestes que ostentava, deveriam pensar “Quem é essa louca de pijama no saguão?” Chegamos lá e notei que deixara minhas roupas caídas no chão e a TV ligada.

-Fique a vontade, eu já volto – Niall se sentou e ocupou-se assistindo um jogo de futebol qualquer.

Me vesti com as roupas novas, e optei por uma bota forrada no interior para aquecer meus pés. Examinei o celular, não haviam chamadas perdidas, pois ligara para Elizabteh e Patrick no dia passado. Eles me perguntaram coisas do tipo “Você esta bem?”, “Está se divertindo?” e o pior “Não se esqueça de usar camisinha”. As vezes os pais podem ser tão doidos.

-Pronto – exclamei pegando a minha bolça, Niall olhou me por alguns instantes boquiaberto. Andei em direção a porta e o chamei rindo por dentro devido a reação dele.

Entramos no carro e lá permanecemos apenas alguns minutos conversando antes de chegarmos a gravadora. Passamos pelas portas de aço pesadas e entramos em um hall de entrada. O piso enseirado a pouco permitia com que visse o meu reflexo que orgulhava em dizer, era bonito.

Fiquei levemente sobressaltada com toda a movimentação no espaço, pessoas entravam e saiam apressadas, o telefone tocava sem parar, a recepcionista tentava atender a todos mas eram muitos. Um vulto passou perto de mim, pensei o conhecer de algum lugar, seria qual o nome dele mesmo, James? Jeromy?Jack!... Isso era Jack! Antes que pudesse tomar qualquer atitude Niall guiou-me até o elevador.

-Nós estamos atrasados – ele tamborilou os dedos na parede enquanto subimos cada vez mais alto em direção ao céu. Paramos no que acreditei ser o 20° andar.

Entramos na porta preta a esquerda, o recinto era espaçoso e escuro. A palheta de cores se baseava em tons escuros, tais como: preto, castanho escuro e azul ultramar. Uma parte do espaço estava coberto por um vidro grosso, pude observar que suas paredes estavam revestidas, parecia um ambiente de boa acústica.

-Olá – me cumprimentaram os garotos de uníssono.

-Ah oi – corri os olhos por eles até perceber que Danielle e Eleanor também estavam lá. Harry foi o primeiro a se levantar, caminhou e me disse:

-Safire, essas são Eleanor – apontou para a jovem de cabelos ondulados ao lado de Louis- e Danielle – então guiou o dedo na direção da outra que tinha um sorriso encantador. Elas pareciam ser legais.

-É um prazer conhecer você – as duas me cumprimentaram.

-Desculpe-nos pela demora – iniciou Niall tirando a blusa e pendurando-a no cabideiro – onde está o Carl?

-Foi atender um telefonema- respondeu Liam.

-Esses sapatos são da nova coleção do Collin Mitchell? – perguntou Danielle.

-É eles são – respondi – o Collin me deu.

-Você conhece o Collin Mitchell?- indagou Eleanor se aproximando, soltei um riso leve.

-É, sabe a gente se esbarrou na rua e acabamos virando amigos – fiz um sinal displicente com a mão direita.

-Nossa, terceiro dia em Londres e já conhece um dos estilistas mais famosos da Inglaterra, fico imaginando no final do mês, aposto que até la já estará tomando chá com a rainha- zombou Louis. E todos riram .

Em pouco tempo o produtor deles, Carl, um homem de meia idade, cabelos prateados e terno de marca entrou. Ele se apresentou e sem mais cerimônias Harry,Liam,Niall,Louis e Zayn iniciaram a gravar.

-É muito estranho?- perguntei a Danielle e Eleanor.

-O que? – quis saber Eleanor.

-Namorar com alguém famoso, me parece ser tão...- não tinha nenhuma palavra que se encaixasse perfeitamente- ...complicado.

-E é – afirmou Eleanor – ,mas sabe como é a gente não escolhe por quem se apaixona – observei de relance Niall que tirava os cabelos loiros dos olhos.

-Eu quem o diga – murmurei.

-Já viu alguém famoso além do Collin Mitchell? – perguntou Danielle.

-Não, mas eu pretendo visitar o Sr.Mcdonalds em breve – O.K. essa piada não teve muita graça, mas elas riram. Isso me deixou feliz.

Ficamos até o almoço conversando animadas e escutando os garotos tocarem. Eu tirei todas as duvidadas que tinha a respeitos delas, eram incriveis. Agora só me restava esperar para conhecer Anna e devo dizer não estava nenhum pouco empolgada. Fomos almoçar juntos em um restaurante ingles que era melhor que um restaurante chique, pois me fez sentir aconchegada e a comida estava deliciosa. Pouco antes de ordenarmos nosso pedido Niall falou para mim:

-Agora posso comer sem ter medo de me engasgar – como ele podia ser tão fofo?

...

Nunca gostei de surpresas, elas sempre foram ruins para mim e naquele dia não foi diferente. Ao voltarmos para o estúdio encontramos uma loira com os seios fartos sentada no sofá, senti um clima de tenção se formar. Eleanor e Danielle se entre olharam, não pareciam muito contentes.

-Ni ni meu amor! – exclamou ela, céus como a voz dela era aguda – Eu estou de folga hoje já que o chato do Collin não me quer no desfile dele, então resolvi passar aqui para te ver- ela fez um estardalhaço dizendo o quanto sentira falta dele e que o amava, apertei o meu peito com as mão tentando estancar o sangue que jorrava de meu coração magoado.

Então ela me olhou como um inseto e perguntou ainda com os braços em torno dele:

-Quem é essa?

-É a Safire, ela quem salvou a minha vida – Niall tentava quebrar o clima, mas a única coisa que estaria realmente quebrada logo logo seria a cabeça da mocréia em minha frente

-Á salva vidas – dei um passo em sua direção, mas Zayn percebendo o que viera em minha mente deteve-me- você já deve ter me visto antes – eu sabia que ela tentava se vangloriar de sua carreira como modelo por isso me fiz de fan e disse:

- É! Eu ti vi dando na esquina ontem– respondi irritada, Harry soltou um risinho. Niall me olhou surpreso e eu revirei os olhos acrescentando – te vi dando autógrafos – meu tom de sarcasmo era evidente, mas os cinco neurônios da loira não foram capazes de processar a informação.

-Bom, sabe como é, uma pessoa famosa como eu – continuei com um sorriso sem vergonha no rosto e ao observar pelo canto do olho os outros percebi que eles também se controlavam para não rir, o único que parecia não ter gostado da piada era Niall.

Carl voltou e eles continuaram a gravar. Anna não parava de falar coisas do tipo como Botox é importante depois dos trinta e que devemos sempre ter opções para o caso nossos namorados estejam ocupados:

-Eu particularmente tenho uma lista de amigos com quem saio quando estou sozinha. Sabe, eu sou muito amiga do Tom Felton... – depois de passar duas horas ouvindo Anna falar senti que meu Q.I. diminuira 7 pontos. Levantei abruptamente.

-Vou tomar café vocês querem algo? – me dirigi as meninas.

-Me trás o café mais forte que tiver – pediu Danielle apoiando a cabeça na mesa.

-Para mim também – acrescentou Eleanor.

-Eu não quero, café mancha os dentes – fiquei com vontade de dar uma paradinha no terraço para me jogar, assim me livrava do purgatório que era atura-la.

A cafeteria estava parcialmente ocupada. Fui até o balcão e pedi para a atendente os cafés, aproveitei e peguei chocolate, ele era a única coisa capaz nesse mundo de me acalmar. Senti o olhar de alguém sobre as minhas costas e então escutei alguns sussurros “será que é ela?” “não pode ser”. Me virei e fui até as meninas que me lançavam as indiretas.

-Eu sou a Safire – me apresentei.

-Então você conhece eles? – quis saber uma ruiva.

-Bem...qual o seu nome?

-Natalie – sua voz era quase inaudível.

-Natalie, eu conheço sim, mas relaxem eles também são humanos, só que humanos mais bonitos que o normal – então me chamaram por causa do pedido, sai e o peguei. Acenei para elas que pareciam agitadas e radiantes de felicidade, depois sai.

No caminho esbarrei em alguém, quase derrubei o café sobre o estranho. Me dei conta de que era Jack, o homem que vivia no mesmo predio que Collin.

-Nossa, nós temos de parar de nos encontrar assim – ele falou.

-Concordo, da próxima vez você pode estar em um carro e eu a pé – ele riu.

-Você não trabalha na gravadora? – Jack me pareceu curioso.

-Não, estou só visitando.

-Bem sabe, se quiser ajuda para alguma coisa é só me ligar. Ele tirou um cartão do bolço e o colocou na minha mão não ocupada. O examinei, hum, um fotografo interessante...