Once Upon A Time...one Direction And Me

1 Capítulo 1- Everything about you


Eu estava sentada em uma cadeira com entalhes magníficos, a mesa em minha frente, provavelmente feita de mogno, continha em sua superfície delicias das quais não tinha consciência até aquele dia. Mas o que realmente chamava a minha atenção era o grupo de garotos ao meu lado que brincavam e riam. Sorri. Louis estava lindo com seu típico cabelo penteado para o lado, parecia até que uma brisa forte o tinha colocado lá. Niall balançou a cabeça em negação a algo dito por Harry que simplesmente continuou reluzindo felicidade e bom humor. Zayn fez cosegas em Liam, este se contorceu na tentativa de escapar, mas seu esforço foi em vão jà que logo caia no chão de tanto rir. Percebendo o meu olhar, eles se calaram e levantaram seus copos falando em alto e pleno som:

– Hà Safire!

Eu poderia morrer de felicidade se nesse exato momento eu não tivesse acordado...

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O sol quente de janeiro brilhava, Seus raios superavam a timidez e atravessavam o vidro acariciando meu rosto naquela manhã. Abri meus olhos lentamente com o intuito de recobrar minha consciência, já que está ainda vagava em um mundo desconhecido. Me sentei na cama e lembrei triste de que a visão do meu querido grupo de lidos rapazes do one direction não passava de fruto da minha imaginação. Quem dera se eu realmente os conhecesse, mas isso era uma esperança que eu compartilhava com mais meio mundo de garotas.

– Safire!!! — gritou uma voz aborrecida — são 10 horas da manhã. Gemi e me levantei.

Qual era o problema daquela gente? Eu estava de férias, e as minhas férias serviam apenas para dormir. Só porque eles eram incrivelmente velhos e por causa disso dormiam menos não significava que era necessário privar me de um sono saudável.

Suspirei, sabia que estava sendo dura de mais, só que é meio difícil se manter controlada quando seus tutores legais são dois idosos rígidos que te fazem acordar seis da manhã em domingos para ir ao mercado pois não entendem que não Estamos na época de racionamento e que agora existe comida para todos então não é necessário empurrar ninguém escada a baixo por um saco de arroz.

Desci a escada empoleirada no corrimão ainda sonolenta. A sala estava com seu mesmo ar frívolo de todos os dias. O retrato de Pedro Brasil, bisavo de meus tutores, estava acima do sofá seguindo me com os olhos.

– Bom dia Safire- disse Elizabeth em tom de monotonia. Elizabeth e Patrick cuidavam de mim, já que pelo que parece, nenhum dos meus país quiseram arcar com o peso de criar uma criança. Eles eram brasileiros, assim como eu, mas, viveram tantos anos na Inglaterra que se consideram ingleses.

– Bom dia — respondi com simplicidade. Patrick abaixou o jornal e me olhou com severidade, seus olhos verdes estavam duros.

– O que disse lhe em relação a ouvir esse tipo de musica — eu estava intrigada, não tinha ideia do que ele falava. Foi então que jogou sobre a mesa um CD gravado e Nele estava escrito "os sucessos de Bethoven" com caneta esferográfica. Comecei a ficar aflita, pois sabia que não havia musica clássica no CD e sim a trilha de "Up all night".

– Patrick — comecei, mas ele como sempre não me deu chance e iniciou com o mesmo velho discurso.

– Isso não é musica de verdade — afirmou ele sem nem me olhar — esses garotos de nada entendem de musica.

– Ah claro — retorqui — já que o senhor tem um vasto conhecimento com musica — meu tom sarcástico fez com que a fúria invadisse Patrick e logo seu rosto se tornou de um vermelho quase escarlate.

– Você deve se concentrar em coisas importante — agora ele estava de pé, mesmo sendo baixinho ficava bem e ameaçador o que me fez encolher — não ouvindo musicas tolas de garotos que nada entendem da vida — quando ouvi isso, anos de fúria adormecida despertaram e sem me conter falei, ou melhor, gritei para Patrick o que eu realmente achava.

– Você não tem direito de julga los assim! — comecei — Só porque você não tem vida não quer dizer que precise estragar a minha! Estou farta de você planejar o meu futuro, as escolhas sou eu que faço não você. Não quero ouvir essas musicas eruditas chatas, nem virar advogada, nem nada disso! Não quero ser você! — eu ofegava, meus nervos estavam a flor da pele, se alguém encostasse em mim naquele exato estante com toda certeza eu explodiria.

Percebi que tinha passado dos limites, estava encrencada, era provável que ficasse de castigo o resto da minha vida. Mas como minha mente estava absoluta peguei meu CD sem olhar nos olhos de nenhum dos dois e sai pela porta batendo a com uma força que desconhecia.